Tatuapé antigo: Rio Tietê, bons tempos
dez02

Tatuapé antigo: Rio Tietê, bons tempos

Os textos abaixo foram publicados originalmente há 19 e 17 anos, nas edições nº 1 e 21, da então revista Alô Tatuapé, respectivamente em junho de 1997 e fevereiro de 1999. Alguns comentários são atuais.

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Memória: bairro do Tatuapé em três fases
out30

Memória: bairro do Tatuapé em três fases

Os moradores do Tatuapé e menos ainda do Jardim Anália Franco não imaginariam o crescimento gigantesco pelo qual passariam quando estas imagens foram feitas.

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“A história contada por quem viveu” – Carro de boi nos Altos do Tatuapé
set30

“A história contada por quem viveu” – Carro de boi nos Altos do Tatuapé

“A história contada por quem viveu”, é o título ou slogan que abre as edições históricas publicadas pelo Alô Tatuapé. Neste post, alguns aspectos das atividades dos imigrantes portugueses que tomaram conta da região até determinado tempo.

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Tatuapé antigo: Rua Emílio Mallet na década dos 50
jun30

Tatuapé antigo: Rua Emílio Mallet na década dos 50

Grupo de amigos posa para as fotos e nos fornece uma ideia de como era a paisagem predominante numa das ruas atualmente mais valorizadas do Tatuapé.

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Memória do Tatuapé: final da Rua Tuiuti era só campos de futebol
maio31

Memória do Tatuapé: final da Rua Tuiuti era só campos de futebol

Nesta imagem do Tatuapé antigo vemos uma chácara, duas ruas e o seu formato há mais de seis décadas. Doada por antigo morador que nos contou esta pequena lembrança, a fotografia foi publicada pela revista Alô Tatuapé nº 48, distribuída em maio de 2001, há 15 anos.

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Praça Sílvio Romero esquina com as ruas Coelho Lisboa e Serra de Bragança
dez12

Praça Sílvio Romero esquina com as ruas Coelho Lisboa e Serra de Bragança

Encontro na Praça: Ao ser fotografado, Antonio da Silva Fernando, contribuiu para preservar a memória do antigo Largo Nossa Senhora da Conceição, hoje Praça Sílvio Romero.

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História do Tatuapé: apaixonados e audaciosos pioneiros
ago23

História do Tatuapé: apaixonados e audaciosos pioneiros

Até meados do século XIX, o Tatuapé era escassamente povoado. A partir da evolução econômica da própria cidade e a chegada dos imigrantes, entre outros fatores como a expansão ferroviária, no Tatuapé começam a surgir chácaras, portos de areia e olarias.

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História do Tatuapé: Chácaras que se transformaram em ruas e travessas
ago11
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História do Tatuapé: Campos de Futebol
jun04
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“Parabéns aos craques da bola”, jogadores de outrora, personagens marcantes
maio04
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“Meu querido Tatuapé”
dez17

“Meu querido Tatuapé”

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Fernanda e suas irmãs na descida da Apucarana em 1945
out25

Fernanda e suas irmãs na descida da Apucarana em 1945

Sábado, 25 de outubro de 2014, às 11h45 Dona Fernanda, as chácaras na Apucarana e a torre preservada do Lar Sírio-Libanês Gerson Soares É difícil imaginar, mas a Rua Apucarana já teve o aspecto desta imagem, cedida por dona Fernanda, que em Fevereiro de 2001 nos pediu para prestar uma homenagem à sua mãe, Adelaide da Ressureição, imigrante portuguesa que segundo sua própria linguagem, a mãe “lutou muito para criar os seis filhos”, chegando ao Tatuapé em 1930. Fernanda (com cinco anos), Olimpia (a irmã mais velha com doze) e o irmão Antonio (vinte meses), ficaram em Portugal, na casa de parentes, enquanto a mãe Adelaide e o pai João Manuel Fernandes vieram para o Brasil com Luiza, Esperança e outra filha para nascer (Maria). Essa história comovente ainda contaremos, mas saiba que quando conseguiu juntar-se a mãe e aos irmãos no Brasil cinco longos anos haviam passado.     A fotografia acima foi feita em 25 de Setembro de 1945, há 69 anos. O jovem fotógrafo era Manoel, filho do proprietário da Chácara Olga, localizada onde hoje está a ETC Martin Luther King. Além de chacareiro, o rapaz gostava de fotografar e fez esta imagem para flertar com Fernanda, que acompanhada de suas irmãs voltavam da única padaria próxima, que ficava na Rua Vilela. A brincadeira valeu, porque anos depois eles casaram e tiveram uma união muito feliz, até quando Manoel faleceu. A moça, que só viu a imagem revelada depois de casada, lembra que “por ali só existiam chácaras e a minha ficava próxima às ruas Emílio Mallet e Apucarana” (Alô Tatuapé, nº 47 | Abril/2001). As construções modernas tomaram o lugar das hortas, mas graças ao amor de Manoel e Fernanda podemos conhecer o passado, repleto de carinho e dedicação dos imigrantes que cultivavam a terra em busca do sustento das suas famílias, não sem grandes sacrifícios e abnegação. Este relato histórico, faz parte da obra “Memórias do Tatuapé – A história contada por quem viveu”, publicada desde 1993 pelo Alô Tatuapé. Assuntos relacionados: 1956: 1ª Turma do Ascendino Largo N. Sra. da Conceição CERET e o Jardim Anália Franco Largo Nossa Senhora do Bom Parto Tatuapé 346 anos: Rua Azevedo...

