Governador apresenta trem do primeiro monotrilho do Brasil
out30

Governador apresenta trem do primeiro monotrilho do Brasil

O governador Geraldo Alckmin apresentou nesta quarta-feira, 30, o trem que vai circular no primeiro monotrilho do Brasil. O trem, da Linha 15-Prata do Metrô, vai ligar as estações Ipiranga e Hospital Cidade Tiradentes.

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Um pouco de impaciência faz bem
out28

Um pouco de impaciência faz bem

Que mãe ou pai já não esteve prestes a perder a cabeça quando, em situações desagradáveis, como um engarrafamento ou numa sala de espera, seu filho passa a ter reações de raiva e irritação. Em situações de estresse, a criança tende a desencadear seus sentimentos de raiva mais facilmente. O adulto, por tentar ser sempre paciente, pode, alguma hora, explodir. Segundo a psicóloga Ana Cássia Maturano, para enfrentar a tensão, os pais não devem se sentir culpados em externar seus sentimentos de raiva ou impaciência com a criança, desde que, na “explosão”, não atinjam a personalidade ou o caráter do filho. “Segurar a raiva e as provocações e, de uma hora pra outra, reagir batendo na criança ou a ofendendo é prejudicial e os pais se arrependem depois”, diz Ana Cássia. “O correto é dizer a ela que se está ficando irritado e deixar claro o motivo da irritação”. Esse comportamento de advertir a criança permite aos pais dar expansão a seus sentimentos, sem causar danos. Além disso, pode ser um exemplo, para a criança, de como externar a raiva com segurança. Dessa forma, a criança aprende que sua raiva pode ser exteriorizada sem precisar machucar ninguém, e que existem meios aceitáveis de expressar suas emoções, lidando melhor com os momentos de tensão que enfrentará na vida. Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga pela Universidade de São Paulo (USP), especializada em Problemas de Aprendizagem. É co-autora do livro Puericultura – Princípios e Práticas, onde aborda aspectos relacionados a ‘estimulação cultural da criança’ e colunista de Educação do G1....

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Vacinas brasileiras
out28

Vacinas brasileiras

Publicado em 28 de outubro de 2013   Brasil exportará vacina contra sarampo e rubéola. Acordo entre a Fundação Bill & Melinda Gates e laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz prevê a exportação de 30 milhões de doses em 2017. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, nesta segunda-feira (28), parceria para a produção, desenvolvimento e exportação da vacina que protege contra a rubéola e o sarampo. O acordo entre a Fundação Bill & Melinda Gates e o laboratório Bio-Manguinhos/Fiocruz, ligada ao Ministério da Saúde, foi celebrado durante o 9º Encontro Grand Challenges, no Rio de Janeiro. A previsão de exportação é de 30 milhões de doses a partir de 2017. Esta é a primeira vez que o Brasil produz vacina para a exportação usando tecnologia inteiramente nacional durante todas as fases do projeto. Esta vacina será desenvolvida na nova planta em Santa Cruz (RJ), que também irá produzir os imubiológicos contra poliomielite, febre amarela e tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola). A previsão de entrega da fábrica é 2016. A iniciativa vai contar com US$ 1,1 milhão da Fundação Bill & Melinda Gates. Durante a cerimônia de abertura do evento, o ministro Alexandre Padilha, explicou que o acordo com a Fundação Bill e Melinda Gates irá proporcionar ao Brasil mais investimentos e garantias de compra para aumentar a produção. “Este acordo possibilita que o Brasil ocupe o mercado global, oferecendo preços reduzidos. Com estes investimentos estaremos capacitados, já em 2014, a estudar e registrar a vacina nos países africanos”, afirmou Padilha, lembrando que o país já erradicou o sarampo em 2000 e a rubéola em 2009. “Agora estamos nos preparando para oferecer vacinas a outros países do mundo”, acrescentou. O ministro ressaltou ainda que esta vacina poderá ser comprada pela indústria internacional, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e por fundos privados, como a Fundação Bill e Melinda Gades, que poderão adquirir estes imubiológicos para oferecer aos países mais necessitados. O Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, disse que o orçamento do Ministério na área do investimento, produção e inovação quadriplicou nos últimos anos. “Temos recursos de R$ 2 bilhões à área de inovação e pesquisa para os próximos quatro anos que conta com investimentos do FINEP, BNDES e participações privadas, envolvendo vacinas, materiais médicos e novos equipamentos”, explicou o secretário. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, explicou que a instituição tem hoje a possibilidade de ampliar a demanda no mercado nacional, além de sua participação no mercado Global, especialmente para os países em desenvolvimento. “Devemos destacar a importância da produção da vacina contra o sarampo e a rubéola, que só tem um fabricante no mundo. Por...

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Judô, origens
out28

Judô, origens

  Publicado em 28 de outubro de 2013   Nascido sob o signo dos Samurais, Jigoro Kano, o precursor do Judô moderno teve dificuldades na prática de vários esportes, assim como sua personalidade marcante o levaria a deixar uma vistosa carreira diplomática ou política, seguindo os passos do pai Jirosaku Mareshiba Kano, um alto funcionário da Marinha Imperial Japonesa. Nascido no dia 28 de Outubro de 1860, em Mikage, Hyogo, era o terceiro filho da família. Jigoro Kano se tornou um homem de pequeno porte, franzino, com 1,50 m de altura e 48 Kg, mas sua história e sua arte ficariam conhecidas através dos tempos por todo o mundo. Aos 11 anos de idade foi enviado para Tóquio, afim de estudar o idioma inglês, indispensável com as mudanças relacionadas àquele período histórico do Japão, durante o governo do Imperador Meiji que promoveu a chamada Restauração. Cinco anos depois resolveu dedicar-se a esportes como a ginástica, o remo e o baseball para fortificar-se. Segundo se conta, nas brigas escolares sempre sofria com as derrotas para os outros alunos e isso feria sua honra de filho de Samurai, foi então que decidiu estudar o Ju Jutsu, e essa atitude mudaria para sempre a sua vida. Seu início foi com o mestre Teinosuke Yagi em 1871. Em 1877 matriculou-se na Tenjin Shin’yo-ryu e tornou-se discípulo do mestre Hachinosuke Fukuda, que viria a falecer dois anos depois aos 82 anos, deixando para Kano uma valiosa herança: seus arquivos. Após esse acontecimento ele tornou-se aluno do mestre sexagenário Masatomo Iso, guardião dos segredos de uma escola que derivava igualmente do Tenjin Shin’yo-ryu. Dando continuidade ao seu treinamento Kano foi vice-presidente dessa escola. Com a morte relativamente prematura de Masatomo e apesar de continuar treinando intensamente, Jigoro sentia a falta de um bom professor. Decidiu então procurar o mestre Tsunetoshi Iikubo com quem aprendeu as técnicas do Kito-ryu e o combate com armadura, até então seu estilo era no corpo a corpo com trajes normais. Sua base de aprendizado possibilitou a Kano fazer uma síntese das diversas escolas e criar um sistema próprio de disciplina, até que em fevereiro de 1882 ele inaugura sua primeira escola: Kodokan (Instituto do Caminho da Fraternidade). No entanto continuou a treinar com o mestre Iikubo até 1885. A Kodokan estava localizada no segundo andar de um templo budista Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, onde havia doze jos (jo medida de superfície, módulo de tatame). O primeiro aluno inscreveu-se em 05 de junho de 1882, chamava-se Tomita. Depois vieram Higushi, Arima, Nakajima, Matsuoka, Amano Kai e o famoso Shiro Saigo (Sugata Sanshiro). As idades dos alunos...

