Greenpeace: Um grito de socorro
out14

Greenpeace: Um grito de socorro

As inúmeras denúncias de ameaças contra o povo Ka’apor, da TI Alto Turiaçu, continuam sem resposta. A omissão do Estado – que nada tem feito para inibir as agressões praticadas por madeireiros – contribui para a escalada de violência na região. Para piorar, uma das aldeias está cercada pelo fogo. A notícia foi veiculada hoje no site da ONG.

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Greenpeace: 44 anos dedicados a proteger o meio ambiente
set19

Greenpeace: 44 anos dedicados a proteger o meio ambiente

Em 1971 um grupo de ativistas partia em direção ao Alasca para tentar impedir testes nucleares que aconteciam na região e, sem saber, fundavam o Greenpeace.

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Letícia Spiller é embaixadora do Greenpeace pelo Desmatamento Zero
jul12
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Greenpeace: 23 anos de luta
maio01
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Greenpeace: Fechando o cerco contra a madeira ilegal
nov12

Greenpeace: Fechando o cerco contra a madeira ilegal

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014, às 15h53 Carregamento surpreendido pelo Greenpeace na Holanda na semana passada deve ser investigado pelas autoridades belgas. Na quinta-feira passada (6), ativistas do Greenpeace surpreenderam um navio que se aproximava do Porto de Roterdã, na Holanda, com madeira exportada pela serraria Rainbow Trading, denunciada por receber e comercializar madeira ilegal, informa a ONG. A madeira será inspecionada pela alfândega de acordo com a Cites (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção), que controla o comércio de espécies ameaçadas entre países signatários, como o Mogno e algumas espécies de Cedro. No entanto, não é competência da alfândega avaliar a origem da madeira. Como o destino final dessa madeira é Antuérpia, na Bélgica, as autoridades competentes holandesas alegam não ser de sua responsabilidade realizar uma investigação, mas garantiram ao Greenpeace que irão entrar em contato com as autoridades belgas para assegurar que elas obtenham as informações necessárias sobre o carregamento para que possam acompanhar a chegada da madeira e aplicar a EUTR (European Union Timber Regulation) – legislação que proíbe a importação de madeira ilegal para o mercado europeu. As autoridades competentes holandesas disseram também que irão colaborar com as autoridades brasileiras para que tomem atitudes. Ainda não foi possível confirmar os resultados sobre a inspeção da alfândega no Porto de Roterdã. No entanto, ela não traduz toda a preocupação do Greenpeace em relação à origem da madeira, mesmo esta não sendo espécie ameaçada. Apenas uma verificação no âmbito da EUTR poderia ter algum efeito para apreensão e investigação dessa madeira. Segundo nossas investigações, o navio carregava containers com Ipê, madeira nobre da Amazônia, para ser descarregada na Bélgica. Esse foi o terceiro carregamento indo da Rainbow para a Europa no ultimo mês. “As empresas são obrigadas por lei a manter a madeira de alto risco fora do mercado da União Europeia. Comprar madeira de serrarias como a Rainbow Trading é o mesmo que descumprir a lei, já que sua origem foi contaminada por madeira ilegal. Essa madeira deve ser apreendida e investigada, e não vendida direto no mercado. As autoridades belgas devem assumir as suas responsabilidades e as empresas devem ter pleno controle de suas cadeias de abastecimento”, afirma Marina Lacôrte, da Campanha da Amazônia do Greenpeace. As empresas europeias que estão comprando madeira amazônica da Rainbow Trading foram avisadas pelo Greenpeace de que estavam arriscando comprar madeira ilegal – independentemente da pilha de documentação oficial e papelada que acompanha essa madeira. Como o Greenpeace tem mostrado desde maio na Campanha Chega de Madeira Ilegal, a documentação oficial usada por madeireiros na Amazônia não serve...

