Construção de prédios pode diminuir no Tatuapé

Sábado, 2 de agosto de 2014 às 16h38

Gerson Soares

O aumento brutal de construções no bairro, pode ter uma diminuição a partir das novas cobranças impostas pelo Plano Diretor Estratégico (PDE), que prioriza as construções próximas aos eixos de transportes coletivos. É interessante pesquisar e ficar ainda mais atento aos detalhes do novo plano antes de adquirir um apartamento novo.

 

Tatuapé e Jardim Anália Franco, estão sendo desfigurados pelo excesso de construções. Taxas podem diminuir o ritmo, mas não irão frear a volúpia do mercado imobiliário. Foto: aloimage

Tatuapé e Jardim Anália Franco, estão sendo desfigurados pelo excesso de construções. Taxas podem diminuir o ritmo, mas não irão frear a volúpia do mercado imobiliário. Foto: aloimage

 

Apesar da noticia veiculada pela Câmara Municipal de São Paulo nesta sexta-feira (1º), sobre a proibição de espigões no interior de bairros já bastante verticalizados como o Tatuapé – também Perdizes, Moema, Pompeia, como noticiado – a realidade é outra. O PDE não definiu essa diretriz, a ocupação e os adensamentos urbanos serão definidos pelos órgãos da Prefeitura ou em planos regionais.

Segundo a assessoria do vereador Andrea Matarazzo (PSDB-SP), esse foi um dos motivos que o levaram a votar contra a aprovação do PDE, mesmo tendo sido membro da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente. A questão sobre a possibilidade ou não de construção de novos espigões nos bairros já verticalizados será decidida, por exemplo, no que tange à Lei de Uso e Ocupação do Solo.

De qualquer modo, a partir do dia 1º de agosto, quem se propor a comprar um apartamento novo lançado após esse data, cujo projeto possua os padrões usuais do Tatuapé, onde as vagas variam de duas a quatro por unidade, vai pagar mais caro. O PDE prevê apenas uma vaga gratuita por apartamento, as demais serão cobradas pela Prefeitura.

Outro ônus imposto às construtoras será uma cota de solidariedade com as ZEIs (Zonas Especiais de Interesse Social). A cota cria mecanismos de contrapartida na construção de empreendimentos de grande porte, onde imóveis com terrenos acima de 20.000 metros quadrados terão que destinar 10% do próprio imóvel ou de uma área na mesma região para a implantação de moradias de interesse social. Segundo o PDE, a medida visar cumprir a função social da propriedade e da cidade.

Esses custos devem ser repassados aos consumidores pelas construtoras. Portanto, para não ter surpresas ao adquirir um imóvel novo é importante ficar atento aos detalhes, às datas das aprovações dos projetos do edifício onde pretende morar e às novas cobranças inerentes ao PDE, que vale por 16 anos e já está em vigor.

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Autor: alotatuape

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