Como enfrentar a menopausa


Terça-feira, 15 de novembro de 2016, às 13h01


Por volta dos 40 a 50 anos, as mulheres começam a se preparar para a menopausa. Conhecida por encerrar os períodos de ovulação e, consequentemente a menstruação, traz uma série de mudanças e adaptações ao corpo da mulher. Alguns sintomas que anunciam sua chegada são: ausência de menstruação, calor excessivo, ressecamento da vagina, alterações de humor, diminuição da libido, aumento de peso, insônia, entre outros.

O acompanhamento do ginecologista é fundamental nesta fase para identificar as mudanças presentes no corpo feminino e então, contê-las da melhor forma possível para evitar desconforto da mulher na entrada do climatério. Entretanto, além dos sinais citados, a idade também é um fator que a torna mais vulnerável às doenças ginecológicas como pólipos, câncer ginecológico, cistos, apenas para mencionar alguns.

 

Menopausa: mantenha exames e visitas ao seu médico em dia. Foto:  Supreet Vald / Getty Images; foto destaque: divulgação / SOGESP

Menopausa: mantenha exames e visitas ao seu médico em dia. Foto: Supreet Vald / Getty Images; foto destaque: divulgação / SOGESP

 

Dr. Rogério Bonassi Machado, 1° vice-presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), explica que a menopausa não intensifica o surgimento destas doenças. “Ao contrário do senso comum, as doenças ginecológicas não surgem sem precedente, geralmente são ocasionadas por fatores genéticos, hereditários, ou que já viriam a ocorrer. O papel do ginecologista é rastrear estas doenças precocemente. O câncer nem sempre é genético, mas também não é resultado da menopausa”, esclarece.

Há, ainda, o mito de que as pílulas anticoncepcionais potencializarem o risco de surgimento de pólipos, cistos e até o câncer. Contudo, o dr. Rogério explica que estes remédios regulam e até podem funcionar como preventivo para estas patologias.

“Muitas vezes, elas deixam de ir ao ginecologista durante a menopausa por medo da reposição hormonal, mas nem sempre a alternativa é necessária”, explica. Segundo o especialista, é importante enfrentar este período comum à saúde reprodutiva feminina, com a melhor orientação possível, sem tirar conclusões precipitadas e atribuir todos os males ao climatério.

“É fundamental ter em mente que o melhor remédio para doenças ginecológicas é a prevenção, baseada no acompanhamento e cuidados médicos. Sem dúvida, o foco deve ser manter sempre os exames em dia e tratar com seu médico os desconfortos desta fase”, conclui.

Cefaleia: não tome medicamentos sem antes consultar um médico. Foto: divulgação / ABN

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