A boa educação está no professor

Terça-feira, 1º de julho de 2014 às 19h01

 

Tom Coelho
Tom Coelho Educador, escritor e palestrante www.tomcoelho.com

Tom Coelho
Educador, escritor e palestrante
www.tomcoelho.com

Vejo com preocupação como as famílias têm terceirizado a educação à escola, com reduzida participação no processo construtivo dos próprios filhos. A extinção de diversas disciplinas como Educação Moral e Cívica e OSPB fez com que os jovens de hoje não tenham conhecimento da história de seu país e noções básicas de cidadania. A aprovação automática, por sua vez, tem gerado analfabetos funcionais, graças à opção da educação pública em privilegiar a quantidade em detrimento da qualidade do ensino.

Este é o mundo em que vivemos hoje, caracterizado pela família nuclear, onde pai e mãe trabalham fora. Um mundo em crise de valores, sem fronteiras, acessível à velocidade de um clique, que estimula o individualismo e o egoísmo. Uma sociedade de consumo, viciada em tecnologia e relações virtuais, reality shows e exposição de perfis projetados em redes sociais, em busca de inserção, reconhecimento e aprovação.

Em lugar de evoluir, estamos regredindo no que concerne ao convívio social. Motoristas que trafegam pelo acostamento e motociclistas que propositadamente avariam espelhos retrovisores. Pessoas que utilizam vagas destinadas a deficientes quando sua única necessidade especial é demonstrar esperteza e ganhar alguns minutos. Pichadores que danificam patrimônio público e privado como se estivessem produzindo obras de arte. Trabalhadores que apresentam falsos atestados médicos. Pessoas queimadas em praças públicas, decapitadas em celas, agredidas em virtude de sua orientação sexual. Torcidas que se digladiam nas ruas e em estádios de futebol. Crimes do colarinho branco. Exemplos de falta de escrúpulo, intolerância e desrespeito aos direitos do outro.

 

Benedito Calixto – 1853 - 1927 Óleo sobre tela de 1853 | Proclamação da República Acervo da Pinacoteca Municipal de São Paulo

Benedito Calixto – 1853 – 1927
Óleo sobre tela de 1853 | Proclamação da República
Acervo da Pinacoteca Municipal de São Paulo

 

Temos que nos adaptar a isso e a escola precisa avançar neste sentido, elevando o nível de ensino ao mesmo tempo em que cobra maior participação dos pais. Ademais, vale ressaltar que não é tijolo que educa. Escolas podem ser reformadas e ampliadas, quadras poliesportivas construídas, computadores de última geração instalados, e ainda assim a qualidade de ensino continuar sofrível porque a chave para a boa educação está no professor.

Em meio a este cenário o Instituto Ayrton Senna surge como um oásis, promovendo e praticando a educação, a cidadania, o respeito e a dignidade.

Fonte: Instituto Ayrton Senna
alotatuape

Autor: alotatuape

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