50 anos do Primeiro Transplante Cardíaco no Brasil: O que mudou?
jul14

50 anos do Primeiro Transplante Cardíaco no Brasil: O que mudou?

Em 1968 quando o Professor Zerbini realizou o primeiro transplante de coração da América Latina, o sexto do mundo, no HC-FMUSP, havia muita controvérsia em relação ao diagnóstico de morte cerebral. Todo o tratamento era muito incipiente, assim como, a estrutura das Unidades de Terapia Intensiva, a preservação do órgão fora do corpo e mais crítico ainda para o sucesso dos transplantes era a imunologia, pois se conhecia muito pouco sobre rejeição e havia poucos medicamentos capazes de...

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O caminho correto passa longe do petróleo
maio27

O caminho correto passa longe do petróleo

A atual crise nos preços do combustível é consequência de políticas públicas equivocadas tomadas pelo governo brasileiro com a falsa promessa de trazer avanços econômicos e tecnológicos pautados pelo uso do petróleo no transporte.

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Dicas para uma gestação saudável
maio09

Dicas para uma gestação saudável

Desde a descoberta da gravidez, os cuidados e o preparo para o parto, leia o artigo que pode ajudar no desempenho das futuras mamães.

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É a morte, pior que paga!
abr24

É a morte, pior que paga!

Em março de 2017, portanto, há mais de um ano, a Sociedade Brasileira de Clínica Médica e órgãos de Defesa do Consumidor, como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), alertavam a população que o Governo Federal, trabalhava com a estratégia de implodir a Lei 9656, de 1998. A dita Lei garante os direitos dos pacientes de planos de saúde e normatiza o setor suplementar.

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Boa sorte ao novo prefeito!
abr24

Boa sorte ao novo prefeito!

“Desde cedo Bruno se preparou da melhor maneira para assumir um papel tão importante”, diz vereador

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“A relação com o Executivo e a responsabilidade de ser vereador”
fev28

“A relação com o Executivo e a responsabilidade de ser vereador”

Em seu artigo da semana passada, Covas destacava que o PSDB não é um partido de autômatos e que sua postura sempre foi a favor da cidade de São Paulo. Leia.

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Novembro azul: Conheça os direitos do homem portador do câncer de próstata
nov26

Novembro azul: Conheça os direitos do homem portador do câncer de próstata

Neste mês de novembro acontece, em diversos países ao redor do mundo, a campanha “Novembro Azul”, visando alertar os homens sobre as doenças masculinas, em especial o câncer de próstata. Leia o artigo que trata juridicamente dos direitos aos portadores da doença.

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Bullying: uma ameaça ao convívio pacífico
out27

Bullying: uma ameaça ao convívio pacífico

“Em geral, as pessoas dão pistas de que algo não vai bem”: bullying entra em pauta novamente com tragédia em Goiânia, ocorrido há uma semana.

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Lição de casa: dicas para estudar com os filhos
set23

Lição de casa: dicas para estudar com os filhos

Conheça seis dicas que vão fazer a diferença na hora de estudar com os filhos.

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Planos devem cobrir sessões de psicoterapia decide Justiça, ANS recorre
jul29

Planos devem cobrir sessões de psicoterapia decide Justiça, ANS recorre

A sentença foi proferida em 10 de maio, mas o MPF só foi notificado de seu teor na última semana de junho. A decisão judicial é resultado de uma ação civil pública do MPF proposta no ano passado.

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Uma nova ordem para todas as coisas
jun19

Uma nova ordem para todas as coisas

A corrupção no país é sentida em todos os setores que trabalham com seriedade. Leia o artigo do vice-presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) que também é conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

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É hora de rever as ciclofaixas
maio11

É hora de rever as ciclofaixas

“Não faz sentido trabalhar para agradar um grupo de ativistas que nem sempre representam os ciclistas”, diz Covas. Leia o artigo enviado pelo vereador de São Paulo, Mario Covas Neto, sobre as ciclofaixas.

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Outubro Rosa: conheça os direitos das mulheres com câncer de mama
out28

Outubro Rosa: conheça os direitos das mulheres com câncer de mama

Lidar com uma doença tão complexa como o câncer é uma tarefa árdua que exige equilíbrio físico e mental da mulher.

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Uma luz à saúde cardíaca feminina
out22

Uma luz à saúde cardíaca feminina

Durante muito tempo as doenças cardiovasculares no sexo feminino receberam pouca atenção. Existia o mito de que elas não eram um grupo de risco importante.

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Jornalismo: desafios para a sobrevivência
out09

Jornalismo: desafios para a sobrevivência

Um debate presente em qualquer roda de jornalistas é sobre a sobrevivência dos jornais. No entanto, não importa qual será o suporte da notícia amanhã, se estará em uma folha de papel, em um tablet, em um celular ou projetada diretamente na retina. Nem mesmo importa se estará representada em um vídeo, em um podcast ou em texto. O que realmente importa é se ela terá um compromisso claro com o desenvolvimento da humanidade em um planeta que caminha para 9 bilhões de pessoas em pouco mais de 30 anos. O jornalismo é parte fundamental da construção do processo civilizatório, com ele a democracia ganhou um olho vigilante ao longo dos séculos, e sua desconstrução não interessa a nenhuma...

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De mãe para mãe: que vida terão nossos filhos?
jun26

De mãe para mãe: que vida terão nossos filhos?

Me tornei mãe há quatro anos e aqui, na aldeia Sawré Muybu, tenho a oportunidade de entrar em contato com uma outra visão de maternidade, ao conviver com as mães e crianças Munduruku.

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“É hora de mudar”; leia artigo da diretora-executiva da ONU Mulheres
jun11

“É hora de mudar”; leia artigo da diretora-executiva da ONU Mulheres

O estupro coletivo de uma menina de 16 anos, no Rio, reforça a urgência de adotarmos tolerância zero à violência contra mulheres e meninas no mundo.

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Para sustentar conquistas, Brasil precisa enfrentar problemas estruturais de longa data
jun11

Para sustentar conquistas, Brasil precisa enfrentar problemas estruturais de longa data

Artigo do diretor do Banco Mundial no Brasil, Martin Raiser: “Hoje, a profunda crise econômica enfrentada pelo Brasil ameaça conquistas sociais, econômicas e ambientais da última década. O que deu errado?”

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Como prêmio um origami!
jun06

Como prêmio um origami!

Acessibilidade: Nesta manhã em que todas as estações do ano já se manifestaram no Tatuapé, inclusive a chuvosa, tive a oportunidade de conduzir um cadeirante por algumas dezenas de metros e percebi o quanto sou privilegiado.

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Comunicação no WhatsApp está criptografada “ponta-a-ponta”. E agora?
abr11

Comunicação no WhatsApp está criptografada “ponta-a-ponta”. E agora?

Foi divulgado no blog oficial do WhatsApp a informação de que todas as comunicações (texto, imagem, áudio, vídeo e ligação) por meio da aplicação (quer entre duas pessoas, ou em grupos) estão integralmente criptografadas – criptografia “ponta-a-ponta” ou “fim-a-fim”.

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Samarco, Vale, BHP e governo diante da tragédia
fev10

Samarco, Vale, BHP e governo diante da tragédia

Este artigo foi originalmente escrito para o site Dislexia de Bacamarte e também publicado no site do Greenpeace Brasil.

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A outra face da crise na saúde
set12

A outra face da crise na saúde

Longe se vão, entretanto, os tempos em que o atendimento de saúde era uma dádiva ou concessão de alguns hospitais ou clínicas caridosas. Hoje, constitucionalmente, é um direito inalienável cada vez mais exigido pela população.

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Com redução de maioridade penal, o Brasil ignora compromissos internacionais
set11

Com redução de maioridade penal, o Brasil ignora compromissos internacionais

“O cerne da questão, que não é mencionado neste debate, é se a redução da maioridade penal é efetiva ou não para combater a violência. Nesse sentido, basta dar uma olhada nos regimes penitenciários da região para entender que mais penas não é sinônimo de menos crimes, evidenciando o fracasso sistemático das leis e políticas restritivas no tema.” 

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Ataques à medicina são históricos
ago31

Ataques à medicina são históricos

Não é de hoje que o Governo tenta intervir nesse campo. Isso ocorreu diversas vezes entre 2004 a 2007, quando fui secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica e diretor do Departamento de Residência e Projetos Especiais na Saúde da Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação (2004-2007).

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Instituições e corrupção
ago25

Instituições e corrupção

“A corrupção é o maior obstáculo para o desenvolvimento. Ela aprofunda o fosso entre ricos e pobres, enquanto elites vorazes saqueiam o orçamento público. Causa distorções na concorrência, ao obrigar empresas a desviar importâncias cada vez maiores para obter novos contratos.

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Dois anos do programa Mais Médicos: fiasco
ago20

Dois anos do programa Mais Médicos: fiasco

Ao celebrar dois anos do Programa Mais Médicos, a Presidente Dilma Roussef se vangloriou da iniciativa. Disse que, ao aproximar o Brasil de Cuba, melhorou a sáude dos brasileiros. Então, vejamos onde mora a verdade. Até hoje os médicos que se formaram no exterior, cubanos ou não, estão fora da norma utilizada no Brasil e no mundo, de revalidação dos diplomas de alguma forma. Não há nenhuma avaliação da qualidade e competência destes médicos. Portanto, os brasileiros são atendidos pelos mesmos em esquema de roleta russa: podem até achar alguém capacitado, contudo, sempre há o risco de cair em mãos incapazes, o que significa perigo de morte, quando o tema é...

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Um novo ataque aos brasileiros e à medicina
ago18
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O vírus mortal da má formação médica
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Para se manter, o PT acusa a oposição, que é a maioria do país
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O que fazer se seu nome for negativado indevidamente?
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Avanços científicos e falta de remédios para os doentes
jul29
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Artigo: Um exame dos meios e modos, por Achim Steiner
jul25
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A essência da universidade deve ser mantida, jamais corrompida
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Hospital São Paulo: administrando crises distancia-se das soluções
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Voltar aos cavalos e carroças causaria menos problemas, mas é preciso evoluir
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Um retrocesso na saúde suplementar
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A luta pela valorização do parto
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Corte do orçamento: saúde dos brasileiros não é prioridade do Governo
jun02
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Planos de saúde: Reajuste de mensalidade por faixa etária não pode ultrapassar 30%
maio18
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Police Neto quer fazer sucesso com Minhocão, construído por Maluf
maio14
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Marvel, a origem dos Vingadores está nos quadrinhos
abr30

Marvel, a origem dos Vingadores está nos quadrinhos

Nos anos 1940, auge dos quadrinhos nos EUA, que também fizeram sucesso no Brasil, tiveram a sua origem muitos super-heróis, como o Capitão Marvel, Superman, Batman, Homem de Ferro, Nabor – o príncipe submarino, O Incrível Hulk, Capitão América, Homem-Aranha, Mandrake, Thor e tantos outros. A Família Marvel, também deu originou a Liga da Justiça que se transformou em desenhos para a TV.

