Ayrton Senna, 54 anos

Ayrton Senna, vive

Atualizado em 1º de maio

A esta hora, há 20 anos, Ayrton Senna nos deixava uma mensagem. Partiu levando consigo o carinho de milhões de fãs espalhados pelo planeta, algo próprio somente de pessoas predestinadas a ações maiores do que ele próprio, mais altas que as velocidades que imprimia aos seus bólidos.

Nossa homenagem foi feita no dia do seu aniversário, em 21 de março. Mas vale relembrar e rever as reportagens.

 

1988 – Ayrton Senna no Box da McLaren. Foto: Instituto Ayrton Senna.

Hoje, 21 de março, o maior ídolo contemporâneo brasileiro estaria completando 54 anos e em maio se completa o ciclo de 20 anos que a alegria dos domingos e os comentários da semana sobre as peripécias audaciosas de Ayrton Senna, ficaram guardadas na memória daqueles que viveram aqueles momentos inesquecíveis, quando os duelos travados por faziam qualquer um pular em frente à tela da TV.

Mansell, Prost, Piquet, todos sucumbiram ao seu poder nas pistas, nada o impedia de seguir em frente. Os adversários o incitavam a melhorar mais e mais, treinar mais, se empenhar mais. Já se vão 20 anos sem corridas como aquelas.

Mas por trás desse piloto incrível de Fórmula 1, que galgou cada degrau da escalada seletiva do mundo da velocidade e venceu com talento todos os desafios impostos a ele, em algum momento surgiu um pensamento ainda maior, que brotou no coração do homem que se transformaria num mito.

Suas ações se voltaram para o Brasil e suas dificuldades na área da educação ainda em vida e seus familiares agiram rápido quando ele, infelizmente deixou-nos a quase 300 km/h na curva Tamburello, hoje transformada em chicane – uma série de curvas em “S”, utilizadas para diminuir a velocidade no automobilismo.

Seus fãs espalhados pelo planeta, os brasileiros, italianos, japoneses, ficaram transtornados naquele domingo, 1º de maio de 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, localizado em Ímola na Itália. Morria o tricampeão mundial de 88, 90 e 91. Naquele momento ninguém acreditou, Senna não poderia morrer, por um instante o mundo parou e na imagem a cabeça dele pendeu para o lado, como fazia durante as corridas. Mas era diferente.

Ídolos universais como Senna não morrem, eles renascem a cada dia, quando seus exemplos dão ânimo para vencer e superar, para ir além das próprias forças e capacidades.
Aos brasileiros, seus compatriotas Senna ainda legou um sonho de ver um país melhor, algum dia. Mas para isso era preciso plantar as sementes e cuidar delas. Vinte anos depois, árvores frondosas estão crescendo graças ao seu sonho, já são duas décadas de plantio.

Continue assistindo essa corrida, faça parte desse sonho, que se transformou num instituto. São raízes tão profundas, que mesmo se a obra que Ayrton deixou acabasse hoje, ainda assim continuaria dando frutos. Seu exemplo não morre jamais. Por isso, devemos pensar em Ayrton Senna com alegria, que lá estará ele a nos iluminar.

GP dos Estados Unidos, 1991. Foto: By wileynorwichphoto (Flickr: Senna @ USGP 1991).

1988 – Ayrton Senna no Box da McLaren. Foto: Instituto Ayrton Senna.

alotatuape

Autor: alotatuape

Share This Post On

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*