Câncer de Mama: vamos explorar esse assunto


Veja como fazer o auto-exame, com o folheto digitalizado, fornecido pelo IBCC.

 

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Quarta-feira, 22 de julho de 2015, às 18h02


Baseados nas informações de duas das instituições mais respeitadas nesse assunto, o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) e o A. C. Camargo Cancer Center, divulgamos alguns aspectos e as respostas às principais dúvidas sobre a doença, em nome do incentivo para enfrentá-la e principalmente da prevenção. Nesta primeira reportagem vamos conhecer as respostas do IBCC e um modelo de como fazer o auto-exame. Na reportagem seguinte, mais detalhes.

O que é câncer de mama?
O câncer de mama é uma alteração genética das células da mama que passam a crescer indefinidamente e invadir outros tecidos. É o tipo de câncer que mais acomete as mulheres, e, se diagnosticado e tratado precocemente, as chances de cura são bem elevadas. O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é importante estar bem informada para conversar com a equipe médica sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas a seu caso.

Como se detecta o câncer de mama?
O melhor método para se diagnosticar precocemente o câncer de mama é o exame mamográfico. Por meio dele, podemos identificar a doença em uma fase muito precoce. A mamografia é um exame indicado principalmente para as mulheres acima de 40 anos, pois nas mulheres muito jovens a imagem mamográfica não apresenta boa definição. Nesses casos, para o diagnóstico, o médico pode solicitar outros exames, como a ultrassonografia e a ressonância magnética. Quando associados, eles melhoram as chances diagnósticas pré-terapêuticas. Porém, deve-se realizar mensalmente o autoexame das mamas, que apesar de não substituir a mamografia, pode contribuir para o diagnóstico do câncer de mama.

Como são reconhecidos os sintomas do câncer de mama?
Os sintomas costumam aparecer tardiamente, podendo surgir inicialmente o nódulo. Embora a dor seja o sintoma mais frequente que acomete a mama, ela raramente está relacionada ao câncer, mas à ação hormonal no parênquima (tecido) mamário. Os sintomas de alerta são os seguintes: saliências que ocorrem nas mamas ou axilas, alterações de tamanho e formato da mama, retrações na pele e no complexo aréolo-mamilar (bico do seio) e secreções papilares espontâneas. É importante ressaltar que, embora esses sintomas sejam considerados como um sinal de alerta, eles não são necessariamente indicadores da existência do câncer, podendo decorrer de patologias benignas. Todos estes sintomas devem ser observados mensalmente durante o autoexame das mamas.

O autoexame é um método diagnóstico?
Ele pode indicar alterações na mama e muitas vezes é o alerta para que a paciente procure pelo atendimento médico, mas o autoexame não substitui a mamografia nem a consulta ao médico. Ele é importante para que a mulher conheça seu corpo e deve ser realizado mensalmente.

Como é o tratamento do câncer de mama?
O tratamento pode ser cirúrgico, quimioterápico, hormonioterápico, terapia alvo e/ou radioterápico, dependendo do estadiamento da doença.

Qual a idade em que a mulher deve fazer o exame de mamografia?
A primeira mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos. Após os 40 anos, deve ser realizada anualmente nas mulheres que não apresentam fatores de risco, sinais ou sintomas da doença. As que estiverem dentro de grupo de risco (idade acima de 40 anos, genético, gravidez tardia, primeira menstruação precoce, menopausa tardia, uso de hormônios, entre outros) ou com histórico familiar devem ter o exame indicado pelo médico.

A mamografia dói?
Nem todas as mulheres sentem dor quando fazem o exame de mamografia, mas algumas se queixam de certo desconforto provocado pela compressão da mama. Isso porque, para obter imagens detalhadas durante o exame, é necessária a compressão da mama, o que pode ser desagradável.

As mulheres com prótese de silicone podem ser submetidas normalmente ao exame de mamografia?
Sim. Existe técnica específica para esses casos. A ultrassonografia ou ressonância magnética mamária podem colaborar como exames complementares.

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