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Morre em Long Island, Lou Reed
out28

Morre em Long Island, Lou Reed

Publicado em 28 de outubro de 2013 Lenda do rock, passa a ocupar seu lugar na eternidade. As repercussões sobre o falecimento de Lou Reed não param desde o comunicado de sua morte antes do final da tarde de ontem (27), aos 71 anos de idade em Long Island, Nova York. No facebook e no twitter, amigos e fãs lançam suas palavras sobre o lendário guitarrista e compositor, líder do The Velvet Underground. Lou Reed se recuperava de um transplante de fígado ao qual foi submetido em maio deste ano. “Um triunfo da medicina moderna”, disse sobre ele mesmo ao fato de ter sobrevivido ao procedimento cirúrgico. Nascido no dia 2 de Março no Brooklin, seu nome verdadeiro é Lewis Allan Reed. Cresceu em Long Island, onde aprendeu a tocar guitarra – instrumento que o elevaria ao número 81 entre os guitarrismo de todos os tempos. Ainda no colegial seria submetido a um tratamento de eletrochoque, imposto pelos pais, para tentar curá-lo de sua bissexualidade. Esse trauma foi tema de canções ao longo de sua carreira e descrito em “Kill Your Sons”. Considerado um mestre, Reed formou, em 1964, o The Velvet Underground – uma das mais influentes bandas de rock de todos os tempos – que logo chamaria a atenção de Andy Warhol, fundador da Factory, a fábrica de arte, cinema e música. O mais célebre entre os artistas pop, impôs ao grupo o vocal de Nico, uma ex-modelo e cantora alemã, com a qual os outros integrantes não se afinaram e em protesto lançaram o primeiro álbum com o nome The Velvet Underground & Nico – deixando a entender que ela era uma convidada. Wahrhol colocou a banda em seu espetáculo Exploding Plastic Inevitable, uma espécie de show experimental e alternativo que misturava a pop art com outros elementos da sua Factory. “Walk on the Wild Side” (Passeio no lado selvagem) é uma das canções mais famosas de Reed, lançada em 1972, no álbum solo Transformer – cujo produtor foi David Bowie –, onde o compositor supostamente descreve os tipos que conheceu na Factory, denotando a influência da convivência com Warhol no desenvolvimento de sua arte. Sobre a primeira banda formava por Lou Reed existe a lenda que apesar de não ter vendido muitas cópias nem ter sido muito difundida, o The Velvet Underground influenciou a criação de váras bandas de rock, dentre elas o Depeche Mode, Nirvana, Radiohead. O The Who, assim como David Bowie e outros artistas publicaram ontem no Twitter, sob a sigla R.I.P. Lou Reed “Caminhe no lado pacífico” (com referência ao maior sucesso de Reed) e “Ele era um mestre”, foi o...

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7 de Setembro homenageia Pelé
out28

7 de Setembro homenageia Pelé

A multidão queria tocar o ídolo, como seu fosse uma divindade; os olhares e os gestos não deixam dúvida A emoção tomou conta de todos os brasileiros depois de a Seleção Brasileira erguer a Taça Jules Rimet na Suécia. Esta é uma história riquíssima do futebol brasileiro, repleto de acontecimentos que passam por pérolas, como a frase de Garrincha: “Campeonatinho mixuruco esse, nem tem segundo turno”, teria dito durante as comemorações do título. Pelé chorou no peito de Gylmar, o Brasil é Campeão Mundial pela primeira vez. Vale lembrar que na maioria dos lares brasileiros somente a voz do locutor no rádio podia transmitir o que acontecia na distante Suécia, a TV ainda era artigo raro. Os ídolos se transformaram em divindades naquele momento e recebiam inúmeras homenagens. Pelé foi recebido no 7 de Setembro da Água Rasa, para ser homenageado pela menina Vilma Fernandes, filha do jogador do clube conhecido como Zequinha (Passarinheiro) e seu filho Valtinho (veja capa desta edição). Sem imaginar, ela pintara um quadro com a imagem daquele que viria se tornar o Rei do futebol.   Da obra Memórias do Tatuapé | VIII Edição Histórica | Dezembro/2011 | Editor: Alô São Paulo | Foto: 7 de Setembro | Título original: Pelé é homenageado no clube 7 de Setembro em 1958...

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Nicola Antonio Camardo
out27

Nicola Antonio Camardo

Nicola Antonio De Chiro Camardo viveu a maior parte dos seus 90 anos de vida em torno do Largo Nossa Senhora do Bom Parto. De sua morada – uma bela residência de estilo muito parecido com as mansões da recém-formada Avenida Paulista – viu o progresso bater à sua porta e sua família o acompanhou, tornando-se uma das mais tradicionais do bairro. Em Maio de 1998, fomos entrevistá-lo ao lado de velhos amigos e da sua querida esposa Elizabeth Adua Camardo, 79, e com sua voz grave nos contou muitas histórias, que se alongaram por muitos anos de amizade. “Quando eu tinha uns 17 anos, costumava ir aos bailes e minha mãe deixava a porta aberta para não fazer barulho quando chegasse em casa, para não acordar os outros”, divertiu-se ele, lembrando com saudades dos tempos pacatos do bairro quando todos se conheciam e saíam às ruas, mesmo a noite, sem se preocuparem com os ladrões ou com a violência.       Mas nem sempre o Tatuapé viveu dias pacatos. Filho caçula de Antonio Camardo, imigrante italiano que chegou ao Brasil por volta de 1896, junto com a esposa Vitória De Chiro Camardo, Nicola lembra dos dias tormentosos durante a Revolução Paulista de 1924. “Meu falecido pai tinha uma propriedade em frente a praça (atual Largo Nossa Senhora do Bom Parto); uma quadra, com plantação de uvas, que ele gostava muito. Meu pai fez uma trincheira para nos proteger contra os soldados e chegamos a ficar dois ou três dias lá dentro, não me recordo exatamente. Depois fomos para o Carrão e quando voltamos tinham acabado com toda a nossa propriedade”. A lembrança dos vinhedos, das vacarias e da religiosidade permeavam a mente daqueles senhores. Nicola lembrava também de figuras ilustres que se tornaram nome de ruas do Tatuapé, como “o Dr. Azevedo Soares, o velho Marengo, que vinha buscar pão italiano que minha mãe fazia, meu próprio pai que possuía inúmeras propriedades no bairro. Ele dizia para nós: Nunca venda, compre sempre”, disse orgulhoso naquele dia memóravel, aos 84 anos de...

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Carlos Pinto de Oliveira Sá
out26

Carlos Pinto de Oliveira Sá

Publicado em 26 de outubro de 2013 A primeira entrevista concedida por ele a Alô Tatuapé, foi em meio ao Parque do Piqueri, em 1997, quando o senhor Carlos (ou Carlinhos como era conhecido pelos amigos mais antigos) nos recebeu com um sorriso franco aos 73 anos de idade. Dentre outras ocupações que teve no bairro foi Presidente da Sociedade Amigos do Tatuapé, fundada em 1963, e trabalhou por uma Administração Regional, colhendo mais de 30 mil assinaturas. “Vamos conseguir essa Regional. Não só a Regional, mas outros trabalhos que a Sociedade Amigos do Tatuapé vem fazendo. Não importa quem faça, o que interessa é que o Tatuapé, um bairro grande, gigante, precisa de uma Regional”, disse Carlos Sá à nossa reportagem naquele dia. Infelizmente seu sonho não se realizou, não por falta de trabalho ou vontade, mas por interesses políticos dos mais sinistros, deixando de lado essa reivindicação do bairro, que hoje depende de outras Subprefeituras (nome que substituiu as antigas Administrações Regionais).     FALANDO SOBRE O BAIRRO Carlos Sá, que participou do primeiro trabalho detalhado sobre a história do bairro, com o apoio da Sociedade Amigos do Tatuapé e impressão pela IMESP (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo) em 1987, conhecia bem o Tatuapé que hoje seria quase impossível imaginar. Ainda em 1997, o ancião nos contava: “Aqui no fim da Rua Ulisses Cruz, havia um estaleiro, onde eram construídos barcos e batelões. Estes eram para o carregamento de areia, pedregulhos e tijolos. Um dos que fabricavam esses barcos era o senhor Lavínio Frasse. Dois filhos dele aindo estão vivos. Um é o Dante e outro é o Mário, que passeia aqui no Piqueri. O Mario está com 80 anos mais ou menos. Um dos barqueiros que também faziam essas travessias era João caiado, que está com 93 ou 94 anos, e também passeia aqui no Piqueri. Eles faziam os batelões para o transporte de tijolos e areia, para construir São Paulo”....