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“Direitos humanos para humanos direitos”. A Grécia antiga refutaria esta ideia?
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O SUS corre perigo
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Terceira idade: cinco dicas para não ser ‘enrolado’ pelo plano de saúde
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As mulheres são mais fortes, diz carrasco
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Água que vem do chão
mar06

Água que vem do chão

Sexta-feira, 6 de março de 2015, às 15h42 Por Daniel Pérez Nem todo mundo sabe, mas o solo tem estreita relação com a disponibilidade de água e as mudanças climáticas. Num momento em que sobretudo São Paulo e Rio de Janeiro vivem uma séria crise de abastecimento, provocada por diversas razões, temos que nos lembrar da falta de aproveitamento da água de chuva em diversas frentes — seja no meio urbano ou rural. A crise hídrica está intimamente ligada ao manejo do solo. Atuando como um filtro, ele deve estar permeável para que o líquido se acumule nos lençóis freáticos e aquíferos. Assim, percebe-se que o problema da crise hídrica no Sudeste é provocado não só por baixa precipitação, mas principalmente pela impermeabilização do solo nas áreas urbanas e o não armazenamento das águas pluviais. Algumas cidades como Paris e Kuala Lampur utilizaram medidas de contenção de enchentes, como a construção de reservatórios subterrâneos (“piscinões”) para melhorar aproveitamento da água da chuva. Além disso, muitas cidades estão abrindo grandes parques para viabilizar a infiltração e retenção da água. Nesse contexto, talvez possamos dizer que o problema hídrico começa bem antes, com a erosão das cabeceiras dos córregos e rios que compõem nossas principais bacias de captação de água. Não há dispositivo em nossa atual legislação ambiental que preveja a necessidade de acompanhamento técnico que garanta o manejo adequado do solo nessas áreas tão frágeis — mesmo se estiverem no coração da recarga de aquíferos. Com isso, em um solo descoberto ou com pouca cobertura vegetal, as águas da chuva apenas “varrem” o solo, não se infiltrando e não promovendo o reabastecimento dos aquíferos e a manutenção dos lençóis freáticos dos rios e córregos que alimentam os reservatórios. Da mesma forma, o aquecimento global pode ser influenciado pelo manejo do solo. Segundo documento das Nações Unidas, até o fim desta década, é necessário que as emissões de carbono parem de crescer e caiam para zero até 2050, e o manejo adequado do solo pode ser o fiel da balança no sequestro de carbono. Diversas práticas agropecuárias, como o plantio direto, o reflorestamento de áreas degradadas, a integração lavoura/pecuária/floresta e a fixação biológica de nitrogênio em leguminosas e algumas gramíneas, como a cana-deaçúcar, elevam a acumulação de carbono na terra. Mas precisamos avançar na criação de indicadores nacionais que demonstrem, entre outros, a extensão desse estoque de carbono e sua variação em função dos diversos tipos de manejo realizados nos diferentes biomas brasileiros. Por sua multifuncionalidade, o solo deve estar na pauta dos agentes públicos, sob a responsabilidade de quem faz a gestão de um recurso finito. Só assim haverá mais...

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Planos de saúde devem cobrir especialidade psicológica
out31

Planos de saúde devem cobrir especialidade psicológica

Sexta-feira, 31 de outubro de 2014, às 18h58   Você sabia que o atendimento psicológico é direito dos usuários de planos de saúde? Vivemos em uma sociedade de consumo e de informação, sobretudo rápidos. Quem vive nas grandes cidades é tomado por um cotidiano cada vez mais caótico, com transporte público ruim, trânsito, serviços de má qualidade, violência, entre outros problemas. O stress do dia a dia tem levado muitas pessoas a buscar acompanhamento psicológico. O problema é que, em geral, esses tratamentos não são baratos. Mas o que muita gente não sabe é que esse tipo de atendimento é coberto pelos planos de saúde. O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) é a lista de todos os procedimentos obrigatórios que os planos devem oferecer ao consumidor, destinado aos beneficiários de contratos firmados a partir de janeiro de 1999, quando entrou em vigor a lei que regulamentava planos. Nesta lista, se encontram sessões de psicoterapia, de psicólogos e terapias ocupacionais. A grande maioria dos planos apresenta em seu quadro de associados especialistas da área, já que eles são uma exigência no rol de procedimentos. Se o profissional estiver cadastrado, o procedimento deve ser gratuito. Caso o consumidor opte por um profissional de fora do plano, é importante que ele esteja atento aos valores e consultar bem se a operadora possui opções de reembolso. Agora, se o plano não tiver nenhum profissional cadastrado, o valor das consultas deve ser restituído integralmente, cabendo medidas legais caso isso não seja cumprido. Para procedimentos comuns, procurados pelo próprio beneficiário, o limite estabelecido – e ampliado em 2010 – é de 40 sessões por ano com psicólogos ou terapeutas ocupacionais, e 12 sessões de psicoterapia. Mas em casos extraordinários, quando há prescrição médica ou urgência, o tratamento não apresenta limite e a operadora é obrigada a arcar com o procedimento pelo tempo de sua duração. É preciso, claro, analisar caso a caso, e o cliente deve ficar atento para não arcar com gastos que não lhe cabem. Por incrível que pareça, essas medidas costumam ser respeitadas, e raramente há conflitos entre operadoras e consumidores quando a questão é tratamento psicológico. A empresa ganha em trazer para seu quadro um bom leque de profissionais e o beneficiário ganha ao ter seu direito assegurado, podendo realizar um tratamento importante sem maiores gastos. Mas vale lembrar que, caso as operadoras descumpram essa obrigatoriedade, ela poderá ser advertida, multada e até em último caso ter sua venda de planos suspensa pela ANS. É importante então que, caso encontre problemas, o beneficiário faça a reclamação à agência e assegure, assim, o...

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Direito à maternidade preservado
out16

Direito à maternidade preservado

Quinta-feira, 16 de outubro de 2014 às 20h   O juíz Renato de Abreu Perine, da 17ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, sentenciou a Mediservice Administradora de Planos de Saúde a arcar com os custos de endometriose aguda da paciente Claudia Zappalenti. O tratamento recomendado pelo seu médico tinha sido a fertilização in vitro, mas a operadora tinha indeferido o pedido, em uma clara situação de falta de análise do caso – o que tem sido cada vez mais recorrente. Já há algum tempo, temos acompanhado repetidos casos em que planos de saúde negam tratamentos a pacientes de forma incorreta. Tais operadoras agem, antes de mais nada, como empresas que visam exclusivamente o lucro, deixando o bem estar dos usuários e o direito à vida em segundo plano. O plano de saúde negou o pedido de Cláudia com base em uma cláusula válida, que exclui métodos de inseminação artificial do rol dos procedimentos cobertos por planos de saúde, com a intenção de evitar que se use o tratamento como meio de planejamento familiar. No entanto, a cláusula abre precedentes para interpretação, uma vez que em casos como o de endometriose severa a fertilização funciona como um tratamento médico para a doença. Além disso, a paciente corria o risco de ficar infértil e, ainda estando em idade de reprodução, isso violaria o direito garantido pela Constituição da mulher constituir uma família. Cláudia, portanto, não requeria o tratamento por simples vontade de ter um filho, mas sim por motivos de saúde. A endometriose severa causa sangramento excessivo, cólica aguda e possibilidade de perda do sistema reprodutivo e a fertilização in vitro é apontada como a única forma de tratar essa doença. Como poderia, então, um plano de saúde, cuja função é propiciar tratamentos de saúde aos seus associados, negar tal procedimento? “Aplicar a vedação estabelecida em lei para o único tratamento apto a curar a doença ofenderia a dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil”, disse o juíz em sua sentença. Afirmando que a dignidade da pessoa humana é o fundamento básico da Constituição, classificou como sendo de má fé uma interpretação literal do artigo 10, inciso II, da Lei no 9656, e ordenou que a operadora arcasse com os custos, ainda que o médico não fosse conveniado, sob pena de multa. O caso da paciente era tão claro, que qualquer pessoa, ainda que leiga, pode perceber o erro na atitude do plano de saúde. A sentença do juíz só evidencia os interesses da operadora e as recorrentes ações de má fé. Certamente o caso de Cláudia não é o primeiro e nem será o...

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É a lama, é a lama, é a lama…
out10

É a lama, é a lama, é a lama…

Sexta-feira, 10 de outubro de 2014, às 19h15 – Atualizado às 19h43 Mais uma vez, o país dos boeings da Embraer e dos mosquitos da dengue, se vê petrificado, agora com as declarações de um ex-diretor da Petrobras. Público, gravado e na internet o depoimento à Justiça parece ter surtido algum efeito. Gerson Soares A comparação entre os boeings e o mosquito foi feita durante uma reportagem publicada pela revista Veja, há algum tempo, mas sempre nos lembramos disso quando as situações assumem diferenças tão gritantes quanto aquela. Qualquer brasileiro, que tenha o mínimo de envolvimento político, sabe que a Petrobrás é uma mãe, para cujos braços não faltam candidatos. Algumas das empresas citadas em depoimento pelo ex-diretor José Roberto Costa, na quarta-feira (8), amplamente divulgado, são conhecidas não só pela longevidade, mas pelo envolvimento com escândalos, maiores ou menores, em vários níveis governamentais há décadas. Resguardamo-nos, da citação desses nomes – apesar de nos áudios divulgados estarem bem claros – em favor da ética. Sobre os depoimentos apresentados, o que mais assusta são os detalhes, pois o fato de empresas ganharem concorrências, privilégios em troca de propinas e pagamentos a setores do governo e partidos, isso já é conhecido de longa data e motivo de tamanha mobilização da imprensa. Os meandros da iniquidade corruptiva na política são tão medonhos que décadas passam antes que venham totalmente à tona, como agora. Aécio Neves, concorrente ao Palácio do Planalto, diz ser esse fato uma instituição; Dilma disse que ela mesma demitiu José Roberto Costa. Mas condena a exposição dos depoimentos que tomam a dimensão de uma bomba atômica, bem nos dias que precedem o segundo turno da eleição que pode lhe dar um segundo mandato. Num dos países das chamadas repúblicas das bananas, nome que já não cabe ao Brasil em razão de sua evolução industrial – que apesar da insistência de corruptos e corruptores, se ergue a cada dia trabalha e produz honestamente –, mas com escândalos como este fica sem rivais na América Latina, em matéria de o quanto ainda pode ser corrupto. Dilma dizer que seu partido empreende uma luta sem trégua contra os corruptos, ora senhoras e senhores, isso é balela! Se a divulgação dos áudios é justa e se irá prejudicá-la, este peso não pode ser jogado totalmente contra a oposição. O Ministério Público está agindo de acordo com a lei, tão utilizada à exaustão pelos advogados dos envolvidos no Mensalão, a ponto de os réus terem privilégios e foros jamais imaginados por alguém que furta um pedaço de pão ou um pote de margarina (não custa nada lembrar) para matar a fome – que...

