Falta de remédios de alto custo gera visão negativa para o MS e SES/SP
ago13

Falta de remédios de alto custo gera visão negativa para o MS e SES/SP

Humilhações com exigências acima do normal, filas que podem passar de duas horas para atendimento e a sistemática falta de remédios; gastos para deslocamentos até três vezes ao mês e mesmo assim correndo risco de não receber os medicamentos, problemas no trabalho devido a essas saídas. Esses são alguns fatores que estão movendo entidades e o judiciário em torno da...

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A vida pode ser fracionada?
ago12

A vida pode ser fracionada?

Com a falta dos imunossupressores em São Paulo, a ABTx entra em cena representando centenas de transplantados, leia o artigo enviado à imprensa pela entidade.

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Remédios de alto custo: pacientes voltam três vezes e não encontram nada
jul26

Remédios de alto custo: pacientes voltam três vezes e não encontram nada

A situação está cada vez pior e os remédios não chegam. À partir desta terça-feira (31) os pacientes não terão mais direito à doses do mês de julho.

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Farmácia de Alto Custo da V. Mariana: falta de remédios para transplantados em SP
jul14

Farmácia de Alto Custo da V. Mariana: falta de remédios para transplantados em SP

O remédio ciclosporina, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e o remédio micofenolato de sódio, entregue a esta pelo Ministério da Saúde, ambos estão faltando sistematicamente desde maio de 2017, nos postos de distribuição aos pacientes de São Paulo. Em última análise, isto pode levar essas pessoas à morte em pouquíssimo tempo.

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Revolução de 1932: São Paulo lutou pela lei
jul10

Revolução de 1932: São Paulo lutou pela lei

São Paulo, 10 de julho de 2018 às 12h04 Conheça algumas histórias sobre a Revolução de 1932 e um relato que ficou esquecido até 2014. clique aqui ou na imagem  

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Remédios de alto custo: farmácia Vila Mariana e a falta de medicamentos
maio14

Remédios de alto custo: farmácia Vila Mariana e a falta de medicamentos

Os casos se repetem desde que iniciamos as reportagens em janeiro de 2014. São inúmeras explicações por parte da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP) e Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), mas ainda não entenderam o objetivo daqueles que lhes são encaminhados pelo sistema ao qual estão subordinados.

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São Paulo de todas as Nações
jul09

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Da simples cabana de barro e palha ao uso do concreto armado, uma cidade muito além de suas fronteiras. Do progresso notório à pausa para reivindicar a Constituição, uma guerra contra as injustiças. A Revolução de 1932 é um marco na história de São Paulo e dos paulistas, uma história de amor e honra.

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9 de Julho – A mulher na Revolução de 32
jul09

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Anos atrás, quando Mario Covas, então Governador de São Paulo, havia decretado feriado o dia 9 de julho, em comemoração da Revolução de 32, fiquei tentando imaginar qual a motivação de tal ato.

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Julho: o mês das revoluções paulistas
jul08

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Amanhã, 9 de julho, é feriado em São Paulo. Nessa data são lembrados os acontecimentos que culminaram com a Revolução de 1932, que ficou conhecida como “Guerra Paulista”. O leitor poderá ler esta e várias outras reportagens especiais sobre o assunto.

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Associação luta para preservar a praia de Ubatumirim, vídeo
maio23

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Você que curte Ubatumirim em Ubatuba, saiba que esta é mais uma praia que corre risco de ser fechada arbitrariamente. Membros da associação de moradores lutam contra o poder financeiro do mercado imobiliário que tenta expandir seus tentáculos e abocanhar uma das mais belas regiões do litoral de São Paulo.

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Ubatuba é uma joia que está afundando no mar da má administração
maio19

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Obras de final de mandato para tentar a reeleição já são comuns e assunto corriqueiro na cidade, a cada ano eleitoral. Concessões imobiliárias, turismo sem infraestrutura, ruas esburacadas, crescimento com derrubadas de áreas de preservação, invasão por grileiros. O resultado é uma cidade que cresce a cada temporada, mas pode perder a beleza e o brilho, também para a invasão das drogas. Sem generalizar, é preciso lembrar que Ubatuba é uma das mais belas joias do Litoral Norte paulista, dedicada a atividades esportivas, onde existe gente com profundas raízes na seriedade e responsabilidade...

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Praia de Ubatumirim no Litoral Norte paulista corre risco de ficar inacessível
maio19

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Há 30 anos, uma determinada área causa problemas às famílias nativas de Ubatumirim. Os proprietários do loteamento são acusados pelos caiçaras de derrubar a única escola e a única igreja católica existente na comunidade. Agora, os supostos donos das terras ameaçam com a construção de um condomínio de luxo que pode obstruir o acesso à praia. Se você é um dos que curtem esse local ou aprecia a beleza natural das praias do litoral Norte paulista, leia as...

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Moradores de Ubatumirim pretendem continuar impedindo construção de condomínio
maio19

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Segundo eles, a obra já foi embargada pelo Ministério Público. No final do ano 2000, Projeto de Lei aprovado na Câmara Municipal de Ubatuba rapidamente concedeu à empresa de São Paulo o direito de explorar a área. Essa concessão feita pela Prefeitura da cidade causa transtornos até hoje.

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Brasil – Japão: reportagem especial
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Para celebrar sua chegada ao ISSUU, o Alô Tatuapé acaba de publicar uma reportagem especial elaborada para as comemorações da imigração japonesa.

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Secretaria da Saúde incentiva arbitrariedades de funcionários públicos
out10

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Algo estranho está ocorrendo com relação à entrega de remédios de alto custo em São Paulo. A SES/SP emite notas confusas à nossa redação e tenta proteger funcionários que humilham pacientes diariamente.

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Cidadãos paulistas são humilhados no Posto Altino Arantes da SES/SP
out10

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A Farmácia de Alto Custo da Vila Mariana Posto Altino Arantes, continua humilhando pacientes e representantes destes que para lá se dirigem, a fim de retirar as doses de medicamentos de alto custo. Qualquer mínimo erro que fira os protocolos serve para mandá-los embora sem os remédios depois de serem humilhados com atos atrozes dos funcionários públicos, mesmo que esses erros só existam na imaginação desses atendentes.

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Acompanhando as mudanças e a dispensação de remédios aos doentes e pacientes, temos buscado informações e divulgado as opiniões das milhares de pessoas que entram em contato com o nosso site.

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Muda Brasil
jun23

Muda Brasil

Segunda-feira, 23 de junho de 2014 às 15h30 Gerson Soares Há exatamente um ano, o antigo site do Alô Tatuapé saiu do ar, foi desconfigurado. Tentamos alcançar uma explicação para o problema, mas depois de inúmeras tentativas junto aos servidores, resolvemos que o melhor era começar tudo de novo, outra vez.     Com essa solução perdemos quase todo o material equivalente a seis meses de trabalho, postagens e fotografias que estavam no servidor. Só conseguimos aproveitar uma parte disso. Dentre os arquivos salvos estavam as reportagens feitas naquele momento histórico, já que a partir de então não conseguimos mais editar nossas páginas ou colocá-las no site. Exatamente um ano depois, estamos transformando esse fato memorável nos 21 anos do Alô Tatuapé, com a publicação de reportagens inéditas sobre a maior manifestação da história do bairro de que possamos ter notícia, intitulada na época de “Muda Brasil”, uma alusão ao coro dos manifestantes e seus movimentos. O site www.alotatuape.com.br só voltou a funcionar, três meses depois com uma nova estruturação, muito mais moderna, que vemos hoje.     A única reportagem publicada sobre as manifestações de junho de 2013, no Tatuapé, foi veiculada neste novo site somente no dia 1º de outubro e está no link: Muda Brasil no Tatuapé Acompanhe agora esta reportagem especial nas próximas postagens, através de imagens e um dos vídeos produzidos, acessando os links abaixo. Começamos com duas matérias, escritas nos dois dias anteriores (19 e 20 de junho de 2013) à grande manifestação no bairro, que explicam os fatos que ocorriam no país, horas antes da manifestação que saiu do Tatuapé em direção ao centro da cidade de São Paulo, no dia 21.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem
jun23

Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h36 18 de junho de 2013 Baixaram as tarifas! Do Portal do Governo do Estado de São Paulo — Alckmin e Haddad voltam tarifas de metrô, CPTM e ônibus para R$ 3. Decisão foi tomada de forma conjunta nesta quarta-feira (18/6/2013) e anunciada no Palácio dos Bandeirantes.     Em resposta às manifestações populares que pediram a revogação do aumento das passagens, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad anunciaram na tarde desta quarta-feira, 19, a redução no valor das tarifas de metrô, CPTM e ônibus, de R$ 3,20 para R$ 3 na capital e no Estado. Assim, a integração ônibus-metrô volta a ser R$ 4,65. “No caso do metrô e do trem nós vamos revogar o reajuste voltando a tarifa original de R$ 3, nós vamos ter que cortar investimentos que as empresas vão ter que ficar com a diferença, o tesouro paulista vai arcar com os custos, fazendo um ajuste, mas entendo que é importante para o transporte, que é prioridade para o transporte coletivo e de outro lado para que a cidade tenha tranquilidade para debater temas tranquilamente”, disse Alckmin. O prefeito Fernando Haddad, em consonância com o governador anunciou a revogação da tarifa de ônibus da capital. “Nós faremos um diálogo permanente com a população (…) Assim como o governo do Estado, a tarifa de São Paulo volta a R$ 3 a partir de segunda-feira, pois é preciso fazer um reajuste nos leitores. A revogação continua por prazo indeterminado”. Do Portal do Governo do Estado   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Causa definida: Mudar o Brasil
jun23

Causa definida: Mudar o Brasil

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h35 21 de junho de 2013 Gerson Soares Para quem achava que após a redução das tarifas, os protestos perderiam força, a tarde de ontem (20) provou que os protestos por um país mais justo não irão parar tão cedo. Pelo menos até que os responsáveis tomem as atitudes necessárias para que a população entenda que mudanças estão sendo processadas e a classe política, responsável pelas diferenças sociais e uma das piores distribuições de riquezas do planeta, perceba sua insatisfação e urgência.     Por outro lado, os líderes do Movimento Passe Livre, as autoridades e dentre elas todos os poderes, manifestantes que não pertencem a nenhum partido – são apenas pessoas cansadas daquilo que todos já sabem e a população brasileira de forma geral –, repudiaram ontem os atos oportunistas do PT (Partido dos Trabalhadores) e da CUT, que corajosamente, a que se dizer, tentaram empunhar suas bandeiras em meio à Avenida Paulista. Não fosse essa ousadia, e não haveria nenhum incidente em São Paulo. Apesar deles, os populares – senhoras, crianças, jovens, mães, pais e a família paulista – se juntaram aos mais de 1 milhão de brasileiros para protestar. A tentativa dos oportunistas, exemplifica claramente com que descaramento os mandatários do país vêm praticando seus atos há décadas. “Nós não temos medo do povo na rua”, disse ontem o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmando que iria conclamar as militâncias do partido para participar das manifestações.     Essa afronta, no que diz respeito a elevar as bandeiras do partido em meio aos manifestantes, parece coroar a falta de visão e audição de uma classe decadente de políticos e líderes sindicais. Ontem, ao repudiá-los, quase 1.200 milhão de brasileiros confirmaram o basta que lhes está sendo dado e às suas deficiências visuais e auditivas. Apesar da grandeza que os manifestantes inspiram em suas manifestações ordeiras e legítimas para mudar o país, uma face deprimente vem se mostrando com infiltrados arruaceiros e bandidos, que agridem e vandalizam de jornalistas a obras de arte, passando pelo comércio e as lojas de varejo. No futuro, essas pessoas também serão ignoradas quando disserem que participaram das ações que mudaram o Brasil – que há de mudar, apesar de tudo e de todos que não querem ver a alegria do povo. Os baderneiros e inconsequentes que estão atrapalhando, não terão a mesma honra de viver em um novo país que está se desenhando, onde no futuro suas atitudes superadas serão ainda mais repudiadas. O povo quer mudança de atitude.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas...

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Tatuapé toma parte nas manifestações do país
jun23

Tatuapé toma parte nas manifestações do país

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h33 22 de junho de 2013 Gerson Soares Às 16h30 de ontem (dia 21/06), a reportagem do Alô Tatuapé seguiu a pé pela Rua Cantagalo e depois pela Rua Serra de Bragança, desde a confluência com a Rua Monte Serrat. A situação era de calma e tranquilidade, com poucos veículos transitando – situação totalmente adversa do que se vê numa sexta-feira nesse horário no agitado bairro do Tatuapé. Caminhando, constatamos que o assunto nas ruas era a manifestação programada para a Praça Silvio Romero. Nas conversas, notamos os semblantes carrancudos, com a situação do país.     Ao atingirmos a Rua Coelho Lisboa, por volta das 17h, já na Silvio Romero, acompanhamos a chegada da faixa que dizia: “Não à PEC 137”, abaixo da inscrição lia-se “movimento sem partido”. Com mais de três metros a faixa parava o trânsito e a seguimos até o encontro com algumas dezenas de pessoas que já estavam na famosa praça. Assim que chegou, os manifestantes se aglutinaram ao lado dos outros que carregavam o emblemático protesto contra a PEC37, que tira o poder do Ministério Público, que com coragem vem colocando os políticos no banco dos réus. Em pouquíssimo tempo, mais e mais pessoas se juntavam ao encontro marcado para as 17h. Logo, milhares estavam gritando palavras de ordem, trazendo cartazes de todos os matizes. Inclusive um que dizia: “Fora Dilma”. “Saúde, educação e trabalho”, cantavam em coro. Para os manifestantes, a Copa do Mundo no Brasil é carta fora do baralho. E assim eles se manifestaram pacificamente, pedindo: “Sem vandalismo, sem vandalismo”, que realmente não houve.     “Da minha geração não tem mais ninguém”, nos disse um simpático senhor ao lado do amigo. Talvez, em seu coração e no espírito, estivesse a vontade e o clamor de ver um Brasil melhor e mais justo que através dos seus longos anos não pode ver. Juntando-se aos jovens, representou sua geração com a esperança renovada.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Muda Brasil: Isto não é festa
jun23

Muda Brasil: Isto não é festa

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h32 21 de junho de 2013 Gerson Soares “Vem pra rua, vem pra rua”. Com sonoridade juvenil, os gritos de “isto não é festa, veio pra rua então protesta”, soavam mais do que advertência, uma conclamação. Eram vozes jovens que depois do encontro com outro grupo que subiu a Rua Tuiuti para juntar-se a eles na Praça Sílvio Romero, no percurso discutiam política e concordavam com os cartazes ostentados.     Uma senhora levou seu cachorro, o casal levou seu bebê no carrinho, os gritos não eram de guerra, soavam mais como um desabafo. Muitos moradores do bairro se juntaram aos manifestantes espontaneamente e a massa foi tomando corpo. “Olha que legal, o Tatuapé vai invadir a Radial”. O combinado com a Polícia Militar era de que às 18h30 estariam na Radial Leste e assim foi feito. “Vamos pra Radial, vamos pra Radial”. E foram. Um grande número de pessoas iniciou a descida da Rua Tuiuti – há muito desviado do local pela CET – na contramão do tráfego, a partir da Praça Sílvio Romero e dirigiram-se à Radial Leste. Em dado momento nossa reportagem iniciou uma filmagem para documentar aquele momento e em meio à multidão percebemos que o bloco havia tomado um tamanho muito maior do que imaginávamos.     Entre a Praça Sílvio Romero e Rua Platina, a Rua Tuiuti foi tomada. Com palavras de ordem e incitando as pessoas a se juntarem a eles, os manifestantes logo chegaram a grande avenida da zona Leste de São Paulo. A faixa que encontramos na Rua Coelho Lisboa se destacava e os líderes a levavam à frente até a Radial Leste.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé
jun23

Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé

Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h31 21 de junho de 2013 Gerson Soares Tomada pela multidão, a Rua Tuiuti teve seu momento histórico nesta nova fase pela qual passa o Brasil. Um dos bairros mais importantes de São Paulo, o Tatuapé mandou sua mensagem e não recuou diante da ideia de que após a baixa das tarifas o movimento para mudar o país esfriaria.     Chegando à Radial Leste, a multidão passou pela faixa Centro–Bairro, que havia sido interditada pela CET na altura do viaduto Pires do Rio com o trânsito sendo desviado para uma das alças de acesso à Av. Salim Farah Maluf. Poucos minutos, até que o semáforo do cruzamento com a Rua Itapura fechasse, foi o tempo que demorou para que a via Bairro-Centro fosse ocupada pelos manifestantes. A tensão desse momento foi para a liberação para que três carros passassem pelo bloqueio feito, depois disso não houve mais condições de irromper diante da multidão que ocupou a via. Os líderes do movimento pediam para que o pessoal sentasse e nenhum outro veículo passou. Os últimos três conseguiram por pouco, sob palavras de ordem: “Não vai passar, não vai passar”. Daí em diante, mais e mais aderiam aos manifestantes e foram se aglomerando. A passarela e os acessos do Metrô Tatuapé estavam tomados. Com suas câmeras e celulares os pedestres registravam o evento, enquanto a multidão se adensava. Aproximadamente 30 minutos, após tomar a Radial, o grupo iniciou sua marcha rumo ao centro da cidade de São Paulo, em direção à Avenida Paulista, onde dezenas de milhares já protestavam contra a situação política do país.     Segundo um soldado da Polícia Militar, por volta das 19h30, o levantamento feito pela corporação era de que 10 a 12 mil pessoas participaram dos protestos no Tatuapé e nenhum incidente fora registrado até aquele momento. Em frente à Ponte estaiada Dom Luciano Mendes de Almeida, para o Alô Tatuapé simplesmente o emblemático Viaduto Padre Adelino, deixamos a marcha que seguiu em direção ao centro, voltando para escrever e postar as reportagens.   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto não é festa Milhares fazem a maior manifestação já vista no Tatuapé Protestos no Tatuapé, passam para a história de...

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Protestos no Tatuapé, passam para a história de SP
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Publicado em 23 de junho de 2014 às 21h29 23 de junho de 2013 Gerson Soares Nossa reportagem acompanhou toda a manifestação que ocorreu na sexta-feira, dia 21 no Tatuapé desde as 17h até 19h45, aproximadamente. Foram momentos marcantes em meio aos jovens, moradores, senhoras e senhores que se uniram para protestar contra governos que com o passar dos anos não se modernizam, pelo contrário adotam métodos antiquados, parecem premiar a impunidade, a iniquidade e a corrupção. Há gerações, os governantes do Brasil não mudam sua forma de pensar, gerando mais e mais distanciamento de uma juventude globalizada, com ideias que devem ser ouvidas e aos poucos, mesmo sob tensão, se aproxima da política, mas a maioria ainda mantém certo distanciamento.     Por outro lado, acreditando nesse histórico afastamento, baseados talvez nas estatísticas de que o povo brasileiro não se interessa por política, o governo continua exercendo o poder de forma maléfica perante a maioria da população e seu riquíssimo território, onde apesar disso, impera uma das piores distribuições de renda do planeta, como noticiaram nesta semana os principais jornais mundiais. A inversão desse afastamento, causado pelo estopim do aumento das passagens de ônibus em São Paulo, gerou um movimento encabeçado pelo Movimento Passe Livre e se transformou nas maiores manifestações já vistas no Brasil, trazendo à pauta uma gama de reivindicações. Essa pauta precisa ser apreciada pelos líderes dos movimentos que estão surgindo e organizadas, para não perderem o foco e não deixar esfriar a ideia de que o Brasil precisa mudar imediatamente. Caso isso aconteça, contemplará aqueles que só esperam um esfriamento para começar a famosa deturpação do que é legítimo, verdadeiro e justo, devido a interesses próprios ou corporativos. Os interesses são muitos e dentre eles logicamente existem aqueles que olhando para tudo o que perdem com a vitória do povo não incentivará as manifestações. A população que vai para o trabalho feito cachos de bananas, paga fortunas para estudar em faculdades privadas, não consegue atendimento médico quando precisa e teme os bandidos ao sair cedo ou voltar tarde para casa é muito maior e seu peso também. Mas sempre perdeu para a minoria que detém o poder. G.S.S. Terminamos esta reportagem sobre os Protestos no Tatuapé contra o governo e a atual política do país com uma frase do Águia de Haia: “Com que palavras poderemos deplorar assaz o infortúnio de viver sob um governo como o nosso?” Rui Barbosa (1849–1923)   Leia as reportagens Muda Brasil Governo e Prefeitura de SP reduzem tarifas de ônibus, metrô e trem Causa definida: Mudar o Brasil Tatuapé toma parte nas manifestações do país Muda Brasil: Isto...

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Retratos da Saúde no Brasil – Propaganda enganosa na Saúde
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Quarta-feira, 11 de junho de 2014 às 21h26 Claudio Balduíno Souto Franzen* Os números estão no orçamento do Ministério da Saúde que não esconde sua política de sucateamento da rede pública brasileira. Nesta lógica perversa, onde se procurou transformar o médico que atua no SUS em bode expiatório da crise da assistência, fica clara a preferência por projetos que primam pela mídia, mas estão longe de melhorar a vida da população. Todos conhecem a realidade dos hospitais públicos sucateados. Apesar de milionárias campanhas publicitárias, com a presença de atores famosos, verifica-se que a precariedade na saúde persiste. A última pérola reluz bem perto atingiu o bolso dos hospitais federais, reconhecidamente sempre no vermelho. Em 2014, até o momento, o somatório dos gastos do Ministério da Saúde com toda a rede de hospitais federais do país chega a R$ 300 milhões. Enquanto isso, R$ 560 milhões foram repassados para a OPAS pagar a vinda de intercambistas dentro do Programa Mais Médicos. Só que a tão decantada vinda de intercambistas cubanos não mudou em nada o quadro atual da assistência à população, com a superlotação das urgências e emergências, a falta de leitos para internação e a fila de espera por cirurgias, além de outras mazelas. Por outro lado, a tabela de honorários, que remunera atos médicos e despesas hospitalares, se encontra congelada desde 1995, tornando inviável o atendimento à população. Trata-se de um quadro que penaliza o paciente brasileiro e só traz vantagens para Cuba, que, assim, leva o dinheiro do contribuinte nacional para sanear suas contas. Como se observa a saúde não é mesmo prioridade para a gestão federal, em que pese sua propaganda enganosa. * É conselheiro federal representante do Rio Grande do Sul no Conselho Federal de Medicina (CFM).   Assuntos relacionados Retratos da Saúde no Brasil Retratos da Saúde no Brasil – Propaganda enganosa na Saúde No Dia Mundial da Saúde, médicos foram às ruas para protestar Retratos da Saúde no Brasil – Conselhos pedem fiscalização no SUS Vídeo da campanha “O Brasil tem urgência de ser bem...

