Secretaria da Saúde não respondeu perguntas da sua responsabilidade

Atualizado no dia 11 de Março

No dia 03 de janeiro, iniciamos uma reportagem especial sobre Transplantes de Órgãos. Após conclusão da reportagem especial realizada inicialmente naquele dia no Posto da Vila Mariana, relacionada à entrega de remédios a transplantados e as agruras dos pacientes ou seus representantes que tiveram de esperar de 7 a 8 horas nas piores condições para a retirada de remédios, algumas dúvidas ainda restavam.
Conversas com médicos, pacientes e usuários do SUS, deixaram dúvidas quanto ao atendimento prestado no que diz respeito à entrega de remédios de alto custo, entre outras.

No intuito de esclarecer essas questões, enviamos 12 perguntas à assessoria da Secretaria da Saúde do estado de São Paulo. O recebimento das questões foi no dia 04 de fevereiro, e a partir dessa data tentamos obter as respostas várias vezes sem sucesso.

“Se estão com pressa deveriam ter enviado as perguntas antes”, disse uma estagiária no dia 10 de fevereiro. “Vou encaminhar vocês para a responsável”, disse outro representante da assessoria no final de fevereiro. “Estou confusa”, disse a responsável a quem fomos encaminhados por ele, que também não tomou providências para que as perguntas fossem respondidas, a entrevista solicitada com o secretário da Saúde David Ewerson Uip ou seu representante fosse agendada.

David Uip, durante sua posse em setembro do ano passado, como novo Secretário da Saúde: "Estou muito esperançoso em atingir os objetivos fundamentais de cuidar das pessoas", afirmou.

David Uip, durante sua posse em setembro do ano passado, como novo Secretário da Saúde: “Estou muito esperançoso em atingir os objetivos fundamentais de cuidar das pessoas”, afirmou. Foto: Edson Lopes / Portal do Governo

 

Depois de 35 dias aguardando as respostas, a maioria delas foram sendo respondidas de acordo com o andamento desta reportagem especial sobre Transplantes de Órgãos, iniciada em janeiro através dos medicamentos que esses pacientes receberão pelo resto de suas vidas, mas não pela pasta responsável que é a Secretaria da Saúde do estado de São Paulo.

As perguntas enviadas estão no link:
http://alotatuape.com.br/?p=2231
Saiba mais:
http://alotatuape.com.br/?p=2228

Atualizando as questões necessárias para o entendimento desse assunto ficam ainda várias perguntas a serem respondidas:

Mantivemos a numeração original enviada no dia 04 de fevereiro, há 35 dias. As perguntas retiradas foram sendo respondidas com a notícia da inauguração da Unidade de Farmácia na Rua Dr. Altino Arantes, através da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

A questão número 3, continua sem resposta, assim como as questões 5, parte da 6 e quanto a 12, concluímos que não interesse em falar desse assunto.

3) Como estava afixado na entrada do posto, o Decreto 59.843 de 28 de Novembro de 2013, atrapalhou ainda mais a burocrática e deficitária entrega dos remédios. Segundo constatamos no Posto da Vila Mariana chegou a levar 8 horas para a entrega de remédios no dia 03 de Janeiro. Haveria uma forma de escalonamento ou deslocamento de pessoal para suprir as necessidades dos pacientes para que esse fato não volte a ocorrer em outros feriados ou festas natalinas?

Resposta da nossa redação: Com a inauguração da Unidade de Farmácia na Av. Dr. Altino Arantes, foram instalados 25 guichês de atendimento, que no dia 6 de março diminuíram a espera (leia mais: http://alotatuape.com.br/?p=2652). Ainda resta saber se esse Decreto influenciará da mesma forma a vida das pessoas no final deste e dos próximos anos. Aguardamos a resposta da Secretaria da Saúde, há 35 dias).

4) Porém, existem períodos em que é possível retirá-los (os remédios) em apenas 30 minutos em dias normais, principalmente no horário próximo ao final do expediente, por volta das 16h. Enquanto durante todo aquele mesmo dia a espera chega a 4 ou 5 horas. Como explicar ou equalizar essa questão?

Resposta da nossa redação: A resposta acima pode ser considerada também neste caso. Mas a questão fica inconclusiva, pois só considerados uma Unidade de Farmácia de Alto Custo, existem outras. A solução que os usuários esperam, no que diz respeito principalmente a demora para a entrega dos remédios, ainda não foi respondida na sua totalidade.

5) Uma forma eletrônica de agendamento para entrega de remédios e renovação de processos já foi pensada?
Isso daria um controle mais palpável e criaria um banco de dados para a Secretaria, além do que daria mais tempo aos médicos para cuidarem dos pacientes ao invés de ficarem preenchendo formulários para renovação de processos de entregas de remédios. Os profissionais acessariam o mesmo banco de dados disponível e fariam alterações necessárias num mesmo formulário a ser entregue, ou melhor ainda, a ser acessado eletronicamente pelos atendentes da farmácia de alto custo, poupando gastos com papéis, tintas, mas principalmente ganhando tempo.

6) Veja se as sugestões a seguir são viáveis e nos responda sim ou não e por quê?
– Análise dos casos em que os pacientes não precisem buscar os remédios mensalmente e fornecê-los trimestralmente;
N.da redação: Em off, nos foi dito que isso seria inviável neste momento.
– Análise dos casos em que os pacientes possam apresentar exames a cada seis meses, não três;
– Consultas semestrais ou a critério médico, não a critério burocrático devido à renovação trimestral de processo;
– Melhoria da qualidade de atendimento, condições de higiene e conforto mínimo aos pacientes que frequentam os postos;
N.da redação: O atendimento na Vila Mariana, parece que melhorou. Mas ainda é cedo para afirmar com certeza.
– Aumento do número de funcionários, a serem deslocados para esse tipo de função nos dias de pico, como no começo de cada mês;
Idem acima.
– Consulta aos usuários, através de pesquisas sérias, sobre suas reais necessidades, concluindo assim como orientar e se adaptar às novas situações.

12) Temos outras questões relacionadas diretamente com a recepção de órgãos doados, que gostaríamos de conversar diretamente com o secretário da Saúde. É possível marcar uma entrevista com ele ou seu representante?
N. da redação: Depois de aguardar 35 dias, concluímos que não há o menor interesse da Secretaria da Saúde em falar do assunto.

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Autor: alotatuape

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