Centro de Cooperação Policial Internacional é inaugurado em Brasília

Segunda-feira, 9 de junho de 2014 às 15h50

Centro de Cooperação Policial Internacional inicia atividades nesta segunda. Serão cerca de 220 policiais das 32 seleções participantes da Copa e mais cinco outras nações convidadas trabalhando pela segurança no Mundial, as informações são da agência Portal Brasil do Governo Federal.

 

Centro de Cooperação Policial Internacional. Foto: Divulgação/PF

Centro de Cooperação Policial Internacional. Foto: Divulgação/PF

 

Foi inaugurado nesta segunda-feira (9), em Brasília (DF), o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI), com o objetivo de garantir a segurança da Copa do Mundo 2014.

A ação vai unir todas as polícias dos 32 países participantes da Copa, mais cinco outras nações convidadas, além de três organismos internacionais (ONU, Interpol e Ameripol), para cooperar na segurança do evento de futebol, em intercâmbio direto de informações. O esquema operacional foi definido no ano passado e feito piloto nas Copas das Confederações.

Serão quase 220 policiais trabalhando de forma ininterrupta até o dia 15 de julho, uma das maiores operações com cooperação internacional.

Pela cooperação internacional, a Polícia Federal (PF) já possui banco de dados de exploradores sexuais de menores, torcedores violentos e criminosos de todo o planeta. “A ideia é o controle preventivo com relação a qualquer tipo de crime nesse período da Copa, não necessariamente, os envolvidos só nos estádios”, esclareceu o delegado chefe da Interpol no Brasil, Luiz Eduardo Navajas. No entanto, segundo a agência, a Interpol fez um trabalho específico voltado para torcedores com histórico de violência em eventos esportivos.

A Argentina, por exemplo, disponibilizou à PF brasileira uma lista de pessoas proibidas de frequentar estádios por casos de confusões. No caso de alguns países onde a legislação não permite o repasse dos nomes, como a Inglaterra com os famosos “hooligans”, a própria polícia do país confiscou o passaporte dos torcedores violentos para impedir que eles viajassem ao Brasil.

“Já foram identificados 2.100 torcedores argentinos que estão banidos de seus estádios, e se tentarem entrar no Brasil, serão deportados”, garantiu Navajas.

Para a operação no Centro de Cooperação, cada delegação dos países participantes trará ao Brasil cerca de sete integrantes. Quatro desses policiais viajarão com seu respectivo time e trabalharão uniformizados nos estádios onde suas seleções se apresentarão. Esses oficiais estrangeiros de campo conhecem suas respectivas torcidas e poderão auxiliar com ações estratégicas de pronta intervenção. Contudo, eles não portarão armas, atuando em conjunto com as forças nacionais de segurança pública.

Outros três integrantes das comitivas de cada país ficarão sediados no CCPI compartilhando seus acessos a bancos de dados e visualizando, por meio de câmeras, todos os estádios e deslocamentos de suas seleções, em um vídeo wall, com telões gigantes. Todos os integrantes fixos trabalharão no mesmo espaço, em constante intercâmbio.

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Autor: alotatuape

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