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Viaduto do Chá e Teatro São José
out26

Viaduto do Chá e Teatro São José

  Antes de se tornar famoso pela sua beleza, o Vale do Anhangabaú passou por uma fase agrícola com hortas, pomares, plantações de verduras e flores. As mudanças pelas quais passaria foram registradas ao longo do tempo por vários indivíduos, mas até o século XIX era um local ermo. Nos registros históricos afirma-se que os índios ali praticavam rituais sagrados. Em Nasce uma Metrópole, o autor Paulo Florençano descreve que “durante as horas do dia, escravos carregadores de água, tropeiros que procediam de Pinheiros ou de Santo Amaro, fiscais que na ponte do Lorena arrecadavam os impostos de entrada e a gente do povo que perambulava de um largo para outro animavam aquelas paragens. À noite, porém, tudo ali era sinistro, mal afamado, pessoas que tinham amor à vida evitavam passar por aquele setor”. O livro Anhangabaú História e Urbanismo de José Geraldo Simões Júnior, também traz um estudo interessante sobre as melhorias na cidade a partir do início do século XX, definindo o velho centro e a Cidade Nova. “O vale do ribeirão Anhangabaú tinha aspecto semi-rural no começo do século XX e separava a velha São Paulo da nova. Velha era a que ficava próximo à encosta leste, por onde passava o rio Tamanduateí. A comunicação com Santos, o porto marítimo, e com o Rio de Janeiro, a capital do país, começava ali, e ‘portas da frente’ ou conexão com as estradas, caminho de tropeiros, eram as ladeiras do Carmo e da Glória. Saía-se e chegava-se à cidade por aí, sendo ‘quintal dos fundos’ da colina central o Anhangabaú, menos valorizado”. Mas essa situação começa a mudar com a construção do primeiro Viaduto do Chá, do Teatro Municipal, com sua beleza européia, e a transformação do vale em um grande jardim, onde ergueram-se palácios e palacetes, como os da Prefeitura e do Automóvel Club do Brasil, construídos pelo Conde Prates. O Viaduto do Chá construído em estrutura metálica, com 240 metros de extensão, ligava a Rua Direita à Rua Barão de Itapetininga, foi inaugurado em 1892 com festa e havia uma curiosidade. “Em cada um dos extremos do viaduto ficava um guarda com um relógio registrador, marcando o número de pessoas que passavam pela roda giratória e que tinham que pagar, cada uma, três vinténs”, escreveu Raimundo de Menezes em sua obra São Paulo dos nossos avós. Apesar da agradável e inspiradora aparência, o vale cedeu às praticidades da modernidade e em lugar dos jardins foi criado um vasto estacionamento e uma avenida para em seguida ser reurbanizado novamente, com a premissa de que voltasse aos velhos tempos dos palacetes. Parque do Anhangabaú, por volta de 1925,...

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Largo Nossa Senhora do Bom Parto
out26

Largo Nossa Senhora do Bom Parto

Em 1925 a nova igreja foi inaugurada, mas ainda não era a atual. Até aquela data os fiéis se reuniam no que seria a confluência das ruas Serra do Japi e Azevedo Soares, cuja parte lateral pode ser vista à esquerda da imagem abaixo. Com a construção da capela no centro da praça eles teriam novas acomodações. São várias histórias antigas dos pioneiros que desbravaram estas paragens, pois assim se referiam a lugares ermos ou distantes do centro, como era o Tatuapé. Quem nos contou uma delas foi a dona Irinéia: “Em 1925, na inauguração da igreja eu já cantava. Com a chegada do padre Nicolau Simão ao Tatuapé, ele passou a tomar conta da criançada, da capelinha, de tudo aquilo. No dia 7 de junho de 1927, eu toquei sozinha a primeira Missa Solene da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto”, falava sentindo-se honrada e orgulhosa do feito. Referindo-se às ruas dizia: “O barro era alto e os pés afundavam; os cavalos ficavam sujos e depois tinham que ser lavados, assim como as roupas. Até 1940 as ruas ainda eram de terra. Era tudo chácara e mato, plantação de mato…”, brincava e sorria se divertindo muito naquele dia de 2006… Ela se dedicou às obras da igreja como poucos, inclusive lecionando, cantando, tocando nas missas da igreja ou nos inúmeros casamentos que ali ocorreram. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Largo Nossa Senhora do Bom...

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Corrida presidencial 2014
out25

Corrida presidencial 2014

Os candidatos à corrida presidencial se movem como peças num tabuleiro de xadrez; concatenando cada movimento, cada ação e articulando suas possíveis alianças para 2014. O motivo maior são as possibilidades e suas classificações no Ibope, que também fazer parte do jogo, totalmente mutável até a data do pleito. A política no Brasil não tem se mostrado nada estável, nem tampouco ideológica. Prova disso são as mudanças que ocorrem no cenário político a cada momento. O governo do PT propaga via anúncios na mídia suas ações – como a contratação de médicos, entrega de casas populares e diz estar alinhado com os anseios populares. Porém, é desnecessário enumerar longamente as dificuldades nos setores onde o governo deveria atuar com mais energia, tão enfatizadas pelas manifestações históricas de junho com os quais o governo diz estar alinhado. Ainda é cedo para assegurar que as pesquisas de opinião pública apontam para o desfecho das eleições de 2014, mas os dados dão um certo conforto e confiança à presidente Dilma Roussef, que no topo das pesquisas lidera a corrida entre os principais presidenciáveis. O que de certo modo avaliza a atuação de seu governo, perante os eleitores pesquisados pelo IBOPE. Segundo as informações divulgadas ontem (24) pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, a administração da presidente é considerada ótima ou boa por 38% dos brasileiros. E, quando se trata das intenções de voto para Presidente da República no ano que vem, Dilma receberia 21% dos votos espontâneos dos eleitores. Em segundo lugar o povo brasileiro aponta o ex-presidente Lula (PT) que ficaria com 7% dos votos. Marina Silva (PSB) tem 6%, Aécio Neves (PSDB) é preferido por 5%, José Serra (PSDB) por 4%. Eduardo Campos (PSB), em último lugar, teria 2% das intenções de voto do eleitorado. Pelo IBOPE, 40% não sabem dizer espontaneamente em quem votar e outros 13% afirmam que votariam em branco ou...

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CERET e o Jardim Anália Franco
out25

CERET e o Jardim Anália Franco

As árvores, que nesta imagem vemos ainda em fase de crescimento, hoje atingiram dimensões tais, que frondosas exercem bucolismo e encanto às alamedas e o entorno do parque, cuja fundação incentivou o loteamento de uma gleba que pertencia à Associação Feminina Beneficente e Instrutiva, criada pela Educadora Anália Franco. Essa iniciativa, cercada de zelo pelas crianças pobres que assistia, incentivaria a construção dos edifícios de alto padrão que caracterizam o local conhecido hoje por Jardim Anália Franco. Com os recursos da venda dos lotes, entre outros, a associação mantinha suas obras assistenciais. Rubens Pimentel, nascido em 10 de fevereiro de 1942, muito colaborou com o início das atividades do CERET, sendo registrado como sócio número quarenta. O antigo morador orgulha-se de residir no mesmo endereço do bairro até hoje, exemplificando com esse perfil a maneira de ser do morador do Tatuapé, que raramente o troca por outro bairro da cidade. Do lado de fora do parque, estacionados ao lado dos muros, tendo a lua e as estrelas por inspiração, muitos jovens paravam seus automóveis para namorar, formando filas de carros. Após o início das construções e a expansão imobiliária essa prática foi abandonada, mas o parque continua sendo um local aprazível para muita gente. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Fundação do CERET incentivou a criação do Jardim Anália...