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Saúde em pauta: o martírio da terceira idade!
set15

Saúde em pauta: o martírio da terceira idade!

Segunda-feira, 15 de setembro de 2014, às 15h38   Proteção. Em qualquer fase da vida, essa palavra faz toda a diferença, mas é na terceira idade em que o seu significado mais precisa ser sentido com relação à saúde. Num período em que o corpo pode ficar mais frágil e a renda menor por conta da aposentadoria, é essencial que os convênios cumpram com suas obrigações, estipuladas por lei, e atendam às necessidades de seus pacientes, evitando deixá-los vulneráveis a complicações. Entretanto, muitas vezes, não é isso o que acontece. Muitos convênios são resistentes a cobrir procedimentos médicos previstos em contrato ou a oferecer serviços a seus pacientes idosos, principalmente em casos de instalação de próteses e stents, túbulos que são acoplados ao coração para melhorar a circulação sanguínea no órgão. Outro problema ocorre em casos de morte do paciente, já que o cônjuge tem direito a usufruir por um tempo dos serviços do plano e acaba vetado antes que consiga exercer seu direito. Com o enfraquecimento dos ossos, muitos idosos tendem a quebrá-los facilmente em quedas ou pequenos acidentes domésticos. Em casos mais graves, como fraturas de fêmur ou quadril, alguns convênios costumam afirmar serem responsáveis pelo procedimento cirúrgico, mas não pela prótese. É o que também ocorre com problemas cardíacos que necessitem de stents, em que os planos se recusam a custear o instrumento que será instalado no coração do paciente. Se a doença que acometer o paciente estiver prevista em contrato, ele poderá colocar o convênio que proceder dessa forma sob o olhar da Justiça. O plano de saúde deverá custear o procedimento determinado pelo médico, pois é o profissional da saúde que escolhe o melhor tratamento e não o plano. É essencial que os idosos busquem seus direitos nas leis antes de trocar de plano, pois a mudança poderá acarretar num período de carência perigoso para a terceira idade. É prática usual dos convênios estabelecer prazos para que os clientes possam começar a usufruir do atendimento e dos serviços depois de firmado o contrato. Mesmo assim, é importante que os idosos estejam atentos não só ao acordo com os planos, mas também às regras da Agência Nacional de Sáude (ANS), que contemplam a questão. O idoso deve saber que, nos casos de urgência e emergência, a carência será de 24 horas. A partir de então, ele já poderá atendimento de seu plano de saúde. Outra irregularidade praticada por essas empresas é o cancelamento de planos de titulares falecidos quando o viúvo ou viúva ainda têm direito de usufruir deles por um determinado período, chamado remissão, sem pagar. Muitas vezes, não ocorre o cancelamento, mas a...

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Livros e Senado, mais perto do povo
set02

Livros e Senado, mais perto do povo

Terça-feira, 2 de setembro de 2014 às 09h31 *Por Galeno Amorim A Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada em agosto, chamou a atenção, mais uma vez, sobre a importância do livro e da leitura na formação de uma sociedade mais saudável. Entre as novidades da edição estavam os lançamentos de um volume expressivo de livros jurídicos: mais de 700 obras lançadas ou relançadas nos dez dias da feira. Uma delas foi Anteprojeto do Código de Processo Civil, lançada no estande do Senado Federal.     A presença do Senado foi, mais uma vez, destaque na Bienal, que é o terceiro maior evento do setor no planeta. O diretor-geral da Casa, Haroldo Tajra, fez uma doação de livros em braile. Entre as obras, o Novo Código Civil, a Legislação Eleitoral e Política, a Lei de Falências, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a Lei Antidrogas, a Constituição Federal de 1988 atualizada com as emendas, o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa e o irretocável O Velho Senado, conto de Machado de Assis. A pedagoga especializada em deficiência visual, Joana Maria Rey, lembrou que para um cego concluir um curso superior tem de se esforçar, no mínimo, 50 vezes mais do que uma pessoa que enxerga. “Faço um apelo no sentido de que os cursos universitários se tornem mais acessíveis aos portadores de deficiência visual”. Ações como essa são, portanto, mais que bem-vindas, necessárias. *Galeno Amorim é jornalista, escritor e diretor do Observatório do Livro e...

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Mulher tem “fertilização in vitro” garantida na Justiça
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Mulher tem “fertilização in vitro” garantida na Justiça

Quinta-feira, 28 de agosto de 2014 às 17h17   A decisão é do Juiz de Abreu Perine, da 17ª Vara Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo, atendendo solicitação de paciente com endometriose aguda. O juiz Renato de Abreu Perine, da 17ª Vara Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo, condenou a Mediservice Administradora de Planos de Saúde a arcar com os custos de endometriose aguda de uma paciente da sua carteira de clientes. Seu médico tinha recomendado o tratamento com fertilização in vitro, mas o plano de saúde indeferiu o pedido. O plano de saúde negou o pedido de Cláudia com base em uma cláusula válida, que exclui métodos de inseminação artificial do rol dos procedimentos cobertos por planos de saúde, com a intenção de evitar que se use o tratamento como meio de planejamento familiar. “No entanto, a cláusula abre precedentes para interpretação, uma vez que em casos como o de endometriose severa a fertilização funciona como um tratamento médico para a doença”, esclarece a advogada Gabriela Guerra, especialista em Direito do Consumidor na área da Saúde. Além disso, segundo Gabriela, “Cláudia corria o risco de ficar infértil e, ainda estando em idade de reprodução, isso violaria o direito garantido pela Constituição da mulher constituir uma família”. A endometriose severa causa sangramento excessivo, cólica aguda e possibilidade de perda do sistema reprodutivo e a fertilização in vitro é apontada como a única forma de tratar essa doença. “Aplicar a vedação estabelecida em lei para o único tratamento apto a curar a doença ofenderia a dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil”, disse o juíz Renato de Abreu Perine em sua sentença. Afirmando que a dignidade da pessoa humana é o fundamento básico da Constituição, o magistrado classificou como sendo de má fé uma interpretação literal do artigo 10, inciso II, da Lei no 9656, e ordenou que a Mediservice Administradora de Planos de Saúde garanta “a fertilização in vitro para tratamento da endometriose junto ao médico que prescreveu o tratamento, sob pena de incidir em multa a ser fixada em sede de execução”. Advogada Gabriela Guerra www.pgb.adv.br...

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A saúde tem de ser saudável
ago22

A saúde tem de ser saudável

Sexta-feira, 22 de agosto de 2014 às 08h48 – Atualizado às 11h11 Gerson Soares A pauta Saúde no Brasil tem que mudar divulgada por Alô Tatuapé na quarta-feira (20), referente à pesquisa encomendada ao Datafolha pelos Conselho Federal de Medicina (CFM) e Escola Paulista de Medicina (APM), publicada originalmente no Portal Médico do CFM no dia 19 último, repercutiu de forma negativa junto aos setores do governo Federal, relacionados à pasta da Saúde, que lamentaram em nota à imprensa no final da tarde da mesma terça-feira (19), a divulgação da pesquisa ou a forma como ela foi feita através do CFM. Este, por sua vez, emitiu um comunicado no início da tarde do dia 20, quarta-feira, esclarecendo que coube ao órgão que representa a classe médica, apenas a divulgação da pesquisa, procedida de forma autônoma, isenta e idônea. As pesquisas realizadas no país, por institutos como o Ibope, IBGE ou Datafolha são plenamente aceitas pelo governo para aquilo que diz respeito aos seus interesses, como as que indicavam grande vantagem da presidente Dilma Roussef em relação aos demais candidatos à Presidência da República até o início deste ano, que chegaram a apontá-la como vencedora no 1º turno. Apesar das diferenças terem diminuído bastante e o 2º turno já ser uma certeza, as informações das pesquisas anteriores, que apontavam seu total favoritismo, estão sendo usadas atualmente em sua campanha à reeleição, direta ou indiretamente através do marketing. A polêmica sobre os dados coletados em “Opinião dos brasileiros sobre o atendimento na área da saúde”, como o do tópico citado na própria nota emitida à imprensa pelo Ministério da Saúde: “Das pessoas que procuram os postos de saúde, 91,3% conseguiram atendimento, o que demonstra os bons resultados de estratégias como o Mais Médicos”, foram postos para questionar a divulgação das demais apurações divulgadas pelo CFM, que ao contrário disto demonstram a revolta da população com relação ao SUS. Para resumir este pequeno comentário, questionamos: Se 91,3% conseguiram, como ficaram os outros 8,7%? Será que entre eles estão os mortos, vítimas da falta de atendimento? E, pior, a quem o atendimento foi negado, mesmo podendo ser prestado, portanto não se manifestaram? Como nos diversos casos de bebês prematuros, cujas mães são rejeitadas pelo SUS, dos que não encontram leitos de UTI ou as infindáveis esperas por uma simples ressonância magnética. Estes são apenas alguns exemplos, deste acanhado resumo. Note-se o emprego do verbo conseguir (o atendimento) na nota governamental. Conseguir é tido no dicionário, como algo provavelmente inalcançável, difícil de obter. E esta é a verdade que o governo tenta abafar. Porém, a doença causada pela falta de interesse governamental, chama-se insatisfação popular....

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ago21

Rios despoluídos seriam alternativa para abastecimento

Quinta-feira, 21 de agosto de 2014 às 20h36 Por Marco Antonio Palermo* O Comitê responsável pelas bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari autorizou a captação para consumo das águas do rio Jundiaí, classificado, anteriormente, pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) como altamente poluído. O trecho de 22 km de onde serão captadas as águas fica entre as cidades de Itupeva e Indaiatuba, no interior de São Paulo.     Recentemente, o rio foi reclassificado para nível 3 de poluição, condição que viabiliza sua utilização para abastecimento após tratamento avançado. A melhora da qualidade da água ao longo da bacia, principalmente no trecho entre Itupeva e Jundiaí se deu graças aos investimentos em despoluição realizados nos últimos vinte anos. O doutor em engenharia de recursos hídricos Marco Antonio Palermo enfatiza a importância do investimento em despoluição de rios e lagos ao observar a reclassificação do trecho do rio Jundiaí da classe 3 para a 4 no que se refere ao nível de poluição. “Uma vez despoluídos, os corpos d´água podem se prestar para o abastecimento público, dentre outros usos. Passa a ser possível empregar quantidades importantes de água antes impróprias e inaproveitáveis”. Marco Palermo avalia que os investimentos em despoluição que melhoraram a qualidade da água do rio Jundiaí entre as cidades de Itupeva e Jundiaí deveria ser modelo a ser seguido por São Paulo, além de uma alternativa a mais para o abastecimento que passa pela sua pior crise. “Imaginem se os rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí estivessem despoluídos, certamente não seria necessário ir buscar tanta água tão longe e nem recorrer a medidas extremas como utilizar o volume morto dos reservatórios para abastecer as cidades do Alto Tietê”, conclui. *Marco Antonio Palermo é Doutor em Engenharia de Recursos Hídricos, Engenheiro Hidrólogo pelo IHE/Delft, Holanda, foi diretor técnico e financeiro da Agência da Bacia do Alto Tietê e vice-presidente do Comitê da Bacia do Alto Tietê. É membro da Associação Brasileira de Recursos Hídricos e preside o Instituto...

