Creci divulga pesquisa sobre imóveis usados na capital paulista

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis, divulgou hoje uma pesquisa dando um panorama a respeito da venda e locação de imóveis residenciais na cidade de São Paulo em fevereiro deste ano. Leia a seguir.

Salário mínimo não paga aluguel nem de quitinete em várias regiões de São Paulo.

Alugar uma quitinete com pouco mais de 30 metros quadrados na cidade de São Paulo custa mais que um salário mínimo por mês em várias regiões da Capital. Nas Zonas A e B, nenhum apartamento desse tipo tinha em fevereiro aluguel inferior ao salário mínimo – tanto o nacional de R$ 724,00 quanto o regional paulista de R$ 820,00.

Amanhecer em São Paulo, onde o salário mínimo não paga uma quitinete. Foto: Stock

Amanhecer em São Paulo, onde o salário mínimo não paga uma quitinete. Foto: Stock

Pesquisa feita com 402 imobiliárias pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP) constatou que o aluguel desse tipo de imóvel na Capital variava em fevereiro de R$ 1.200,00 em bairros da Zona A, como Itaim Bibi e os Jardins, a R$ 935,00 nos bairros da Zona B, como Aclimação e Brooklin. Nessa mesma zona de valor estão bairros típicos de classe média, como Paraíso e Pinheiros.

“O aluguel está estrangulando, literalmente, a renda de muitas famílias, o que fica evidente quando se considera que o rendimento médio real dos assalariados da Capital era de R$ 1.854,00 em fevereiro”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do CRECISP. “Pressionadas, as famílias se vêem obrigadas a morar cada vez mais longe, acomodar-se em moradias precárias ou até mesmo apelar para as invasões como último recurso”, acrescenta.

“Já passou da hora de o governo perceber que o programa Minha Casa, Minha Vida não resolve esse grave problema social, que demanda soluções imediatas”, argumenta Viana Neto. O presidente do Creci paulista vê como “absolutamente necessária e urgente” a implantação de um programa nacional de aluguel social. “Da mesma forma que se concede subsídio para as famílias de baixa renda no Minha Casa, Minha Vida, é preciso subsidiar, com valores realistas, o aluguel de casas e apartamentos para as famílias que estão nessa situação dramática”, enfatiza. Além disso, Viana enfatizou a necessidade de se estabelecer uma tributação especial para estimular os investimentos em locações para a baixa renda.

O presidente também ressaltou a importância de o Programa Minha Casa Minha Vida incluir os imóveis usados nos benefícios para que se tenha uma redução no valor dos imóveis por conta do aumento da oferta.

 

 

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Autor: alotatuape

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