1932: Um relato inédito


Sexta-feira, 10 de outubro de 2014, às 05h54 – Atualizado às 08h05


Era 1932, outubro, para ser exato dia 2. Mas o embarque dos líderes que seriam deportados do país aconteceu hoje, ou melhor, no dia 10 de outubro, há 82 anos. A Revolução Constitucionalista terminava com o aumento do número de mortos e as tropas governistas ocupavam a capital paulista e aos revoltosos as penas foram severas.

Joral, um dos milhares de paulistas que tiveram de pegar em armas para protestar contra os desmandos da ditadura imposta pelo governo Getúlio Vargas. Foto: Reprodução do livro / aloart

O livro 1932: Um relato inédito, publicado no dia 9 de julho de 2014, nos transporta a uma verdadeira epopeia empreendida por Joral. Um cidadão comum, morador da cidade de São Paulo, que bem empregado trabalhava em um banco e vivia num ambiente familiar com seu pai, mãe, irmãos e tinha uma namorada, a quem amava.

A revolucão paulista, como também ficou conhecida, está repleta de atos altruístas. “Só posso dizer-lhes que assumo integralmente a responsabilidade desta revolução e só desejo que todos os castigos que aguardam meus companheiros recaiam somente sobre mim”, disse o general Klinger à imprensa, a esta altura já sob as ameaças de censura de Getúlio Vargas.

Há exatos 82 anos, no dia 10 de outubro, membros da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) telegrafavam aos parceiros do Rio de Janeiro “pedindo que fossem feitos os gastos necessários para garantir a manutenção de Carlos de Souza Nazareth”, presidente da entidade. O pedido consta em Ata do Conselho Consultivo do dia 12 de outubro de 1932.

Nazareth foi um dos líderes da revolução presos, levados de trem ao Rio de Janeiro e em seguida deportados. No dia 11 de outubro de 1932, a notícia se espalhava, apesar do sigilo do embarque no dia 10. Mesmo sob o medo das possíveis punições do governo ditatorial, os prisioneiros foram saudados “com vivas vibrantes ao embarcarem”, escreveu o jornal da época A Gazeta.

O jovem Joral nos brindou com um caderno de anotações, onde descreve suas emoções. “Eu não fui herói. Fiz apenas o que estava ao alcance das minhas forças, animado pelo meu grande desejo de servir São Paulo.

A leitura desta obra sobre a Revolução de 1932, pode ser feita gratuitamente baixando o livro na internet. Clique no botão abaixo e acesse o link gentilmente fornecido pela ACSP. O legado do autor foi editado e publicado pela em homenagem aos heróis paulistas e esta é uma parte da história de São Paulo que precisa ser lida ou relida, por todos os paulistas.

Orelha: "um panorama de como a população e a juventude de seu tempo compreenderam os ideais de liberdade e democracia. Foto: Reprodução / aloart

Capa do livro que traz um dos textos mais recentes sobre a Revolução Constitucionalista. Foto: Reprodução / aloart

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Autor: alotatuape

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