Imigrantes chegam a mais cidades brasileiras
abr12

Imigrantes chegam a mais cidades brasileiras

Dos 5.570 municípios brasileiros, 3.432 tiveram ao menos um registro de imigrante internacional, como boliviano, haitiano e, mais recentemente, cubano e venezuelano, entre 2000 e 2015. Esses novos fluxos de imigrantes, que têm chegado com maior frequência e intensidade ao Brasil nos últimos anos, têm contribuído para reconfigurar os padrões da migração internacional para o país.

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Imigrante de 91 anos atravessa a zona Leste de bike
fev24
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História do Tatuapé: apaixonados e audaciosos pioneiros
ago01

História do Tatuapé: apaixonados e audaciosos pioneiros

Até meados do século XIX, o Tatuapé era escassamente povoado. A partir da evolução econômica da própria cidade e a chegada dos imigrantes, entre outros fatores como a expansão ferroviária, no Tatuapé começam a surgir chácaras, portos de areia e olarias.

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Simpósio internacional discute a geografia da inovação, vídeo
jul30

Simpósio internacional discute a geografia da inovação, vídeo

Inaugurado em 1825 para conectar o rio Hudson ao lago Erie, e assim criar uma via navegável entre a cidade de Nova York, na costa atlântica, e os Grandes Lagos, na fronteira com o Canadá, o canal Erie teve extraordinária importância no desenvolvimento da região nordeste dos Estados Unidos, possibilitando a interiorização de trabalhadores imigrantes, o fluxo de mercadorias, a instalação de empresas e a transformação de incipientes assentamentos urbanos em grandes...

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“A história contada por quem viveu” – Carro de boi nos Altos do Tatuapé
set30

“A história contada por quem viveu” – Carro de boi nos Altos do Tatuapé

“A história contada por quem viveu”, é o título ou slogan que abre as edições históricas publicadas pelo Alô Tatuapé. Neste post, alguns aspectos das atividades dos imigrantes portugueses que tomaram conta da região até determinado tempo.

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Museu da Imigração de SP e NY terão intercâmbio de acervos
fev25

Museu da Imigração de SP e NY terão intercâmbio de acervos

Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015, às 17h43 Nos dois países, Brasil e EUA, ambas instituições estão sediadas em antigas hospedarias de imigrantes e compartilham semelhanças do cenário imigratório. Museu da Imigração de São Paulo – Com apoio do Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo, a exposição Retratos Imigrantes promove um intercâmbio entre os acervos iconográficos do Museu da Imigração e do Museu da Imigração de Ellis Island, em Nova Iorque. Composta por 50 fotografias das duas primeiras décadas do século 20, a exposição compartilha as semelhanças do cenário imigratório da época nos dois países. A inauguração está marcada para o dia 27 de março no MI, às 19h, com apresentação musical do Grupo de Choro EMESP, e no dia 2 de maio no Museu da Imigração de Ellis Island, em Nova York.   O diálogo inédito entre parte dos acervos das duas instituições – ambas sediadas em antigas hospedarias de imigrantes – tem como objetivo a preservação da história e memória do processo migratório para construção de seus países. Das 50 imagens que serão expostas no Brasil pela primeira vez, 35 são do acervo do Museu de Ellis Island da coleção fotográfica de Augustus F. Sherman (1865-1925) – funcionário administrativo da antiga hospedaria de Nova Iorque que retratou por duas décadas os imigrantes que chegavam aos Estados Unidos. “Sherman foi o primeiro a fazer esses registros em um momento muito importante da fotografia documental. Embora fosse um fotógrafo amador, seu material tem rigor técnico. Ele captou imagens fortes que transmitem o olhar de esperança, cansaço e o aparente questionamento do desconhecido, do que estava por vir”, ressalta o fotógrafo e professor João Kulcsár, curador da exposição. “A exposição une essas imagens que apresentam conteúdo e estética muito semelhantes”, completa. A exposição temporária fica no Brasil de 27 de março a 6 de setembro, e chega a Nova Iorque no dia 2 de maio, permanecendo para visitação até 30 de setembro de 2015. O Museu da Imigração de Ellis Island prevê receber cerca de 250 mil pessoas para a mostra que terá a configuração de 35 fotos do acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo/APESP, composto por imagens da Hospedaria de Imigrantes do Brás, e 15 fotografias de Sherman. A inauguração, que terá entrada gratuita, está marcada para as 19 horas do dia 27 de março. A partir do dia 28, o valor da visitação será de R$ 6,00. O Museu da Imigração fica na Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca – São...

