Corujão da Saúde: união da política com a vontade de fazer


Segunda-feira, 15 de maio de 2017 às 15h43


Some-se a isso credibilidade, capacidade e o Corujão da Saúde – assim como outras ações notáveis colocadas em prática pelo prefeito João Doria – deixa um exemplo aos governos do país em todos os níveis. Simples, eficiente e resoluto, o Corujão é antes de tudo feito com transparência, parceria e inteligência. “Do total de exames, 79,78% foram realizados em equipamentos municipais e 20,22% em unidades conveniadas.”

 

Matéria sobre a realização de exames, publicada no último dia 3 de abril, após coletiva de imprensa, também serve como parâmetro de observação ao antagonismo entre as secretarias municipais e estaduais de Saúde de São Paulo, no que tange às formas de encarar o atendimento oferecido para quem precisa.

 

Clique nos links abaixo, e compare o Corujão com o que vem acontecendo no Centro de Referência de Saúde do Homem e na Farmácia de Alto Custo da Vila Mariana, ambas sob a jurisdição estadual, comandadas pelo secretário da Saúde, David Uip.

 

Enquanto a Prefeitura cria até um site para que o cidadão saiba como e quando fazer seu exame, os dois serviços vinculados ao Governo e à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo sequer atendem ao telefone, gerando todo tipo de dúvida para os usuários. A comparação feita pelo Alô Tatuapé, nos leva a crer naquilo que já estava evidente: a falta de vontade política a fim de proporcionar um atendimento digno à população.

Corujão da Saúde zera fila para exames em 83 dias

De acordo com o órgão municipal, no total, já foram realizados 342.741 procedimentos, quantidade equivalente a um paciente atendido a cada 20 segundos. Leia a reportagem da Secretaria Especial de Comunicação da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

Em menos de três meses, o Corujão da Saúde atendeu 99,65% dos 485.300 exames em espera no ano passado, praticamente zerando a fila. Iniciado em 10 de janeiro, o programa realizou 342.741 procedimentos, o equivalente a um paciente atendido a cada 20 segundos. O atendimento é realizado em hospitais e clínicas das redes pública, particular e filantrópica, que ofertam exames extras em horários alternativos, conforme a capacidade ociosa de cada local.

 

Coletiva de imprensa, onde o prefeito João Doria, o secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara e o presidente do Conselho da Associação Nacional dos Hospitais, Francisco Balestrin, expõem sobre o Corujão da Saúde, iniciativa da Prefeitura que vem trazendo resultados positivos para quem precisa fazer exames. Foto: Fabio Aarantes / SECOM

 

“O nosso projeto atendeu o nosso compromisso. Uma boa gestão da saúde permitiu a implantação do Corujão da Saúde. Não tem milagre, não tem a busca por recursos extraordinários. Nós identificamos o problema, montamos um grupo de trabalho e fizemos os convênios para ajudar a população”, disse o prefeito João Doria.

Em 31 de dezembro de 2016, a rede municipal de saúde registrava 485.300 exames na fila. Desse grupo, apenas 1.706 (0,35%) ainda não foram atendidos, mas foram agendados. As ultrassonografias são os procedimentos mais realizados, representando 65,39% do total. Em seguida, aparecem as mamografias (15,51%), as tomografias (7,48%), as ecocardiografias (5,31%), as densitometrias (3,18%) e as ressonâncias (3,16%).

 

Arte: SECOM

 

Do total de exames, 79,78% foram realizados em equipamentos municipais e 20,22% em unidades conveniadas. Foram efetuados 69.328 procedimentos em serviços parceiros, com 18.773 atendimentos no Hospital da Santa Casa de Santo Amaro, unidade que realizou mais exames. Outro destaque é o Hospital Sírio Libanês, responsável por quase 20% dos pacientes.

Em 83 dias, o Corujão conseguiu reverter o movimento de crescimento que a fila de espera por exames apresentou durante todo o segundo semestre de 2016. Se de julho a dezembro de 2016 houve um aumento de 154.408 procedimentos, totalizando 485.300, os três primeiros meses de 2017 registram mais saídas do que entradas na fila. No balanço, saíram da fila 381.163 exames a mais do que a quantidade que entrou. Considerando a soma das demandas de 2016 e de 2017, 893.660 deixaram de aguardar por exames com o programa.

 

Corujão da Saúde Zera Fila de Exames

“Essa é uma demonstração clara que é possível trazer melhorias em curto prazo para a saúde de São Paulo e, consequentemente, mais uma amostra do empenho da Prefeitura em obter avanços que possibilitem ainda mais conquistas ao munícipio no cuidado com o cidadão”, afirma o secretário Wilson Pollara (Saúde).

Ao fazer a gestão da fila, a ação verificou que 77.820 pessoas não necessitavam mais realizar os procedimentos, por diversos motivos. Os 68.099 pacientes que aguardavam há mais de seis meses por um agendamento foram encaminhados para reavaliação médica, para renovar o pedido e, em seguida, ter seus exames marcados.

 

Arte: SECOM

 

No total, foram agendados no período 366.374 procedimentos. A volta de pacientes para a fila de espera acontece por conta de faltas, esquecimento de documentos ou mesmo por causa da não realização de processos de preparo, como o jejum necessário para alguns exames, por exemplo.

Da demanda registrada em 2017, 86.918 exames aguardam agendamento e serão atendidas em até 30 dias. Neste grupo, 76,28% precisam de uma ultrassonografia, 10,35% de uma ecocardiografia, 6,97% de uma ressonância e 1,85% de tomografia ou densitometria.

 

Arte: SECOM

 

A expectativa inicial era que todo o programa recebesse o investimento de R$ 17 milhões. Atualmente, a Secretaria da Saúde trabalha com a expectativa de R$ 9 milhões, mas somente ao término do programa será possível saber o valor exato do investimento. A remuneração dos procedimentos segue os valores da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

‘Meu Corujão’

Para auxiliar os usuários da rede de saúde do município, a Prefeitura de São Paulo lançou nesta segunda-feira (3) a plataforma Meu Corujão, um site que permite que o paciente acompanhe as informações sobre os seus exames. Para consultar, basta inserir o número do cartão do SUS e sua data de nascimento.

Apesar das dificuldades para conseguir assistência e acesso aos serviços públicos, os homens não devem desistir de cuidar da sua saúde. A prevenção é a melhor estrada. Foto: Rbairak / Getty Images

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Fachada do CTA - Centro Temporário de Acolhimento – Mooca que está localizado no final do Viaduto Alcântara Machado, próximo à Rua Piratininga. Fotos: Leon Rodrigues/SECOM

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