Cidadãos paulistas são humilhados no Posto Altino Arantes da SES/SP


Sábado, 10 de outubro de 2015, às 03h57 – atualizado às 06h55


A Farmácia de Alto Custo da Vila Mariana Posto Altino Arantes, continua humilhando pacientes e representantes destes que para lá se dirigem, a fim de retirar as doses de medicamentos de alto custo. Qualquer mínimo erro que fira os protocolos serve para mandá-los embora sem os remédios depois de serem humilhados com atos atrozes dos funcionários públicos, mesmo que esses erros só existam na imaginação desses atendentes. Leia a matéria abaixo e clique aqui para ver o motivo que nos levou a mais esta reportagem sobre o assunto.

Gerson Soares

Apesar do bom desempenho do Governo do Estado de São Paulo, o maior estado brasileiro compactua com protocolos macabros supostamente atribuídos ao Ministério da Saúde (MS), através dos absurdos cometidos pelos funcionários da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP) que atuam no Posto Altino Arantes na Farmácia de Alto Custo da Vila Mariana, em São Paulo.

 

+respeito anzol

 

A boa administração do Estado paulista, comemorada em evento no dia 5 de outubro último pelo governador Geraldo Alckmin que teve as contas da gestão municipal do seu governo aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), não evita que pacientes e médicos continuem submetidos a humilhações devido problemas de preenchimentos nos campos, códigos, datas e etc., dos LMEs – que são laudos emitidos pelos médicos que assistem os pacientes para o pedido das doses de remédios de alto custo a eles destinados.

Esses formulários são impressos gastando tinta e papel, depois preenchidos a caneta com papel carbono, da mesma forma que as receitas. A SES/SP disponibiliza o preenchimento eletrônico, porém a necessidade de impressão não é descartada, já que o paciente deverá apresentá-la no posto. Ironicamente a esse fato, durante seu discurso no evento do TCE, Alckmin destacou a eficiência da TI (Tecnologia da Informação). “A TI ajuda evitar desperdícios, ter mais eficiência nos gastos públicos e na melhor prestação de serviços públicos”.

Precisa ajudar a evitar humilhações aos pacientes e médicos também. A melhor forma seria um cadastro único do paciente, formulários preenchidos uma única vez ou quando houvesse necessidade de alterações a critério médico, como no caso de aumento de doses por exemplo, ou resoluções do MS e da SES/SP. Esse cadastro, remédios e quantidades deveriam estar acessíveis aos médicos responsáveis pelos atendimentos aos pacientes e a estes mesmos, assim como aos operadores da Farmácia de Alto Custo, com áreas restritas a cada um de acordo com as necessidades de trabalho e acompanhamento. Isso é TI, tecnologia no auxílio à informações, dispensando impressos e perda de tempo, tudo eletronicamente.

O Governo do Estado de São Paulo busca parcerias com startups para modernizações e a área da Saúde está entre as prioridades. Mas ainda não foi informado se essas empresas poderão atuar para informatizar o sistema de controle e entrega de remédios aos pacientes, o que facilitaria muito a vida dos médicos e pouparia os transtornos vividos diariamente na Farmácia de Alto Custo da Vila Mariana – citamos esta farmácia e o posto, que acompanhamos desde o dia 3 de janeiro de 2014, antes de os pacientes serem transferidos para o atual endereço, depois que o atendimento atingiu o ápice do caos na Av. Domingos de Morais, endereço antigo.

Quando ocorre qualquer problema de falta de medicamentos e outros como os preenchimentos errados – conforme os funcionários da SES/SP lotados no posto e farmácia citados acima – por exemplo, em desacordo com os protocolos do MS, os cidadãos se vêm indefesos e alguns recorrem à imprensa. Em contato com a SPDM – entidade encarregada da distribuição e entrega dos remédios a mando da SES/SP – há meses esta nos encaminha à Secretaria da Saúde, que por sua vez alega que segue as orientações do MS, e assim os problemas se arrastam. O empurra-empurra e as retóricas do funcionalismo público, pagos pelos cidadãos, são velhos conhecidos.