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Tratamentos de água
ago19

Tratamentos de água

Terça-feira, 19 de agosto de 2014 às 14h45 Por Roberto Naime* Os tratamentos de água são necessários para águas residuárias de sistemas industriais ou para os esgotos coletados nas áreas com populações. Objetivam devolver características físico-químicas às águas, antes das mesmas serem dispostas ou retornarem aos sistemas hídricos naturais, superficiais ou subterrâneos.   Os tratamentos envolvem vários tipos de processos, desde a remoção física dos poluentes, passando por processos químicos e podendo ser finalizados por refinamentos biológicos. Existem tratamentos denominados primários, secundários e terciários, cada um deles sendo constituído de vários processos unitários individuais. Processos unitários é a denominação que se dá para cada procedimento físico ou químico que integra o elenco de ações que objetiva dotar o efluente residuário considerado, de condições para retornar ao fluxo natural das águas sem causar danos e impactos ambientais. Os denominados tratamentos primários são constituídos por processos físico químicos, por coagulação e floculação das águas residuárias e objetivam a remoção de poluentes inorgânicos, materiais insolúveis, metais pesados, matéria orgânica não-biodegradável, sólidos em suspensão e outros. O tratamento físico-químico por coagulação-floculação difere muito pouco dos sistemas empregados no tratamento de água bruta para abastecimento público, onde sua concepção básica consiste em transformar em flocos as impurezas em estado coloidal e as suspensões, para posteriormente remover estes materiais em decantadores. A floculação é obtida com coagulantes químicos como os sais de Alumínio e Ferro, que reagem com a alcalinidade contida ou adicionada nas águas residuárias para correção do pH muito ácido, formando hidróxidos que desestabilizam coloides e partículas em suspensão. Para obtenção de eficiência nos tratamentos, é necessário escolher os processos de forma adequada. Os processos físico-químicos são recomendados na remoção de poluentes inorgânicos, metais pesados, óleos e graxas, sólidos sedimentáveis e sólidos em suspensão através de processos de coagulação-floculação e remoção de matérias orgânicas não-biodegradáveis e sólidos dissolvidos, por precipitação química. A remoção de compostos ocorre através de oxidação química. Na remoção de sólidos voláteis, dissolvidos e em suspensão, o tratamento biológico é mais indicado. Para remover sólidos fixos dissolvidos, são necessários tratamentos mais avançados como troca iônica, adsorção em leitos de carvão ativado e outros. Na escolha do tratamento, a relação entre Digestão Química de Oxigênio (DQO) e Digestão Biológica de Oxigênio (DBO) é o parâmetro definidor fundamental: 1) o caso em que a DQO seja o dobro da DBO, é provável que parte da matéria orgânica seja biodegradável, podendo ser adotados tratamentos biológicos convencionais; 2) na hipótese do DQO ser muito além do dobro da DBO (3 ou 4 vezes maior), é provável que grande parte da matéria orgânica não seja biodegradável e tratamentos químicos podem ser mais adequados; caso haja...

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Campos já mudou o Brasil
ago18

Campos já mudou o Brasil

Segunda-feira, 18 de agosto de 2014 às 10h06 – Atualizado às 19h06 De uma forma ou de outra, Eduardo Campos mudou o Brasil. Gerson Soares Como disse neste final de semana, um emérito professor de Física, para obter-se uma reação é necessário haver massa crítica. Eduardo Campos, com seu sorriso que resplandecia no olhar claro estava predestinado a mudar o Brasil e nem mesmo ele sabia disso. Mas, acreditava e disse: “Nós não vamos desistir do Brasil”. Sua frase ainda ficará na memória por muito tempo e as palavras estarão eternizadas nas imagens de sua despedida.       Menos conhecido no sudeste do que na região nordestina, onde se sobressaiu com políticas importantes, Campos vinha num crescente entendimento com a classe empresarial brasileira que vislumbrava nele as perspectivas de mudanças para fazer o país voltar a crescer. Setores progressistas e populares também enxergavam com bons olhos o jovem estadista. Campos desenvolveu-se num meio familiar voltado para a política, dela se alimentou, cresceu e se destacou, a ponto de pleitear o mais alto posto eletivo do país. Era a esperança de uma nova linhagem política no país que clama por mudanças urgentes. Com Miguel Arraes, pai de Ana sua mãe, embrenhou-se certamente pelas mais longínquas e pequenas distâncias que separam o Brasil irreal daquele verdadeiro, onde as necessidades humanas mais elementares foram esquecidas. Em que a dádiva de ter apenas água para beber é capaz de suplantar a dor da doença e até a fome, essa outra calamidade que também deve ter cruzado seus caminhos em seu assaz desejo de ser saciada por um prato de comida, numa das regiões mais castigadas. A morte trágica e surpreendente de Eduardo Campos, tão rápida quanto a explosão que lhe ceifou a vida e a promissora carreira política, provocou imediata comoção e mudança na atitude do povo brasileiro, por tradição indiferente à política. Sua morte, no mesmo dia em que nove anos atrás falecia o avô, 13 de agosto, levou muita gente à reflexão; um breve olhar para o quanto é preciso amadurecer politicamente e todo o sacrifício necessário para que o país atinja maturidade para reivindicar seus anseios e a forma como o fará. Campos deixa um legado com sua repentina ascensão e morte, ao mesmo tempo em que abre as portas para que a vice de sua chapa, Marina Silva – mulher de fibra e opinião forte – tome as rédeas da carruagem em que viajavam; um terreno pedregoso de dificuldades a serem vencidas. Ela mesma impedida de disputar a Presidência da República sob sua própria legenda, por manobras que impossibilitaram o registro do seu partido Rede Solidariedade. Através de...

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Aprender para empreender
jul30

Aprender para empreender

Quarta-feira, 30 de julho de 2014 às 18h44 por Rafael Abud* O empreendedor é aquele que sabe identificar as oportunidades, agarrá-las e transformá-las em um negócio lucrativo. Seus maiores instrumentos são a inovação e a força de vontade, ambas utilizadas para filtrar as boas ideias e programá-las de forma a alcançar os seus objetivos. Isso não quer dizer que o empreendedorismo seja um talento natural; ao contrário, ele é um comportamento que pode ser construído e aprimorado com o tempo.     A partir disso, é importante que as escolas motivem e ensinem, desde cedo, a educação empreendedora para as crianças e adolescentes. Por meio dela, os alunos aprendem a tomar atitudes inovadoras, a assumir posições de liderança frente às próprias decisões e passam a acreditar mais no seu próprio potencial. Além disso, o conhecimento do empreendedorismo incentiva a formação de profissionais mais autônomos e proativos, além de abrir portas para o desenvolvimento de atividades independentes por parte dos estudantes. Para preparar os alunos para futuros caminhos empreendedores, os professores podem fazer uso de algumas atividades dentro e fora da sala de aula, como criação de miniempresas, promoção de palestras com empreendedores e professores de gestão e visitas técnicas a empresas, eventos e feiras, além de articulação de programas de simulação empresarial. Por meio da educação empreendedora, os alunos aprendem de forma dinâmica a enfrentar desafios e a desenvolver suas capacidades. O aluno empreendedor é educado desde cedo a lidar com os problemas da vida real, o que possibilita que ele tenha autonomia para fazer suas próprias escolhas. *Rafael Abud é administrador de empresas, professor e consultor do...

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Artigo aponta erros na reabertura da USP-Leste
jul23

Artigo aponta erros na reabertura da USP-Leste

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 21h15 A decisão arriscada e eleitoreira de reabrir o campus contaminado da USP Leste por Edson Domingues* A reabertura da USP Leste entra para a categoria dos museus de grandes novidades. Agradou até membros do primeiro escalão do governo Fernando Haddad. Da CETESB não se poderia esperar nada diferente.     A reabertura se dá com restrições de acesso à área que recebeu aproximadamente 6 mil caminhões de terra contaminada e sem procedência. Como se tapumes controlassem o veneno. Além da terra clandestina depositada na área de proteção ambiental do Tietê, sob os pés dos alunos e professores da USP Leste encontra-se volumosa quantidade de metano, naftaleno, chumbo e toda sorte de compostos orgânicos voláteis, semi-voláteis, pesticidas como aldrin, além dos PCB’s – Bifenilos Policlorados. Estes, extremamente perigosos, carcinogênicos, afetam diretamente o sistema nervoso central, além de causar danos ao fígado, baço e rins. Popularmente os PCB’s são conhecidos como ascarel ou óleo elétrico. Mas nada disso importa, ainda que relatórios apontem para eventuais riscos à saúde humana. A CETESB atestou nesta última semana que os valores apresentados das amostras estão abaixo dos limites de intervenção, como se a exposição de indivíduos diferentes tivessem resultados iguais. Mas de tudo o que se publicou até a reabertura da USP Leste, que no passado foi a melhor universidade da América Latina, até agora nada se mencionou sobre as possíveis “contraprovas” dos pareceres técnicos da CETESB. Única instituição com fé pública, com tecnologia disponível para aferir níveis de contaminantes, não há outra capaz de questionar suas decisões. O Ministério Público Estadual recomendou 11 iniciativas para reabertura. A pressão do Palácio dos Bandeirantes fez retomar as aulas face ao inevitável desgaste nas eleições. Em 2001, João Yunes, médico sanitarista e representante brasileiro na Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) estava à frente da renomada Faculdade de Saúde Pública. Yunes era um homem à frente de seu tempo. Sua passagem pelo Conselho Consultivo da Organização Mundial de Saúde marcou época. Como sanitarista, compreendia a saúde como assunto além dos limites do indivíduo. Sua visão estava associada ao ambiente, em especial o das grandes cidades. O sonho de João Yunes era equipar a Faculdade de Saúde Pública com moderno laboratório capaz de oferecer maior rigor na investigação científica nas questões de saúde ambiental. O ideal de um novo laboratório para análise do ambiente urbano, em especial da cidade de São Paulo, era justamente questionar dúvidas que pairavam sobre aferições e laudos das instituições. O sonho de Yunes não se concretizou. Vale o parecer da CETESB. * Edson Domingues, 45 anos, é ambientalista e autor de projetos de sustentabilidade na periferia...

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Tragédia Nacional?
jul10

Tragédia Nacional?