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Salão do Automóvel 2014
out30

Salão do Automóvel 2014

Quinta-feira, 30 de outubro de 2014, às 20h12 Evento tem abertura com a presença do Governador de São Paulo e do Prefeito da cidade. Com previsão de atrair mais de 750 mil pessoas ao pavilhão do Anhembi, ao longo de 10 dias de feira, Salão do Automóvel recebe elogios. A cerimônia de abertura do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo recebeu hoje, dia 30 de outubro, o governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin e o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad. Também compareceram os ministros Gilberto Occhi (Cidades) e Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Alckmin destacou o fascínio que o carro exerce, além de ser um campeão na geração de empregos. “A indústria automobilística tem importância social e econômica, e traz a vanguarda da ciência, da energia limpa. Nosso estado contribui com isso porque cobra 12% de ICMS no etanol – que gera menor emissão de poluentes – enquanto o resto do Brasil é 25%”. O governador também comentou que o Rodoanel está em vias de finalizar a construção, e a ampliação das rodovias dos Bandeirantes, Ayrton Senna e Imigrantes, por exemplo. O prefeito Fernando Haddad fez referência ao potencial turístico que o Salão do Automóvel explora, principalmente neste ano, quando acontece logo antes da etapa brasileira da Fórmula 1. “São Paulo é o primeiro destino turístico do Brasil, e caminha para ser o principal da América Latina. A partir de 2017, devemos superar Buenos Aires e Cidade do México, principalmente por conta das atividades do setor privado. Juntos, o Salão do Automóvel e a Fórmula 1 devem reunir 250 mil pessoas não residentes na cidade.” Esses dois eventos reunidos gerarão cerca de R$ 450 milhões, somente de pessoas vindas de fora. Haddad também prevê a reforma do Pavilhão de Exposições do Anhembi, cujo projeto deve ser lançado em 2015. “Vamos repensar a ocupação pública em toda a marginal do rio Tietê. Não há incompatibilidade entre o transporte público e o privado. Devemos caminhar para o que toda cidade moderna faz, e não confundir propriedade com uso racional”. “Ressalto a qualidade do Salão do Automóvel de São Paulo. Não devemos para nenhum dos outros grandes salões mundiais, e isso não é gratuito. Nossa indústria merece, pois todos os maiores players estão agora fabricando aqui”, comentou o ministro Mauro Borges, que ressaltou também a política do Inovar-Auto, e a isenção de IPVA para automóveis híbridos, aplicada na cidade de São Paulo. “Sugiro agora que os governos federais e estaduais estudem implantar o IPVA gratuito para híbridos elétricos, assim como fez a cidade de São Paulo”. Também participaram da solenidade Luiz Moan (presidente da...

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Fernanda e suas irmãs na descida da Apucarana em 1945
out25

Fernanda e suas irmãs na descida da Apucarana em 1945

Sábado, 25 de outubro de 2014, às 11h45 Dona Fernanda, as chácaras na Apucarana e a torre preservada do Lar Sírio-Libanês Gerson Soares É difícil imaginar, mas a Rua Apucarana já teve o aspecto desta imagem, cedida por dona Fernanda, que em Fevereiro de 2001 nos pediu para prestar uma homenagem à sua mãe, Adelaide da Ressureição, imigrante portuguesa que segundo sua própria linguagem, a mãe “lutou muito para criar os seis filhos”, chegando ao Tatuapé em 1930. Fernanda (com cinco anos), Olimpia (a irmã mais velha com doze) e o irmão Antonio (vinte meses), ficaram em Portugal, na casa de parentes, enquanto a mãe Adelaide e o pai João Manuel Fernandes vieram para o Brasil com Luiza, Esperança e outra filha para nascer (Maria). Essa história comovente ainda contaremos, mas saiba que quando conseguiu juntar-se a mãe e aos irmãos no Brasil cinco longos anos haviam passado.     A fotografia acima foi feita em 25 de Setembro de 1945, há 69 anos. O jovem fotógrafo era Manoel, filho do proprietário da Chácara Olga, localizada onde hoje está a ETC Martin Luther King. Além de chacareiro, o rapaz gostava de fotografar e fez esta imagem para flertar com Fernanda, que acompanhada de suas irmãs voltavam da única padaria próxima, que ficava na Rua Vilela. A brincadeira valeu, porque anos depois eles casaram e tiveram uma união muito feliz, até quando Manoel faleceu. A moça, que só viu a imagem revelada depois de casada, lembra que “por ali só existiam chácaras e a minha ficava próxima às ruas Emílio Mallet e Apucarana” (Alô Tatuapé, nº 47 | Abril/2001). As construções modernas tomaram o lugar das hortas, mas graças ao amor de Manoel e Fernanda podemos conhecer o passado, repleto de carinho e dedicação dos imigrantes que cultivavam a terra em busca do sustento das suas famílias, não sem grandes sacrifícios e abnegação. Este relato histórico, faz parte da obra “Memórias do Tatuapé – A história contada por quem viveu”, publicada desde 1993 pelo Alô Tatuapé. Assuntos relacionados: 1956: 1ª Turma do Ascendino Largo N. Sra. da Conceição CERET e o Jardim Anália Franco Largo Nossa Senhora do Bom Parto Tatuapé 346 anos: Rua Azevedo...

