Como o esporte pode auxiliar no combate as dores?


Sábado, 22 de outubro de 2016, às 19h28


Dores passageiras podem não significar um grande mal, no entanto, as dores crônicas, aquelas que insistem em nos acompanhar, não devem passar despercebidas. A grande questão é: como combatê-las? Entre os diversos tratamentos estão os remédios, acupuntura e até a prática de esportes.

Tratando-se dos esportes, é comum pensar que a prática acarretará em mais dor, porém, o dr. Artur Padão, membro da Sociedade Brasileira Para o Estudo da Dor (SBED) e fisioterapeuta, afirma: “A prática do esporte contribui para aliviar a sensação dolorosa e permite que as pessoas tenham mais participação social, o que é uma das grandes recomendações para tratar a dor musculoesquelética e dores crônicas. Praticar esportes promove saúde e bem estar físico, social e mental, recomendado em qualquer faixa etária”.

 

O sedentarismo é uma das causas possíveis e imediatas para as dores crônicas. Foto: divulgação / SBED

O sedentarismo é uma das causas possíveis e imediatas para as dores crônicas. Foto: divulgação / SBED

 

O sedentarismo é uma das causas possíveis e imediatas para as dores crônicas. Os esportes têm um papel preventivo fundamental neste quesito, contudo, o fisioterapeuta deve avaliar individualmente os casos para evitar que a prática intensifique a dor. “Não recomendamos esportes quando o paciente sofreu alguma lesão aguda e queixa-se de dor persistente com sintomas de inflamação ou infecção. Nestes casos, é necessário tratar estas condições“, indica dr. Padão.

Com exceção de casos mais sérios, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o esporte para todas as faixas etárias. “Esportes como corrida, bicicleta, remo, natação e qualquer outro que mantenha o corpo em movimento, em uma intensidade moderada, são benéficos para o corpo. O vôlei, o basquete, o tênis e o futebol misturam exercícios aeróbicos e resistência muscular, o que só adiciona benefícios à saúde de pacientes com dor crônica”, recomenda.

Nunca é tarde para se exercitar, exceto quando o paciente tenha alguma incapacidade funcional ou se possui cinesiofobia – medo de se movimentar. Segundo o especialista, nestes casos não é impossível combater os sintomas, basta olhar para o exemplo dos atletas olímpicos e paraolímpicos, que muitas vezes se queixam de dores persistentes, mas ainda praticam suas modalidades esportivas.

“Vejo a prática de esportes em pacientes com dor crônica como uma excelente opção de participação social e em atividades físicas, promovendo saúde, ganho de função, controle da dor e ajudando o paciente a sair da inércia. Muitos pacientes preferem praticar esportes ao invés de realizar exercícios de musculação, pilates ou academias de ginástica. Porém, é necessário, ao menos, que ele tenha interesse e que não seja visto como obrigação ou apenas um tratamento para sua condição de saúde para que a adesão seja completa e contínua”, conclui.

Patologias também podem ter origem genética. Imagem: divulgação

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