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Agronegócios: SP sobressai
out24

Agronegócios: SP sobressai

Balança comercial paulista tem superávit de US$ 11,36 bilhões De janeiro a setembro de 2013, as exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 41,85 bilhões (23,6% do total nacional), e as importações, US$ 67,18 bilhões (37,5% do total nacional), registrando déficit de US$ 25,33 bilhões, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Em relação ao mesmo período de 2012, o valor das exportações paulistas caiu 4,2% e o das importações subiu 14,4%, aumentando em 68,3% o déficit comercial. Por outro lado, o agronegócio paulista apresentou exportações crescentes (+10,3%), atingindo US$ 15,90 bilhões. As importações também aumentaram (+5,8%), somando US$ 4,54 bilhões, e o saldo, de US$ 11,36 bilhões, foi 12,1% maior que o do período de janeiro a setembro do ano de 2012. José Roberto Vicente, autor do artigo (para ler o artigo na íntegra e conferir as tabelas clique aqui), destaca que as importações paulistas nos demais setores, excluindo o agronegócio, somaram US$ 62,64 bilhões para exportações de US$ 25,95 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 36,69 bilhões de janeiro a setembro de 2013. “Assim, conclui-se que o comércio exterior paulista seria bem mais deficitário não fosse o desempenho do agronegócio estadual”, ressalta o pequisador. Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista, no período, foram: complexo sucroalcooleiro (US$ 7,10 bilhões, com as exportações de álcool representando 18,5% desse total); carnes (US$ 1,90 bilhão, em que a carne bovina respondeu por 81,6%); sucos (US$ 1,58 bilhão, dos quais 99,0% referentes a sucos de laranja); produtos florestais (US$ 1,36 bilhão); e complexo soja (US$ 1,33 bilhão). Esses cinco agregados representaram 83,5% das vendas externas setoriais paulistas. Balança Comercial Brasileira A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 1,61 bilhão de janeiro a setembro de 2013, com exportações de US$ 177,65 bilhões e importações de US$ 179,26 bilhões. O saldo comercial negativo, ao contrário do período de janeiro a setembro do ano anterior, ocorreu em função de queda nas exportações (-1,6%) e aumento nas importações (+8,7%). No mesmo período, as exportações do agronegócio brasileiro cresceram 9,5% em relação à igual ao ano anterior, atingindo US$ 78,00 bilhões (43,9% do total). Já as importações do setor aumentaram 5,3%, também na comparação com os nove primeiros meses de 2012, somando US$ 12,67 bilhões (7,1% do total). O superávit do agronegócio no período foi de US$ 65,33 bilhões, 10,3% superior ao do período janeiro-setembro do ano anterior. Da mesma forma que em São Paulo, o déficit do comércio exterior brasileiro foi menor devido ao desempenho do agronegócio. Os cinco principais grupos do agronegócio brasileiro nas exportações de janeiro a...

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Gavião-real, o Uiruuetê
out24
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Batata recheada
out24

Batata recheada

Batata vegetariana com brócolis Roasted Potato Ingredientes: Batatas grandes, com cerca de 450g cada uma 1 kg de brócolis 25 g de margarina light 25 gramas de cebola cortada em cubinhos 1 colher de sobremesa de alho picado 150 ml de leite desnatado 250 g de farinha de trigo Pimenta do reino Sal a gosto Batata grande para assar Manteiga para passar no interior da batata Modo de Preparo: Batata assada: Depois de lavadas e escorridas, dispor as batatas (escolher as maiores, com cerca de 450g cada) em uma assadeira e levar ao forno. A indicação é de que elas devem ficar assando, por no mínimo, 1 hora em forno alto. Durante o processo elas dever ser viradas de tempo em tempo para cozinharem por dentro de forma uniforme. Para saber se estão no ponto basta espeta-las com um palito. Reserva-las. Elas poderão ser aquecidas no forno microondas na hora de servir. Recheio: Pegue o brócolis e corte em pequenos pedaços. Reserve. Em uma panela coloque a margarina light, a cebola cortada em cubinhos e o alho picado. Frite-os até ficar dourado. Junte o leite e bata com a farinha de trigo no liquidificador. Em seguida, coloque a mistura em uma panela. Mexa sem parar, até que engrosse. Quando engrossar, coloque o brócolis já cortado, a pimenta do reino e o sal a gosto. Reserve. Pegue as batatas assadas e abra-as sem cortar até o final. Com um garfo pegue manteiga e faça um purê dentro da batata assada e quente. Em seguida recheie generosamente com 3 conchas do recheio de brócolis. Não precisa mais voltar para o forno, apenas aquecer no microondas, se for o caso e servir! Roasted Potato –...

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Intrépidos tropeiros
out23

Intrépidos tropeiros

Rumo ao desconhecido e aos perigos das matas, rios e principalmente indígenas, os pioneiros seguiam pelo único caminho que os levava ao Vale do Paraíba e ao norte, para a sede do império, o Rio de Janeiro. Deslumbrados com a descoberta do novo mundo, artistas, empreendedores e aventureiros estrangeiros de toda a estirpe vinham ao Brasil em busca do novo. Com suas obras retraram o cotidiano, os índios, os animais, o aspecto das florestas, das montanhas e ao mesmo tempo ajudaram a desbravar um território hostil e deslumbrante.                           São Paulo surgia, sempre progressista, religiosa. Igrejas e conventos se formavam e davam vida aos lugares, determinando suas nomenclaturas, onde muitas se mantêm até a atualidade. Apesar de ter sido centenariamente conhecida, a Ladeira do Carmo mudaria de nome e o caminho que vemos, seguido pelos tropeiros, em dois ângulos, é a atual avenida Rangel Pestana. Da obra Memórias do Tatuapé e São Paulo| IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Fotos: WIKIPEDIA | Título original: Intrépidos tropeiros e as trilhas que os levavam ao norte e à capital...

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Largo N. Sra. da Conceição
out23

Largo N. Sra. da Conceição

Com sua recente reforma, por volta de 1950, o antigo Largo N. Sra. da Conceição parecia prever que precisaria se adaptar aos novos tempos que chegavam com incrível rapidez. Logo a sua capela daria lugar a uma moderna igreja, com maiores dimensões. Também receberia o nome que tornaria famoso o antigo platô que aos poucos se transformou no coração do Tatuapé, a Praça Sílvio Romero. Essa história, porém, começa muito antes, quando no final do século XIX, através da dedicação dos católicos, seria construída a segunda capela do Tatuapé – a primeira foi erigida próximo ao Rio Tietê e dedicada a São José do Maranhão. Segundo dados históricos, no dia 20 de Janeiro de 1890, o Tenente Luís Americano recebe uma doação do Governo de São Paulo de 100 mil metros de terras devolutas, por ter sido Voluntário da Pátria. O local era denominado Tijuco Preto e pertencia à Freguesia do Brás. O militar doou cerca de 15 mil metros dessas terras à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, que logo providenciaria a construção de uma capelinha e assim o logradouro ficou denominado até 1931, quando passou à denominação atual. Sílvio Romero (1851–1914) foi um dos mais importantes historiadores do Brasil. Nasceu em Sergipe, na cidade de Lagarto e faleceu no Rio de Janeiro. Era filósofo, crítico literário, formado em direito pela faculdade de Recife, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil e sócio-fundador da Academia Brasileira de Letras, tendo ocupado a cadeira de nº 17. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Largo N. Sra. da Conceição onde o progresso se...

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Direitos do paciente com câncer
out19

Direitos do paciente com câncer

A maioria desconhece, mas é um direito do paciente acometido por esse tipo de doença sacar FGTS, isenção de impostos, de renda e na compra de veículos, ficar fora do rodízio, por exemplo. Nunca se discutiu tanto o câncer, suas conseqüências e os desafios da ciência para levar a cura desta doença, como agora. O assunto é destaque nos meios científicos, nos corredores de hospitais, nas reuniões de famílias e ainda nos debates governamentais. A advogada Gabriela Guerra, especialista em Direito do Consumidor na área da Saúde, explica que “que alguns medicamentos, por exemplo, ainda são negados pelo Sistema Único da Saúde (SUS)”, mesmo a Lei definindo “que compete ao Estado garantir assistência médica e farmacêutica a todos”. Gabriela lembra que situação semelhante é enfrentada pelos pacientes da medicina privada, “haja visto que as operadoras de planos não custeiam medicamentos importados, assim como os de uso oral/domiciliar”. A advogada ressalta que, por força de recente mudança da legislação, os portadores de câncer possuem prioridades de tramitação caso ingressem com ações judiciais – e essa prioridade se estende aos atendimentos em estabelecimentos comerciais, pois, “apesar do portador de câncer não possuir deficiência física aparente, ele enfrenta dificuldades de esperar, em razão da imunidade baixa causada pelo tratamento”. Este não é o único benefício concedido. A legislação garante aos pacientes e seus dependentes direito a sacar o saldo das contas do FGTS, além de outros, embora a maioria não saiba: – Circulação Livre / Rodízio de Veículos: em cidades como São Paulo, em que há restrição de circulação de carros em determinados horários, os pacientes que estejam em tratamento podem circular livremente, lembrando que o veículo cadastrado não precisa estar em seu nome, nem que ele seja o condutor. – Isenção do Imposto de Renda na Aposentadoria: aposentados e pensionistas, que não trabalham e nem recebam outros tipos de rendimento, têm direito a isenção do imposto de renda, mesmo que a doença tenha sido diagnosticada após aposentadoria. – Compra de veículos: o doente pode adquirir um veículo adaptado com desconto de impostos. Cada Estado tem a sua própria legislação – no Estado de São Paulo, por exemplo, existe a isenção do IPVA. Com estes benefícios, amparados em Lei, o objetivo é oferecer aos pacientes uma melhora na sua qualidade de vida. A luta deles contra os abusos cometidos serve como um apoio significativo ao tratamento médico, uma vez que, segundo Gabriela Guerra, “com isso, a vontade de viver dos doentes aumenta, melhorando as chances de recuperação”....

