Conceitos do projeto Bike Sampa e a experiência de um trajeto no bairro

Trajeto feito hoje (11) pelo Alô Tatuapé. Foto: aloimage


Terça-feira, 11 de novembro de 2014, às 20h31

Gerson Soares

O Sistema Bike Sampa é composto de Estações inteligentes, conectadas a uma central de operações via wireless (3G), alimentadas por energia solar, distribuídas em pontos estratégicos da cidade de São Paulo, onde os clientes cadastrados podem retirar uma bicicleta, utilizá-la em seus trajetos e devolvê-la na mesma ou em outra Estação.

Esse é um projeto da Prefeitura do São Paulo executado através de Termo de Concessão de Uso da Serttel em parceria com o banco Itaú e as empresas Serttel/Samba e está voltado para a melhoria da mobilidade urbana na cidade. Foi inaugurado no dia 24 de maio e o serviço funciona das 6h às 22h, o que poderia ser repensado e ser estendido até a zero hora. O atendimento eletrônico deixa a desejar quanto à nitidez do som e da voz eletrônica, que mais parece a de um robô americano. O sistema oferece atendimento em inglês, mas no Brasil a língua oficial ainda é o português e seria de bom tom, que o atendimento fosse nítido e claro, já que as estações estão em ruas movimentadas, o que aumenta a dificuldade.

Durante a manhã de hoje e o início da tarde andamos por diversas ruas e praças. Foi possível notar ainda a curiosidade das pessoas ao ver a bike cor de laranja do projeto. No geral, a experiência foi interessante, quanto ao trajeto determinado. Saímos da Estação Diamante Preto (210) em direção à Estação Domingos Agostin (195), onde devolvemos a bike. Fomos até a Praça Sílvio Romero (194) e dali até a Estação Emílio Mallet esquina com a Rua Francisco Marengo (216), onde devolvemos a bicicleta. Veja o trajeto completo no mapa.

Deu para notar a preocupação dos motoristas e a atenção da maioria deles, exceção para um furgão dos Correios que acelerou na ultrapassagem, já na Emílio Mallet ao lado da estação 216, o que não deixa de ser lamentável, dada a dificuldade do ciclista diante de um veículo. A propósito, na volta o repórter estava com mochila carregada e a cesta da bike também continha bagagem, a fim de simular uma situação extrema de uso.

É pena que o bairro ainda não tenha a demarcação das ciclovias, pelo menos entre as estações do Bike Sampa. À prefeitura cabe acelerar as demarcações para que a mobilicidade (como é chamado o site do projeto) no bairro fique ainda melhor.

No início desta noite, em contato com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), fomos informados que os trajetos estão sendo divulgados conforme a viabilidade e implantação. Portanto, não há prazo estipulado até o momento para que o Tatuapé e Jardim Anália Franco recebam mais faixas exclusivas das ciclovias. Informaremos ao tempo da Secretaria de Transportes.

O bairro possui uma excelente topografia para que o ciclismo se transforme em mais uma atração, moda que pode pegar e devolver parte da tranquilidade perdida para os inúmeros veículos que por aqui circulam diariamente. Com as ciclovias, os moradores poderão optar também pelas bikes – não necessariamente as do Bike Sampa –, deixando os automóveis para os momentos necessários e mais especiais, em boa companhia e para a família.

Com segurança e faixas exclusivas, o plano de mobilidade urbana ficará ainda melhor.

 


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Autor: alotatuape

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