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Video: Venha com a gente para as profundezas dos Corais da Amazônia
fev03

Video: Venha com a gente para as profundezas dos Corais da Amazônia

Sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017, às 18h49 Do Greenpeace Em águas calmas de um dia com direito a arco-íris, veja o mergulho que documentou as primeiras imagens deste belo recife sendo descoberto agora. E a aventura continua…

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Desmatamento dispara na Amazônia, vídeo
dez10

Desmatamento dispara na Amazônia, vídeo

  Sábado, 10 de dezembro de 2016, às 07h36   Péssima notícia para o clima e para o Brasil: governo revela crescimento de 29% no desmatamento na Amazônia, é o segundo aumento consecutivo. Do Greenpeace Brasil O Acordo de Paris, que visa reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) em escala global e foi recentemente ratificado pelo Brasil, já enfrenta uma grande ameaça com mais um aumento na taxa de desmatamento na Amazônia. O índice foi divulgado nesta terça-feira (29) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Desta vez, o desmatamento no período de agosto de 2015 à julho de 2016 foi de 7989 km², 29% maior que o período anterior.     A estimativa é de que essa destruição tenha liberado na atmosfera 586 milhões de toneladas de carbono equivalente – o mesmo que 8 anos de emissões por todos os automóveis no Brasil. Isso faz com que o país se distancie das ações necessárias para limitar o aquecimento do planeta em no máximo 1.5ºC e evitar graves consequências das mudanças climáticas. O aumento também coloca em risco o avanço obtido na redução do desmatamento entre 2005 e 2012. É a primeira vez em 12 anos que o desmatamento na maior floresta tropical do planeta apresenta aumento consecutivo. Essa perda de controle ilustra a falta de ambição do governo em lidar com o desafio de cessar a perda de florestas. Leia a matéria completa clicando no link abaixo você direcionado para o site do Greenpeace: Desmatamento dispara na...

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Um milhão pelo Tapajós!
jul17

Um milhão pelo Tapajós!

Campanha global pela proteção do Rio Tapajós e do povo Munduruku alcança o apoio de um milhão de pessoas durante visita da Diretora Executiva Internacional do Greenpeace.

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Do coração da Amazônia ao centro do poder
jul17

Do coração da Amazônia ao centro do poder

Após conhecer povo Munduruku, Diretora Internacional do Greenpeace vai a Brasília discutir construção de hidrelétrica com MMA; “Tapajós não tem jeito”, diz ministro.

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Samarco, Vale, BHP e governo diante da tragédia
fev10

Samarco, Vale, BHP e governo diante da tragédia

Este artigo foi originalmente escrito para o site Dislexia de Bacamarte e também publicado no site do Greenpeace Brasil.

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Lama até o pescoço
nov18

Lama até o pescoço

Greenpeace chega as comunidades de Mariana, em Minas Gerais, para documentar a tragédia causada pelo rompimento das barragens da mineradora Samarco. O acontecimento vai afetará a biodiversidade, além dos danos gerais ao meio ambiente, inúmeros peixes já morreram afetando a cadeia alimentar e os ecossistemas por onde a lama passa. Veja a reprodução da expedição do Greenpeace.

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Retrospectiva Salve o Ártico
out09

Retrospectiva Salve o Ártico

Leia a reprodução da retrospectiva da campanha do Greenpeace para salvar o Ártico.

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Ka’apor integram tecnologia no monitoramento e proteção do seu território tradicional
set10

Ka’apor integram tecnologia no monitoramento e proteção do seu território tradicional

Em parceria com o Greenpeace, indígenas aprendem a usar armadilhas fotográficas e rastreadores para combater a invasão de madeireiros na TI Alto Turiaçu, no Maranhão.

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Mais um assassinato na conta da madeira ilegal
set10

Mais um assassinato na conta da madeira ilegal

Greenpeace | Matéria publicada em 28 de abril 2015. Liderança da Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão, foi assassinada no último domingo, dia 26; Indígenas deunciam madeireiros como responsáveis.

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Levy, deixa o Sol brilhar
abr08

Levy, deixa o Sol brilhar

Ativistas do Greenpeace vão ao Ministério da Fazenda pedir incentivos à energia solar no Brasil.