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Justiça determina volta da inspeção veicular
out19

Justiça determina volta da inspeção veicular

Os Centros de Inspeção da Controlar, empresa que faz o controle de poluição emitida por veículos automotores na cidade de São Paulo, comunicou na quarta-feira (16) que os seus dezesseis Centros de Inspeção foram reabertos no dia 17 de Outubro. A decisão foi devido à liminar concedida pelo juiz Paulo Baccarat Filho, da 11ª Vara da Fazenda Pública. Com essa medida os motoristas que já realizaram o agendamento devem comparecer no horário e local escolhido para a sua vistoria e os novos agendamentos já podem ser feitos. As pessoas que haviam agendado a inspeção nos dias 14, 15 e 16 – período em que os Centros de Inspeção ficaram fechados – devem reagendar.     SAIBA MAIS: – O DETRAN informa que o licenciamento de veículos registrados na cidade de São Paulo volta a estar condicionado à aprovação da inspeção veicular; – “Trata-se de serviço essencial à saúde dos munícipes, como notoriamente reconhecido, posto que se mostra eficiente meio e método de controle ou de minimização da poluição ambiental, o qual deve ser preservado enquanto se está a discutir o direito das partes”, afirmou o juiz, cuja decisão mantém as inspeções veiculares até o dia 31 de janeiro de 2014; – Pesquisa DATAFOLHA, aponta que 90% dos paulistanos defendem a continuidade do serviço; – Segundo a Procuradoria Geral do município com dados obtidos por especialistas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o contrato da prefeitura de São Paulo com a empresa Controlar expirou em 2012, e não há interesse de renovação; – A Prefeitura pretende recorrer da decisão do judicial; – Como quer a Prefeitura, a inspeção deve voltar em 2014, com novo...

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O Império da Sacanagem
out17

O Império da Sacanagem

Você já se imaginou vivendo num novo tipo de Império, não daqueles onde os imperadores estavam muito acima dos senhores feudais e mandavam em tudo mesmo; nem daqueles tipos de império onde reis e rainhas dos contos de fadas prezam pelo seu povo. Estou falando de um tipo de império diferente, um muito particular, que praticamente só existe num país chamado Brasil, que literalmente quer dizer relativo à brasa – assim sendo batizado pelos colonizadores europeus devido ao vermelho da madeira que exploraram até a exaustão: o Pau-Brasil. Se não estiver sonhando e não estiver sob o efeito de algum alucinógeno, mas pelo contrário gozar de suas plenas faculdades mentais e psíquicas, entender as palavras escritas aqui – portanto, conhecer este idioma bastante complexo, que também inclui várias pegadinhas para atormentar a sua vida –, mas mesmo assim sentir-se quase sempre ultrajado, quando contrata certos tipos de serviços ou adquire algum tipo de produto (salvo exceções), então seja bem-vindo: Você é mais um habitante do Império da Sacanagem, cujas fronteiras se estendem por quase toda a América do Sul. Está sob o domínio de forças ocultas, já citadas por um presidente chamado Jânio Quadros, que ficou famoso por não suportar a pressão das forças ocultas e renunciou, mas elas continuam ignoradas ou desconhecidas completamente até hoje. Afinal, essas forças são ocultas! Porém, certamente… Existem de alguma forma. Vejam só alguns fatos que acontecem no Império da Sacanagem, onde quem pode mais chora menos: – É comum vermos condenados e investigados pela justiça exercendo mandatos públicos, políticos recebendo vantagens e aposentadorias fabulosas, Prefeitos que tiram férias depois de 10 meses no cargo, outros que viajam 3 Km de helicóptero para ir ao trabalho diariamente, candidatos a cargos públicos nas mais diferentes esferas do poder sob investigação da Polícia Federal e pior ainda, pessoas que já deveriam estar presas por crimes indubitáveis serem aclamadas e defendidas pelos seus pares, como no caso do Mensalão. E quer mais: Condenados à prisão com mandato de Deputado Federal intacto. O que vai lhe garantir muitos direitos… – Grandes empresas que cobram por um serviço, mas não entregam aquilo que foi contratado e quando o fazem deixam a desejar, prejudicando a qualquer um sem temer nenhuma consequência, devido à impunidade que impera no Império da Sacanagem. Os nomes dessas empresas não podem ser citados, pois elas movem processos contra quem tenta denunciar suas práticas abusivas. Mas os habitantes do império já as conhecem, estão espalhadas pelos setores de telefonia, internet, tvs a cabo, entre outros serviços indispensáveis, como os planos de saúde. – Na maior cidade do país, a Prefeitura deixa de cobrar o aumento...

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Cinquentenário do União Rio Branco, na Band
out16

Cinquentenário do União Rio Branco, na Band

  Publicado em 16 de outubro de 2013 Nesta 4ª feira, 16, o programa Os Donos da Bola da Band, apresentado pelo ex-jogador Neto, recebeu entre os convidados o padrinho do Cinquentenário do União Rio Branco E. C., o zagueiro Alfredo Mostarda, que defendeu o Palmeiras e a Seleção Brasileira de Futebol, sendo revelado pelo time fundado pelo craque Julio Botelho.     Foi no bairro da Penha que ambos despontaram para a fama, suas famílias lá também se encontraram e hoje fazem parte de outra maior ainda: a família do União Rio Branco, criado em 1962 por Julinho, numa fusão dos times varzeanos Herói Brasil F. C. e G. E. IV Centenário. Essa história esta retratada numa revista comemorativa de 120 páginas, escrita pelo jornalista Gerson Soares Silva, tendo como diretor do Projeto Cinquentenário, o empresário Amândio Martins, sob a presidência de José Luís Barbosa de Oliveira.     Alfredo Mostarda, atualmente morando no Jardim Anália Franco, teceu comentários e participou ativamente do programa e mereceu o carinho do carismático Neto, que não cansou de repetir “É uma honra tê-lo aqui conosco”. O zagueiro dos tempos da Academia de Futebol do Palmeiras, citou grandes jogadores de sua época, que como ele próprio integravam times inesquecíveis, como o Santos de Pelé, Coutinho e companhia.     Neto prometeu enorme quantia em dinheiro para quem descobrisse a identidade das duas meninas de uma foto que mostrou logo no início do programa, voltando uma das páginas da revista comemorativa do Cinquentenário do União Rio Branco para as câmeras. Ao final ele revelou que uma das moças era o próprio Alfredo Mostarda, fantasiado para o Carnaval ao lado de Julio Botelho e Zé Roque. “Mas isso era no Carnaval”, repreendeu o velho zagueiro, que foi diretor-social do Rio Branco durante muitos anos e a fantasia não passava de mera brincadeira.     Ao final do animado programa Os Donos da Bola, Neto mostrou a camisa do clube penhense e gentilmente posou para fotografias ao lado do diretor do Projeto Cinquentenário Amândio Martins e Alfredo Mostarda, ato repetido por outro convidado ilustre, o ex-atacante Denilson.     A revista comemorativa do Cinquentenário do União Rio Branco, narra com fotos memoráveis os fatos que marcaram o clube desde a fundação em 30 de Março de 1962 até o Baile de Gala que aconteceu no dia 19 de Outubro de 2012, encerrando as comemorações do Cinquentenário, que se prolongaram por quase um ano....

