Amazônia: uma região inigualável, sob o olhar da cobiça


Terça-feira, 21 de outubro de 2014 às 17h07

Gerson Soares

O trecho abaixo é sobre o pensamento coletivo de um povo, que há muito tempo vislumbrou uma terra tão rica e bela quanto o Brasil, cada qual com suas belezas naturais, um território localizado no Norte e o segundo no Sul da América. A diferença é que desde os pioneiros, entre os primeiros colonizadores, houve aqueles que entenderam ser muito importante preservar a natureza para que as futuras gerações, não só tivessem a oportunidade de admirá-la, mas também de guardar uma riqueza inestimável e integrante.

Leia o trecho do eJournal publicado pelo departamento de Estado dos Estados Unidos da América:

eco chiricahua weird rocks

Parte da amazônia brasileira em área próxima à Manaus. Foto: Neil Palmer / CIAT

– O Serviço Nacional de Parques (NPS) dos EUA administra um sistema que se estende por parques, costas litorâneas, trilhas, monumentos e campos de batalha e que engloba 3,6% de toda a massa continental da nação. A terra e suas formas de vida são reservadas, preservadas e protegidas do asfalto, do crescimento descontrolado e do néon tão disseminados no mundo moderno.

As áreas verdes dos parques nacionais – mais de 34 milhões de hectares – devem permanecer inalteradas para as futuras gerações, segundo a lei que criou o Serviço de Parques em 1916.

Muitos americanos saem dos parques com a crença certa vez descrita pelo ex-presidente Franklin Delano Roosevelt: “Não há nada tão americano quanto nossos parques nacionais. A paisagem e a vida selvagem são nativas. A idéia fundamental por trás dos parques é nativa. Em resumo, este país é do povo.”

A mensagem enleva e apesar de estarem atrasados e vivendo 100 anos depois, os ativistas que trabalham para preservar o Amazonas e também outras áreas do Brasil como o Cerrado, perdem e ganham, ganham e perdem, num vaivém que aos poucos talha porções, destrói árvores centenárias, mata a criação.

Parte da amazônia brasileira em área próxima à Manaus. Foto: Neil Palmer / CIAT

Parte da amazônia brasileira em área próxima à Manaus. Foto: Neil Palmer / CIAT

Cientistas, ecologistas, biólogos, índios, animais, micróbios, plantas e insetos, além de toda a abundância das águas, todos têm alertado há muito tempo sobre a degradação da Amazônia, que sob o olhar da cobiça dos endinheirados ou da ignorância das autoridades, insistem em não lhes dar a atenção necessária.

Incansavelmente a natureza se manifesta, através da falta de chuvas em regiões distantes como São Paulo, desertificações, perdas irreparáveis de ecossistemas e bichos. Mas nada parece ser suficientemente claro para que seja compreensível. Por outro lado, a ciência demonstra, através de provas cabais e irrefutáveis, o quanto a região amazônica já foi prejudicada e que mesmo se as degradações cessarem, ainda levará décadas para que a biodiversidade se recupere.

Hoje publicamos mais uma reportagem sobre o assunto, a fim de que mesmo polvilhada pelas nuvens, estas informações alcancem o máximo de consciências sobre o que o Brasil espera para o futuro, que está sendo plantado a cada dia, no presente.

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Autor: alotatuape

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