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Quarta-feira, 11 de junho de 2014 às 20h40 Gerson Soares Enquanto a Fifa deixa de pagar os impostos que caem duramente nos bolsos dos brasileiros, doentes definham nos hospitais sem recursos. Falta tudo, inclusive vergonha. A mesma vergonha que andou sobrando aos organizadores da Copa. Mas distante dos olhos, as imagens que veremos não agridem a consciência de quem vive num Brasil inexistente, onde a ilusão encobre a indiferença com a Justiça. As imagens e as reportagens que veremos é uma denúncia contra a mais desumana condição a que são submetidos os doentes e necessitados no Brasil. O mesmo país que pretende ganhar um campeonato de futebol das equipes estrangeiras, fazendo firulas com a bola, cujos protagonistas irão receber polpudos salários e prêmios por isso, além das glórias, louros e mais uma enxurrada de convites para posar nas fotografias e campanhas publicitárias. Estão certos, cada um na sua. Aqui é assim.       Desde que o Brasil ganhou o incauto direito de sediar a Copa do Mundo da Fifa em 2014, Alô Tatuapé posicionou-se contra e por diversas vezes lançamos a nossa opinião, numa dessas oportunidades intitulada “Jogo de Espelhos”, onde mostramos o disparate de um país imenso como este, rico e economicamente maduro, permitir que seus cidadãos ainda vivam comendo lixo. Sim, lixo. Isso mesmo, crianças, velhos e adultos esperavam caminhões no lixão para pegar o que melhor lhes servisse, a fim de sobreviverem. A glória que o futebol brasileiro construiu lhe valeu o título de país do futebol. Mas é também o país que cobra os impostos mais caros do mundo, por um serviço sem qualificação. Em todas as áreas encontramos distorções entre algo espetacular e degradante como veremos a seguir. A burocracia dá margem à contínua corrupção e aos desmandos, às injustiças. Envergonha-nos esta notícia, mas é necessário expor essa chaga. Uma delas, há outras. A saúde no Brasil é uma piada por falta de políticas sérias e isentas de interesses particulares escusos. Para que a Fifa deixasse de pagar uma fortuna em impostos, o governo do PT e sua base no Congresso criou leis e modificou outras com enorme rapidez e eficiência para isentá-la daquilo que todos os brasileiros pagam. Mas não conseguem aprovar um conjunto de leis para a Saúde. Uma prova disso é o estado em que se encontra, denunciado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Essa categoria, a dos médicos, nem por isso se sente privilegiada o bastante para fazer greve. Se o fizesse, como tem sido visto por um sindicalismo oportunista e manobreiro, o Brasil morreria mais um pouco. Mais do que já morre em cada hospital, mais do que já falece...

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jun10

Retrato da saúde no Brasil

Terça-feira, 10 de junho de 2014 às 16h32   Assista o vídeo publicado pelo Conselho Federal de Medicina e Conselhos Regionais de Medicina a respeito da campanha “O Brasil tem urgência de ser bem tratado”. Leia amanhã a reportagem.

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Problemas hidrológicos da grande São Paulo
maio10

Problemas hidrológicos da grande São Paulo

Tietê: o rio de São Paulo Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Nota do Editor: Apesar de ter sido publicado há 10 anos, o artigo que lerá é um documento histórico muito importante para quem deseja conhecer os movimentos da administração pública, neste caso à respeito de obras de saneamento que por consequência influenciam até hoje, em tantos aspectos, a cidade de São Paulo. Artigo de autoria da professora Paula Beiguelman*, publicado na revista Ciência & Cultura, Vol. 56, nº 3 – Julho/Setembro, 2004 — SBPC. Já no início do século passado, a administração pública paulista se preocupava com a questão do suprimento de água à capital do estado (de responsabilidade estadual) e também com o controle das inundações do Tietê, que cabia ao município. Assim, em 1904, o então secretário da agricultura do estado de São Paulo, doutor Luíz Piza, recomendava à Repartição de Águas que “organizasse um plano definitivo de estudos das águas do Tietê”. E, em 1912, era apresentado pelo engenheiro Henrique Novais um primeiro estudo, tratando da captação e adução das águas do rio Claro, nas cabeceiras do rio Tietê. Na década seguinte, a administração municipal contratava os serviços do engenheiro-sanitarista Saturnino de Brito que, em 1926, apresentava o seu importante projeto. Tratava-se, em essência, de construir uma barragem logo acima de Mogi das Cruzes e de pequenas barragens em degraus no curso dos formadores do Tietê, na altura desse mesmo município. Acresce que as cabeceiras do Tietê se situam em regiões sujeitas a uma das mais altas pluviosidades do mundo. Portanto, se concretizado o projeto apresentado por Saturnino de Brito, não apenas a vazão do rio seria regularizada e tornada uniforme, evitando a inundação das várzeas, como se conseguiria um armazenamento hídrico substancial, que serviria ao abastecimento de água potável à capital. A essa altura, a poderosa Light já visava instalar uma usina hidrelétrica a partir do lançamento do rio Grande no Cubatão. Também construíra uma represa de terra no rio Guarapiranga, afluente do Pinheiros, por sua vez tributário do Tietê. E, então, foi dado o xeque-mate na proposta Saturnino de Brito, por meio da astuciosa oferta de colaboração no abastecimento de água à cidade, por meio da represa de Guarapiranga. Como conseqüência, a adutora da Guarapiranga foi rapidamente construída e não se falou mais em represamento do Alto Tietê para o saneamento da capital. Não bastasse a manutenção do rio Tietê em regime de vazão variável, sem regularizá-lo através do represamento das águas a montante de São Paulo, a Light ainda represou o rio à jusante, por meio do alteamento da barragem de sua velha usina de Santana do Parnaíba (Edgard de...

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Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé
maio10

Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé

Há mais de duas décadas, a revista Alô Tatuapé se dedica ao passado histórico, fazendo levantamentos e garimpando as imagens remanescentes do bairro, que teve grande importância no desbravamento do interior, graças também à sua proximidade com o Rio Tietê. Gerson Soares Edição de imagens: aloimage Segundo o historiador Wanderley dos Santos, a origem do Tatuapé remonta à colonização de São Paulo e a concessão de Sesmaria a Brás Cubas, fidalgo e explorador português, que em 1536, desenvolveu a produção de cana-de-açúcar na recém-formada Capitania de São Vicente, aonde se tornou Capitão-mor em 1543. Sendo o maior proprietário de terras da baixada santista fundou o porto, uma capela e a Santa Casa de Misericórdia de todos os Santos – hospital que existe até hoje. Essas obras dariam origem a uma vila e depois à cidade de Santos. Em breve, sua determinação em escravizar os índios teria sido motivo para o surgimento da Confederação dos Tamoios, que levou vários chefes nativos a declarar guerra aos portugueses. E essa é mais uma longa história. Sobre o Tatuapé, consta que entre 1567 e 1593 aparece com o nome de Piqueri, daí o nome de um parque do bairro, que antes de se tornar um local público pertencia à Família Matarazzo. Por ser tão antigo e ter como referência o Rio Tietê, os caminhos da colonização e desbravamento percorrido pelas Bandeiras e Monções passaram por estas terras e a Casa do Tatuapé, na época erguida numa várzea do rio (que fica na Rua Guabijú, 49 – entre a Av. Celso Garcia próx. à Av. Salim Farah Maluf, e a Rua Ulisses Cruz), é apenas uma das marcas deixadas por eles. Portanto, para falar do Tatuapé e conhecer melhor o seu passado, voltamo-nos também para a história de São Paulo e do Rio Tietê. Suas águas começaram a sofrer com a urbanização da cidade, a partir das primeiras décadas do Século XX. Quase um século depois, a sociedade, cientistas e tantos outros grupos iniciam movimentos permanentes para ajudar o Tietê passar por São Paulo sem maltratá-lo. Foi no século passado que a administração da cidade preferiu priorizar os transportes, desviando-se do projeto de um renomado engenheiro sanitarista brasileiro: Saturnino de Brito. Respeitado internacionalmente e tendo suas idéias implantadas em países como E.U.A. e França, por aqui perdeu para os interesses econômicos e imobiliários. As consequências ecológicas e outros fatos são brilhantemente comentados nesta reportagem num artigo da emérita professora Paula Beiguelman da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). As pedras e a areia do Tietê foram largamente usadas pela construção civil na cidade ajudando a impulsionar...