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Direto do Gabinete
out10

Direto do Gabinete

Quinta-feira, 10 de outubro de 2013 Nesta tarde de quinta-feira (10), conversamos com o Vereador Toninho Paiva, que em pouco mais de dez minutos traçou um ligeiro panorama sobre alguns assuntos relevantes. SUBPREFEITURA DO TATUAPÉ Não há novidades, segundo ele, no que diz respeito à criação de uma Subprefeitura para o Tatuapé. Tão almejada há quase duas décadas por líderes do bairro, como Carlos Pinto de Oliveira Sá e Antonio Giaquinto, estes já faleceram sem ver seu sonho realizado e parece que a situação não muda tão cedo. BURACOS (1) O Vereador criticou a situação das vias públicas, que julga ter piorado em um ano, assim como as praças de forma geral. “O que eu vejo é uma situação de abandono”. BURACOS (2) Alô Tatuapé chegou a fazer uma série de reportagens sobre o assunto, intituladas “A volta dos Tatus”, numa brincadeira com os pequenos animais que dão nome ao bairro, principalmente por terem sido abundantes na região. O trocadilho é alusivo ao fato de os tatus construírem tocas ou buracos e como a situação requeria providências rápidas naquele momento resolvemos criticar com bom humor. COSTELA DE BÚFALO Ainda sobre o assunto, deixamos para o Vereador a seguinte dica: Rua Azevedo Soares, altura da E. E. Ascendino Reis. Nesse local existe um costela de vaca (ou búfalo? como disse brincando o Vereador); a altura da deformidade no asfalto chega a assustar os motoristas, que para desviar precisam andar na contra mão, a fim de evitarem a colisão com o assoalho dos veículos ou coisa pior. HOSPITAL MUNICIPAL DO TATUAPÉ Quando se fala na história recente da instituição, devemos lembrar do médico Plínio Bertocco e a condução dos trabalhos que exerceu junto aos residentes, também em outras áreas do hospital, chegando ao cargo de diretor. Remontando a esse nome de alta estima entre os médicos, Toninho Paiva o citou, antes de concluir: “Acabei de vir da Secretaria da Saúde e a situação é difícil. A saúde está encolhendo ao invés de aumentar. Mas o Hospital do Tatuapé ainda é um dos que melhor atende a população comparado, por exemplo, com o da Cidade Tiradentes; faz operações de risco, profissionais que atendem no Einstein e outros hospitais de ponta trabalham lá”, disse. “Só não faz transplantes”, completou. AUMENTO DO IPTU Sobre o indigesto aumento do IPTU desejado pela Prefeitura de São Paulo para 2014: “Sobre esse percentual eu já falei que não voto”, revelou. O aumento pleiteado pode chegar até 26% em média para os imóveis de maior valor, ficando na casa dos 18% para as residências. “Esse valores podem atingir bairros como o Tatuapé”, diz. O aumento deverá ser votado até...

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Faixas exclusivas tem ganho médio de 45,7%
out10

Faixas exclusivas tem ganho médio de 45,7%

Velocidade média em faixas exclusivas tem ganho médio de 45,7% para o transporte coletivo A CET concluiu a medição em 77 trechos de faixas exclusivas. A velocidade média aumentou de 14,3 Km/h para 20,8 Km/h em dados coletados entre fevereiro e setembro A CET está formatando um estudo de velocidade média nas faixas exclusivas existentes na cidade. Em meados de setembro, foram compilados os primeiros dados gerais do relatório. Os números apresentam a performance em 77 trechos de faixas exclusivas inauguradas entre o dia 22 de fevereiro e 9 de setembro, num universo de 160 Km, aproximadamente. A amostragem revela um crescimento de 45,7% na velocidade média desempenhada pelos ônibus, com aumento de 14,3 Km /h para 20,8 Km/h. No cálculo geral dessa média, foram desconsiderados os trechos de vias segregadas inferiores a 300 metros. Em cada uma das faixas pesquisadas a medição foi feita uma semana antes da implantação da faixa exclusiva e ao longo da primeira semana de ativação do trecho. No arquivo anexo está a tabela com as medições realizadas. Um exemplo: a faixa exclusiva de ônibus da Avenida Dr. Arnaldo foi inaugurada no dia 10 de julho. Uma semana antes, a CET fez uma contagem da velocidade dos ônibus na faixa mais à direita da via nos picos manhã e tarde. A velocidade medida nos ônibus foi de 6 km/h, no trecho entre a Rua Cardoso de Almeida, e 180 metros após a Rua Teodoro Sampaio. Na semana seguinte, já com a faixa, a velocidade subiu para 14,5 km/h, um aumento de 143,7% Há locais que concentram os principais deslocamentos no sistema viário principal da cidade onde a velocidade dos ônibus não chegava a 15 Km/h. O melhor exemplo é a Avenida 23 de Maio / Av. Rubem Berta / Avenida Moreira de Guimarães, o trecho 2 de faixa exclusiva do Corredor Norte – Sul. Neste local, a velocidade, antes da implantação da faixa era de 13,7 Km/h. Na semana de inauguração da faixa, ou seja, a partir dia 5 de outubro, a velocidade alcançou 22,2 Km, um aumento de 61,9%. Outros dois exemplos satisfatórios são as Marginais. A velocidade dos ônibus na Marginal Tietê, em toda a extensão da faixa (12,6 Km), delimitada pelas Pontes Aricanduva e das Bandeiras, subiu de 20,4 Km/h para 24,7 Km/h, um aumento de 21,1%. Na Marginal Pinheiros, o ganho de velocidade foi de 26,6% se levarmos em consideração a medição nos três trechos implantados que somam 17,4 Km. A velocidade ao longo do eixo subiu de 23,2 Km/h para 29,4 Km/h. Vale ressaltar que esses números são preliminares, pois levam em consideração o desempenho alcançado apenas no início...

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Padre Adelino, 10 anos depois
out08

Padre Adelino, 10 anos depois

Publicado em 08 de outubro de 2013 Complexo Viário Padre Adelino, como surgiu, desde o nome até a concretização do projeto 10 anos depois. Obra melhorou o trânsito no Tatuapé, se tornou uma alternativa viável para os motoristas e findou o caos numa das áreas mais valorizadas da cidade, que até então só amargava o tempo perdido no trânsito e as multas dos marronzinhos. Atualmente, apenas nos horários de pico, o trânsito fica bastante pesado desde o início da ponte até o final da Rua Padre Adelino na esquina com a Praça Sílvio Romero, mas diversos fatores devem ser levados em conta. O mais importante deles é o aumento populacional no bairro, muito diferente de 12 anos atrás, quando Alô Tatuapé fez a primeira reportagem mostrando a necessidade da obra, as multas aplicadas pelos marronzinhos nas esquinas da Av. Salim Farah Maluf e Rua Padre Adelino e a cobrança junto às autoridades municipais, até que o desejo popular se concretizasse. Para quem mora há mais de 20 anos no bairro, não é difícil imaginar como estaria a situação no local sem a realização da obra, inaugurada em 28 de Agosto de 2011. O motivo para que toda essa movimentação tivesse início foi uma reclamação enviada a redação da revista Alô Tatuapé, que sensibilizou-se com a carta de um leitor e iniciou uma série intensa de pesquisas e reportagens que duraram 18 meses, a fim de mostrar que sem um Complexo Viário, dentro de poucos anos o caos existente se tornaria um alívio comparado ao que poderia acontecer. É justo que se diga, que houve uma antiga proposta pela construção de um viaduto ou reformulação do atual Pires do Rio, anterior à data que Alô Tatuapé iniciou a série de reportagens, cobrando das autoridades a vontade da população, após pesquisas com milhares de motoristas, em Março de 2001. Porém, essa proposta jamais foi levada a cabo. Seus detalhes jamais chegaram ao conhecimento da redação nestes anos todos; certo é que existiam interesses comerciais e políticos que impediram seu andamento. Ao contrário disso, a revista Alô Tatuapé apoiada no trabalho de campo, divulgou e cobrou para que houvesse realmente efetividade na execução da obra – que nomeou pela primeira vez de Complexo Viário Padre Adelino. A revista foi desacreditada e até criticada pela sua quixotesca ambição, mas isso não foi capaz de nos fazer desistir. Visando o lado positivo dessa obra, revela-se o quanto foi necessária e facilitou a vida dos moradores. Para se ter uma ideia, atingir o lado Belenzinho da Rua Padre Adelino, através do cruzamento com a Salim Maluf em horários de pico podia levar até 30 minutos,...