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Os alertas aumentam e o desmatamento não para
mar04

Os alertas aumentam e o desmatamento não para

Quarta-feira, 4 de março de 2015, às 16h19 Do Greenpeace Inpe divulga primeiro relatório DETER do ano e janeiro já registra a maior área com alerta de desmatamentos dos últimos cinco anos para o mês. O balanço de alertas de desmatamento (corte raso da floresta) e degradação florestal do período de novembro de 2014 à janeiro de 2015 na Amazônia, divulgado ontem (dia 2) pelo Inpe traz mais más notícias aos brasileiros. Os dados – do Deter, Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real do Inpe – mostram que o mês de janeiro de 2015, em especial, apresentou alertas de desmatamento e degradação florestal em uma área de 129,36 km², um número que sozinho é quase igual à soma dos dados dos meses de janeiro dos últimos cinco anos: 147,64 km². Lamentavelmente, janeiro de 2015 não é um ponto fora da curva. Ao analisar os dados de corte raso dos últimos seis meses (agosto de 2014 a janeiro deste ano, meses que vão compor o número final do desmatamento de 2015 apurado por outro sistema do Inpe, o Prodes) fica evidente que o ataque à maior floresta tropical do planeta voltou a ser alarmante: os alertas de desmatamento cresceram 56% em área, e a degradação subiu incríveis 162%, ambos na comparação com o mesmo período do ano anterior. O Deter permite a constatação rápida do que está acontecendo na floresta e oferece suporte à fiscalização e controle do desmatamento pelo IBAMA. Embora impreciso, ele indica a tendência de aumento ou diminuição da perda florestal ao longo do ano. A estimativa oficial do desmatamento de 2015, apurado pelo Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélite (Prodes) sairá no final do ano. O número final, como acontece todos os anos, será anunciado por volta de março de 2016. No período de agosto de 2013 a janeiro de 2014, foram detectados alertas de desmatamento em 688,7 km². Este ano, entre agosto de 2014 e janeiro, foram detectados alertas em 1.074,3 km², o que representa um aumento de 56% em relação ao período anterior. Já em termos de degradação florestal, processo que muitas vezes dá início ao ciclo do desmatamento, os alertas corresponderam à uma área de 403,8 km² no primeiro período e 1059,9 km² no segundo período, um aumento de 162%. Apesar do otimismo do governo em relação à queda da taxa do desmatamento registrada pelo PRODES nos últimos anos, diversos fatores ainda ameaçam a floresta, colocando em risco essa conquista. A exploração ilegal de madeira segue fora de controle, o avanço de atividades agropecuárias sob a floresta continua, e a bancada ruralista no Congresso está mais...

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Petrolão: Juiz ouve testemunhas de defesa da Camargo Correa e da UTC Engenharia
mar02

Petrolão: Juiz ouve testemunhas de defesa da Camargo Correa e da UTC Engenharia

Segunda-feira, 2 de março de 2015, às 18h49 O dia começou com muita dor de cabeça para os empresários envolvidos nos superfaturamentos e fraudes nos contratos da Petrobras. Até o final da semana, o cerco deve apertar ainda mais. Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo O juiz Sérgio Moro da 13º Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos envolvendo a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ouviu hoje, testemunhas de defesa na ação penal que investiga a participação das empreiteiras Camargo Correa e UTC Engenharia – e seus executivos – no esquema de fraude em contratos da Petrobras. Pela manhã, estão previstos os depoimentos, por videoconferência, das testemunhas André Porto Alegre, Vander Lopes Cardoso, Ricardo Bianchini, Hermano Medeiros, Márcia Kodaia, Carla Caroli, Leonarda Mitrulis, Alexander Santos. Eles foram indicados pela defesa do vice-presidente da empreiteira Camargo Corrêa Eduardo Hermelino Leite, preso na sétima fase da Operação Lava Jato. Em depoimentos à Justiça, Alberto Youssef, apontado como operador do esquema investigado pela Lava Jato, e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costas, citam o empreiteiro Eduardo Hermelino Leite como um dos articuladores do cartel de empresas formado para superfaturar contratos da estatal. Também serão ouvidos na manhã de hoje Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Julio Gerin de Almeida Camargo, testemunhas dos empresários Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Correa e João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Correa. Na noite de sexta-feira (27), Avancini e Eduardo Leite assinaram acordos de colaboração com a força-tarefa do Ministério Público Federal, que investiga fraudes em contratos das empreiteiras com a Petrobras. Em troca de redução de pena e outros benefícios, os empresários se comprometeram a contar o que sabem do esquema. Até agora, foram fechados 13 acordos de delação premiada. À tarde, prestam depoimento o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, o doleiro Alberto Youssef e o empreiteiro Julio Camargo. Também serão ouvidas pelo juiz Sérgio Moro as testemunhas arroladas pela defesa de Cerveró, Marcio Anselmo e Erika Mialik...