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Tietê: o rio de São Paulo
maio10

Tietê: o rio de São Paulo

Nascendo a apenas 20 Km do litoral, para ele seria muito mais fácil correr para o mar e cumprir sua missão, mas teimoso resolveu seguir ao contrário, para o interior. Tomara essa teimosia ainda salve as suas águas que desastrosamente ficam poluídas nos trechos próximos à capital e grande São Paulo. Para um corajoso rio, que desafia até mesmo a natureza, eis mais um obstáculo a ser superado: a despoluição e voltar a ser como era antes. Vamos conhecê-lo melhor e ampliar as condições para que um dia o Tietê volte a ter o verdadeiro sentido do seu nome: Rio Verdadeiro. Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Os rios sempre possuíram uma importância capital para o desenvolvimento das civilizações, como o caso do Nilo para o Egito, do Tigre e o Eufrates, para a Mesopotâmia. Influenciaram a escolha do local a ser habitado, foram utilizados como vias de transporte, fornecedores de alimentos, para práticas esportivas e lazer. O paulistano que nasceu nas últimas três décadas, talvez desconheça a importância de um personagem central na nossa história: o Rio Tietê. Esse ilustre desconhecido é citado nas conversas diárias apenas pelo seu mau cheiro, pelas enchentes, ou então pela poluição que o caracteriza. Para o habitante da cidade é um vilão, um algoz que assola a nossa frágil paz urbana, tão caótica; não sendo mais um motivo de orgulho, parece fingir que o rio não existe, prefere não entender o caos das avenidas, as favelas ribeirinhas, as indústrias poluentes. Entretanto, este estorvo é fundamental na história da cidade e do país. Se hoje ele encontra-se nessa situação deplorável, foi pela intervenção criminosa e muitas vezes errônea do ser humano. Sua tranqüila existência como meio de comunicação para os índios foi quebrada com a chegada do europeu na época da Colônia, logo após a fundação de São Paulo. O Tietê nasce na cidade de Salesópolis a uma altitude de 1.030 metros na Serra do Mar, a 20 km do Atlântico. Diferentemente de outros rios – o que torna o Tietê bastante incomum – ele subverte a natureza e, ao invés de buscar o mar, se volta para o interior de São Paulo desaguando no rio Paraná, num percurso de quase 1.100 km. Essa característica foi bem expressada por Mário de Andrade: “Meu rio, meu Tietê, onde me levas? Sarcástico rio que contradizes o curso das águas E te afastas do mar e te adentras na terra dos homens, Onde me queres levar?… Por que me proíbes assim praias e mar, por que Me impedes a fama das tempestades do Atlântico E os lindos...

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Tietê na história paulista
maio10

Tietê na história paulista

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Para contar a história do rio Tietê, é preciso contar inicialmente a de São Paulo, da qual é símbolo, pois estão intimamente ligados pela história, pela geografia, pela cultura, e também pelas dificuldades. Ele foi fundamental durante as bandeiras, as monções, a cafeicultura, a industrialização. Por muitos anos, o Tietê foi a única via de acesso ao interior da província de São Paulo e, embora não navegável em alguns trechos, era o caminho mais rápido para se atingir o Estado do Mato Grosso. Além de sua importância histórica, possui um considerável significado econômico, ligado principalmente à produção de energia hidroelétrica imprescindível para o maior parque industrial da América do Sul. Também foi um local de lazer e entretenimento, mas desrespeitado pela cidade, tornou-se um esgoto a céu aberto. São Paulo foi fundada em 25 de janeiro de 1554, no local onde foi erguido o colégio dos jesuítas; lugar alto, em uma colina, excelente para a segurança, dando origem ao povoado de São Paulo de Piratininga. Possuía uma boa vista, cercado pelos rios Tamanduateí, Anhangabaú, e próximo ao rio Anhembi, que “corre de costas para o mar”. Até o século XVIII, o Tietê era o Anhembi. O verdadeiro nome do rio tem significado e origem ainda controverso. Das várias traduções e discussões a mais comum é aquela fornecida por Teodoro Sampaio e Afonso Taunay. Estes entendem que Anhembi refere-se a uma ave, o inhambu ou anhuma. Sergio Buarque de Holanda, registrou que “Anhembi quer dizer rio das Anhumas”, aves procuradas pelos caboclos. No ano de 1748, o nome de Tietê foi pela primeira vez registrado cartograficamente no mapa d’Anville (Jean Baptiste Bourguignon d’Anville – cartógrafo francês). Referia-se somente ao trecho situado entre a nascente e o salto de Itu, mas acabou prevalecendo para todo o rio. Ambos os nomes, Anhembi e Tietê, persistiram durante muito tempo. João Mendes de Almeida demonstrou que Tietê quer dizer “grande rio”, onde ti significa água, rio, e etê exprime o superlativo. Teodoro Sampaio afirmou que a grafia viria de tiê, “água corrente volumosa, verdadeira”, significando, portanto, “rio verdadeiro”.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras Tietê no auge da cafeicultura Tietê e o projeto que mudaria São Paulo Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras
maio10

Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage Por volta do Século XVI, o Tietê será fundamental para os Bandeirantes. As minas de ouro de Cuiabá eram abastecidas por paulistas que levavam em seus batelões (barcos) víveres e mantimentos. O sertão parecia fornecer a possibilidade de riqueza e houve um tempo de grande euforia. O rio era misterioso, pois corria terra a dentro. Inicia-se o ciclo das Monções que foram pintadas em diversos quadros por artistas como Almeida Júnior. As monções eram expedições fluviais povoadoras e comerciais que partiam e se embrenhavam depois do porto de Araritaguaba, povoado elevado a vila em 1797 com o nome de Porto Feliz, assim até hoje. Monção significa vento favorável à navegação e nessa época, o Tietê foi o caminho dos aventureiros que, em busca do sonho dourado, fundavam povoados às suas margens. Na manhã da partida era rezada uma missa para o sucesso da missão. Todos iam ao porto onde as embarcações recebiam a benção. A monção partia com salvas de mosquetes e aclamação da multidão que observava às margens do rio as dezenas e até centenas de canoas. As viagens eram perigosas e os rios cheios de obstáculos, costumavam acontecer naufrágios, doenças, ataques de índios. A imaginação supersticiosa dos caboclos mamelucos envolvia a existência de lendas no rio Tietê com seres sobrenaturais como o “Monstro de Pirataca”, representado por uma enorme serpente que habitava as profundezas escuras à jusante (vazante, direção das águas) no salto de Avanhandava, que devorava homens com seu apetite voraz. Havia também a “Canoa fantasma” que aparecia soturnamente nas manhãs nevoentas com sua tétrica tripulação – segundo o folclore era formada pelas almas dos bandeirantes que morriam afogados –, subindo ou descendo o rio e desaparecendo misteriosamente.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê na história paulista Tietê no auge da cafeicultura Tietê e o projeto que mudaria São Paulo Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Tietê no auge da cafeicultura
maio10

