Alckmin anuncia 29 reservatórios e estações de produção de água de reúso


Sexta-feira, 7 de novembro de 2014, às 18h21


Anúncios foram feitos durante visita às obras do Sistema Guarapiranga, que terá sua capacidade de produção aumentada em 1.000 litros por segundo.

Sabesp – O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quarta-feira, 5, investimentos da Sabesp para aumentar a reservação de água. Serão 29 novos reservatórios, que ampliarão a capacidade de armazenamento de água em 10% na Região Metropolitana de São Paulo.

 

O Governador Geraldo Alckmin visita a Estação de Tratamento de Água (ETA) Rodolfo José da Costa e Silva, no Alto da Boa Vista. Foto: Alexandre Carvalho / A2 Fotografia

O Governador Geraldo Alckmin visita a Estação de Tratamento de Água (ETA) Rodolfo José da Costa e Silva, no Alto da Boa Vista. Foto: Alexandre Carvalho / A2 Fotografia

 

“Esses reservatórios estão sendo construídos com material de aço e não com concreto armado. Então, em vez de três anos para fazer um grande reservatório, leva um ano para construção, além de custar 60% do preço”, informou o governador. Três já foram entregues, seis serão até dezembro e outros dez até março de 2015. Os demais serão concluídos até o fim do ano que vem. O investimento na construção desses reservatórios é de R$ 169 milhões.

O segundo anúncio feito por Alckmin foi a construção de duas estações de produção de água de reúso. Elas vão gerar 3.000 litros de água por segundo. Esse volume será devolvido à represa Guarapiranga e ao rio Cotia com economia e qualidade, aumentando a oferta de água nos mananciais. Em seguida, a água de reúso será novamente tratada e transformada em água potável. Essas obras devem ser entregues em dezembro de 2015.
Por fim, o governador detalhou o aumento da produção de água no Guarapiranga, que fornecerá neste mês mais 1.000 litros por segundo, quantidade suficiente para abastecer uma cidade com 300 mil habitantes.

Ampliação do Sistema Guarapiranga

Ampliação do Sistema Guarapiranga

Os anúncios foram feitos por Alckmin durante a visita à Estação de Tratamento de Água Alto da Boa Vista, que faz parte do Sistema Guarapiranga e que está em ampliação da capacidade de produção de água.

Atualmente, a produção do Sistema Guarapiranga é de 14 mil litros por segundo. O sistema passará a tratar mais água do que trata hoje e, para isso, será utilizada a tecnologia de membranas de ultrafiltração. Adotada em países como Portugal, Espanha, Israel e Austrália, essa tecnologia de ponta conta com uma série de vantagens: produz água com muito mais rapidez (o tratamento, que levaria pelo menos duas horas, ocorre em 20 a 30 minutos), funcionamento automatizado e menos produtos químicos. Outra vantagem: ocupa um espaço físico menor, o que é essencial para a área onde está a estação de tratamento.

Esse conjunto de obras é mais uma ação no plano estratégico de combate aos efeitos da seca, pois vai aumentar a flexibilidade operacional do Sistema Integrado Metropolitano. Com mais 1.000 litros de água potável por segundo, bairros que hoje são atendidos pelo Cantareira passarão a ser abastecidos pelo Guarapiranga. Serão beneficiados 300 mil moradores dos seguintes bairros: Aclimação, Cambuci, Vila Independência, Vila Monumento e parte da Mooca.

A reservação do Sistema Guarapiranga também terá sua capacidade aumentada em 40 milhões de litros, com dois reservatórios metálicos de 20 milhões de litros cada um. Um deles já está em operação e outro será concluído até o final deste mês. Dessa forma, o sistema terá sua capacidade de reservação duplicada, passando para 80 milhões de litros. Os novos reservatórios vão armazenar a água que foi captada da represa e tratada na estação.
As obras começaram em julho de 2013. O valor total dos investimentos, considerando ampliação da ETA, reservatórios e adutora, é de R$ 76,5 milhões.

Água de reúso

Água de reúso

Outro anúncio feito pelo governador foi a construção de duas estações de produção de água de reúso para recarregar os mananciais da Grande São Paulo. Juntas, elas vão produzir 3.000 litros de água de reúso, que serão lançados na represa Guarapiranga e na represa Isolina, do Sistema Baixo Cotia, aumentando o volume das represas.

Essa é uma estratégia inteligente e moderna. Primeiro será feito o tratamento do esgoto, cujo produto final é um líquido já despoluído, dentro das normas brasileiras. Esse volume, em vez de ser devolvido à natureza, passará por novo tratamento, virando água de reúso. Esta será lançada nas represas e, depois, será novamente tratada, transformando-se por fim em água potável, dentro da legislação nacional (portaria 2.914/2011 do Ministério da Saúde).

Uma das estações ficará na marginal Pinheiros, perto da estação Jurubatuba, na zona sul de São Paulo. O esgoto coletado da região de Interlagos será tratado nessa nova estação. O produto final será a água de reúso, com uma qualidade próxima à da água potável.

Essa água de reúso será então lançada no córrego Julião, que foi despoluído pela Sabesp dentro do programa Córrego Limpo. O Julião deságua na represa Guarapiranga. Portanto, essa água de reúso será novamente tratada e transformada em potável para ser então entregue à população. A produção será de 2.000 litros por segundo.

A outra estação de reúso será instalada em Barueri. O esgoto já tratado nessa cidade será refinado até se transformar em água de reúso. O volume será lançado na represa Isolina, formada pelo rio Cotia, e depois captada para tratamento na ETA Baixo Cotia. Portanto, será transformada em água potável e distribuída à população. Serão 1.000 litros por segundo.

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Autor: alotatuape

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