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Tatuapé 346 anos: Rua Azevedo Soares
set29
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Nicola Antonio Camardo
out27

Nicola Antonio Camardo

Nicola Antonio De Chiro Camardo viveu a maior parte dos seus 90 anos de vida em torno do Largo Nossa Senhora do Bom Parto. De sua morada – uma bela residência de estilo muito parecido com as mansões da recém-formada Avenida Paulista – viu o progresso bater à sua porta e sua família o acompanhou, tornando-se uma das mais tradicionais do bairro. Em Maio de 1998, fomos entrevistá-lo ao lado de velhos amigos e da sua querida esposa Elizabeth Adua Camardo, 79, e com sua voz grave nos contou muitas histórias, que se alongaram por muitos anos de amizade. “Quando eu tinha uns 17 anos, costumava ir aos bailes e minha mãe deixava a porta aberta para não fazer barulho quando chegasse em casa, para não acordar os outros”, divertiu-se ele, lembrando com saudades dos tempos pacatos do bairro quando todos se conheciam e saíam às ruas, mesmo a noite, sem se preocuparem com os ladrões ou com a violência.       Mas nem sempre o Tatuapé viveu dias pacatos. Filho caçula de Antonio Camardo, imigrante italiano que chegou ao Brasil por volta de 1896, junto com a esposa Vitória De Chiro Camardo, Nicola lembra dos dias tormentosos durante a Revolução Paulista de 1924. “Meu falecido pai tinha uma propriedade em frente a praça (atual Largo Nossa Senhora do Bom Parto); uma quadra, com plantação de uvas, que ele gostava muito. Meu pai fez uma trincheira para nos proteger contra os soldados e chegamos a ficar dois ou três dias lá dentro, não me recordo exatamente. Depois fomos para o Carrão e quando voltamos tinham acabado com toda a nossa propriedade”. A lembrança dos vinhedos, das vacarias e da religiosidade permeavam a mente daqueles senhores. Nicola lembrava também de figuras ilustres que se tornaram nome de ruas do Tatuapé, como “o Dr. Azevedo Soares, o velho Marengo, que vinha buscar pão italiano que minha mãe fazia, meu próprio pai que possuía inúmeras propriedades no bairro. Ele dizia para nós: Nunca venda, compre sempre”, disse orgulhoso naquele dia memóravel, aos 84 anos de...

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Carlos Pinto de Oliveira Sá
out26

