Anomalia climática afeta plantio em SP


Quarta-feira, 15 de outubro de 2014 às 18h33

IEA discute anomalia climática e seus impactos sobre as culturas paulistas

O risco e a incerteza incidente nos negócios agropecuários estão intrinsecamente vinculados à variável clima. Divulgou-se amplamente que, no primeiro trimestre de 2014, incidiu sobre as lavouras e pastagens a denominada anomalia climática, caracterizada por escassez de precipitações, elevada temperatura média (dia e noite) e alta radiação solar. Em seu conjunto, esses fatores climáticos trouxeram importantes perdas econômicas para os cultivos em plena fase de desenvolvimento e frutificação, ressalta o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Clima está afetando diversos setores da economia, inclusive a agricultura. Foto: Stock Photo

Clima está afetando diversos setores da economia, inclusive a agricultura. Foto: Stock Photo

Iniciada a temporada de plantio da safra de verão e retomado o manejo agronômico das culturas perenes (café, laranja, cana e pastagens), “os tomadores de decisão da agropecuária paulista se deparam com novo distúrbio climático, caracterizado pelo atraso no retorno das precipitações ou de sua incidência, porém, de forma irregular e em baixos volumes, incapazes ainda de destravar o início do plantio”, afirmam Celso Vegro, José Roberto da Silva, Katia Nachiluk, Marisa Zeferino Barbosa, Maximiliano Miura, Rosana Pithan e Priscilla Fagundes, pesquisadores do IEA, responsáveis pelo artigo.

As previsões das variáveis climáticas ao longo da primavera no Centro-Sul, especificamente no território paulista, formuladas pelas principais agências de meteorológicas, indicam a retomada das precipitações com alguma irregularidade e variação nos volumes para o mês de outubro, devendo se elevar em termos de frequência e quantidade nos meses de novembro e dezembro. Quanto à temperatura, há relativa unanimidade de que as médias se situarão acima dos patamares históricos para o período. O retorno das precipitações por si só traz consigo dias nublados que, por sua vez, diminuem o impacto da radiação solar.

O déficit hídrico acumulado até setembro de 2014 não foi zerado pelo irregular regime de precipitações que se iniciou com a chegada da primavera (excetuando-se a sub-região do Vale do Ribeira), não se prevendo que ocorram volumes significativos de precipitações ao longo da primeira quinzena de outubro (massa de ar seco bloqueando a subida das frentes frias). A baixa umidade do solo associada à exigência de substanciais volumes para recuperar a capacidade de campo constituem obstáculos imediatos para o êxito de decisões de plantios mais precoces.

 


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Autor: alotatuape

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