Tietê no auge da cafeicultura

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage No decorrer do século XIX, com o café sendo o maior produto de exportação do país, o Tietê também contribuiu para a expansão da cafeicultura, favorecendo a ocupação em direção ao extremo oeste paulista e a multiplicação de fazendas. No início do século XX e final do XIX desenvolveu-se a prática esportiva. Embora a poluição já fosse um problema, ainda não havia comprometido totalmente o rio que na capital permitia em muitos trechos a recreação, principalmente com os clubes localizados junto à Ponte Grande; foi durante muito tempo um “local pitoresco e aprazível”, onde grande parte da população desfrutou de momentos inesquecíveis. Com isso ganhou fama como área de lazer, reunindo nos finais de semana centenas de pessoas ávidas por diversão. Suas margens, acima de tudo, eram um espaço de festa: piqueniques, partidas de futebol, serenatas, pescarias, provas de remo e natação. Muitos clubes de regatas, como o Clube Esperia inaugurado em 1º de novembro de 1899; ou o Clube de Regatas Tietê, inaugurado em 6 de junho de 1907, ambos situados junto à Ponte Grande, foram surgindo atraídos pela beleza do local. Possuíam “portões” para embarque e desembarque em canoas, piscinas naturais e “cochos” – cercadinhos de madeira feitos dentro do próprio rio, perto da margem, nos quais instrutores dos clubes ensinavam crianças e adultos a nadar. Outros clubes foram fundados às margens do Tietê, como o Sport Club Corinthians Paulista em 10 de setembro de 1910, que tem um par de remos em seu escudo, lembrando a origem ligada ao rio; ou o Clube Esportivo da Penha, em 25 de dezembro de 1935. Nesse período organizaram-se diversas competições famosas como a Travessia de São Paulo a Nado, que teve importantes campeões como Victorio Filellini e João Havelange, ex-presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado). Mocinhas e rapazes elegantes passeavam à beira do Tietê, um dos locais favoritos dos paulistanos para namorar, encontrar pessoas ou desfrutar da natureza. Com o aumento da poluição e a construção das marginais entre os anos 40 e 60 a harmonia existente entre os clubes e o rio foi progressivamente destruída e várias competições foram sendo abandonadas. O remo ainda resistiria por algum tempo, embora rareando, sendo realizada a última regata em 1972, “quando a poluição finalmente venceu os desportistas”. As provas de remo foram transferidas para a Raia Olímpica de Remo da Universidade de São Paulo. Este processo fez com que a cidade perdesse “o seu mais importante recurso natural”. Ao mesmo tempo, o curso do Tietê foi modificado com...

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Tietê e o projeto que mudaria São Paulo
maio10

Tietê e o projeto que mudaria São Paulo

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage A preocupação com a retificação do Tietê é bem antiga. Em 1866 o presidente da Província de São Paulo, João Alfredo Correia de Oliveira, afirmou a sua necessidade, para poder utilizar o terreno das suas várzeas e também as do rio Tamanduateí. Nas primeiras décadas do século XX, desenvolveu-se o mito de que “São Paulo não pode parar”. Este processo de ocupação territorial e de industrialização ocorreu de forma “caótica”, não levando em consideração a noção de qualidade de vida. A administração pública, no final do século XIX já encarregara-se da organização de uma Comissão de Saneamento que “estabeleceu” o Tietê como responsável pelas cheias. Na década de 20 surgiu a “Companhia de Melhoramentos de São Paulo”, reunindo sanitaristas e engenheiros, que defenderam a necessidade de retificação do curso sinuoso, além do desassoreamento de seu leito. Entre eles fora contratado o engenheiro sanitarista Francisco Rodrigues Saturnino de Brito, autor de diversos trabalhos sobre o rio. Saturnino, num relatório publicado em 1926, previa a preservação das áreas alagadas, as chamadas “coroas”, como recurso natural para ajudar na contenção das enchentes e servir de referência dentro da paisagem do parque fluvial urbano por ele imaginado para São Paulo. O seu projeto visualizava um grande parque metropolitano que seria a faixa do leito maior, preservado como várzea ao longo do rio para as grandes vazões do Tietê na época das cheias. Na foz de cada afluente do rio deveria ser preservada uma área para se formar um lago. Assim se formariam dois lagos de 3 km de extensão por 1 km de largura, com uma ilha no meio.   Saiba mais Rio Tietê, São Paulo e o Tatuapé Tietê: o rio de São Paulo Tietê na história paulista Tietê terra a dentro, entre monções e bandeiras Tietê no auge da cafeicultura Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem Problemas hidrológicos da grande São...

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Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem
maio10

Rio Tietê é retificado e a cidade perde sua mais bela paisagem

Tietê: o rio de São Paulo Textos: Professor Fausto Henrique G. Nogueira (IFSP) | Edição: Gerson Soares | Edição de imagens: aloimage O projeto de Saturnino de Brito foi descartado pela administração seguinte que preferiu implantar o “Plano de Avenidas”, elaborado pelo engenheiro, mais tarde prefeito de São Paulo, Francisco Prestes Maia, coordenador da Comissão de Melhoramentos do Rio Tietê. Essa comissão cuidou ainda do aproveitamento da várzea, projetando a construção de duas extensas avenidas marginais e 20 pontes, permitindo, com isso, sua ocupação por loteamentos e logradouros públicos, além da instalação de um grande terminal ferroviário que centralizaria as comunicações com a capital. A várzea não foi mantida, fez-se a canalização, e o rio sofreu com a instalação de empresas ao longo de suas margens. O Tietê foi, assim, progressivamente sufocado pelo suposto “progresso” e a ocupação territorial, demográfica, industrial das várzeas, sem controle. Os loteamentos se sucederam sem respeitar uma lógica ordenadora da cidade, mas levando-se em consideração apenas os interesses econômicos. O processo de destruição da paisagem natural do rio e de seus afluentes se baseou, dessa forma, na ocupação do seu leito maior e no confinamento de suas águas em estreitos canais retificados, a partir de uma lógica de fazer uma avenida paralela ao canal do Tietê, uma rodovia urbana. A opção escolhida foi a de aumentar a velocidade de vazão das águas, aumentando a declividade com a retificação e depois aterrar o máximo possível o antigo leito maior (as várzeas), a fim de lotear e vender áreas públicas. Mas o que se caracterizou foram constantes problemas, como as enchentes e a poluição. O rio invadia as antigas várzeas, e trazia depósitos de moscas e pernilongos. Ocorreram enchentes históricas como a de 1929, que foi catastrófica. Atualmente os paulistanos continuam a sofrer com as cheias, principalmente pela intensa urbanização que reduziu a área de absorção das chuvas, e por muitos planejadores terem desprezado a distribuição lógica das áreas de contenção das águas fluviais. No que se refere à poluição, embora existam considerações a respeito no século XVII, sobre exploração de ouro, o problema se agravou com o processo de industrialização. A cidade cresceu de forma desorganizada, sendo descarregados os esgotos industriais e ocupadas as várzeas. Para piorar a situação, nos anos 40 e 50 o prefeito Adhemar de Barros resolveu interligar as redes de esgotos sanitários da cidade, fazendo-as desembocar no Tietê. Nos últimos anos cresceu a conscientização sobre a necessidade de sua recuperação, através de movimentos, grupos de caráter científico e de comunidades preocupadas com o grau de poluição. Para todos estes, a saudosa imagem do Rio Tietê com as suas regatas e uma vida...

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Mobilidade Urbana na cidade de São Paulo – CMTT
mar31

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Veja o vídeo publicado em 19/12/2013 no Youtube pelo SPUrbanuss Jaime Lerner apresenta proposta de Eixos de Transportes para a cidade de São Paulo O ex-governador do estado do Paraná Jaime Lerner participou, neste dia 19 de dezembro, quarta-feira, da 4ª Reunião do Conselho Municipal de Transportes e Trânsito da cidade de São Paulo. Durante sua primeira gestão como prefeito de Curitiba, no período 1971 a 1975, consolidou as transformações da cidade e implantou o Sistema Integrado de Transporte Coletivo, reconhecido internacionalmente pela sua eficiência, qualidade e baixo custo. Em março deste ano, a convite do SPURBANUSS (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo), o arquiteto e urbanista elaborou o Estudo Preliminar de Eixos de Transportes de Passageiros, que analisa a alternativa de se criar uma rede expressa de corredores, capaz de multiplicar as possibilidades de trajetos, com enorme ganho de tempo para os clientes do transporte urbano. Leia a reportagem...

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Youtube // Publicado em 01/05/2012 // por Nanau SolMaior Amigos, essa é uma pequena homenagem pelos 18 anos sem Airton Senna e para meu amigo Eduardo Souto Neto autor do “Tema da Vitória”, musica que não nos deixa esquecer jamais a alegria que tínhamos nas manhãs de domingo com as grandes vitórias de Airton Senna. Valeu Senna! Valeu Eduardo Souto...

