Dia da Abolição da Escravatura, não é comemorado pelos movimentos negros


Quarta-feira, 13 de maio de 2015, às 10h22


Uma das piores chagas da humanidade, a escravidão não pode ser medida ou escrita em poucas palavras nesta matéria. Em uma das produções históricas sobre o tema em que é retratada a fúria gananciosa dos escravagistas e como os negros africanos foram retirados de suas terras – onde viviam seus costumes e folclores – fica claro que muitos deles eram reis, príncipes e importantes chefes tribais.

 

Na foto, homenagem em frente ao Monumento a Zumbi dos Palmares, no RioArquivo / Tânia Rêgo / Agência Brasil

Na foto, homenagem em frente ao Monumento a Zumbi dos Palmares, no RioArquivo / Tânia Rêgo / Agência Brasil

 

No Brasil, um dos últimos países a abolir a escravidão, o dia 13 de maio é histórico, devido à Leia Áurea (Lei Imperial n.º 3.353), sancionada em 1888, com a assinatura da princesa Isabel, mas não é comemorado pelos movimentos negros. Essa lei foi precedida, em 1871, pela Lei do Ventre Livre – libertando todas as crianças nascidas de pais escravos. Em 1885, ainda, a Lei Saraiva-Cotegipe, regulava “a extinção gradual do elemento servil”.


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Conforme declaração dada à Agência Brasil no ano passado, a Lei Áurea não é comemorada pela União de Negros pela Igualdade (Unegro). “O 13 de maio entrou para o calendário da história do país, então não tem como negar o fato. Agora, para o movimento negro, essa data é algo a ser reelaborado, porque houve uma abolição formal, mas os negros continuaram excluídos do processo social”, explicou Alexandre Braga integrante da entidade.

Antes de ser substituída pela atual ministra Nilma Lino Gomes, a ex-ministra Luiza Bairros, da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social) esclareceu que a data é considerada pelo movimento negro, “desde o início dos anos 80, um dia nacional da luta contra o racismo. Exatamente para chamar atenção da sociedade para mostrar que a abolição legal da escravidão não garantiu condições reais de participação na sociedade para a população negra no Brasil”.

Durante o programa “Bom Dia Ministro” publicado hoje, a ministra Nilma Gomes, falou sobre a ressignificação do 13 de maio, a Caravana Pátria Educadora pela Promoção da Igualdade Racial e Superação do Racismo e os debates sobre a maioridade penal no Brasil.

A entrevista é produzida e coordenada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitida, ao vivo, das 8h às 9h, pela TV NBR e via satélite pelo canal da Voz do Brasil. O áudio pode ser ouvido clicando aqui.

Com informações da Agência Brasil

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