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Debate avalia primeiro semestre do Conselho Participativo
ago22

Debate avalia primeiro semestre do Conselho Participativo

Sexta-feira, 22 de agosto de 2014 às 15h11 Por Roberto Vieira – CMSP A Câmara Municipal de São Paulo realizou na noite desta quinta-feira (21/8) debate para avaliar os primeiros seis meses de trabalho do Conselho Participativo da cidade. A reunião foi uma iniciativa do vereador José Police Neto (PSD), autor de uma emenda parlamentar que cria o Conselho por meio da Lei de Reforma Administrativa.     “Todos os conselheiros sabiam da dificuldade que existia em relação ao diálogo com a prefeitura. A partir da participação deles, hoje conseguimos levar ao poder público as opiniões de pessoas que estão envolvidas com as questões locais. Assim ocorreu com o Plano Diretor, os planos de bairros e orçamento regional”, analisou Cláudio Vieira, do projeto Adote um Vereador. Djair de Almeida, conselheiro em Jacanã/Tremembé, apontou as ocupações irregulares como um dos grandes desafios de sua região. “Nós estamos travando uma luta para conseguir a regularização e a urbanização de algumas áreas. A falta de moradia é um grande problema que temos que resolver”, destacou. Alguns conselheiros admitiram estar ainda em fase de aprendizagem. “Como o Conselho é uma coisa nova, nós estamos aprendendo muito e inicialmente procuramos nos interar mais sobre nossa atuação”, afirmou um dos conselheiros do distrito de Itaquera, João Estevam da Silva. “Eu não consigo analisar nosso trabalho neste primeiro semestre porque estamos ainda aprendendo”, completou Clara Politi, representante dos conselheiros imigrantes da subprefeitura de Pinheiros. Police Neto lembrou sobre os próximos desafios dos conselheiros neste segundo semestre de 2014. “Temos que analisar como o Conselho participará da elaboração do primeiro orçamento do município de sua gestão, fato que será discutido até o final deste ano”, pontuou. Sobre o Conselho Participativo Criado em 2013, o Conselho Participativo Municipal é um organismo da sociedade civil, reconhecido pelo Executivo, que visa assegurar a participação representativa e consultiva da população no planejamento e fiscalização das ações e gastos públicos nas regiões, como também sugerindo ações e políticas públicas nos territórios. Os conselheiros foram eleitos através do voto direto e representam todos os distritos da cidade de São Paulo. Cada Conselho possui um número de integrantes que varia entre 19 e 51 representantes, estabelecidos de acordo com a distribuição das subprefeituras e seus...

