Dia das Crianças – Presente na medida certa


 

Sexta-feira, 19 de setembro de 2014, às 15h24

Por Ana Cássia Maturano*

“Muitas vezes, o ato de presentear esconde uma carência sentimental. Suas necessidades são outras, mas interpretadas dessa forma”, dizem os especialistas. Com a proximidade do dia das crianças, os pequenos já ficam ansiosos pelos presentes, afinal essa é uma das poucas datas na qual eles os recebem, certo? Era assim que deveria ser, mas atualmente vemos mais e mais pais presenteando os seus filhos a todo momento e sem critério ou motivo algum.

 

Foto ilustrativa: Stock Photo

Foto ilustrativa: Stock Photo

 

Isso é prejudicial pois tal atitude está contribuindo para o agravamento de uma geração de crianças consumistas.

Presentear os filhos fora de hora não é proibido, mas é importante tomar cuidado com a frequência com que isso acontece. “Muitas vezes, o ato de presentear esconde uma carência sentimental. Suas necessidades são outras, mas interpretadas dessa forma”, afirma a psicóloga e psicopedagoga Ana Cássia Maturano. “As crianças precisam de mais atenção, carinho e orientação dos pais do que de outras coisas. E limites claros e consistentes.”

Dizer não às crianças é parte importante de sua educação. Os pequenos precisam aprender que não podem ter tudo o que querem sempre. É necessário que se aprenda desde pequeno que as coisas vêm como o resultado de um esforço, e que por isso precisam ser valorizadas.

Além disso, os pais não devem comprometer o orçamento para satisfazer vontades dos filhos. A quantia investida em um presente não pode exceder às possibilidades financeiras da famílias, tanto para evitar dívidas quanto para impor limites. “As crianças precisam entender o valor das coisas”, diz Ana Cássia.

Muitos pais ficam com medo de frustrar os filhos, e por isso têm essa dificuldade em impor limites, mas a frustração é parte da vida e ajuda a amadurecer. A enorme disponibilidade de produtos – muitos a preços acessíveis – e as facilidades de pagamento nos empurram cada vez mais para o consumismo.

Como diz a máxima, querer pode, ter já é outra coisa.

*Ana Cássia Maturano, psicóloga e psicopedagoga clínica.
alotatuape

Autor: alotatuape

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