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Complexo Viário Padre Adelino, origem
out08

Complexo Viário Padre Adelino, origem

SAIBA COMO TUDO COMEÇOU 10 ANOS ATRÁS | CRONOLOGIA DAS REPORTAGENS MARÇO 2001 Carta selada do leitor José P. (guardamos sigilo do sobrenome), move nossa redação a apurar a situação do trânsito na Rua Padre Adelino onde, segundo ele, a indústria de multas proliferava e o caos era geral. Ele pedia dois viadutos: um no cruzamento da Padre Adelino e outro na continuação da avenida Vereador Abel Ferreira, ambos para cruzar a Av. Salim Farah Maluf. Os congestionamentos para travessia da Padre Adelino com a Maluf chegavam até a Praça Sílvio Romero. O estímulo gerou diversas imagens, a capa nº 46 da revista, reportagem mostrando a necessidade de uma obra viária de grande vulto na Padre Adelino e a verificação da famosa atuação dos marronzinhos que com a confusão de conversões ali multavam sem dó. ABRIL 2001 Surge pela primeira vez o nome pelo qual seria conhecida a obra pleiteada pela população: Complexo Viário Padre Adelino, foi como Alô Tatuapé chamou o projeto que viria se transformar no alívio hoje proporcionado ao trânsito local. A necessidade da obra é levada ao então chefe de gabinete do Secretário de Infraestrutura Urbana, Roberto Bortolotto que disse: “Daqui a um mês nós começaremos a analisar o orçamento do próximo ano e até aproximadamente setembro tudo estará decidido. Nesse período deve ser enviado um projeto para vermos sua viabilidade”, afirmou sobre a obra em questão. A revista publica uma fotomontagem com desenho da ponte sobre a Av. Salim Farah Maluf para mostrar a viabilidade do projeto, que teria pequeno impacto nas desapropriações, já que a maior parte dos locais das obras pertenciam ao município. MAIO 2001 Alô Tatuapé promove pesquisa de campo com mais de 1.200 perguntas aos motoristas de ambos os lados da Padre Adelino, ruas Serra da Bocaina, Uriel Gaspar e Praça Sílvio Romero. A realização da obra teve 99% de aprovação por parte deles. A vivência no local nos levou a descobrir também que os limpadores de vidros de carros faturavam em média 10 reais por dia; os vendedores de água e refrigerantes 60 reais por dia. Oportunistas, vinham das periferias para faturar nos congestionamentos ininterruptos do local e disputavam entre si as melhores posições para ganhar algum dinheiro. JUNHO/2001 Alô Tatuapé elabora um anteprojeto conforme sugeriu Roberto Bortolotto e o entrega a Vereadores ligados ao bairro para que dessem andamento ao processo na Câmara Municipal de São Paulo, a fim de que o projeto do complexo viário entrasse no orçamento municipal de 2002. JULHO 2001 As reportagens da revista e o anteprojeto chegam às mãos do secretário de Infraestrutura Urbana, Walter Rasmussen, através de reunião marcada pela vereadora Myryam...

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Complexo Viário Padre Adelino melhora o trânsito no Tatuapé
out08

Complexo Viário Padre Adelino melhora o trânsito no Tatuapé

Publicado em 08 de outubro de 2013   LEIA A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM PUBLICADA NA EDIÇÃO Nº 159 | OUTUBRO DE 2011 DA REVISTA ALÔ TATUAPÉ, LOGO APÓS A ENTREGA DA PONTE ESTAIADA DOM LUCIANO MENDES DE ALMEIDA Finda o caos numa das áreas mais valorizadas da cidade, que até então só amargava o tempo perdido no trânsito e as multas dos marronzinhos. A travessia da Avenida Salim Farah Maluf, através da Rua Padre Adelino foi finalmente facilitada por uma obra que até embeleza e valoriza o seu entorno. A memória de muitas famílias reside vizinha, agora mais tranquila, no Cemitério da 4ª Parada. Até a inauguração do Complexo Viário Padre Adelino, para atingir o outro lado da avenida, o motorista tinha de fazer peripécias por ruas transversais indo até a Água Rasa, à Avenida Celso Garcia retornando pela Rua Restinga ou enfrentar uma fila imensa de veículos, que muitas vezes chegou até a Praça Sílvio Romero de um lado e Avenida Álvaro Ramos de outro. Uma confusão de carros, caminhões, acidentes e farta matéria-prima para a indústria de multas. Todos esses fatos e a cobrança por providências foram relatadas sequencial e ininterruptamente por Alô Tatuapé durante os meses de Março de 2001 (edição nº 46) a Dezembro de 2002 (edição nº 67), sempre publicando respostas das autoridades aos questionamentos, quanto à possibilidade do projeto e a participação dos moradores no assunto. Leia toda a cronologia das reportagens em Complexo Viário Padre Adelino, origem ou CVPA Após a publicação da reportagem em março de 2001 (Trânsito amarrado e sufoco na Padre Adelino, cuja capa mostrou o caos instalado no local e a volúpia pelas multas), no mês de abril daquele ano a revista encomendou um desenho em perspectiva à Associação Leste dos Profissionais de Engenharia e Arquitetura da Cidade de São Paulo (ALEASP), no que dizia respeito à implantação de um viaduto com alças de acesso. A esse desenho foram feitas algumas modificações com recursos de computação gráfica e conseguimos adaptá-lo sobre uma foto do local, feita a partir do ponto mais alto do SESC Belenzinho (ainda em reforma e implantação), demonstrando graficamente a ideia de como seria essa obra que viabilizaria a melhora do trânsito no local, tão almejada pela população. Esse desenho foi publicado na edição nº 47 (Abril/2001), como fotomontagem e lembramos na época a lógica necessidade das aprovações por parte do CET e da Prefeitura, já que a ideia era apenas chamar a atenção para a viabilidade do projeto, ao qual denominamos pela primeira vez de Complexo Viário Padre Adelino, sendo essa a melhor forma para titularmos a reportagem daquele mês determinando a evidente complexidade...

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Jiu Jitsu origens
out07

Jiu Jitsu origens

A Arte Suave ou Jiu Jitsu, possui uma longa história desde o seu surgimento. O Ju Jutsu, tal como seria a pronuncia japonesa, ganhou um novo sotaque e se transformou em Jiu Jitsu (arte marcial desenvolvida por camponeses). A história da Arte Suave, tradução do termo japonês, pode ser vista através de sua história desde a introdução aos pensamentos zen budistas levados por Bodhidharma da Índia aos artistas marciais de outros países asiáticos como China e Japão, assim como nas lutas desenvolvidas por camponeses e nativos japoneses. A história mais difundida sobre a origem do Jiu Jitsu, assim como a da maior parte das artes marciais, é que seus princípios surgiram na Índia e desde então foram difundidos através de monges budistas por toda Ásia. Encontramos pensamentos budistas na filosofia de praticamente todas as artes marciais assim como no Jiu Jitsu, que segue princípios extremamente orientais sobre sutileza e força, como é descrito no texto de Allan Watts na analogia que Lao-tzu faz sobre a força da água – e a de artes como o Judô e Jiu Jitsu –, que ele descreve como a mais frágil na natureza e ao mesmo tempo um de seus mais fortes elementos. O Jiu Jitsu baseou-se em pensamentos filosóficos, na meditação e em exercícios indianos no seu desenvolvimento, contudo é errôneo creditar todo desenvolvimento das artes marciais asiáticas unicamente aos indianos e chineses, pois segundo Donn Draeger, especialista em artes marciais é como creditar o inventor da roda pelo desenvolvimento dos carros modernos. Existe uma contribuição, mas ela não define a criação de todas as artes marciais. Há registros também de artes marciais criadas por camponeses japoneses com o intuito de se defenderem em uma época de guerra, onde invasões de vilarejos e abuso de oficiais eram freqüentes e como o custo de armas e armaduras era extremamente alto, as classes mais baixas desenvolveram sistemas de auto-defesa, a fim de que o lutador precisasse somente do próprio corpo e de sua força para se defender. O uso de armas era mínimo, e essas armas eram criadas a partir de instrumentos de trabalho e da lavoura, como o Sai, uma arma que lembra um garfo de três dentes que era usado na lavoura para plantar sementes. O combate desarmado também pode ser visto em lutas livres de alguns povos japoneses. No entanto o Ju Jutsu é considerado a arte marcial base para diversos outros estilos de luta japonesas como Judô e Aikido. O Ju Jutsu é considerado uma arte tão eficaz que foi usado como arma de guerra pelos nipônicos e proibido de ser ensinado para não japoneses, sendo punido como crime contra...