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Ministério Público do Trabalho processa M.Officer
jul31

Ministério Público do Trabalho processa M.Officer

Quinta-feira, 31 de julho de 2014 às 16h45 M.Officer pode ser banida do mercado por uso de trabalho análogo à escravidão. A marca M.Officer pode ser banida do mercado brasileiro a pedido do Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT/SP) em razão do uso de trabalho análogo à escravidão na cadeia produtiva da empresa M5 Indústria e Comércio, detentora da grife.       Uma ação civil pública, ajuizada no último dia 15, exige o pagamento de indenização de R$ 10 milhões e a aplicação da Lei Paulista de Combate à Escravidão. A lei, aprovada no ano passado, prevê a cassação do registro do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e impede que proprietários exerçam atividades no mesmo ramo ou abram nova empresa no estado paulista por dez anos. Seis fiscalizações feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em conjunto com o MPT, a Defensoria Pública da União (DPU) e a Receita Federal deram origem à ação. Durante as diligências, foram encontradas condições degradantes, como fiação exposta de máquinas, botijões de gás, banheiros coletivos com forte odor de urina, poeira excessiva, falta de iluminação, ausência de equipamento de proteção individual e de extintores de incêndio. Além disso, os trabalhadores, na maioria imigrantes, moravam no próprio local e recebiam de R$ 3 a R$ 6 reais por peça produzida e cumpriam jornadas médias de 14 horas. “Eles trabalhavam exaustivamente para conseguir o máximo de valor. As diligências mostraram a mesma realidade em todas as oficinas. Identificamos que a situação verificada em novembro não era episódica e se repetiu em maio. Ela fazia parte da cadeia produtiva da marca”, explicou a procuradora Tatiana Simonetti. Segundo o Ministério Público, a M5 utilizava empresas intermediárias para subcontratar o serviço de costura, feito em oficinas clandestinas, sem qualquer direito trabalhista. “A marca vem se aproveitando desse sistema, contratando empresas que não têm capacidade de produção e que repassam a confecção para essas oficinas”, apontou. A procuradora destacou que a M5, que tem filiais em todo o país sob a marca M.Officer, só tem no quadro de funcionários 20 costureiras. “Os pedidos que ela faz são de 2.080 peças. Ela fecha os olhos, de forma deliberada, para a capacidade produtiva da intermediária para garantir a produção da marca com baixo custo e coloca os trabalhadores em situação degradante”, declarou. Tatiana explicou que a ação pede a responsabilização integral da M5, tendo em vista que a terceirização em si já é irregular. “A confecção de vestuário é atividade fim. Ela é indústria e comércio. Na medida que faz, a empresa é responsável, sim, por todo trabalhador”, avaliou. Na ação, o MP também...

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Festa alemã é um dos destaques deste final de semana em SP
jun25

Festa alemã é um dos destaques deste final de semana em SP

Quarta-feira, 24 de junho de 2014 às 19h22 Saraus e feiras de artesanato também fazem parte das atrações Secretaria de Coordenação das Subprefeituras – A cidade de São Paulo tem diversos bairros com grande concentração de imigrantes, como acontece no bairro Colônia, em Parelheiros, que foi a primeira localidade do município que recebeu a comunidade alemã em 1829.       Neste final de semana, os moradores resgatam a cultura do povo alemã com a 9ª Colônia Fest. A festa típica é organizada pela A.C.C.A – Associação Cívica de Colônia Alemã e tem o apoio da Subprefeitura da região. O evento tem entrada gratuita e acontece a partir de sexta (27), às 18h, e no final de semana, 28 e 29, a partir das 10h, com danças e comidas típicas e ainda diversas apresentações musicais.     As famosas feiras de artesanato dos bairros acontecem neste final de semana, com diversos produtos especiais para o público. Em Parelheiros, a feira acontece no sábado (28) e domingo (29), a partir das 9h, na Praça Júlio César de Campos. No mesmo horário, sábado (28), os moradores da zona Leste, podem conferir as novidades na Feira de Artesanato da Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, conhecida como Praça do Forró. Ainda no sábado, às 15h, os moradores de São Miguel e região estão convidados para um encontro cultural e literário, no “Sarau debaixo d’árvore”. O evento acontece todo último sábado do mês na Praça do Casarão. Nesse clima literário, acontece no domingo (29), a partir das 10h, o “Circuler”, encontro para doação e troca de livros e às 17h, o público é convidado a participar do “Sarau na Praça”, que será na Praça Júlio César de Campos, em Parelheiros. O domingo termina clássico, com a apresentação do ballet “O Quebra Nozes”, às 18h, na Casa de Cultura Salvador Ligabue, na Freguesia do Ó. A apresentação celebra a formatura das alunas da Oficina de Ballet Infantil do local. Serviço: Subprefeitura Parelheiros 9ª Colônia Fest Data e Horário: 27/6, das 18h às 22h; 28 e 29/6, das 10h às 22h. Local: Rua Jackson Pollock, s/n – Largo da Igreja – Colônia. Fone: 5921-9808 Feira de Artesanato Quando? 28 e 29/6 Horário: 9h às 17h Local: Praça Júlio César de Campos em Parelheiros Circuler Data e horário: 29/6 das 10h às 17h Local: Praça Júlio César de Campos em Parelheiros Subprefeitura São Miguel Paulista Feira de Artesanato Quando? Todos os sábados Horário: 9h às 18h Local: Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra (Praça do Forró). Sarau debaixo D’árvore Quando? Todo último sábado do mês. Horário: às 15h Local: Praça do Casarão Endereço: Rua Conceição de Almeida, 170. Fone:...