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Ayrton Senna nasceu em São Paulo, em 21 de março de 1960. Sua carreira teve início nas pistas de kart e daí em diante celebrou vitórias seguidas nas diversas categorias até chegar à Fórmula 1, onde não foi diferente. Seus valores, fortemente cultivados durante sua vida, são, até hoje, as motivações do trabalho da equipe do Instituto Ayrton Senna e inspiram crianças e jovens dos programas educacionais: Motivação, Dedicação, Determinação, Superação, Perfeição, sonho… Ayrton tinha um amor especial pelo País. A desigualdade social o incomodava e ele nutria um profundo desejo de ajudar a transformar essa realidade por meio de ações efetivas junto às novas gerações. Para ele: “Se a gente quiser modificar alguma coisa, é pelas crianças que devemos começar, por meio da educação” Ayrton Senna   Leia mais: Ayrton Senna, 54 anos Campeão Instituto Ayrton Senna, 20 anos Instituto Ayrton Senna: Educação em...

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Posto da Altino Arantes inaugura com melhores condições aos usuários
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Secretaria da Saúde não respondeu perguntas da sua responsabilidade
mar11

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Atualizado no dia 11 de Março No dia 03 de janeiro, iniciamos uma reportagem especial sobre Transplantes de Órgãos. Após conclusão da reportagem especial realizada inicialmente naquele dia no Posto da Vila Mariana, relacionada à entrega de remédios a transplantados e as agruras dos pacientes ou seus representantes que tiveram de esperar de 7 a 8 horas nas piores condições para a retirada de remédios, algumas dúvidas ainda restavam. Conversas com médicos, pacientes e usuários do SUS, deixaram dúvidas quanto ao atendimento prestado no que diz respeito à entrega de remédios de alto custo, entre outras. No intuito de esclarecer essas questões, enviamos 12 perguntas à assessoria da Secretaria da Saúde do estado de São Paulo. O recebimento das questões foi no dia 04 de fevereiro, e a partir dessa data tentamos obter as respostas várias vezes sem sucesso. “Se estão com pressa deveriam ter enviado as perguntas antes”, disse uma estagiária no dia 10 de fevereiro. “Vou encaminhar vocês para a responsável”, disse outro representante da assessoria no final de fevereiro. “Estou confusa”, disse a responsável a quem fomos encaminhados por ele, que também não tomou providências para que as perguntas fossem respondidas, a entrevista solicitada com o secretário da Saúde David Ewerson Uip ou seu representante fosse agendada.   Depois de 35 dias aguardando as respostas, a maioria delas foram sendo respondidas de acordo com o andamento desta reportagem especial sobre Transplantes de Órgãos, iniciada em janeiro através dos medicamentos que esses pacientes receberão pelo resto de suas vidas, mas não pela pasta responsável que é a Secretaria da Saúde do estado de São Paulo. As perguntas enviadas estão no link: http://alotatuape.com.br/?p=2231 Saiba mais: http://alotatuape.com.br/?p=2228 Atualizando as questões necessárias para o entendimento desse assunto ficam ainda várias perguntas a serem respondidas: Mantivemos a numeração original enviada no dia 04 de fevereiro, há 35 dias. As perguntas retiradas foram sendo respondidas com a notícia da inauguração da Unidade de Farmácia na Rua Dr. Altino Arantes, através da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). A questão número 3, continua sem resposta, assim como as questões 5, parte da 6 e quanto a 12, concluímos que não interesse em falar desse assunto. 3) Como estava afixado na entrada do posto, o Decreto 59.843 de 28 de Novembro de 2013, atrapalhou ainda mais a burocrática e deficitária entrega dos remédios. Segundo constatamos no Posto da Vila Mariana chegou a levar 8 horas para a entrega de remédios no dia 03 de Janeiro. Haveria uma forma de escalonamento ou deslocamento de pessoal para suprir as necessidades dos pacientes para que esse fato não volte a ocorrer em outros feriados ou...

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No dia 28 de fevereiro, o posto e a farmácia de alto custo do Centro de Saúde I – Dr. Lívio Amato localizado na Rua Domingos de Morais, 1947, na Vila Mariana, foi desativado. Um dos motivos foi a falta de estrutura e condições normais para o atendimento de pacientes e seus representantes que formavam filas enormes para a retirada de remédios de alto custo e atendimento ambulatorial.

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Padre Adelino, 10 anos depois
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Publicado em 08 de outubro de 2013 Complexo Viário Padre Adelino, como surgiu, desde o nome até a concretização do projeto 10 anos depois. Obra melhorou o trânsito no Tatuapé, se tornou uma alternativa viável para os motoristas e findou o caos numa das áreas mais valorizadas da cidade, que até então só amargava o tempo perdido no trânsito e as multas dos marronzinhos. Atualmente, apenas nos horários de pico, o trânsito fica bastante pesado desde o início da ponte até o final da Rua Padre Adelino na esquina com a Praça Sílvio Romero, mas diversos fatores devem ser levados em conta. O mais importante deles é o aumento populacional no bairro, muito diferente de 12 anos atrás, quando Alô Tatuapé fez a primeira reportagem mostrando a necessidade da obra, as multas aplicadas pelos marronzinhos nas esquinas da Av. Salim Farah Maluf e Rua Padre Adelino e a cobrança junto às autoridades municipais, até que o desejo popular se concretizasse. Para quem mora há mais de 20 anos no bairro, não é difícil imaginar como estaria a situação no local sem a realização da obra, inaugurada em 28 de Agosto de 2011. O motivo para que toda essa movimentação tivesse início foi uma reclamação enviada a redação da revista Alô Tatuapé, que sensibilizou-se com a carta de um leitor e iniciou uma série intensa de pesquisas e reportagens que duraram 18 meses, a fim de mostrar que sem um Complexo Viário, dentro de poucos anos o caos existente se tornaria um alívio comparado ao que poderia acontecer. É justo que se diga, que houve uma antiga proposta pela construção de um viaduto ou reformulação do atual Pires do Rio, anterior à data que Alô Tatuapé iniciou a série de reportagens, cobrando das autoridades a vontade da população, após pesquisas com milhares de motoristas, em Março de 2001. Porém, essa proposta jamais foi levada a cabo. Seus detalhes jamais chegaram ao conhecimento da redação nestes anos todos; certo é que existiam interesses comerciais e políticos que impediram seu andamento. Ao contrário disso, a revista Alô Tatuapé apoiada no trabalho de campo, divulgou e cobrou para que houvesse realmente efetividade na execução da obra – que nomeou pela primeira vez de Complexo Viário Padre Adelino. A revista foi desacreditada e até criticada pela sua quixotesca ambição, mas isso não foi capaz de nos fazer desistir. Visando o lado positivo dessa obra, revela-se o quanto foi necessária e facilitou a vida dos moradores. Para se ter uma ideia, atingir o lado Belenzinho da Rua Padre Adelino, através do cruzamento com a Salim Maluf em horários de pico podia levar até 30 minutos,...