Quinta-feira, 10 de julho de 2014 às 17h01   EcoDebate – Olha só como o mundo ficou diferente agora, desde aquela meia hora em que o Brasil tomou os primeiros 5 gols da Alemanha, em que os comentaristas de TV passaram a falar em “vexame”, “humilhação” e até em “tragédia”. Não é só a seleção brasileira que tem de ser revista, mas a nossa cultura como um todo, nosso conceito de sociedade e de país. Quando o esporte é mais do que deveria, é porque nos faltam outros valores. A verdadeira “goleada” que estamos tomando dos países mais organizados é nos nossos níveis de educação e de cultura, por exemplo. Tragédia mesmo foram as mortes no viaduto que desabou em Belo Horizonte e dos operários que morreram durante as obras de última hora para a Copa. Vexame mesmo foi a torcida brasileira vaiar o hino dos outros países. Humilhante é saber que não se podia falar de assuntos sérios porque quem falasse do mundo real, ao invés do oba-oba da Copa, seria visto como um “agourento”, quase um traidor nacional. Seria oportunismo político da oposição jogar na conta do governo todos os males do país, tanto quando o governo querer “faturar” votos com a Copa. A verdade é que temos uma (falta de) cultura política de cinco séculos, onde tudo fica para a última hora, tudo é improvisado. Não li nenhuma notícia sobre as mortes em obras durante as Copas em outros países, ao contrário do farto material sobre jogos em Copas anteriores. Numa cultura festiva, falar de assuntos sérios, apurar responsabilidades, seria ser “estraga-prazeres”. Também não ouvi falar da presença de prefeitos, governadores ou presidenta no enterro das vítimas, só se discutia a presença de autoridades nos estádios. Voltamos agora ao mundo real onde “o suor faz mágica” como dizia o anúncio mais lúcido que passou na TV durante a Copa. Os germânicos se prepararam para a Copa, chegaram a construir todo um complexo para os seus treinamentos aqui no Brasil, enquanto nós vivíamos de oba-oba e badalação de jogadores sem treinos, movidos a palestras motivacionais. Os choros eram de superação, eles venciam na vontade, acima de suas condições futebolísticas. Futebol devia ser só um esporte e congraçamento, falta senso de ridículo quando se diz que ser goleado é uma “tragédia”, falta noção de coisas mais importantes na vida. Tanto que os próprios alemães não comemoraram a goleada, ficaram sensibilizados com a decepção dos anfitriões, não estávamos em guerra com eles, mas sim praticando um esporte. Sim, o futebol é mágico porque nos transporta para um mundo próprio fascinante, mas terminado o jogo cada um volta para a...

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7 x 1
jul10

7 x 1

Quinta-feira, 10 de julho de 2014 às 12h14   Gerson Soares Sete a um, foi o resultado do jogo de terça-feira (8), onde a Seleção Brasileira sofreu uma derrota histórica. Esse time, da camisa amarelinha, a equipe canarinho é a única força existente no país capaz de unir todas as mentes. Nada mais no Brasil mescla um só pensamento como a Seleção.     Talvez, você não vá gostar do que lerá daqui em diante, por isso não peço que continue lendo. Mas se seguir e não acreditar em coisas inexplicáveis, acredite se quiser que o vexame de terça-feira, dia 8 de julho, também ficará marcado na história e na consciência nacional como algo sem explicação plausível. Não existe ciência no futebol, mas a catástrofe ficou estampada nos rostos e no choro incontido das crianças. Há vários tipos de especulações. Pode-se aventar a Máfia das Apostas, que teria ameaçado os jogadores. Pode-se buscar culpados entre a Comissão Técnica e em toda a equipe. A Fifa seria culpada, talvez a presidente Dilma. Quem sabe o maldito som das buzinas de mão – que estão muito acima do permitido e suportável –, aos menos ofensivos sons das cornetas ou vuvuzelas – como são chamadas na África – ou dos fogos de artifício que atormentam a vida de quem precisa descansar, trabalhar, estudar. Muita gente torceu a favor, porém um outro contingente queria que a bagunça terminasse logo. Pessoas doentes não estão comemorando nada com as bombas a espocar ao lado de suas janelas, bebês não entendem a barulheira que atormenta seus ouvidos sensíveis, ainda em formação e choram. Dependendo da distância, as bombas podem causar danos permanentes às crianças. Fato pior acontece à audição dos animais domésticos. A mídia, que deixará de faturar alguns milhões devido ao fim antecipado da Copa do Mundo faz comentários desde as 19h do dia 8 sobre o fato e ainda não conseguiu encontrar um culpado ou responder como aconteceu o 7 x 1. A fim de preencher os horários, tenta explicar a situação aos telespectadores, envolvendo-os entre a euforia e o conformismo. “O futebol é assim mesmo”, diria um dos apresentadores das grandes redes. Não acredito nisso. Diria que algo muito maior aconteceu ontem. Vindo dos céus ou da terra mesmo, uma gigantesca mão invisível colocou os gols da Alemanha nas redes do Brasil. Reflito: isto não é possível. Muito mais provável os jogadores terem deixado o time alemão vencer para mostrar ao mundo que tipo de país foi construído desde a última derrota em 1950, quando diante de um Maracanã transbordante, o Brasil chorou. Esta derrota foi muito pior, não houve nada para lembrar,...

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“Mordeu? Vai pro quarto escuro com o lobo mau”
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“Mordeu? Vai pro quarto escuro com o lobo mau”

Terça-feira, 1º de julho de 2014 às 20h05 Ao explicitar a sua tática, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno traz à tona o despreparo de alguns pais na hora de educar os filhos. A punição aplicada pela FIFA ao jogador do Uruguai, Luis Suárez, por morder um zagueiro italiano pode ou não fazer sentido dependendo da interpretação. Mas o desdobramento do caso revela que a deseducação não é exclusividade dos atletas. Ela também impera nos bastidores da Copa, entre os famosos. É o que fica evidente no comentário que o ex-jogador Ronaldo fez sobre o assunto: “Sei que mordida dói. Minhas filhas pequenas mordiam até pouco tempo e eu punia: quarto escuro com lobo mau”. Que os fãs do Fenômeno com filhos na primeira infância não levem o conselho a sério, pois os desdobramentos podem ser catastróficos.     “Colocar uma criança num quarto escuro não a faz refletir sobre o seu ato”, comenta a psicóloga clínica Ana Cássia Maturano. “Sem contar que você, adulto, continua agindo na esfera da agressividade e isso é um péssimo exemplo”. E que dizer da combinação quarto escuro com lobo mau? “É algo que deve ser aterrorizante para uma criança”, diz Ana Cássia. “Você apenas reforça o medo natural que elas já sentem por terem um pensamento fantasioso”. Com relação ao ato de morder, a despeito de ser algo realmente estranho partindo de um adulto, entre os pequenos é absolutamente normal. “Quando os pequenos descobrem o poder dos dentes acabam usando, seja para agredir ou despertar a atenção. É uma forma de se expressar, considerada até normal, nada inusitado”, explica a psicopedagoga Cynthia Wood. “O papel do adulto é mostrar que isso não se faz, sem jamais reprimi-la com punição e violência”. Punições, como a que fez Ronaldo, podem trazer prejuízos tanto para os pais como para as crianças. “Colocar num quarto escuro e dizer que o lobo mau está lá é uma tortura emocional”, alerta a psicóloga Maria Rocha, coordenadora pedagógica do colégio Ápice de Educação Infantil, localizado no bairro do Morumbi, em São Paulo. Segundo a especialista, “uma criança que fica trancada em um quarto escuro pode criar um trauma e levá-lo para a vida toda”. Isso para não dizer do risco da quebra de confiança nos pais, figuras especiais em quem os pequenos confiam acima de tudo. “Ela pode, inclusive, deixar de confiar neles e não é difícil imaginar as conseqüências disso”, diz Maria Rocha. E como agir nas situações em que as crianças mordem? “Os pais devem explicar que existem regras na vida e que ela não pode fazer aquilo. Caso a criança tenha mordido um colega porque não quis dividir...

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Temos tanto para comemorar… Ôôeaaaa!
jun30

Temos tanto para comemorar… Ôôeaaaa!

Segunda-feira, 30 de junho de 2014 às 8h31 – atualizado às 11h23   Gerson Soares Jazidas de minérios, ouro, montanhas de ferro, água, aquíferos, fauna, flora, uma beleza imensa, natureza magnífica, pedras preciosas, petróleo e a chegada às quartas de final da Copa do Mundo, que não é nossa, é da Fifa e seus critérios polêmicos, exigências rígidas e as belas propagandas, muito bem elaboradas, aí sim com a nossa cara, como a Fifa imagina, apropriadas para ilustrar a nossa realidade. Um menino sonha, os prédios são desalinhados, coqueiros frondosos se misturam aos telhados das favelas que dividem os gritos de Brasil, Brasil, com os moradores dos prédios de apartamentos luxuosos, ao lado delas. Essas são as favelas de zinco e papelão, onde a lei se esquece de existir, mas que viram cenário de filmes famosos. E assim, o sonho acontece, o caos se transforma em alegria aos olhos do mundo. Um povo tão bom, alegre e feliz que pode doar carinho até quando está triste, porque esquece de si mesmo. Mas quando a alegria passa, se lembra. Até o próximo jogo, são momentos de verdade e ilusão. É difícil entender. Mas o Brasil ainda joga, está vivo na Copa.       Temos tanto a comemorar que o próprio mundo nos vê com esperança e nós também parece que a guardamos num cantinho do coração. Ela rebrilha como as estrelas da bandeira nacional quando a seleção entra em campo com o verde e amarelo canarinho. Verde das nossas matas, que os estrangeiros conhecem melhor e valorizam-nas muito além da nossa imaginação. Japoneses, ingleses, americanos, franceses, extraem o conhecimento da natureza exuberante e documentam para o mundo a sabedoria dos povos da floresta, dos índios brasileiros. Os europeus desfrutam momentos extasiantes durante a Copa, seu dinheiro vale o dobro do nosso, são bem recebidos e aclamados, como num mundo de fantasia, onde chegam para receber toda a atenção e serem os protagonistas. Nada contra. Afinal, além de terem conquistado essa condição sob o signo da liberdade lutando contra a opressão em seus países, vieram para a nossa casa agora, a fim de festejar, são nossos convidados e manda a tradição brasileira recebê-los bem, como está sendo feito. Eles podem comemorar, passaram por anos de guerra, crueldades e o medo, agora merecem viver em paz. Uma tranquilidade conquistada a duras penas que a história é capaz de mostrar. No Brasil não há canhões, nem tampouco campos de concentração, descriminação religiosa ou racional, a guerra aqui é surda e muda. Mas existe um sistema enraizado sob um manto escuro que não é revelado. Ele mantém a maior parte da população sob...

