Brasil incoerente


Terça-feira, 12 de maio de 2015, às 08h19


O governo brasileiro não é só incoerente, é absurdo.

Gerson Soares

A partir do novo mandato da presidente Dilma Roussef, a secretaria de Comunicação Social, desenvolveu uma nova marca para o governo e criou o slogan “Pátria Educadora”. Portanto, Brasil a pátria que educa, que pode crescer e investir na educação, para num futuro próximo atingir metas e objetivos mais expressivos do que ficar conhecida mundialmente como o país onde a corrupção não lhe permite avançar.

 

Nova marca do Governo Federal. Foto: divulgação

Nova marca do Governo Federal. Foto: divulgação

 

Parte integrante e das mais importantes dentro do partido mais envolvido em escandalosas tramas de corrupção da última década, o atual governo define desta forma sua nova marca:

“A novidade, então, vem na alteração do slogan do Governo Federal, que surge logo abaixo do nome Brasil. Assim, ocupando essa área nobre da marca, vemos o novo slogan “PÁTRIA EDUCADORA” surgir para ratificar os compromissos e prioridades que moverão o país e a sociedade na jornada que se inicia. Simples, direto e mobilizador, o conjunto “BRASIL. PÁTRIA EDUCADORA” sinaliza qual será a prioridade das prioridades do novo governo e para qual setor deverão convergir os esforços de todas as áreas do governo. De fato, com a marca acrescida do seu novo slogan, estamos dizendo que o governo por inteiro vai trabalhar nos próximos anos para despertar um sentido formador, uma prática cidadã, um compromisso de ética e um sentimento republicano entre todos os brasileiros, pois só a educação liberta um povo e lhe abre as portas para um futuro próspero. Este é o nosso desafio: nos tornarmos a Pátria Educadora”.

Sendo assim e estando de tal maneira definido, causa espanto a incoerência da ferrenha luta da base aliada do governo federal e da própria presidente do país, pelo corte de verbas no orçamento da Educação no Congresso Nacional, cujas medidas do pacote de ajuste fiscal continuam na pauta desta semana.

Um dos mais espantosos exemplos disso é o corte ou a trava nas despesas do Fies (Programa de Financiamento Estudantil) – para o ensino superior. Em 2014, o acesso permaneceu aberto durante todo o ano, neste ano – o do “Pátria Educadora” – o próprio MEC (Ministério da Educação) ainda não sabe dizer se haverá prorrogação do programa e alega que os 2,5 bilhões destinados ao financiamento esgotaram-se.

Vale lembrar que o governo também pretende cortar verbas na Saúde. Outro corte incoerente que nos leva a uma reflexão do absurdo.

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