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out08

Complexo Viário Padre Adelino, origem

SAIBA COMO TUDO COMEÇOU 10 ANOS ATRÁS | CRONOLOGIA DAS REPORTAGENS MARÇO 2001 Carta selada do leitor José P. (guardamos sigilo do sobrenome), move nossa redação a apurar a situação do trânsito na Rua Padre Adelino onde, segundo ele, a indústria de multas proliferava e o caos era geral. Ele pedia dois viadutos: um no cruzamento da Padre Adelino e outro na continuação da avenida Vereador Abel Ferreira, ambos para cruzar a Av. Salim Farah Maluf. Os congestionamentos para travessia da Padre Adelino com a Maluf chegavam até a Praça Sílvio Romero. O estímulo gerou diversas imagens, a capa nº 46 da revista, reportagem mostrando a necessidade de uma obra viária de grande vulto na Padre Adelino e a verificação da famosa atuação dos marronzinhos que com a confusão de conversões ali multavam sem dó. ABRIL 2001 Surge pela primeira vez o nome pelo qual seria conhecida a obra pleiteada pela população: Complexo Viário Padre Adelino, foi como Alô Tatuapé chamou o projeto que viria se transformar no alívio hoje proporcionado ao trânsito local. A necessidade da obra é levada ao então chefe de gabinete do Secretário de Infraestrutura Urbana, Roberto Bortolotto que disse: “Daqui a um mês nós começaremos a analisar o orçamento do próximo ano e até aproximadamente setembro tudo estará decidido. Nesse período deve ser enviado um projeto para vermos sua viabilidade”, afirmou sobre a obra em questão. A revista publica uma fotomontagem com desenho da ponte sobre a Av. Salim Farah Maluf para mostrar a viabilidade do projeto, que teria pequeno impacto nas desapropriações, já que a maior parte dos locais das obras pertenciam ao município. MAIO 2001 Alô Tatuapé promove pesquisa de campo com mais de 1.200 perguntas aos motoristas de ambos os lados da Padre Adelino, ruas Serra da Bocaina, Uriel Gaspar e Praça Sílvio Romero. A realização da obra teve 99% de aprovação por parte deles. A vivência no local nos levou a descobrir também que os limpadores de vidros de carros faturavam em média 10 reais por dia; os vendedores de água e refrigerantes 60 reais por dia. Oportunistas, vinham das periferias para faturar nos congestionamentos ininterruptos do local e disputavam entre si as melhores posições para ganhar algum dinheiro. JUNHO/2001 Alô Tatuapé elabora um anteprojeto conforme sugeriu Roberto Bortolotto e o entrega a Vereadores ligados ao bairro para que dessem andamento ao processo na Câmara Municipal de São Paulo, a fim de que o projeto do complexo viário entrasse no orçamento municipal de 2002. JULHO 2001 As reportagens da revista e o anteprojeto chegam às mãos do secretário de Infraestrutura Urbana, Walter Rasmussen, através de reunião marcada pela vereadora Myryam...

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Complexo Viário Padre Adelino melhora o trânsito no Tatuapé
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Complexo Viário Padre Adelino melhora o trânsito no Tatuapé

Publicado em 08 de outubro de 2013   LEIA A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM PUBLICADA NA EDIÇÃO Nº 159 | OUTUBRO DE 2011 DA REVISTA ALÔ TATUAPÉ, LOGO APÓS A ENTREGA DA PONTE ESTAIADA DOM LUCIANO MENDES DE ALMEIDA Finda o caos numa das áreas mais valorizadas da cidade, que até então só amargava o tempo perdido no trânsito e as multas dos marronzinhos. A travessia da Avenida Salim Farah Maluf, através da Rua Padre Adelino foi finalmente facilitada por uma obra que até embeleza e valoriza o seu entorno. A memória de muitas famílias reside vizinha, agora mais tranquila, no Cemitério da 4ª Parada. Até a inauguração do Complexo Viário Padre Adelino, para atingir o outro lado da avenida, o motorista tinha de fazer peripécias por ruas transversais indo até a Água Rasa, à Avenida Celso Garcia retornando pela Rua Restinga ou enfrentar uma fila imensa de veículos, que muitas vezes chegou até a Praça Sílvio Romero de um lado e Avenida Álvaro Ramos de outro. Uma confusão de carros, caminhões, acidentes e farta matéria-prima para a indústria de multas. Todos esses fatos e a cobrança por providências foram relatadas sequencial e ininterruptamente por Alô Tatuapé durante os meses de Março de 2001 (edição nº 46) a Dezembro de 2002 (edição nº 67), sempre publicando respostas das autoridades aos questionamentos, quanto à possibilidade do projeto e a participação dos moradores no assunto. Leia toda a cronologia das reportagens em Complexo Viário Padre Adelino, origem ou CVPA Após a publicação da reportagem em março de 2001 (Trânsito amarrado e sufoco na Padre Adelino, cuja capa mostrou o caos instalado no local e a volúpia pelas multas), no mês de abril daquele ano a revista encomendou um desenho em perspectiva à Associação Leste dos Profissionais de Engenharia e Arquitetura da Cidade de São Paulo (ALEASP), no que dizia respeito à implantação de um viaduto com alças de acesso. A esse desenho foram feitas algumas modificações com recursos de computação gráfica e conseguimos adaptá-lo sobre uma foto do local, feita a partir do ponto mais alto do SESC Belenzinho (ainda em reforma e implantação), demonstrando graficamente a ideia de como seria essa obra que viabilizaria a melhora do trânsito no local, tão almejada pela população. Esse desenho foi publicado na edição nº 47 (Abril/2001), como fotomontagem e lembramos na época a lógica necessidade das aprovações por parte do CET e da Prefeitura, já que a ideia era apenas chamar a atenção para a viabilidade do projeto, ao qual denominamos pela primeira vez de Complexo Viário Padre Adelino, sendo essa a melhor forma para titularmos a reportagem daquele mês determinando a evidente complexidade...

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Jogo de espelhos
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Jogo de espelhos

Esta reportagem especial do Alô Tatuapé foi publicada originalmente em Setembro de 2011. Portanto, deve-se levar em conta a atualização de alguns dados, tais como: Presidente da CBF – Ricardo Teixeira, citado nesta reportagem por denúncias de corrupção, realmente renunciou ao cargo em Março de 2012. Em seu lugar assumiu José Maria Marin, que também já se indispõe com o Governo Federal, devido a problemas da mesma ordem. (Ainda atualizando, em 24 de maio de 2017, sabemos que Marin está em prisão domiciliar em Nova York, e Teixeira atualmente é investigado por corrupção pelo FBI. Há dois a revista Veja informou que ele busca um acordo com o departamento de justiça americano). As citações sobre saúde e educação continuam atuais ou ainda piores, já que em dois anos e meio não avançaram as condições de melhoria, ao contrário. O governo promove a contratação de médicos estrangeiros, como se isso resolvesse o problema. Mais um engôdo, pois hoje mesmo, dia 03 de Outubro de 2013, reportagem do Bom Dia São Paulo, da Rede Globo, mostrava a situação em hospital da capital paulistana, onde a espera por um atendimento chegava a 6 horas. Algo impensável para quem tem dor ou busca um médico em emergência. A diferença neste texto de 2011, que a despeito de sua publicação pode ser considerado atual, é que em Junho deste ano, o povo brasileiro deixou perplexos os políticos que ainda imaginavam que a situação tranquila em que transitam iria durar para sempre. Milhões de pessoas se manifestaram contra a bagunça em que se transformou a administração pública, onde as notícias de corrupção e a falta de sensibilidade para com aqueles que os colocaram no poder não cessam. A situação econômica favorável ao Brasil de 2011, piorou em 2013. Tanto é que a presidente Dilma, sua frio quando houve a palavra inflação, e afirma com todas as letras que o seu governo não perderá o controle econômico. Só quem já viveu os tempos de inflação na casa dos três dígitos sabe o que temer. Torcemos para que a presidente esteja certa. Por outro lado, o Brasil ainda ocupa uma posição confortável, diante do cenário europeu, na questão dos empregos. Portanto, a situação melhorou entre 2011 e 2013. Porém, é preciso frisar que existe uma demanda de mão-de-obra especializada no país. Pode-se atribuir esse dado, também, ao baixo nível de ensino e qualificação, entre outros fatores. Ao invés de concentrarem-se em medidas sérias sobre diversos setores, os congressistas desperdiçam o tempo com propostas incríveis. Uma proposta estapafúrdia, que está prestes a ser votada é a PEC 37 que tira poderes do Ministério Público. Roberto Gurgel reiterou que...

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