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Segundo artigo, medidas hidrológicas para SP são apenas emergenciais
jun21

Segundo artigo, medidas hidrológicas para SP são apenas emergenciais

Sábado, 21 de junho de 2014 às 11h59 Medidas para combater a crise de abastecimento de água são apenas emergenciais. Marco Antonio Palermo* O anúncio do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, de que 2,1 milhões de pessoas deixarão de ser abastecidas com as águas do Sistema Cantareira, até setembro, para serem atendidas por outros sistemas de abastecimento como o Guarapiranga e Alto Tietê e a proposta de utilização das águas do Rio Paraíba do Sul, que abastece a capital fluminense, são medidas emergenciais que visam enfrentar um problema de natureza estrutural. A utilização das águas do Sistema Guarapiranga e Alto Tietê irão causar depleção em outros sistemas produtores – que possuem maiores reservas – utilizados para o abastecimento de outras regiões da Região Metropolitana de São Paulo. Com relação a proposta de utilização das águas do Rio Paraíba do Sul, embora seja uma medida possível e razoável, trata-se de outra alternativa operacional de contingência protelatória e que a questão fundamental que é de natureza estrutural ainda continua em segundo plano. É necessário que as ações devam ser compatíveis com a magnitude do problema e lembro que a crise sanitária dos anos 60, em que a falta d’água e esgoto a céu aberto chegaram a níveis inaceitáveis, resultou numa profunda transformação envolvendo uma reformulação institucional, extinguindo-se e fundindo-se empresas concessionárias que culminou com a criação da Sabesp. Associou-se a esta reformulação na gestão do saneamento a elaboração e a implementação de um plano e obras do qual um dos principais resultantes foi o Sistema Cantareira. Já tivemos tempo suficiente, a par das medidas contingenciais, de submeter à consulta pública uma série de alternativas consistentes e bem fundamentadas para suprir o déficit hídrico que cresce a cada dia. É isso que imagino ser a expectativa de todos, sairmos da atuação de cunho secundário, temporário e transitório para as ações de longo prazo e que tragam segurança hídrica para um largo horizonte. *Marco Antonio Palermo é doutor em Engenharia de Recursos Hídricos, engenheiro Hidrólogo pelo IHE/Delft, Holanda, foi diretor técnico e financeiro da Agência da Bacia do Alto Tietê e vice-presidente do Comitê da Bacia do Alto Tietê. É membro da Associação Brasileira de Recursos Hídricos e preside o Instituto Pró-Ambiente e a empresa Altamisa...

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Copa do Mundo: hora de torcer e educar
jun21

Copa do Mundo: hora de torcer e educar

Sábado, 21 de junho de 2014 às 11h48   Como ensinar a competição para os filhos sem estimular a agressividade e ainda passar valores. A tão esperada Copa do Mundo chegou trazendo alegria, competitividade, turistas, união e festa por toda parte. Segundo especialistas, o evento também é uma ótima oportunidade para pais e educadores ensinarem às crianças a importância do respeito ao próximo, a tolerância, a coletividade, regras, moralidade, aprender com as derrotas, conhecer mais culturas e países e controlar as emoções. Com os jogos, o espírito de competitividade, já comum no dia a dia, tende a aumentar. A dica é utilizar o momento para dizer aos pequenos que ela pode ser saudável. “Quando uma competitividade é saudável não cria problemas”, exemplifica a psicóloga e orientadora educacional do colégio Madre Alix, Susana Orio. “Um exemplo é não comparar os filhos com os irmãos. Devemos compará-los com eles mesmos, provocando para que ultrapassem e melhorem suas habilidades tanto no esporte, quanto no estudo ou em algo que sirva de motivação para eles. Essa competitividade da criança com ela mesma faz com que se sinta motivada a se superar e esse crescimento deve ser valorizado”. Em geral, toda modalidade esportiva pode auxiliar. “Todas têm uma regra e exigem uma disciplina que a criança tem de seguir”, explica Suzana. Que o futebol é a paixão nacional todos já sabem. Os pais, no entanto, devem estimular que os filhos conheçam e aprendam outras modalidades, segundo a psicopedagoga e coordenadora pedagógica do colégio Nossa Senhora do Morumbi, Elizabete Duarte. “Muitos jovens, até pela questão econômica, idealizam ser jogador de futebol e acabam não conseguindo. Isso faz com se frustrem sem nunca ter pensando em outra possibilidade de carreira. Por isso, é importante que os pais incentivem outras atividades, além do esporte, para esse jovem ter um leque mais amplo de opções”, diz a especialista. Uma coisa é certa: bem trabalhada em casa e na escola a Copa traz benefícios ao aprendizado e ao aprimoramento. Pode servir para mostrar a rivalidade entre as nações e também para conhecer novas culturas. “Mostra a amplitude do mundo e com isso as crianças vão percebendo os costumes de cada país, o respeito, as regras, o esforço, e a disciplina que cada jogador e cada time possuem”, comenta Susana. Os colégios também podem fazer uso do evento para transmitir valores e conteúdos. “No Madre Alix estamos conseguindo fazer com que os alunos percebam que para ser um jogador de futebol não é preciso apenas ser o melhor”, ensina. “É preciso também ter disciplina, cumprir as regras, respeitar o próximo e, mais importante, ensinamos que jogam os mais disciplinados e...

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Vai um favorzinho aí?
jun20

Vai um favorzinho aí?

Sexta-feira, 20 de junho de 2014 às 08h23 – atualizado às 10h53 Gerson Soares “Dê um peixe a um homem e você o alimentará por um dia. Ensine-o a pescar e você o alimentará por toda a vida.” A frase acima é atribuída a Lao Zi, mais conhecido no Ocidente por Lao-Tsé, pensador chinês que teria vivido entre 570 e 490 a.C. ou 604 e 531 a.C. A inexatidão sobre o registro de seu nascimento e morte se dá pela antiguidade, mas as palavras a ele atribuídas explicam com sabedoria aquilo que não devemos fazer quando buscamos a evolução humana. O ensinamento, com o qual o mundo se familiarizou, parece ter sido convenientemente esquecido em detrimento do interesse em perpetuar a miséria no Brasil.       Segundo dados do próprio governo, já foram gastos 16 bilhões no Luz para Todos em 11 anos e estão sendo gastos outros tantos bilhões para manter o Bolsa-Família. Apesar disso ainda existem casos como estes que acabamos de ver. Logicamente que a vida é priorizada pelos seres humanos e se alguém lhe oferecer dinheiro para manter seus filhos numa escola você irá mandá-los para lá, principalmente se esse valor ajudar a sustentá-los, e além deles, mesmo que precariamente, a você e os demais membros da sua família. O detalhe que está encoberto é o tipo de educação que está sendo oferecida e por quanto tempo essas pessoas ficarão dependentes desses valores. Alguém lhes contou sobre a frase de Lao Zi ou tentou aplicar-lhes o ensinamento? O sertanejo Francimar resolveu por conta própria o fornecimento de energia para sua TV, num sistema que apesar de improvisado, funciona. Mas ele mesmo fornece o caminho: “O dinheiro que gastei é muito para gente pobre como eu, mas não é nada para um governo. Colocar placas dessas aqui na comunidade sairia mais barato do que trazer postes até aqui em cima”. Simples para quem pode e tem conhecimento de tecnologias como a captação de energia solar. Gastar 16 bilhões em 11 anos, manter essas famílias sem evolução, num caldeirão dissociado do Brasil que avança é desumano. Os recursos existem não se faz porque não se quer fazer. O Brasil sofre há décadas, muito antes de existirem os atuais partidos que polarizam a política nacional. Como cita a reportagem, ainda há brasileiros isolados do mundo pelas negligências de inúmeros governos e falta de organização. E se alguém disser para fornecermos sugestões temos uma caixa, aguardando o pedido. Existem mais alguns milhões delas espalhadas pelas consciências de quem passa fome, sofre com doenças sem assistência adequada, e por aí vai. É só pedir, que sugestões não faltarão. O Congresso...

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Advogado fala sobre greves, judiciário e governo
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Copa das Copas
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Copa das Copas

Segunda-feira, 9 de junho de 2014 às 18h31 Presidente do Brasil Dilma Rousseff A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil. Trinta e duas seleções, representando o melhor do futebol mundial, estarão disputando a Copa do Mundo, a competição que de quatro em quatro anos transforma a todos nós em torcedores. É o momento da grande festa internacional do esporte. É também o momento de celebrarmos, graças ao futebol, os valores da competição leal e da convivência pacífica entre os povos. É a oportunidade de revigoramos os valores humanistas de Pierre de Coubertin. Os valores da paz, da concórdia e da tolerância. A “Copa das Copas”, como carinhosamente a batizamos, será também a Copa pela paz e contra o racismo, a Copa pela inclusão e contra todas as formas de preconceito, a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo, do entendimento e da sustentabilidade. Organizar a Copa das Copas é motivo de orgulho para os brasileiros. Fora e dentro de campo, estaremos unidos e dedicados a oferecer um grande espetáculo. Durante um mês, os visitantes que estiverem em nosso país poderão constatar que o Brasil vive hoje uma democracia madura e pujante. O país promoveu, nos últimos doze anos, um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, aumento do nível de emprego e inclusão social do mundo. Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, elevando, em uma década, à classe média 42 milhões de pessoas e retirando da miséria 36 milhões de brasileiros. Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia vibrante. Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos harmonicamente com manifestações populares e reivindicações, as quais nos ajudam a aperfeiçoar cada vez mais nossas instituições democráticas. Em todas as 12 cidades-sedes da Copa, os visitantes poderão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro. Somos o país da música, das belezas naturais, da diversidade cultural, da harmonia étnica e religiosa, do respeito ao meio ambiente. De fato, o futebol nasceu na Inglaterra. Nós gostamos de pensar que foi no Brasil que fez sua moradia. Foi aqui que nasceram Pelé, Garrincha, Didi e tantos craques que encantaram milhões de pessoas pelo mundo. Quando a Copa volta ao Brasil depois de 64 anos é como se o futebol estivesse de volta para a sua casa. Somos o País do Futebol pelo glorioso histórico de cinco campeonatos e pela paixão que cada brasileiro dedica ao seu clube, aos seus ídolos e a sua seleção. O amor do nosso povo por esse esporte já se tornou uma das características de nossa identidade nacional. Para...