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A moratória da soja
set03

A moratória da soja

Quarta-feira, 3 de setembro de 2014, às 15h17 A “moratória da soja” é consequência de uma campanha lançada pelo Greenpeace em abril de 2006 a partir de dados que demostraram, a grandes consumidores da Europa – entre as quais, a rede McDonalds –, que a expansão da soja fomentava o desmatamento ilegal na Amazônia. Diante da reação à campanha, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais (ANEC) – responsáveis pelo comércio de mais de 90% da soja produzida no país – e entidades não-governamentais firmaram um boicote à compra de grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia após 24 de julho de 2006.     A moratória da soja exigiu não apenas a conformidade ambiental dos produtores do grão como, ainda, o compromisso com o desmatamento ilegal zero. A fim de implementar os termos do acordo, seus participantes criaram o Grupo de Trabalho da Soja (GTS), composto pela Abiove, ANEC, e as entidades Greenpeace, WWF, Ipam e TNC. Em 2008, o acordo recebeu apoio do Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e do Banco do Brasil, que suspendeu o acesso ao crédito a produtores com identificados como protagonistas de desmatamento ilegal. Além de fornecer aos produtores informações sobre a moratória e as regras do Código Florestal, o GTS desenvolveu um sistema de monitoramento da dinâmica do desmatamento relacionada à produção de soja no bioma amazônico. Paralelamente, os representantes dos compradores assinaram o Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo e incluíram nos contratos de compra de soja cláusulas específicas possibilitando-lhes romper o negócio caso houvesse descumprimento dos termos do acordo. A vigência da moratória da soja correspondeu a um período em que a taxa anual de desmatamento, calculada pelo Prodes, se desacoplou do crescimento da produção agropecuária na Amazônia brasileira. Ou seja: enquanto o desmatamento caiu aos níveis mais baixos desde 1988, a produção agropecuária na região continuou a crescer. Analistas avaliam que esse fato se deveu a um conjunto de medidas e iniciativas adotadas tanto pelo poder público (federal estadual e municipal) quanto pelo Ministério Público, setor privado e ONGs. A moratória da soja é citada como um desses casos. Acordo chega ao fim em dezembro de 2014 Apesar de algumas dificuldades, o acordo entre os integrantes da moratória da soja vinha sendo renovado desde 2007. Porém, no último mês de janeiro, os participantes anunciaram que esta seria a última renovação, com data prevista para até 31 de dezembro de 2014. As associações argumentam que o monitoramento teria indicado que “a expansão da soja não é um importante vetor de desflorestamento do bioma Amazônia”, apontando um estudo...

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Brasil vacila em ratificar protocolo sobre biodiversidade
jul23