Carlos Pinto de Oliveira Sá

Publicado em 26 de outubro de 2013 A primeira entrevista concedida por ele a Alô Tatuapé, foi em meio ao Parque do Piqueri, em 1997, quando o senhor Carlos (ou Carlinhos como era conhecido pelos amigos mais antigos) nos recebeu com um sorriso franco aos 73 anos de idade. Dentre outras ocupações que teve no bairro foi Presidente da Sociedade Amigos do Tatuapé, fundada em 1963, e trabalhou por uma Administração Regional, colhendo mais de 30 mil assinaturas. “Vamos conseguir essa Regional. Não só a Regional, mas outros trabalhos que a Sociedade Amigos do Tatuapé vem fazendo. Não importa quem faça, o que interessa é que o Tatuapé, um bairro grande, gigante, precisa de uma Regional”, disse Carlos Sá à nossa reportagem naquele dia. Infelizmente seu sonho não se realizou, não por falta de trabalho ou vontade, mas por interesses políticos dos mais sinistros, deixando de lado essa reivindicação do bairro, que hoje depende de outras Subprefeituras (nome que substituiu as antigas Administrações Regionais).     FALANDO SOBRE O BAIRRO Carlos Sá, que participou do primeiro trabalho detalhado sobre a história do bairro, com o apoio da Sociedade Amigos do Tatuapé e impressão pela IMESP (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo) em 1987, conhecia bem o Tatuapé que hoje seria quase impossível imaginar. Ainda em 1997, o ancião nos contava: “Aqui no fim da Rua Ulisses Cruz, havia um estaleiro, onde eram construídos barcos e batelões. Estes eram para o carregamento de areia, pedregulhos e tijolos. Um dos que fabricavam esses barcos era o senhor Lavínio Frasse. Dois filhos dele aindo estão vivos. Um é o Dante e outro é o Mário, que passeia aqui no Piqueri. O Mario está com 80 anos mais ou menos. Um dos barqueiros que também faziam essas travessias era João caiado, que está com 93 ou 94 anos, e também passeia aqui no Piqueri. Eles faziam os batelões para o transporte de tijolos e areia, para construir São Paulo”....

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Largo Nossa Senhora do Bom Parto
out26

Largo Nossa Senhora do Bom Parto

Em 1925 a nova igreja foi inaugurada, mas ainda não era a atual. Até aquela data os fiéis se reuniam no que seria a confluência das ruas Serra do Japi e Azevedo Soares, cuja parte lateral pode ser vista à esquerda da imagem abaixo. Com a construção da capela no centro da praça eles teriam novas acomodações. São várias histórias antigas dos pioneiros que desbravaram estas paragens, pois assim se referiam a lugares ermos ou distantes do centro, como era o Tatuapé. Quem nos contou uma delas foi a dona Irinéia: “Em 1925, na inauguração da igreja eu já cantava. Com a chegada do padre Nicolau Simão ao Tatuapé, ele passou a tomar conta da criançada, da capelinha, de tudo aquilo. No dia 7 de junho de 1927, eu toquei sozinha a primeira Missa Solene da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto”, falava sentindo-se honrada e orgulhosa do feito. Referindo-se às ruas dizia: “O barro era alto e os pés afundavam; os cavalos ficavam sujos e depois tinham que ser lavados, assim como as roupas. Até 1940 as ruas ainda eram de terra. Era tudo chácara e mato, plantação de mato…”, brincava e sorria se divertindo muito naquele dia de 2006… Ela se dedicou às obras da igreja como poucos, inclusive lecionando, cantando, tocando nas missas da igreja ou nos inúmeros casamentos que ali ocorreram. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Largo Nossa Senhora do Bom...

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CERET e o Jardim Anália Franco
out25

CERET e o Jardim Anália Franco

As árvores, que nesta imagem vemos ainda em fase de crescimento, hoje atingiram dimensões tais, que frondosas exercem bucolismo e encanto às alamedas e o entorno do parque, cuja fundação incentivou o loteamento de uma gleba que pertencia à Associação Feminina Beneficente e Instrutiva, criada pela Educadora Anália Franco. Essa iniciativa, cercada de zelo pelas crianças pobres que assistia, incentivaria a construção dos edifícios de alto padrão que caracterizam o local conhecido hoje por Jardim Anália Franco. Com os recursos da venda dos lotes, entre outros, a associação mantinha suas obras assistenciais. Rubens Pimentel, nascido em 10 de fevereiro de 1942, muito colaborou com o início das atividades do CERET, sendo registrado como sócio número quarenta. O antigo morador orgulha-se de residir no mesmo endereço do bairro até hoje, exemplificando com esse perfil a maneira de ser do morador do Tatuapé, que raramente o troca por outro bairro da cidade. Do lado de fora do parque, estacionados ao lado dos muros, tendo a lua e as estrelas por inspiração, muitos jovens paravam seus automóveis para namorar, formando filas de carros. Após o início das construções e a expansão imobiliária essa prática foi abandonada, mas o parque continua sendo um local aprazível para muita gente. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Fundação do CERET incentivou a criação do Jardim Anália...