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Greve é o grande negócio da Copa 2014
jun05

Greve é o grande negócio da Copa 2014

05 de junho de 2014 às 12h03 Gerson Soares Qual greve você gostaria de fazer? São muitas opções. Escolha a sua, pois está revelado o grande negócio da Copa 2014: Fazer greve. Em São Paulo, os metroviários pleiteiam 35,47% de reajuste (7,95% de Inflação + 25,5% de Aumento Real), fora todos os outros benefícios que a categoria exige. O salário de um gerente do Metrô é de 21,5 mil reais, o de um coordenador 12,7 mil e a média da categoria fica em 4,5 mil. Nada mal para um país aonde o salário mínimo não chega a 800. As conquistas das categorias e a capacitação levam aos salários que podem traduzir conforto, uma vida digna e o direito à greve deve ser respeitado para melhorá-los. Os rodoviários já fizeram a deles e espalharam o terror pela cidade, hoje é a vez também dos agentes da CET. Aqui são três movimentos que afetam os transportes públicos. Mas já houve a greve dos professores municipais. A categoria conseguiu 15% de aumento aproximadamente, que só serão incorporados totalmente aos salários daqui a dois anos. Afirmamos mais uma vez que as greves são legítimas, mas a realidade é saber como as aulas serão repostas e se as crianças irão pagar o preço, afastando-se cada vez mais do saber. Digamos que uma greve de verdade, seria aquela em que todos parariam, São Paulo iria parar, o Brasil inteiro poderia aderir e teríamos uma verdadeira greve. Daí então, uma pauta de reivindicações. Seriam tantas que um livro deveria ser escrito, e teoricamente já foi. Pelo menos tentaram escrevê-lo da melhor forma: é a Constituição. Ali deveria estar descrito com poucas palavras e leis, algo que todos pudessem entender e então cumprir. Se isso fosse feito, talvez as greves isoladas em busca de interesses desta ou daquela categoria, nem precisassem ser deflagradas, a vida seria normal – com seus percalços e sucessos. Todos acordariam para viver mais um dia, podendo ir ao trabalho, às escolas, ser um idoso e chegar à consulta através do Metrô. Se a ideia das paralisações contra a Copa Mundial é causar o caos, esse objetivo está sendo conseguido, mas não atingirá o alvo, se ele for a morbidez da governança, especialista em tapar buracos e apagar fogueiras, como os que surgem a cada manifestação isolada. Que nos perdoem os governantes sérios pela generalização, a depuração ainda deve ser longa até que a política passe a ser mais benéfica e afaste as ervas daninhas deste jardim chamado Brasil, onde há esperança. Logo, a Copa vai passar, a vergonha de um país que não estava preparado para sediá-la vai ficar, com ou sem...

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A ressurreição do Volume Morto na Quaresma
jun03

A ressurreição do Volume Morto na Quaresma

03 de junho de 2014 às 19h Rubem Porto e Marco Palermo O Sistema Cantareira, o maior dos sistemas produtores de água para abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, está em crise. Capaz de armazenar 978 milhões de metros cúbicos para regularizar o regime dos rios que o constituem e responsável pelo abastecimento de cerca de nove milhões de pessoas, o Cantareira encontra-se hoje com, aproximadamente, 10% de sua capacidade útil (98 milhões de metros cúbicos). Segundo os órgãos gestores de recursos hídricos da União e do Estado, o armazenamento deveria ser cerca de 60% (590 milhões de metros cúbicos).     Inúmeras razões são apontadas no meio técnico e na mídia para a ocorrência da situação. A mídia está exercendo importante papel ao manter o assunto em evidência; técnicos e especialistas utilizam dados e conhecimentos especializados para dar respostas a uma série de questões com vistas à superação da crise; e aprimoramento de políticas de operação, critérios de planejamento e planos de contingência; órgãos responsáveis trabalham para administrar a crise de forma a minimizar os prejuízos para a sociedade. Entretanto, algumas das análises e opiniões tratam o problema de forma parcial, baseando-se em informações incorretas ou não comprovadas cientificamente. A confusão começa com o conceito de que atribuiu erroneamente ao termo “Volume Morto”. Na verdade, este termo significa, simplesmente, um volume que não é utilizado durante a operação do reservatório em condições normais. Dependendo de fatores como as finalidades do reservatório, sua topografia e o arranjo de suas estruturas, o Volume Morto pode ficar em cotas elevadas, até mesmo nas proximidades do topo da barragem. Não existe nenhuma relação entre este termo técnico e coisa “morta”, “podre” ou de “má qualidade”. Termos mais apropriados para definir este armazenamento seriam “volume inativo”, “reserva técnica”, “reserva de contingência” e outros assemelhados. A utilização de volumes inativos constituem estratégias usuais para a administração de crises. No Ceará, a medida socorreu o sistema que abastece Região Metropolitana de Fortaleza, que passava por crise semelhante à de São Paulo. No caso do Sistema Cantareira, os Volumes Mortos nos Reservatórios de Jaguari-Jacareí, Cachoeira e Atibainha situam-se em cotas altas (cerca de 26 m acima do fundo: correspondente a um edifício de 8 andares) e não existem razões técnicas ou ambientais que impeçam seus aproveitamentos. O bombeamento nos reservatórios totalizará cerca de 200 milhões de m3, o que corresponde a aproximadamente 22,5% do volume útil e garantirá sobrevida importante ao Sistema. Por essas razões, algumas informações divulgadas na mídia merecem ser esclarecidas sobre as consequências da utilização do volume morto. São elas: I) Após o bombeamento do volume morto ainda restarão cerca de 200...

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Patriotismo
maio29

Patriotismo

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Greves
maio21

Greves

Gerson Soares Após um dia tenso, que ainda não acabou para muitos usuários dos transportes coletivos, motoristas e cobradores de ônibus entraram em acordo na sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e prometeram voltar ao trabalho a 0h desta quinta-feira (22). Porém, os representantes condicionaram o acordo à intervenção do prefeito Fernando Haddad, que deve ser marcada para amanhã. Em Ribeirão Preto, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse hoje (21) que “greve de motoristas e cobradores de ônibus é um assunto municipal e está fora de alçada do governo”. Ele também afirmou que se houve sabotagem por parte dos grevistas, como afirmou o prefeito, a polícia deve investigar. O prefeito cogitou a intervenção da PM e pediu investigação do Ministério Público. A greve dos ônibus já atrapalhou bastante a vida dos paulistanos nestes dois últimos dias. Agora, é a vez dos metroviários que entraram em estado de greve no início da noite, mas ainda não significa uma paralisação da categoria. E como sempre quem vai pagar a conta são os cidadãos que nada tem com essas greves que se alastram pelo país. As categorias fazem suas reivindicações exercendo plenamente seus direitos e aqueles que pagam boa parte dos salários e condições reivindicadas é que são os prejudicados, ou seja, a população. As greves que se multiplicam no país têm logicamente o intuito de serem visadas pelo mundo afora, devido a aproximação da Copa do Mundo, cuja abertura se dará em 21 dias. Que as categorias têm o direito de reivindicar não resta dúvida, mas se por um lado eles tentam resolver os seus problemas classistas, por outro não se pode perder de vista os direitos adquiridos também pelos cidadãos que precisam trabalhar, ir aos hospitais, às escolas e ter sua liberdade garantida. Com a greve dos rodoviários, movimentação de passageiros na Central do Brasil é intensa, mostra a imagem. A situação se repete cada vez que os transportes públicos são afetados pelas greves. Em São Paulo, na noite de ontem, as pessoas tiveram de voltar a pé para suas casas, em meio a elas estão idosos, crianças, doentes e trabalhadores depois da jornada de trabalho, que com ou sem ônibus, metrô e trem terão de voltar ao trabalho no dia...

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Os 10 erros da Sabesp que provocaram a falta de água em São Paulo
maio17

Os 10 erros da Sabesp que provocaram a falta de água em São Paulo

Com o volume morto do Sistema Cantareira se aproximando das torneiras do cidadão de São Paulo, resta ao governador Alckmin administrar o que sobrará do principal manancial, inaugurado em 1974. Se a projeção do comitê de gerenciamento de crise é uma seca a cada 3.374 anos, a Sabesp deveria deixar de fazer exercício de futurologia e encarar o assunto com seriedade. Como deixou de fazer a lição de casa, deveria se preparar para as interferências no meio urbano e acompanhar com lupa o que se passa no seu maior mercado consumidor: a região metropolitana de São Paulo. O Sistema Cantareira suportou por 40 anos todo tipo de agressão, da exploração irracional à leniência com ocupações irregulares, e agora a ameaça torna-se mais clara a cada malabarismo do governo do estado. Podemos elencar a crise em dez pontos principais: 1. A Sabesp aposta na metade do volume morto do Sistema Cantareira (5% do total da capacidade) como segurança hídrica para o mês de novembro. Algo similar ao usar o cartão de crédito quando a conta está com o limite esgotado. Como não há alternativas a curto e médio prazos, a falta de água será inevitável. 2. Se não há segurança sobre o volume de chuvas para novembro, dezembro de 2014 e janeiro de 2015, estão escancaradas a falta de competência e planejamento da Sabesp. Dependente unicamente do clima. Sem alternativas viáveis, faltará água em 2015 também. 3. Se a região metropolitana continua dependente do Sistema Cantareira, como apontava a Outorga de 2004, as iniciativas do governo junto à Agência Nacional de Águas – ANA – chegaram apenas quando já se anunciava a possibilidade de rodízio e o nível do sistema chegava aos míseros 10% de sua capacidade. Para qualquer correção de rumo como as anunciadas por Alckmin, serão necessários ao menos cinco anos para a construção de um novo sistema de abastecimento. 4. Se 49% das ações da Sabesp estão nas mãos de investidores que buscam liquidez no mercado com rendimentos cada vez mais insatisfatórios dos papéis, a margem de investimentos na recuperação da sucateada rede de distribuição será mais uma vez protelada, mantendo o volume de perdas no patamar de 7m³/s. 5. Há falta de uma política de proteção de áreas de produção de água pela Sabesp, com a construção de sucessivos condomínios de alto padrão nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Inserir áreas produtoras de água na lógica da especulação imobiliária tem resultado na redução da produção. A perspectiva dos especialistas é contínua perda de vazão, cenário nada adequado para a realidade do Sistema. 6. As Parcerias Público-Privadas para a ampliação e construção do novo Sistema...

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A volta de Lula
abr30

A volta de Lula

Gerson Soares As movimentações entre os partidos pela volta de Lula só ratificam o que escreveu Guzzo, na Veja da semana passada. O PT teme por ficar na berlinda, sem os privilégios que conquistou, inclusive para os companheiros mais fieis. Estar no poder durante 11 anos e apresentar o que apresentou, sendo ele, o PT, um partido que clamava por conquistas dos trabalhadores, esqueceram-se dos hospitais, da educação tão decantada nos tempos de oposição, como sendo a solução e da segurança, entre outros inúmeros itens que implicam na governança de uma nação. Os hospitais do país aplicam soro no banheiro, um lugar privilegiado, pois pela falta de lugares a alternativa seria o chão. E isso acontece no Nordeste também, onde se transpõe um rio sobre um enxame de protestos ambientalistas, mas não há esparadrapo para as ataduras. O Brasil das rendas assistencialistas, que significam criança na escola onde falta até giz ou parentes nas cadeias hiperlotadas, é muito diferente daquele país que sai para trabalhar quando a situação fica difícil, cortando o assistencialismo a quem pode exercer um posto de trabalho e dando a quem realmente precisa. Adotando medidas impopulares, porém planejadas por homens imbuídos de brio e patriotismo, como acontece na Inglaterra. Lá o primeiro-ministro vai trabalhar de metrô, aqui um governador tem a audácia de seguir de helicóptero num trajeto menor. Para Dirceu a cadeia foi até reformada, para os outros companheiros a injeção é com agulha torta. A segurança mudou, para pior. Hoje o policial tem medo do bandido, o cidadão precisa se encolher para dar lugar à bandidagem, alguns carregam uma quantia para entregar ao marginal que os interpelar por dinheiro, já que a vida vale menos do que um celular ou tênis de marca. O país vive um momento criado por uma cultura de perda de valores, onde o bom é ruim e o ruim não passa de engano. As ruas estão mostrando ao PT que os tempos estão mudando. A base aliada clama pela volta do guru. Perder as mordomias, nem pensar. É muita mamata conseguida a troco de nada. Apenas pela amizade com o rei ou a rainha. Sendo da corte já está bom. Viver sem patriotismo, sem motivo que valha não é fácil. Mas também não deve ser difícil para muita gente. O amor pelo chão, pela Pátria deveria ser a engrenagem motriz da política, mas não é isso o que acontece no Brasil, caso contrário, não estaríamos vendo tanta corrupção por tantos anos, décadas. “Verás que um filho teu não foge à luta”, é uma frase esquecida, pois a luta com canhões já não existe por aqui. Atualmente essa parte...

