Aniversário e Morte da Rainha Mary II, espetáculo baseada na obra de Henry Purcell


Sexta-feira, 12 de junho de 2015, às 17h06


O NUO (Núcleo Universitário de Ópera) estreia dia 13 de junho, Aniversário e Morte da Rainha Mary II, sob direção do maestro Paulo Maron. O espetáculo, de canto e dança, foi concebido especialmente para o NUO e é, basicamente, a junção de duas cantatas do compositor barroco inglês Henry Purcell: Music for the funeral of Queen Mary II e Ode for Queen Mary’s Birthday, com outras canções e obras instrumentais de mesma autoria.

 

Aniversário e Morte da Rainha Mary II. Foto: Divulgação

Aniversário e Morte da Rainha Mary II. Foto: Divulgação

 

Com Angélica Menezes (mezzo) interpretando a Rainha Mary II e Pedro Ometto (baixo) interpretando o Rei William De Orange, o espetáculo ainda inclui solos de Luis Fidelis (barítono), Paulo Bezulle (tenor), André Estevez (tenor), Andrezza Reis (soprano) e Isis Cunha (soprano). Completam o elenco o coro e a camerata do NUO.

 


Serviço:

Aniversário e Morte da Rainha Mary II
Dias 13, 14, 20 e 21 de junho.
Sábados, às 20h, e domingos, às 18h

Espaço Núcleo
Rua Belas Artes 135- metrô alto do Ipiranga
Ingresso / preço único: R$ 25,00
Bilheteria: 1h antes do espetáculo
Duração: 50 min. Classificação etária: 12 anos
Capacidade: 80 lugares. Ar condicionado.
Reservas no Facebook

Música: Henry Purcell
Concepção e Direção geral: Paulo Maron
Com: NUO – Núcleo Universitário de Ópera
Figurinos, Cenário, iluminação e produção: Paulo Maron
Preparação corporal: Marília Velardi
Coreografia: Renata Matsuo e Wesley Fernandez
Músicos: Camerata NUO
Solistas e coro: Núcleo Universitário de Ópera
Realização: NUO

Mary II e William De Orange

O espetáculo conta a trajetória da Rainha Mary II, que reinou na Inglaterra juntamente com seu marido, o Rei William De Orange, de 1689 até sua morte prematura em 1694. Foi o único caso de um reinado inglês, em que rei e rainha governaram juntos. Mary era adorada pelo povo inglês e sua morte pela varíola, entristeceu toda a Inglaterra naqueles anos. Henry Purcell dedicou-lhe a Ode ao Aniversário de Mary II em 1694, meses antes da morte da rainha, o que ocorreu em dezembro do mesmo ano. Em janeiro de 1695, Purcell dedicou-lhe a música para o seu funeral.

 

Aniversário e Morte da Rainha Mary II. Foto: Divulgação

Aniversário e Morte da Rainha Mary II. Foto: Divulgação

 

Usando as duas obras como eixo central, o espetáculo começa com o funeral da rainha e volta no tempo para alguns meses antes, em seu aniversário. A história é encenada com intensa carga dramática e precisa articulação entre teatro, canto e dança. Paulo Maron concebeu o espetáculo e faz a direção cênica, além de assinar figurinos e luz. A preparação corporal fica a cargo de Marília Velardi e as coreografias são de Renata Matsuo e Wesley Fernandez. Doze cantores-atores e dez instrumentistas compõem o espetáculo, cantado em inglês, com legendas.

Henry Purcell

Compositor inglês nascido em Londres no ano de 1659 e morto em 1695. Um dos mais notáveis compositores do período barroco, mesmo com sua morte prematura, deixou obras primas como a Ópera Dido e Aeneas, assim como King Arthur e The Fairy Queen (ambas encenadas pelo NUO em 2012 e 2013 respectivamente). É considerado o maior compositor inglês de todos os tempos.

Núcleo Universitário de Ópera - NUO

Núcleo Universitário de Ópera - NUO

Pioneiro no trabalho operístico com jovens, oriundos das mais diversas faculdades de música, o NUO é reconhecido pela interpretação e pelo forte trabalho corporal. O trabalho de formação artística vai além da música. Os jovens estudam interpretação e passam por preparação corporal para formar um grupo atuante com performance totalmente particular. Anualmente, duas montagens são realizadas com sucesso pela companhia.

No ano de 2003, Paulo Maron criou o NUO um grupo que congrega jovens estudantes de canto lírico com grau universitário (recém formados ou em fase de formação), vindos de diferentes escolas e universidades. O NUO aposta que está apto a apresentar à cena teatral não só um novo repertório, mas uma inovadora forma de montagem operística, valendo-se fortemente atrelado às técnicas do teatro contemporâneo e as técnicas corporais de Martha Graham, Feldenkrais e Laban, dentre outros.

A Camerata do NUO é fundamental para o sucesso do grupo, pois oferece a estabilidade e estrutura para o bom resultado frente aos repertórios. Hoje, com 20 produções de sucesso em onze anos de existência, o NUO conseguiu estabilidade e reconhecimento do meio musical, da crítica e especialmente do público que, récita após récita, tem lotado os teatros onde a companhia se apresenta.

Em 2014, outro projeto amplia as potencialidades do NUO: a inauguração do seu espaço – o Espaço Núcleo, localizado no bairro do Ipiranga. A estabilidade dada pela residência e a possibilidade de ousar no seu próprio espaço cênico abrem novas e instigantes possibilidades estéticas para o grupo.

Paulo Maron coordena todos os projetos realizados pela Orquestra e Núcleo Universitário de Ópera, assinando também a cenografia e direção cênica e musical, com uma equipe composta por, aproximadamente, 35 cantores, 45 instrumentistas e 10 profissionais técnicos e artísticos. Dentre os trabalhos produzidos pelo Núcleo se destacam: O Mikado, de Willian Gilbert e Arthur Sullivan (2004); Forrobodó, de Francisco Bittencourt e Chiquinha Gonzaga (2005); Os Piratas de Penzance, de Willian Gilbert e Arthur Sullivan (2005); A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill (2006); HMS Pinafore, de Gilbert e Sullivan (2006); Julgamento com Júri, de Gilbert e Sullivan; Der Mond (A Lua), de Carl Orff (2007); Patience, de Gilbert e Sullivan (2007), Moscou, Tcheryomushki, de Dmitri Shostakovich (2008), O Feiticeiro, de Gilbert e Sullivan (2008), O Falso Filho, de Joaquín Rodrigo (2009), Utopia, Ilimitada, de Gilbert e Sullivan (2009), A Jornada do Peregrino, de Ralph Vaughan Williams (2010); Iolanthe, de Gilbert e Sullivan (2010); Prometheus, de Gabriel Fauré (2011); Os Gondoleiros, de William Gilbert e Arthur Sullivan (2011); The Fairy Queen - Sonho de Uma Noite de Verão, de Henry Purcell e William Shakespeare (2012); King Arthur, de Henry Purcell (2013); A Ópera do Mendigo, de John Gay (2014); O Burguês Nobre de Lully/Molière (2014). Em 2014, A Ópera do Mendigo, apresentada no Espaço B_Arco, foi eleita pelo público como a melhor montagem na votação anual do Guia da Folha.

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