Pesquisadores brasileiros descobrem inesperada propriedade do grafeno
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Pesquisadores brasileiros descobrem inesperada propriedade do grafeno

O grafeno é um dos materiais mais estudados na atualidade. Justifica-se: constituído por uma única camada de átomos de carbono, dispostos em uma rede bidimensional de trama hexagonal, o grafeno é extremamente fino, leve e resistente.

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O grafeno é apenas o começo
jun03

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Artigo de pesquisadores brasileiros sobre fósforo negro é um dos mais citados
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Artigo de pesquisadores brasileiros sobre fósforo negro é um dos mais citados

Depois do isolamento do grafeno, em 2004, outro material em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) também muito promissor despontou em razão de suas propriedades semicondutoras: o fósforo negro.

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Ponte de elétrons
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Ponte de elétrons

Quarta-feira, 29 de outubro de 2014, às 13h Por Marcos de Oliveira Revista Pesquisa FAPESP – O grafeno pode duplicar a produção de energia elétrica em biocélulas a combustível, como demonstrou um grupo de pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo. Descoberto em 2004 por Andre Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, o grafeno, além de render o Prêmio Nobel de Física aos dois pesquisadores pelos experimentos realizados, provocou uma corrida mundial em busca da utilização desse novo material caracterizado por ser uma folha de carbono com espessura atômica e detentor de propriedades elétricas, mecânicas e ópticas.     Os pesquisadores brasileiros, sob a liderança do professor Frank Crespilho, do IQSC-USP, mostraram no artigo de capa da edição de setembro da revista Physical Chemistry Chemical Physics que folhas de óxido de grafeno presas em fibras flexíveis de carbono facilitam a transferência de elétrons em biocélulas a combustível, dispositivos que convertem energia química em energia elétrica com a ajuda de enzimas e podem ter como combustível, por exemplo, a glicose existente no sangue para suprir de eletricidade marca-passos ou dispensadores subcutâneos de medicamentos. As biocélulas são uma fonte de energia alternativa ainda restrita a laboratórios. As biocélulas desenvolvidas em São Carlos são semelhantes a baterias e possuem dois eletrodos de fibra de carbono flexível, o cátodo, o polo positivo, e o ânodo, negativo. Elas são uma das mais recentes novidades em estudos no campo das fontes energéticas. Uma das opções de combustível para esse dispositivo é o uso da garapa, o caldo de cana repleto de açúcares. As biocélulas podem ter tamanho microscópico ou serem maiores, do tamanho de pequenas caixas plásticas que podem receber a garapa para gerar eletricidade e recarregar baterias de celulares, tabletsou até notebooks. Uma célula pode fornecer uma tensão elétrica um pouco maior que 1,0 volt (uma pilha do tipo AA, por exemplo, tem 1,5 volt). O grupo de Crespilho já trabalha com esses equipamentos desde 2010 (ver Pesquisa FAPESP nºs 182 e 205). Pensando em melhorar o desempenho elétrico desses dispositivos, os pesquisadores colocaram folhas de óxido de grafeno entre o eletrodo e a enzima glicose oxidase. Com isso, a transferência de elétrons para a célula aumentou em pelo menos duas vezes, o que representa o dobro de produção de eletricidade. O processo de liberação de elétrons ocorre pela oxidação da glicose, que acontece na superfície do ânodo, onde é colocada a enzima glicose oxidase produzida a partir do fungo Aspergillus niger. Com isso, os elétrons...

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Pesquisas no Brasil
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Pesquisas no Brasil