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Gonzaguinha pequena biografia
abr24

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A volta da inflação
abr17

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Planos de saúde passam a cobrir tratamento para o câncer em casa
abr14
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Para o Tião, a água é o bem mais precioso
mar20

Para o Tião, a água é o bem mais precioso

Já dizia um velho pescador: “Pode faltar dinheiro, comida, só não pode faltar água. Água é o bem mais precioso”. É, o velho Tião, sabia do que estava falando. Á agua que abastecia sua residência vinha do alto da serra através de canos finos de plástico. Não esses modernos de PVC, eram quilômetros de canos de plástico emendados. Ainda hoje são usados pelos caiçaras do litoral norte paulista, aonde a água da Sabesp nem sonha passar, mas também não falta. Enterrados e passando de um terreno ao outro, aparecem aqui e ali. Alguém que não tenha conhecimento de causa nem chega perto deles, com medo de mexer aonde não deve e provocar a faltar do líquido imprescindível. Fora o trabalho que dá para consertar. Com botas de borracha, calção vermelho, facão na mão, lá ia ele subindo pelas trilhas da mata até desaparecer, com sua camiseta branca suada e digamos, um pouco surrada, um furo maior aqui e outro menor ali. Era roupa de trabalho, já estava acostumada. A caminhada do Tião o levaria até o alto dos morros que devagar dão lugar à Serra do Mar. “Esta vindo pouca água, tenho de ir olhar. É bicho que passa, gente que mexe, folhagem que entope o cano, às vezes por causa da chuvarada”, explicava ele. Não muito feliz de ter que percorrer a mata depois da pescaria, que fazia na canoa cavada na casca de um certo tipo de árvore litorânea, assim como a dos índios. A borda da embarcação já estava afinada e apresentava cortes nas bordas de tanto passar as cordas das redes. Saía cedinho antes do dia clarear e chegava lá pelo meio dia. Ele nasceu pescando, esse entendia de água. Subir a trilha não é para qualquer um. Quando voltava do alto do morro, o Tião estava coberto de folhas, fustigado por espinhos e até os insetos ousavam picar sua pele grossa. Ele mostrava os calos da mão que mais parecia um casco. “Melhorou?”, perguntava para a esposa, que tinha os filhos com pouco mais de 10 anos, um menino e uma menina. Água não podia falta e o Tião respeitava isso como à sua família. Fora os campistas, cujas barracas ficavam espalhadas pelo seu terreno; no máximo sete, oito barracas; algumas bangalôs, outras menores. Eles dependiam da água que vinha da serra para tudo. Beber, tomar banho, preparar a comida, lavar as roupas, descarga dos banheiros. Na capital paulista e na maioria dos locais servidos pela Sabesp, ninguém precisa se preocupar com isso. Bem, que fique claro: Não precisa se preocupar em escalar a Serra do Mar para captar água, ela chega até a...

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“Com que palavras poderemos deplorar assaz o infortúnio de viver sob um governo como o nosso?” Rui Barbosa (1849–1923)

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Seca nordestina em São Paulo
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Por que o cenário do abastecimento de água é dramático. Os mais recentes dados sobre o Sistema Cantareira começam a desenhar um cenário bastante agonizante. Com menos de 20% da sua capacidade, o Sistema fez acender tardiamente o sinal de alerta, próximo do emergencial. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – SABESP – já fala abertamente em caso de gravidade com a possível aproximação dos níveis de apenas 14% de sua capacidade. A situação do Sistema é grave por uma razão banal. O Diretor Metropolitano da SABESP, Paulo Massato, afirmou no ano passado que o Sistema Cantareira teria sérias dificuldades em manter o abastecimento da região da grande São Paulo caso chegasse a 14% por um simples motivo: a gravidade. O complexo sistema de túneis que leva água da Cantareira à Estação de Tratamento de Guaraú depende meramente da simples Lei da Gravidade, velho fenômeno natural de atração de corpos. A água situada acima – Cantareira – desce por gravidade para a Região Metropolitana para abastecer a população. Até meados do século XIX a água era transportada em potes de barro – cântaros – através de burros de cargas para fornecimento da incipiente cidade de São Paulo. Daí o nome da Serra ao norte da Cidade: Cantareira. Com a redução para os perigosos níveis de 14% da capacidade, o Sistema Cantareira perde a dinâmica “água morro abaixo”, ficando a água em situação estática nas represas. Os técnicos e membros do Comitê da bacia hidrográfica da região dos rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari apontam para o risco deste fenômeno jamais ocorrido desde a inauguração do Sistema, o chamado volume morto. Volume morto é simplesmente a falta de movimentação de água entre represas. O risco está na baixa quantidade de água e na necessidade de sucção do nível residual de água. Ao bombear o residual do Sistema perde-se em qualidade (excesso de sedimentos e materiais orgânicos) e coloca-se ainda mais em risco a combalida Cantareira. Reestabelecer o Sistema somente apostando num inverno altamente úmido com chuvas torrenciais, algo pouco comum no Sudeste. Se, no passado, gravidade para a SABESP eram os níveis de 20% da capacidade, hoje se opera em condições abaixo dos níveis do agreste nordestino. Nunca antes na história da gestão do Sistema Cantareira a SABESP se deparou com o cobertor tão curto. Com pouca margem de remanejamento, outros sistemas começam a apontar para o esgotamento, como o Alto Tietê, Cotia e Guarapiranga, que operam no limite. Bombardear nuvens está mais para o desespero dos operadores da SABESP do que para solução técnica eficaz. O verão de 2014 começa a caminhar rumo ao outono com...

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Um pouco de impaciência faz bem
out28

Um pouco de impaciência faz bem

Que mãe ou pai já não esteve prestes a perder a cabeça quando, em situações desagradáveis, como um engarrafamento ou numa sala de espera, seu filho passa a ter reações de raiva e irritação. Em situações de estresse, a criança tende a desencadear seus sentimentos de raiva mais facilmente. O adulto, por tentar ser sempre paciente, pode, alguma hora, explodir. Segundo a psicóloga Ana Cássia Maturano, para enfrentar a tensão, os pais não devem se sentir culpados em externar seus sentimentos de raiva ou impaciência com a criança, desde que, na “explosão”, não atinjam a personalidade ou o caráter do filho. “Segurar a raiva e as provocações e, de uma hora pra outra, reagir batendo na criança ou a ofendendo é prejudicial e os pais se arrependem depois”, diz Ana Cássia. “O correto é dizer a ela que se está ficando irritado e deixar claro o motivo da irritação”. Esse comportamento de advertir a criança permite aos pais dar expansão a seus sentimentos, sem causar danos. Além disso, pode ser um exemplo, para a criança, de como externar a raiva com segurança. Dessa forma, a criança aprende que sua raiva pode ser exteriorizada sem precisar machucar ninguém, e que existem meios aceitáveis de expressar suas emoções, lidando melhor com os momentos de tensão que enfrentará na vida. Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga pela Universidade de São Paulo (USP), especializada em Problemas de Aprendizagem. É co-autora do livro Puericultura – Princípios e Práticas, onde aborda aspectos relacionados a ‘estimulação cultural da criança’ e colunista de Educação do G1....

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O que traz felicidade?
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SAÚDE O que traz felicidade: Consumo, saúde ou viver num país bem governado? No Dia Mundial do Consumidor, a presidente Dilma anunciou medidas de proteção ao consumo que serão novos instrumentos legais para premiar as boas práticas nas relações consumistas e punir as más, reforçando ainda as estruturas já existentes, como os Procons. São louváveis as medidas que beneficiam o consumidor e a iniciativa da presidente, entretanto, elas não terão força alguma enquanto o modelo de gestão brasileiro privilegiar o loteamento de cargos, destinados às agências regulatórias, entre os que apoiaram a candidatura dos políticos. Há fatos que evidenciam a nomeação de executivos ligados aos planos de Saúde para ocupar postos estratégicos na ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, que deveria ter isenção para regular e fiscalizar esse mercado, onde as operadores impõem sua lei e os consumidores pagam caro por um mau serviço. Os cidadãos não querem presentes ou medidas paliativas no Dia Mundial do Consumidor, eles querem ser respeitados todos os dias. Uma pesquisa do Instituto Akatu, feita com 800 brasileiros de todas as regiões do país no final de 2012 e publicada nesta semana, revela que – independentemente de fatores como classe social ou faixa etária – os entrevistados associam o conceito de felicidade mais ao bem-estar físico e emocional e à convivência social do que aos aspectos financeiros e à posse de bens. Chama a atenção que só na pergunta relacionada à saúde, em que as opções eram ter um bom plano de saúde ou ter um estilo de vida mais saudável, houve prevalência da alternativa mais relacionada ao consumo. “A resposta parece revelar não uma preferência pelo modelo consumista, mas sim uma preocupação com a precariedade do sistema de saúde. E, mais ainda, uma atitude que prioriza a segurança, pois a garantia de assistência médica em caso de necessidade vai ao encontro da primeira prioridade dos brasileiros quando pensam em sua felicidade: ter saúde”, explica Helio Mattar, presidente do Instituto. A organização internacional CI , Consumers International, reuniu, com o apoio do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), e outras 70 organizações de 58 países, os principais problemas dos consumidores no mundo. Esse estudo, realizado entre novembro de 2012 e janeiro de 2013, será parte da contribuição da CI à revisão das Diretrizes da ONU (Organização das Nações Unidas) de Proteção ao Consumidor. Os resultados demonstram que a defesa do consumidor não tem evoluído de maneira uniforme, satifastória e apontam, como problemas prioritários os serviços financeiros, seguidos de saúde e telecomunicações. Na legislação da maioria dos 58 países está reconhecida a importância da proteção ao consumidor. Em 78% das nações pesquisadas há uma...

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