Brasil vacila em ratificar protocolo sobre biodiversidade

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 20h38 A demora do Congresso Nacional em votar a ratificação do Protocolo de Nagoya, assinado pelo País em 2010, pode custar a cadeira brasileira na mesa de discussões da COP-12 O Brasil foi um dos primeiros países a assinar o Protocolo de Nagoya, proposto na 10ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP-10), em 2010, como alternativa para regulamentação do uso de recursos da biodiversidade do planeta.     Depois de quatro anos, no entanto, o País acaba de perder a chance de participar ativamente da discussão sobre o assunto. As propostas contidas no protocolo não foram ratificadas pelo Congresso Nacional. Para entrar em vigor, 50 dos 92 signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) precisavam confirmar sua validade, incorporando-o a legislação, até junho deste ano. O que aconteceu nesta segunda-feira 11, sem a participação do Brasil. “O Brasil perdeu uma grande chance deixando de votar este projeto, uma vez que o País foi protagonista da proposta, junto com o próprio Japão. Mas se em casa a gente não consegue aprovar o que sugerimos internacionalmente, isso mostra que fomos muito bons de papo e pouco eficientes na ação”, avalia Marcio Astrini, coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil. “De certa maneira isso é um reflexo da visão ambiental do atual governo, que ao invés de ver no Meio Ambiente uma oportunidade, vê nele um empecilho”, completa Astrini. Parado desde 2012 no Congresso Nacional, o projeto foi designado para uma comissão especial, que nunca foi criada. O assunto sofre forte resistência por parte da bancada ruralista, que acredita que a ratificação da proposta poderia aumentar os custos do agronegócio no Brasil. Um dos pontos mais polêmicos refere-se ao pagamento de royalties a países pela repartição de benefícios aos detentores de conhecimentos tradicionais associado ao uso de recursos genéticos oriundos da biodiversidade, como povos indígenas e comunidades tradicionais. “O objetivo central do protocolo é aumentar a proteção sobre as reservas naturais do planeta e, para isso, deve criar uma série de regras para controlar a utilização dos recursos, estabelecendo, inclusive regras econômicas. Isso vai no caminho do que precisa ser feito no mundo todo e precisamos participar desta discussão”, observa Astrini. O Brasil concentra aproximadamente 20% de toda a biodiversidade do planeta. A regulação contribuiria para o combate a biopirataria, com ganhos no campo da ciência e também para as populações tradicionais, que teriam seus saberes reconhecidos e valorizados. Outro ponto importante do protocolo é o plano estratégico de preservação, que aumenta as áreas terrestres e marítimas a serem protegidas no planeta. As regiões terrestres protegidas passariam de...

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Madeira ilegal: na Amazônia, lavou, ficou legal
jul21

Madeira ilegal: na Amazônia, lavou, ficou legal

Segunda-feira, 21 de julho de 2014 às 21h10 Greenpeace expõe fragilidade do sistema de controle e protesta contra o descontrole generalizado do setor madeireiro da Amazônia Ativistas do Greenpeace ocuparam a madeireira Pampa Exportações Ltda, próximo a Belém (PA), para protestar contra a exploração ilegal e predatória de madeira na Amazônia e o descontrole que impera no setor. Faixas com as mensagens: “Lavando madeira para fora”; “Sua madeira lavada a sério”; “Apoio: governo brasileiro” e “Crime” foram espalhadas pelo local para expor a fragilidade do sistema de controle de comércio de produtos florestais. Veja aqui o site da campanha Chega de madeira ilegal Uma investigação de dois anos do Greenpeace no estado do Pará revelou que o atual sistema de controle não é apenas falho, mas alimenta a degradação florestal e o desmatamento. Frequentemente, em vez de conter o crime, ele é usado para ‘lavar’ madeira produzida de forma predatória e ilegal que, mais tarde, será vendida a consumidores no Brasil e no mundo como se fosse ‘legal’. Entre agosto de 2011 e julho de 2012, estima-se que 78% das áreas com atividades madeireiras no Pará, maior produtor e exportador de madeira da Amazônia, não tinham autorização de exploração. No Mato Grosso, segundo maior produtor, esse índice é de 54%.     Na maior parte das vezes, são as madeireiras e serrarias que desempenham o papel de lavanderia. As atividades da Pampa são um exemplo de como a madeira ilegal é ‘lavada’ na Amazônia. Entre os fornecedores da empresa estão planos de manejo que utilizam seus créditos para legalizar madeira retirada de outras áreas sem autorização. Com documentos oficiais, essa madeira sem origem chega ao mercado brasileiro e internacional – incluindo Estados Unidos e países europeus (sendo a França a principal importadora da Europa em volume). A empresa também foi multada em mais de R$2,5 milhões por receber e comercializar madeira sem as devidas licenças, além de responder a ação proposta pelo Ministério Público por receber madeira de empresas acusadas de fraude. Dois diretores da Pampa são membros da Aimex (Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará), que segundo seu site trata-se de uma “associação das empresas de base florestal comprometidas com o desenvolvimento sustentável da Amazônia e do Pará”. Para Marcio Astrini, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil, “como representantes de uma associação que alega estar preocupada com a exploração sustentável, deveriam dar o exemplo e realizar todos os esforços para garantir a origem limpa da madeira”. A investigação do Greenpeace Brasil levantou cinco casos de planos de manejo com indícios de fraude. Dentre as principais estão: inflação do número de árvores de...

