Café paulista

PRODUÇÃO PAULISTA DE CAFÉ EM ALTA

A estimativa de produção total superou 4 milhões de sacas, indicando um incremento de 4,28% frente à estimativa anterior, informa o Instituto de Economia Agrícola do Estado de São Paulo.

167730_4977Durante o mês de novembro, 615 propriedades com produção comercial de café foram visitadas por agrônomos e técnicos visando mensurar a dimensão da safra 2013/14. A pesquisa é o resultado de uma parceria entre o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A estimativa de área ocupada com lavouras de café somou 179.356 hectares cultivados, dos quais 162.328,5 ha em produção e 17.027,5 ha em formação. A estimativa de produção total alcançou as 4.010.067,7 sacas de 60 kg de café beneficiado, revelando incremento de 4,28% frente à estimativa anterior obtida de agosto de 2013.

Esse resultado mais favorável para a produção estimada decorreu, em parte, da revisão positiva na produtividade média. Enquanto em agosto de 2013 estimava-se 24 colhidas por hectare, em novembro esse indicador evoluiu para 24,7 sc/ha. Essa variação marginal do índice foi suficiente para incrementar a produção total no Estado em mais de 160 mil sacas.

1379975_19819441Através de questionários estruturados, foram pesquisados aspectos como: área em produção, área em formação; calendário das vendas e perfil da mão de obra ocupada na lavoura, esclarecem Celma Baptistella, Celso Vegro e Vera Lúcia Francisco, pesquisadores do IEA.

O total de pessoas ocupadas (exceto volantes) na cafeicultura paulista, foi de 48.078, de acordo com a pesquisa. A categoria de trabalho proprietário e familiares (residentes e não residentes nas Unidades de Produção Agropecuária – UPAs) predominou com 25.521 indivíduos, ou seja, 53% do total empregado. Assalariados somaram 16.263 residentes e não residentes nas propriedades, correspondendo a 34% do total. As categorias arrendatários e parceiros e seus familiares (residentes e não residentes nas UPAS) totalizaram 925 e 5.369 pessoas, respectivamente.

“Esta lavoura constitui excelente opção na diversificação de cultura na propriedade, principalmente, para as unidades produtivas em que há pessoas residentes. Por necessitar de muitos braços na colheita, ela propicia ocupação em tempo integral no campo, constituindo-se em alternativa de renda para os que encontram dificuldades em serem absorvidos em outras atividades rurais ou urbanas” afirmam os pesquisadores.

Fonte: IEA
alotatuape

Autor: alotatuape

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