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Largo N. Sra. da Conceição
out23

Largo N. Sra. da Conceição

Com sua recente reforma, por volta de 1950, o antigo Largo N. Sra. da Conceição parecia prever que precisaria se adaptar aos novos tempos que chegavam com incrível rapidez. Logo a sua capela daria lugar a uma moderna igreja, com maiores dimensões. Também receberia o nome que tornaria famoso o antigo platô que aos poucos se transformou no coração do Tatuapé, a Praça Sílvio Romero. Essa história, porém, começa muito antes, quando no final do século XIX, através da dedicação dos católicos, seria construída a segunda capela do Tatuapé – a primeira foi erigida próximo ao Rio Tietê e dedicada a São José do Maranhão. Segundo dados históricos, no dia 20 de Janeiro de 1890, o Tenente Luís Americano recebe uma doação do Governo de São Paulo de 100 mil metros de terras devolutas, por ter sido Voluntário da Pátria. O local era denominado Tijuco Preto e pertencia à Freguesia do Brás. O militar doou cerca de 15 mil metros dessas terras à Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, que logo providenciaria a construção de uma capelinha e assim o logradouro ficou denominado até 1931, quando passou à denominação atual. Sílvio Romero (1851–1914) foi um dos mais importantes historiadores do Brasil. Nasceu em Sergipe, na cidade de Lagarto e faleceu no Rio de Janeiro. Era filósofo, crítico literário, formado em direito pela faculdade de Recife, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil e sócio-fundador da Academia Brasileira de Letras, tendo ocupado a cadeira de nº 17. Da obra Memórias do Tatuapé | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Editor: Alô São Paulo | Foto: ALOIMAGE | Título original: Largo N. Sra. da Conceição onde o progresso se...

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1956: 1ª Turma do Ascendino
out04

1956: 1ª Turma do Ascendino

Formandos da primeira turma da E. E. ASCENDINO REIS Os jovens da década de 60 com certeza lembram com saudades dos bailinhos pró-formatura. Há quem diga, que um final de semana sem o baile do Ascendino não era um final de semana feliz. Esses que estão na foto, na escadaria da Catedral Metropolitana de São Paulo, conhecida como Catedral da Sé, são os formandos da primeira turma do Ascendino Reis. A Escola Estadual de Segundo Grau Professor Ascendino Reis, no Tatuapé, foi criada em dezembro de 1952. As aulas começaram no dia 9 de fevereiro do ano seguinte, com alunos matriculados em todas as séries ginasiais. Começava então a história de uma das mais tradicionais escolas estaduais do bairro. Em 31 de janeiro de 1957, com a instalação do curso científico, o que era escola transformou-se em colégio. No ano seguinte, devidamente autorizado, instalou-se o curso clássico. Em 07 de outubro de 1961, a Escola Normal, localizada no Tatuapé, foi anexada ao colégio. Durante anos, o Ascendino Reis funcionou apenas no período noturno, no edifício do Grupo Escolar Visconde de Congonhas do Campo, que fica na esquina das ruas Tuiuti e Padre Estevão Pernet. Só em janeiro de 1963, transferiu-se para o prédio da Rua Tuiuti esquina com Rua Azevedo Soares, com os períodos da manhã, tarde e noite dos cursos ginasial, científico, clássico e normal. O cirurgião dentista, Dr. João Perez Filho, lembra com carinho dos tempos de colégio. Estudante do Ascendino Reis, ele que em 1956 fazia parte da primeira turma, jura ter muita história para contar. João lembra que estudava à noite e tinha aulas aos sábados, o que era um tormento para jovens que queriam se divertir nas noites de final de semana. Por esse motivo, os alunos fizeram greve para que as aulas indesejáveis acabassem. Na noite da “paralização” eles teriam uma prova de latim e como quase todos os alunos aderiram ao movimento, o professor Ariovaldo Peterlini deu zero para todos. “Uma vez a metade dos alunos resolveu matar aula. Como não existiam shoppings na época e não havia nenhum outro lugar mais agradável do que o Cine Leste da Praça Sílvio Romero, quase todo o colégio foi para lá. Antes de começar o filme, eles exibiam um documentário. Assim que o mesmo acabou, as luzes do cinema foram acesas e para a nossa surpresa, o nosso diretor Benedito Albuquerque (o Ditão) e o bedel Altino passaram lentamente na frente da tela encarando todos os alunos que estavam no cinema. Eu me abaixei e coloquei o rosto embaixo do encosto da cadeira para que eles não me vissem. Só depois desse passeio do...

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