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Copa SP 14 incentiva prática esportiva
fev26

Copa SP 14 incentiva prática esportiva

A posição da revista e do site Alô Tatuapé não mudou quanto à realização da Copa Mundial de Futebol no Brasil, somos contra até que diversas questões ligadas à qualidade de vida dos brasileiros sejam resolvidas e os gastos com o evento tivessem sido organizadamente distribuídos para tanto. Mas uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo ligada a Copa 2014, mostra o quanto é possível fazer com tão pouco, usando apenas o que há disponível no aparato esportivo público. Acompanhe a notícia. Copa do Mundo: 572 garotos já estão em campo Cada subprefeitura montou uma seleção para disputar o campeonato que fará homenagem aos países que estarão na Copa do Mundo A partir desta semana, 572 garotos de 13 e 14 anos estarão no clima da Copa do Mundo. Organizada pela Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, a copa de futebol entre subprefeituras receberá até sexta-feira (28) as inscrições dos atletas, selecionados desde o início de janeiro em peneiras e jogos preparatórios nos campos de várzea cidade. Projeto inscrito no comitê oficial da cidade para a Copa do Mundo (SPCopa), o campeonato será disputado entre 15 de março e 3 de maio. Cada uma das 32 subprefeituras representará um dos 32 países que disputarão o mundial de futebol a partir de 12 de junho. O campeonato, apelidado como Copa SP14, tem por objetivo unir a prática esportiva, o bom desempenho escolar — todos os jogadores devem estar regularmente matriculados e terem frequência comprovada em alguma instituição de ensino — e o aspecto cultural, já que cada subprefeitura terá o envolvimento com uma nação. Dois critérios foram utilizados para definir qual subprefeitura iria representar cada país: afinidade com a colônia e sorteio. A Mooca, tradicional bairro italiano, por exemplo, vai jogar com a camisa da Squadra Azzurra. A Sub Santo Amaro, que vai defender as cores da camisa alemã, também tem relações históricas com imigrantes alemães. No final do século 19, germânicos e escandinavos se instalaram no Alto da Boa Vista, bairro de Santo Amaro. Nas demais situações, os atletas e a população local terão a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura de outros países. Os jovens de São Miguel Paulista, por exemplo, serão informados sobre as peculiaridades do Uruguai, campeão mundial que já mandou uma série de materiais informativos sobre o turismo e a cultura locais. Já os meninos de Santana/Tucuruvi vão receber os folhetos enviados pelo Consulado da Bélgica. Locais dos Jogos — Cada subprefeitura utilizou uma forma diferente para montar sua seleção. Em Ermelino Matarazzo, zona leste, os garotos interessados em defender a Holanda participaram de peneiras. No Campo Limpo foram promovidas eliminatórias entre as equipes...

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Censo do Samba Paulistano – 100 anos de Carnaval
fev19