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Festa do pré-sal esconde riscos financeiros e ambientais
jul07

Festa do pré-sal esconde riscos financeiros e ambientais

Segunda feira, 7 de julho de 2014 às 18h37   Governo e Petrobras celebram avanço do pré-sal sem explicar ao país a viabilidade do investimento em razão do cumprimento das metas de emissões. A presidenta Dilma Rousseff comemora hoje, ao lado de Graça Foster, da Petrobras, a marca de 500 mil barris produzidos por dia no pré-sal. Segundo o governo, o ritmo acelerado da produção comprova como o planejamento foi acertado. Segundo o Greenpeace, a Cerimônia de Comemoração aconteceu nesta manhã, às 11h, na sede da Petrobras no Rio de Janeiro.   Essa festa pode custar caro ao país: a queima das gigantes reservas de petróleo do pré-sal inviabilizariam as metas de redução de emissões fixadas pelo próprio governo no Plano Nacional de Mudanças Climáticas. E essa preocupação não cabe somente àqueles que se interessam pela política do clima, mas também a investidores. Como indaga Martin Wolf, editor do Financial Times, é altamente arriscado investir em combustíveis fósseis num contexto onde governantes devem tomar uma decisão de efetivamente exigir o cumprimento das metas de redução de emissões dos gases de efeito estufa. É essencial avaliar, conjuntamente a esse cenário, os custos ambientais da operação de exploração do pré-sal. Somente com os 500 mil barris por dia serão emitidas 65 milhões de toneladas de CO2 ao ano. Considerando os números totais estimados para as reservas do pré-sal – 80 bilhões de barris – a queima de todo o óleo será responsável pela emissão de 35 bilhões de toneladas de CO2 durante um prazo de 40 anos, mantendo o Brasil entre os dez maiores emissores mundiais. Vale dizer também que os blocos mapeados para a exploração entram em conflito com áreas prioritárias de conservação de biodiversidade em todo o litoral brasileiro, como constata estudo do Greenpeace. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 44% da nossa costa marítima é área prioritária de conservação da biodiversidade, sendo que menos de 3% dessas áreas foram transformadas em Unidades de Conservação. Para piorar, aproximadamente 9% das áreas prioritárias de conservação já foram concedidas para exploração de petróleo. A insegurança em relação ao pré-sal cresce quando se leva em conta as dificuldades técnicas para extrair o petróleo de águas profundas. Aproximadamente uma a cada três plataformas atualmente em operação no Brasil foram construídas há 30 anos ou mais e representam maior probabilidade de vazamentos. É o que mostra o website Lataria, desenvolvido pelo Greenpeace para monitorar as ultrapassadas plataformas que operam na costa brasileira. Dos 102 acidentes registrados no Brasil desde o ano 2000 na exploração petrolífera offshore, 62% aconteceram nas plataformas mais velhas. Apesar disso, o governo ainda não definiu como se dará a execução...

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Combate ao aquecimento global passa pela política, diz especialista
maio27