Incapazes diante de tais fatos, os pacientes devem voltar aos médicos que os assistem e pedir para que preencham as guias em perfeito acordo com os tais protocolos ou ficarão sem os remédios, outro fato conhecido e que se repete ao infinito das vezes. O problema é encontrar o médico no mesmo dia em que a pessoa se dirigiu ao Posto Altino Arantes para buscar os remédios. A questão é se as pessoas mais humildes terão condições de fazer isso e voltar ao posto; muitas vezes chegam só com o dinheiro da condução ida e volta, nada mais.

Até quando estaremos aqui escrevendo sobre este assunto, que se perpetua, criando o medo, humilhando os cidadãos que chegam de vários bairros, da grande São Paulo e até de outras cidades à Farmácia de Alto Custo da Vila Mariana, que atende aproximadamente 5.000 pessoas por dia?

Quando esse sistema de LMEs será informatizado? O que está faltando para isso?

Essas perguntas não são respondidas. De acordo com a assessoria de imprensa da SES/SP, o preenchimento deve ser feito conforme as resoluções protocolares do MS, mas exigências descabidas rondam a má vontade, a atrocidade dos funcionários que se colocam como seres onipotentes diante de pessoas que precisam tomar remédios, sonegando as medicações e alegando tudo isto que aqui foi escrito.

Além disso, não contentes, humilham esses pacientes com perguntas constrangedoras e confusas, simulações de retidão regimentar, manias seculares do autoritarismo funcional público, quando imaginam que estão acima de idosos que trôpegos de bengala caminham para chegarem ao Posto Altino Arantes ou de outros que nem assim têm condições de ir até o posto e enviam representantes. Tudo em nome das exigências mais rígidas para os cidadãos, que não são cumpridas da mesma forma pelos burocratas e parlamentares que as criam em seus âmbitos.

Vejamos os escândalos pelos quais o país está passando, as mordomias que se dão o luxo os legisladores, as somas que mandam para fora do país retiradas também da falta de remédios, já que quando surrupiam dos cofres públicos ferem todas as áreas que poderiam ser beneficiadas com essas quantias. Os governos se arrogam sobre o povo brasileiro que custeia sua pompa, o funcionalismo público transtorna a vida de quem paga seus salários e assim caminha o Brasil, um país estagnado.

Se os protocolos impostos aos cidadãos e aos médicos cumprirem fossem tão eficientes, não haveríamos de escrever esta matéria, as pessoas não seriam humilhadas, não faltariam remédios e já estaria em uso um sistema informatizado. Conclui-se que precisam ser revistos, não servem mais esses protocolos. Mesmo assim, a SES/SP com a qual conversamos ontem (9/10) através da sua assessoria de imprensa, os sustenta. Estamos em 2015 e ainda usa-se papel carbono e formulários de mesma maneira que nos idos dos anos 1950 ou data mais antiga, a diferença é que ao invés de serem impressos nas gráficas, saem de impressoras que também geram custos desnecessários. Menos penosamente, podem ser preenchidos eletronicamente, mas precisam ser impressos, continuando o círculo de gastos e tempo perdido.

São Paulo faz parte de um país atrasado. Suscetível às crises morais e políticas que estão aí para o mundo ver, diariamente. Assim como no posto citado, a humilhação persegue os cidadãos que coram diante de tanta vergonha. Exigem-lhes, os governantes, os mais rígidos procedimentos, enquanto quem deveria dar exemplo pela autoridade que exerce, chafurda na opulência; regalam-se com os ouros e as pérolas que arrecadam, soprando das narinas esgarçadas pela presunção, migalhas, que julgam ser suficientes aos mais humildes.

Triste sina do povo que elege governantes desse naipe e admite um funcionalismo público de tão baixa qualidade e discernimento, de tão pervertido caráter, há tanto tempo.

Acompanhe as reportagens sobre a Farmácia de Alto Custo Posto Altino Arantes.

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