A bola não é de cristal

Segunda-feira, 9 de junho de 2014 às 18h39

Gerson Soares

Ninguém pode prever o que acontecerá daqui a três dias em São Paulo ou no Brasil. O clima é tenso em meio às greves e manifestações que ocorrerão nas últimas semanas.

Diante disso, ao mesmo tempo que destacaram o artigo da presidente Dilma Roussef, jornais e sites internacionais têm demonstrado os problemas que o país enfrenta para realizar a Copa do Mundo, além das greves e manifestações.

Em seu artigo, publicado neste domingo no The Guardian, Le Monde e El País da Europa e o El Clarín da Argentina, a presidente Dilma diz que esta será “a Copa das copas”. O fato é que não pode prever, apenas prevenir os acontecimentos, como tem feito o governo. “Será também a Copa pela paz e contra o racismo, a Copa pela inclusão e contra todas as formas de preconceito, a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo, do entendimento e da sustentabilidade”.

Dilma acerta quando diz que este “é o momento da grande festa internacional do esporte”, e se arrisca quando afirma que “desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos harmoniosamente com manifestações populares e reivindicações”.

Na capital mineira, Belo Horizonte, a presidente afirmou: “Tenho certeza que nós vamos mostrar um evento de alegria, de força e de civilidade do Brasil”. No reduto do seu mais aguerrido adversário na disputa presidencial, ela criticou o tucano Aécio Neves, aproveitando a inauguração da estação do BRT Move.

Presidenta em visita a estação do BRT Move, em Belo Horizonte (MG). Foto: Divulgação/Portal Planalto

O governo federal teve sete anos para tomar as providências necessárias, fazer reformas e todas as implicações do compromisso com a realização da Copa do Mundo e muitas das obras não estão prontas, nem estarão até que a Copa termine. Em seu artigo, Dilma Roussef ressalta a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros nos últimos doze anos e chega aos 78 milhões que hoje estão mais felizes. “Em todas as 12 cidades-sedes da Copa, os visitantes poderão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro”.

Tomara. Ainda restam mais de 120 milhões fora da conta. São brasileiros que podem não ter entendido completamente as afirmações da presidente Dilma em seu artigo. A bola do futebol não é bola de cristal. Tentar prever a paz num turbulento momento como o que se vive é bastante otimista.

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Autor: alotatuape

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