Complexo Viário Padre Adelino, origem

SAIBA COMO TUDO COMEÇOU 10 ANOS ATRÁS | CRONOLOGIA DAS REPORTAGENS

capa46

Capa da revista Alô Tatuapé, enfocando o problema no cruzamento da Padre Adelino com Salim Farah Maluf.

MARÇO 2001
Carta selada do leitor José P. (guardamos sigilo do sobrenome), move nossa redação a apurar a situação do trânsito na Rua Padre Adelino onde, segundo ele, a indústria de multas proliferava e o caos era geral. Ele pedia dois viadutos: um no cruzamento da Padre Adelino e outro na continuação da avenida Vereador Abel Ferreira, ambos para cruzar a Av. Salim Farah Maluf. Os congestionamentos para travessia da Padre Adelino com a Maluf chegavam até a Praça Sílvio Romero.
O estímulo gerou diversas imagens, a capa nº 46 da revista, reportagem mostrando a necessidade de uma obra viária de grande vulto na Padre Adelino e a verificação da famosa atuação dos marronzinhos que com a confusão de conversões ali multavam sem dó.

ABRIL 2001
Surge pela primeira vez o nome pelo qual seria conhecida a obra pleiteada pela população: Complexo Viário Padre Adelino, foi como Alô Tatuapé chamou o projeto que viria se transformar no alívio hoje proporcionado ao trânsito local.
A necessidade da obra é levada ao então chefe de gabinete do Secretário de Infraestrutura Urbana, Roberto Bortolotto que disse: “Daqui a um mês nós começaremos a analisar o orçamento do próximo ano e até aproximadamente setembro tudo estará decidido. Nesse período deve ser enviado um projeto para vermos sua viabilidade”, afirmou sobre a obra em questão.
A revista publica uma fotomontagem com desenho da ponte sobre a Av. Salim Farah Maluf para mostrar a viabilidade do projeto, que teria pequeno impacto nas desapropriações, já que a maior parte dos locais das obras pertenciam ao município.

MAIO 2001
Alô Tatuapé promove pesquisa de campo com mais de 1.200 perguntas aos motoristas de ambos os lados da Padre Adelino, ruas Serra da Bocaina, Uriel Gaspar e Praça Sílvio Romero. A realização da obra teve 99% de aprovação por parte deles.
A vivência no local nos levou a descobrir também que os limpadores de vidros de carros faturavam em média 10 reais por dia; os vendedores de água e refrigerantes 60 reais por dia. Oportunistas, vinham das periferias para faturar nos congestionamentos ininterruptos do local e disputavam entre si as melhores posições para ganhar algum dinheiro.

Abril de 2001: Fotomontagem e desenho de duas pontes (ainda sem as alças de acesso) propostas pela revista Alô Tatuapé.

Abril de 2001: Fotomontagem e desenho de duas pontes (ainda sem as alças de acesso) propostas pela revista Alô Tatuapé.

JUNHO/2001
Alô Tatuapé elabora um anteprojeto conforme sugeriu Roberto Bortolotto e o entrega a Vereadores ligados ao bairro para que dessem andamento ao processo na Câmara Municipal de São Paulo, a fim de que o projeto do complexo viário entrasse no orçamento municipal de 2002.

JULHO 2001
As reportagens da revista e o anteprojeto chegam às mãos do secretário de Infraestrutura Urbana, Walter Rasmussen, através de reunião marcada pela vereadora Myryam Athie com a presença do diretor da revista Alô Tatuapé e equipe de reportagem. Dias depois dessa reunião, independentemente deste assunto, o Secretário pediria demissão do cargo e em seu lugar assumiria o chefe de gabinete Roberto Bortolotto, que reafirmou a necessidade em continuar os trâmites para a aprovação do projeto, ainda em 2001.

AGOSTO 2001
A revista recebe cópia do ofício enviado por Roberto Bortolotto à Myryam Athie, confirmando a inclusão dos estudos do projeto no Orçamento do Município de São Paulo de 2002.

OUTUBRO 2001
O projeto denominado Complexo Viário Padre Adelino encontrava-se na Comissão de Licitações de Projetos e os trabalhos preliminares já haviam sido feitos. Segundo informações do dia 29 de outubro, tendo sido analisado e estudado o levantamento que daria solução ao trânsito na região, em uma semana deveria estar pronto um Edital de Técnica e Preços.
“Este é um projeto de extrema importância”, admitia Bortolotto. “Muitas pessoas estão ligando e perguntando sobre esse complexo”, disse ele em entrevista exclusiva a Alô Tatuapé.

NOVEMBRO 2001
Notícias sobre a possibilidade do início das obras em meados de 2002 são publicadas por Alô Tatuapé, recebidas que foram através do Secretário de Infraestrutura Urbana Roberto Luiz Bortolotto. “Até março do ano que vem teremos o projeto, e então começa a licitação das obras. Já temos 170 mil reais para começar a tocar”, informou.
A revista chega a ser consultada por técnicos de empresas, que fariam parte da licitação para as obras, devido ao conhecimento e pesquisas no local, além do projeto propriamente dito.