Censo do Samba Paulistano – 100 anos de Carnaval

SPTuris lança Censo do Samba Paulistano com homenagem aos 100 anos do Carnaval de São Paulo. Órgão de turismo municipal divulga a terceira edição da publicação que, em ano de Copa do Mundo no Brasil, coincide com o centenário da primeira convocação da seleção brasileira de futebol. O ano era 1914. Nascia em São Paulo a primeira escola de samba da cidade – o Grupo Carnavalesco Barra Funda – e também era convocada pela primeira vez a Seleção Brasileira de Futebol. Cem anos depois, o Carnaval de São Paulo tornou-se uma das maiores festas populares do país e a seleção foi campeã mundial nada menos do que cinco vezes. E as coincidências não param por aí. No mesmo ano em que o Brasil receberá a Copa do Mundo, São Paulo também comemora seus 460 anos e os 120 anos desde a chegada de Charles Miller à capital paulista trazendo a novidade deste novo esporte até então desconhecido em terras brazucas: o futebol. Em homenagem as essas paixões – o samba paulista e o futebol – a São Paulo Turismo (SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos) lançou nesta terça-feira (18), no Anhembi, a terceira edição do Censo do Samba Paulistano. Com destaque para a história do Carnaval na cidade e também curiosidades sobre sua relação com o futebol, a publicação atualiza ainda informações fundamentais, como a localização das escolas e blocos oficiais, o investimento médio das agremiações na montagem dos desfiles, a utilização de áreas públicas, a ficha técnica de cada escola e um novo Carna-cardiograma, um gráfico que mostra, ano a ano, quem venceu a disputa do desfile desde o seu início no Sambódromo, possibilitando comparar o “sobe e desce” das escolas ao longo dos últimos 22 anos. O grande diferencial desta edição, no entanto, é o inédito “Quem é Quem no Samba Paulistano”, um glossário com mais de mil referências de nomes de pessoas que tiveram grande envolvimento com o samba da capital, como explica o vice-presidente e diretor de eventos da SPTuris, Ítalo Cardoso. “A ideia é homenagear aqueles que contribuíram para o desenvolvimento do Carnaval de São Paulo. São pessoas que se sacrificaram e dedicaram suas vidas a essa grande manifestação artística popular”, diz. A publicação é conseqüência de um grande levantamento realizado ao longo de dois anos pela equipe do Observatório do Turismo da Cidade de São Paulo, núcleo de estudos e pesquisas da SPTuris, juntamente a outros consultores. O resultado foi um extenso banco de dados sobre as personalidades marcantes do samba paulistano, que continuará sendo registrado. “O Censo do Samba, a partir desta terceira e histórica edição, torna-se um documento vivo. Qualquer...

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Nicola Antonio Camardo
out27

Nicola Antonio Camardo

Nicola Antonio De Chiro Camardo viveu a maior parte dos seus 90 anos de vida em torno do Largo Nossa Senhora do Bom Parto. De sua morada – uma bela residência de estilo muito parecido com as mansões da recém-formada Avenida Paulista – viu o progresso bater à sua porta e sua família o acompanhou, tornando-se uma das mais tradicionais do bairro. Em Maio de 1998, fomos entrevistá-lo ao lado de velhos amigos e da sua querida esposa Elizabeth Adua Camardo, 79, e com sua voz grave nos contou muitas histórias, que se alongaram por muitos anos de amizade. “Quando eu tinha uns 17 anos, costumava ir aos bailes e minha mãe deixava a porta aberta para não fazer barulho quando chegasse em casa, para não acordar os outros”, divertiu-se ele, lembrando com saudades dos tempos pacatos do bairro quando todos se conheciam e saíam às ruas, mesmo a noite, sem se preocuparem com os ladrões ou com a violência.       Mas nem sempre o Tatuapé viveu dias pacatos. Filho caçula de Antonio Camardo, imigrante italiano que chegou ao Brasil por volta de 1896, junto com a esposa Vitória De Chiro Camardo, Nicola lembra dos dias tormentosos durante a Revolução Paulista de 1924. “Meu falecido pai tinha uma propriedade em frente a praça (atual Largo Nossa Senhora do Bom Parto); uma quadra, com plantação de uvas, que ele gostava muito. Meu pai fez uma trincheira para nos proteger contra os soldados e chegamos a ficar dois ou três dias lá dentro, não me recordo exatamente. Depois fomos para o Carrão e quando voltamos tinham acabado com toda a nossa propriedade”. A lembrança dos vinhedos, das vacarias e da religiosidade permeavam a mente daqueles senhores. Nicola lembrava também de figuras ilustres que se tornaram nome de ruas do Tatuapé, como “o Dr. Azevedo Soares, o velho Marengo, que vinha buscar pão italiano que minha mãe fazia, meu próprio pai que possuía inúmeras propriedades no bairro. Ele dizia para nós: Nunca venda, compre sempre”, disse orgulhoso naquele dia memóravel, aos 84 anos de...

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