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O Brasil precisa de exemplos
out07

O Brasil precisa de exemplos

Publicado em 7 de outubro de 2013   A atual Constituição Brasileira completou 25 anos no dia 5 de Outubro, mas seu texto ainda deixa brechas para que as leis sejam cumpridas. Baseados na Carta Magna do país, os Ministros do Supremo Tribunal Federal concederam a prorrogação do julgamento do Mensalão, enquanto silenciosamente o Brasil se vê de mãos atadas perante aqueles que se protegem na impunidade reinante. Quando assistimos aos noticiários mais populares da televisão, o que vemos repetidamente são os mais diversos tipos de crimes e a sensação é de que nossas leis poderiam ser comparadas à figura dos três macacos sábios – um trocadilho japonês – sendo cegas, surdas e mudas. A essa situação legislativa que parece insolúvel, podemos acrescentar vários agravantes, como por exemplo, a superlotação carcerária ou o significativo contingente da sociedade brasileira que acorre à criminalidade desde cedo, acreditando ser esta a solução para os seus problemas. Mas, principalmente à incrível sensação de impunidade que rege as mentes desde muito jovens no Brasil. Diariamente, temos notícias de assassinos que friamente executam a tiros suas vítimas e mais recentemente ateiam fogo àqueles que não lhes fornecem dinheiro. Outro caso que abalou a opinião pública, e seria muito bom não ser esquecido, foi a morte de Victor Hugo Deppman, assassinado na entrada do prédio onde morava no Belém, bairro vizinho ao Tatuapé, quando voltava para casa depois do estágio. A câmera do condomínio proporcionou um momento bizarro, filmando com a frieza das lentes um crime brutal, ao mesmo tempo incompreensível, pois remete à reflexão de qual seria o real motivo do assassinato, que ocorreu na noite do dia 9 de abril deste ano. A família do estudante Victor e seus vizinhos ainda devem estar se perguntando isto: O que leva alguém a matar seu semelhante com tamanha desfaçatez? Só o dinheiro e um celular? Ele teria sido obrigado por alguma outra situação que a inconformada opinião pública, policiais, delegados, juízes e legisladores desconhecem? E ainda: Seria ele um bandido nato, como dizem os especialistas no assunto? Sendo menor de idade não têm noção do que faz, como de certa forma o protegem as leis em vigor? O que parece, é que ser menor de idade significa poder tudo e desafiar a todos. Talvez, esses tipos de indagações da consciência coletiva, se realmente haveria importância nesses questionamentos ou iniciar-se no país um fórum definitivo para solucionar o assunto, tenham levado o Governo do Estado de São Paulo – cuja capital é uma das mais atingidas pela violência – ao Congresso Nacional em Brasília, através do governador Geraldo Alckmin, que numa atitude rápida e corajosa se dispôs...

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São Francisco de Assis
out07

São Francisco de Assis

No dia 4 de Outubro, o mundo celebrou Francisco de Assis. Seu nome foi lembrado também pelo atual Papa Francisco que visitou a cidade italiana onde o Irmão Sol nasceu; Assisi na região da Úmbria em Perugia. No Tatuapé, o Colégio São Francisco de Assis completou 75 anos de fundação com festa neste final de semana, realização das Franciscanas da Ação Pastoral – FAP. Por toda parte, a obra da personalidade mais importante do milênio se espalha, iluminando os caminhos das criaturas pelas quais viveu. Francisco de Assis O Irmão de todas as criaturas Ninguém pode duvidar que São Francisco de Assis é o santo mais universalmente conhecido e amado por todas as pessoas e religiões. Diante dele, homens e mulheres, católicos ou não, o reconhecem como um homem feliz, irmão de todas as criaturas de Deus. Francisco nasceu em 1182 em Assisi, Italia, no século XIII. Era filho de Pedro Bernadone e de Dona Pica. O pai era rico, ambicioso e apegado às riquezas materiais. Queria fazer de Francisco um homem famoso, ensinando-lhe a viver no luxo e a gastar muito dinheiro nas festas. A mãe era piedosa e humilde. Ensinou ao filho o amor a Deus e a generosidade para com os pobres. No início de sua vida, Francisco mostrava claramente o que herdara do pai: a ambição de ser grande, famoso e rico. E da mãe a bondade e a educação para com todas as pessoas. Tinha um gênio alegre e expansivo. Era o líder das festas da juventude. Onde ele estava havia alegria, por isso tinha muitos amigos e era estimado por todos. Sonhava com grandes ideais, sendo tão logo despertado para abraçar uma vocação. Foi combater na guerra, mas experimentou o fracasso em vez do sucesso. Foi preso e adoeceu. Na prisão pensou muito sobre sua vida. Sentiu que Deus precisava de sua força, de seu entusiasmo e coragem para a pregação do Evangelho no mundo. A partir de então Francisco opta pelo seguimento de Jesus através de uma vida de pobreza e de serviço aos irmãos. Veste um hábito simples e abandona todas as riquezas da casa paterna. Começa um movimento profético dentro da Igreja que questiona todas as formas de luxo e prepotência. Não queria mais ser dominador, mas servo de todos, especialmente dos mais pobres. Francisco sabia que era possível devolver a alegria à humanidade somente por um caminho: o do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pela oração e penitência, a cada dia ele tinha mais certeza de que o Senhor o chamava. O amor sabia vencer todos os obstáculos e dificuldades. Em pouco tempo, muitos dos seus amigos,...

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1956: 1ª Turma do Ascendino
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1956: 1ª Turma do Ascendino

Formandos da primeira turma da E. E. ASCENDINO REIS Os jovens da década de 60 com certeza lembram com saudades dos bailinhos pró-formatura. Há quem diga, que um final de semana sem o baile do Ascendino não era um final de semana feliz. Esses que estão na foto, na escadaria da Catedral Metropolitana de São Paulo, conhecida como Catedral da Sé, são os formandos da primeira turma do Ascendino Reis. A Escola Estadual de Segundo Grau Professor Ascendino Reis, no Tatuapé, foi criada em dezembro de 1952. As aulas começaram no dia 9 de fevereiro do ano seguinte, com alunos matriculados em todas as séries ginasiais. Começava então a história de uma das mais tradicionais escolas estaduais do bairro. Em 31 de janeiro de 1957, com a instalação do curso científico, o que era escola transformou-se em colégio. No ano seguinte, devidamente autorizado, instalou-se o curso clássico. Em 07 de outubro de 1961, a Escola Normal, localizada no Tatuapé, foi anexada ao colégio. Durante anos, o Ascendino Reis funcionou apenas no período noturno, no edifício do Grupo Escolar Visconde de Congonhas do Campo, que fica na esquina das ruas Tuiuti e Padre Estevão Pernet. Só em janeiro de 1963, transferiu-se para o prédio da Rua Tuiuti esquina com Rua Azevedo Soares, com os períodos da manhã, tarde e noite dos cursos ginasial, científico, clássico e normal. O cirurgião dentista, Dr. João Perez Filho, lembra com carinho dos tempos de colégio. Estudante do Ascendino Reis, ele que em 1956 fazia parte da primeira turma, jura ter muita história para contar. João lembra que estudava à noite e tinha aulas aos sábados, o que era um tormento para jovens que queriam se divertir nas noites de final de semana. Por esse motivo, os alunos fizeram greve para que as aulas indesejáveis acabassem. Na noite da “paralização” eles teriam uma prova de latim e como quase todos os alunos aderiram ao movimento, o professor Ariovaldo Peterlini deu zero para todos. “Uma vez a metade dos alunos resolveu matar aula. Como não existiam shoppings na época e não havia nenhum outro lugar mais agradável do que o Cine Leste da Praça Sílvio Romero, quase todo o colégio foi para lá. Antes de começar o filme, eles exibiam um documentário. Assim que o mesmo acabou, as luzes do cinema foram acesas e para a nossa surpresa, o nosso diretor Benedito Albuquerque (o Ditão) e o bedel Altino passaram lentamente na frente da tela encarando todos os alunos que estavam no cinema. Eu me abaixei e coloquei o rosto embaixo do encosto da cadeira para que eles não me vissem. Só depois desse passeio do...

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