Circo di Sóladies leva palhaçaria feminina ao Instituto Central do HC


Quinta-feira, 8 de março de 2018 às 13h14


No dia internacional da mulher Circo di Sóladies leva palhaçaria feminina ao maior hospital da América Latina. “Bloco Unidas Venceremos” faz homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Da assessoria

Hoje, dia 08 de março, o Circo di Sóladies (grupo formado somente por mulheres) realiza uma ação muito especial dentro do maior complexo hospitalar da América Latina, o Instituto Central do Hospital das Clínicas. Desde as 11h, acontece um carnaval fora de época com marchinhas que refletem sobre o gênero feminino.

No Dia Internacional da Mulher o Circo di Sóladies apresenta o Bloco Unidas Venceremos na ala do hospital dedicada à saúde da mulher utilizando como ferramenta a comicidade feminina. Com ações potentes e divertidas, o grupo promove um momento de encontro das mulheres pacientes do hospital e seus acompanhantes, funcionários e passantes, para repensar as marchinhas de Carnaval.

 

Foto: Carla Lima

 

Utilizando camadas simbólicas e através da comicidade, o grupo surpreende por tratar de temas que geralmente são considerados complexos, com muita delicadeza e poesia. O público de todas as idades será convidado a refletir sobre o gênero feminino de forma lúdica e encantadora, através de um encontro divertido com a arte do palhaço.

O Bloco Unidas Venceremos é um cortejo formado por palhaças que saíram do circo para brincar no carnaval. Mas de repente se dão conta do machismo contido nas marchinhas. De uma maneira divertida e irreverente, elas subvertem a lógica e convidam o público a cantar o mais novo repertório do grupo.

De uma forma leve, divertida e com muitas gargalhadas, o Circo di SóLadies procura sensibilizar o público e propondo reflexões sobre o gênero feminino na sociedade contemporânea.

“Vivemos ainda em uma sociedade com pensamento machista, que coloca muitas vezes a mulher em uma situação cruelmente contraditória: um ser considerado frágil e ao mesmo tempo totalmente responsável pelas vidas que a cercam. Lutando ainda por direitos de escolha, ao mesmo tempo em que precisa dar conta da própria vida e da família, a mulher se apoia em uma força inexplicável, que lhe é arrancada em uma situação de grave doença. Neste momento de vulnerabilidade é necessário reforçar a autoestima e o empoderamento alcançado até hoje através dos movimentos feministas e agir com sonoridade, nos reconhecendo através da figura da palhaça (ridícula, inadequada, engraçada), o quanto somos humanas e risíveis” – explicam as integrantes do Circo di Sóladies.

 

Foto: divulgação / Circo Sóladies

 

Semanalmente o Circo di Sóladies realiza visitas à ala feminina do Instituto Central, visitando leito a leito, convidando a participação de pacientes, acompanhantes e funcionários, sempre com o consentimento das pessoas envolvidas. O estímulo para a participação dessa plateia especial acontece através de contações de histórias (as reais e imaginárias), música e improviso, poesias e habilidades circenses como mágicas e malabares. Também são propostos jogos para descobrir as potencialidades humanas, para estimular a autoestima e reconhecer-se como um ser capacitado e dotado de diversas habilidades.

Com esses encontros com muitas risadas garantem boas doses de endorfina e proporcionam bem-estar. Além disso, uma boa risada ainda traz vantagens para os sistemas cardiovascular, respiratório e imunológico. Então que venham essas doutoras palhaças tão diferentes!


Um Circo feito por mulheres

Criado em 2013, o Circo di SóLadies é um circo feito por mulheres - palhaças, atrizes, musicistas, pesquisadoras e realizadoras – para todos os públicos. Formado pelas artistas Kelly Lima, Lilyan Teles, Tatá Oliveira e Verônica Mello (que se revezam entre as múltiplas funções em uma companhia de circo) o Circo di Sóladies é um dos grupos da cena atual da palhaçaria que se dedicada à pesquisa do gênero feminino.

O grupo surgiu a partir de diversas inquietações em relação a desigualdade de gênero e da percepção de que havia ainda um pequeno espaço dado à mulher tratando-se de comicidade e linguagem do palhaço.

As artistas desenvolvem o repertório do grupo através do improviso e do jogo cênico com elementos fundamentais para a conexão e interação com o público, a conquista do estado da graça, do riso e da reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. Acompanhe as redes sociais do grupo e se programe para participar das apresentações!

Modelo do tamanho de um feto com 8 semanas, após a concepção, na mão de um adulto. Isto ilustra que o feto tem todos os membros formados nesta fase, e mostra o tamanho em comparação com a de adultos. Foto: Bill Davenport via Wikicommons / Ilustração: reprodução #gravidezsemalcool

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ALÔ SÃO PAULO

 

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