Quarta-feira, 1 de outubro de 2014, às 18h26 Pesquisa brasileira em Ciência dos Materiais precisa aumentar impacto internacional Por Elton Alisson, de João Pessoa Agência FAPESP – A produção científica brasileira em Ciência dos Materiais e o número de artigos publicados por pesquisadores da área no país aumentaram vigorosamente na última década. O desafio, agora, é aumentar o impacto internacional das pesquisas realizadas na área por cientistas brasileiros com diversos tipos de material, incluindo os mais tradicionais – como a cerâmica e metais – e os mais avançados, como grafeno e outras nanoestruturas de carbono.     A avaliação foi feita por José Arana Varela, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da FAPESP e professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, durante a palestra de abertura do 13º Encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais (SBPMat), que ocorre até quinta-feira (02/10) em João Pessoa (PB). A palestra, no domingo (28/09), foi feita em memória de Joaquim da Costa Ribeiro (1906-1960), considerado um dos mais importantes físicos brasileiros e pioneiro em Ciência dos Materiais no país. Todos os anos, um pesquisador brasileiro de destaque indicado por um comitê da SBPMat ministra a palestra. “A quantidade de artigos publicados tanto por pesquisadores brasileiros como em colaboração com colegas do exterior em Ciência dos Materiais aumenta desde 2000. Agora, o desafio é elevar o impacto internacional das pesquisas realizadas no Brasil, em uma área em que o país não deve nada ao que é feito no exterior”, disse Varela à Agência FAPESP. Segundo Varela, a pesquisa em Ciência dos Materiais é recente no Brasil. A produção científica na área era irrisória no país até 1990, quando se publicavam menos de 200 artigos por ano em periódicos científicos indexados. A partir do ano 2000, o número de artigos publicados na área duplicou em relação a 1990. De 400 artigos em 2000, o número saltou para quase 1,2 mil em 2013. O número de artigos publicados por pesquisadores brasileiros em colaboração com colegas do exterior também aumentou no mesmo período, indo de menos de 200 em 2000 para quase 400 em 2013. O impacto, entretanto, caiu de 1,5 em 1989 (quando estava um pouco acima da média do índice de citação mundial, de 1) para um patamar entre 0,7 e 0,8 atualmente. “A internacionalização da ciência produzida nessa e em outras áreas no Brasil também é muito recente. À medida que aumentarem as colaborações e a exposição internacional do país nessa área, o fator de impacto das pesquisas tenderá a aumentar”, afirmou. Papel das sociedades De acordo com Varela, um dos fatores que contribuíram para o aumento...

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Bolsa de estudo em Fotônica e Optoeletrônica
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Bolsa de estudo em Fotônica e Optoeletrônica

Segunda-feira, 4 de agosto de 2014 às 15h38   Pós-doutorado em Fotônica e Optoeletrônica com bolsa da FAPESP Agência FAPESP – O projeto de pesquisa “Grafeno: fotônica e optoeletrônica”, que tem apoio da FAPESP por meio do programa São Paulo Excellence Chair (SPEC), tem duas oportunidades de bolsa de pós-doutorado para atuar no Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (MackGrafe). Uma das bolsas é para pesquisa com geração de pulsos ultracurtos; a outra, em grafeno e nanomateriais 2D em lasers multifuncionais. O pesquisador da área de pulsos atuará no desenvolvimento de técnicas de obtenção do acoplamento de modos híbridos para conseguir pulsos ultracurtos em altas taxas de repetição, acima de 40 GHz, utilizando nanomateriais bidimensionais, como absorvedor saturável. Já o pesquisador da área de grafeno e nanomateriais 2D irá explorar as propriedades não lineares de nanomateriais bidimensionais com o objetivo de desenvolver fontes lasers multifuncionais, lasers com múltiplos regimes de operação em vários comprimentos de onda e taxas, e que possam ser modulados de forma independente. Ao longo do projeto, o bolsista deverá dominar técnicas de processamento de grafeno e nanomateriais bidimensionais, assim como métodos computacionais e experimentais de caracterização. Interessados devem enviar currículo profissional – incluindo lista de publicações – e os nomes e contatos de dois doutores capazes de elaborar carta de recomendação para o e-mail thoroh@mackenzie.br. O prazo para inscrição se encerra no dia 22 de agosto. Mais informações sobre as oportunidades estão disponíveis em www.fapesp.br/oportunidades/655 e www.fapesp.br/oportunidades/656. O selecionado receberá bolsa de pós-doutorado da FAPESP, no valor de R$ 6.143,40 mensais, e reserva técnica, que equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa. Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a auxílio instalação. Mais informações sobre a bolsa de pós-doutorado da FAPESP em www.fapesp.br/bolsas/pd. Outras vagas de bolsas de pós-doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em...

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