DEZEMBRO 2001
O tema se torna o principal assunto em reunião na Associação Comercial de São Paulo – Distrital Tatuapé que convidou os técnicos do GET3 da CET para falar do trânsito no Tatuapé, mas o Complexo Viário que poderia mudar o trânsito no bairro ganhou destaque. A semente estava devidamente plantada e a ideia passada, percebemos então que o momento era de respeitar os trâmites da Prefeitura, quando os fatos de real importância rareavam.

AGOSTO 2002
“Depois de muitos meses com publicações de notícias desencontradas e boatos ganhando páginas e mais páginas na mídia da região, cuja retórica evidenciava que a ideia não passava de balela, que não havia licitação em andamento, além da farta manifestação de opositores ao projeto do Complexo Viário Padre Adelino – inclusive autoridades que apoiavam a ideia e depois debandaram -, a Alô Tatuapé desmente as informações e noticia aos seus leitores que o projeto ainda constava no Orçamento do Município, mas que a Secretaria de Infraestrutura Urbana (SIURB) tinha também outras prioridades na cidade e as verbas estavam escassas”, revela o diretor da revista Gerson Soares Silva.
Segundo as informações da assessoria de imprensa da SIURB à época: “(…) o processo encontra-se em licitação. Esta requer qualificações técnicas e específicas das empresas concorrentes, podendo ser este o motivo para a demora do início das obras”, esclarecia a assessoria.

NOVEMBRO 2002
Para indignação da oposição ao projeto e dos interesses estrambóticos, é publicado no dia 7 de Novembro no Diário Oficial da União, o Edital de Tomada de Preços nº 012/01/SIURB. Tratava-se da elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica e Funcional para o projeto básico da obra denominada Complexo Viário Padre Adelino, conforme a publicação governamental.

DEZEMBRO 2002
Em mais uma entrevista exclusiva no gabinete do secretário de Infraestrutura Urbana Roberto Bortolotto, ele acreditava no início das obras no segundo semestre de 2003. “Foram feitas todas as análises técnicas e não houve nenhum problema”, declarou.

FINAL DE 2002 A 2007

A partir daquele ponto (Dezembro de 2002), após um ano e oito meses de trabalho intenso, o assunto deixou de ser destaque em nossas edições e continuou tramitando pelos meandros administrativos públicos, até que em 2007 as obras foram iniciadas e lentamente executadas.

Atrasos nos prazos dão margem a polêmicas sobre a obra.

Atrasos nos prazos dão margem a polêmicas sobre a obra.

2007 A 2011
Os atrasos e o não cumprimento dos prazos de entrega da ponte estaiada deram margem àqueles que desde o início foram contra o projeto, para praticarem algum tipo de revanchismo, como a abertura de fóruns para discussões e propostas sobre o Complexo Viário Padre Adelino, cuja oportunidade havia sido dada há vários anos sem que tivessem interesse em manifestar-se a partir de uma visão global da situação do bairro e não de interesses particulares ou políticos. Vendo que não haveria volta na decisão municipal, tentaram ter algum tipo de participação em algo que abominavam e arrogaram-se propondo nomes à ponte estaiada, algo de importância muito menor do que apoiar a obra que traria enormes benefícios à comunidade.
Enfim, sem conhecimento dos verdadeiros fatos que levaram à construção do Complexo Viário Padre Adelino, a mídia não teve dificuldades para encontrar aqueles que julgavam ter profundo conhecimento sobre o assunto. O que mais se viu nesse intervalo de tempo, foram projetos mirabolantes, saídos de meia dúzia de cabeças, divulgados nos jornais e revistas. A oposição ao Complexo Viário Padre Adelino foi usada até mesmo como trampolim eleitoreiro. Mas nenhum dos candidatos se elegeu e suas votações foram pífias.

AGOSTO DE 2011
Ao final da obra, foram propostos nomes de recém-finados personagens importantes do bairro, como Deputado Federal Ricardo Izar ou Vereador Alfredo Martins, o que não seria uma injustiça para com eles, pois desde o início deram seu apoio à proposição da revista Alô Tatuapé. O nome de Dom Luciano Mendes de Almeida, deixou distante a denominação que teria a maior afinidade e identificação com o local do aparato: Viaduto ou Ponte Padre Adelino. Mas a voz do povo assim o denominou naturalmente.

Para saber mais siga o link:  http://alotatuape.com.br/?p=1173

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Autor: alotatuape

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  1. Complexo Viário Padre Adelino melhora o trânsito no Tatuapé | Alô Tatuapé - […] Todos esses fatos e a cobrança por providências foram relatadas sequencial e ininterruptamente por Alô Tatuapé durante os meses…

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