Combate ao aquecimento global passa pela política, diz especialista

Para o ambientalista Fábio Feldmann, a escolha de políticos preocupados com o meio ambiente é fundamental para combater o aquecimento global. De acordo com o ativista, só por meio da política a sociedade pode combater o aumento da temperatura do planeta, causada pela emissão dos chamados gases estufa, como o dióxido de carbono e o enxofre. Esses gases são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão.   O especialista foi o primeiro palestrante da 13ª Conferência Municipal de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas, que está sendo realizada nesta terça-feira (27/5). Realizada desde 2001, a conferência reúne membros da iniciativa privada, da administração pública e do terceiro setor para fomentar o desenvolvimento sustentável na cidade. Na opinião de Feldmann, a transição para uma “economia verde” exige a ação do Estado, que deve incentivar o uso de fontes alternativas de energia e promover o consumo consciente. “Precisamos aumentar o engajamento político, na hora de votar é fundamental saber se o candidato tem preocupações com o meio ambiente, as pessoas também precisam se engajar mais, participando de ONGs (Organizações Não Governamentais) e mudando hábitos de consumo, preocupando-se na hora da escolha do produto, sabendo de que forma foi feito”, afirmou o ambientalista. Feldmann foi secretário estadual do meio ambiente entre 1995 e 1998, sendo um dos fundadores da ONG SOS Mata Atlântica e do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que tem o tem o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade para a discussão e tomada de posição sobre os problemas gerados pelo fenômeno. Abertura Antes da palestra de Feldmann, aconteceu a mesa de abertura, que contou com a participação de personalidades da política e do ativismo ambiental. Primeiro a falar, o vereador Natalini (PV) destacou a cartilha que será lançada com a retrospectiva de todas as edições da conferência. “Queremos o desenvolvimento do país, mais renda, salário e justiça social. Mas tudo isso com respeito à natureza”, afirmou. Também presente na abertura, o vereador Ricardo Young (PPS) acredita que os cidadãos precisam tomar consciência da importância do meio ambiente. “Está nas nossas mãos fazer diferente. A questão da sustentabilidade está dentro das cidades, elas destroem o ambiente e não devolvem nada para o ecossistema. Esse é um ótimo momento para pensarmos no que temos feito para regenerar os serviços ambientais que destruímos”, disse. Já o diretor de políticas públicas do Greenpeace no Brasil, Sérgio Leitão, lembrou que o descaso com a natureza traz consequências práticas para a sociedade, como a atual crise de abastecimento de água em São Paulo. “Temos uma ameaça de falta de água em nossas casas e também nas empresas, o...

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30 motivos para preservar as florestas do Brasil
maio19

30 motivos para preservar as florestas do Brasil

O Greenpeace, uma das ONGs de defesa ambiental mais famosas do mundo, preparou uma lista com 30 razões para nos incentivar e alertar sobre os cuidados que devemos ter com as florestas brasileiras. Apesar de não ser uma listagem recente (ela data de 2011), os pontos apresentados continuam a ser atuais e merecem ainda mais atenção e preocupação. Veja abaixo algumas razões para as quais precisamos abrir os olhos: 1. O Brasil abriga 20% de todas as espécies do planeta. 2. O mundo perde 27 mil espécies por ano. 3. A Amazônia ocupa metade do Brasil e abriga 2/3 de todo o remanescente florestal brasileiro atual. 4. O Brasil detém 12% das reservas hídricas do planeta. 5. Já perdemos cerca de 20% da Amazônia, o limite estabelecido pela lei. 6. Na mata atlântica, bioma de mais longa ocupação no Brasil, 93% já foi perdido. 7. Mesmo quase totalmente desmatado, ainda tem gente que ataca a mata atlântica: a taxa média de desmatamento de 2002 a 2008 foi equivalente a 45 mil campos de futebol por ano. 8. Perdemos 48% do cerrado. 9. Perdemos 45% da caatinga. 10. Entre 2002 e 2008, a área destruída no cerrado foi equivalente a 1,4 milhão de campos de futebol por ano, na caatinga o equivalente chegou a 300 mil campos. 11. Perdemos 53% dos pampas. 12. Entre 2002 a 2008 perdemos o equivalente a 4 mil campos de futebol por ano nos pampas. 13. Perdemos 15% do Pantanal. 14. Por ano, perde-se 713 km2 de Pantanal. 15. Se mantivermos as taxas de desmatamento registradas até 2008 em todos os biomas, perderemos o equivalente a três Estados de São Paulo até 2030. 16. O Brasil é o 4º maior emissor de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global, principalmente porque desmatamos muito. 17. 61% das nossas emissões vêm do desmatamento e queima de florestas nativas. 18. A expansão pecuária na Amazônia é, sozinha, responsável por 5% das emissões de gases-estufa em todo o mundo. 19. Mudanças climáticas impactam diretamente as cidades brasileiras. Preservar as florestas ajuda a regular o clima e proteger as populações. 20. Mudanças climáticas impactam diretamente a agricultura. A Embrapa, por exemplo, prevê desertificação do sertão nordestino e impacto nas principais commodities brasileiras, como soja e café; os mais pobres sofrem mais. 21. Saltamos de uma taxa de 27 mil km2 de desmatamento na Amazônia em 2004 para menos de sete mil em 2010. É possível zerar essa conta. 22. Empresas que comercializam soja no Brasil são comprometidas, desde 2006, a não comprar de quem desmata na Amazônia. A produção não foi afetada e o mercado pede por produtos...

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