Dia Mundial do Meio Ambiente

6 de junho de 2014 às 20h17

Gerson Soares

O meio ambiente e a data em que se comemora seu dia deveriam ser um marco na história da humanidade que apesar de admirar as belezas do planeta ao mesmo tempo o desfigura com suas ações inconsequentes. Há milhões de anos, antes de o próprio ser humano habitar a Terra, uma catástrofe interrompeu drasticamente a existência dos animais poderosos que por aqui habitavam, os dinossauros, carbonizando bilhões deles instantaneamente. Os efeitos desse desastre espacial, provocado por um meteorito, cujo impacto formou a Cratera de Chicxulub, no México, teve outras consequências e uma delas foram as mudanças climáticas.

 

Geleira, calota polar. Um dos ambientes afetados pelas atividades humanas. Foto: Stock

Geleira, calota polar. Um dos ambientes afetados pelas atividades humanas. Foto: Stock

 

 

A Terra passou por diversos períodos, onde o clima colocou os humanos sob tais condições, que a evolução da espécie provocou mudanças até mesmo em seu sistema muscular esquelético, a fim de se adaptar. Desde que os estudos científicos avançam, o homem identifica novas janelas de conhecimento. Na pré-história utilizou ferramentas para compensar sua fragilidade perante os animais e a natureza, hoje dispõe da tecnologia que avança diariamente em pesquisas.

Cientistas divulgam seus trabalhos sobre o clima do planeta e advertem para o aquecimento global, poluição dos mares e do solo há décadas. Mais recentemente, Organizações não governamentais (ONGs) também passaram a engrossar as fileiras daqueles que pretendem assegurar às futuras gerações, o direito de viver num planeta onde o ar possa ser respirado e alertam para o perigo das mudanças climáticas, a matança dos animais, às agressões aos ecossistemas mundiais.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi celebrado ontem, 5 de junho, criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na resolução (XXVII) de 15 de dezembro de 1972, com a qual foi aberta a Conferência de Estocolmo, na Suécia, cujo tema central foi o Ambiente Humano.

 

Grand Canyon nos Estados Unidos da América: Formação através das ações de ventos, erosões e da água. Foto: Stock

Grand Canyon nos Estados Unidos da América: Formação através das ações de ventos, erosões e da água. Foto: Stock

 

A conferência de Estocolmo, realizada entre os dias 5 a 16 de junho de 1972 foi a primeira atitude mundial em tentar organizar as relações do Homem e do Meio Ambiente. Na capital da Suécia, Estocolmo, a sociedade científica já detectava graves problemas futuros por razão da poluição atmosférica provocada pelas indústrias.

Os países pensavam que o meio ambiente era uma fonte inesgotável, e que toda ação de aproveitamento da natureza fosse infinita. No entanto, problemas foram surgindo, como o secamento de lagos e rios, o efeito da inversão térmica e as ilhas de calor.

Isso levou a uma convenção onde os países se propunham ajudar um ao outro, tendo em vista esses problemas ambientais. Foi então quando a ONU decidiu inaugurar a Primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente.

A decisão foi contestada pelos países e em virtude desse impasse, a conferência ficou marcada pela disputa do “desenvolvimento zero”, defendido pelos países desenvolvidos; e o “desenvolvimento a qualquer custo”, defendido pelas nações subdesenvolvidas.

Na conferência de Estocolmo foram abordados os temas como a chuva ácida e o controle da poluição do ar e após longos discursos e apresentações de pesquisas, foi concebido um importante documento relacionado aos temas ambientais de preservação e uso dos recursos naturais, isso em esfera global, esse documento foi chamado de “Os Limites do Crescimento”. Essa conferência foi muito importante, pois pela primeira vez o mundo se direcionou para o volume da população absoluta global, a poluição atmosférica e a intensa exploração dos recursos naturais.

Passados vários anos dessas e de tantas outras reuniões, o que se pode perceber é que a natureza está reagindo conforto o tratamento que recebe. As mudanças climáticas ocorrem lentamente e aos poucos estão afetando a agricultura e pecuária, transformando as calotas polares e aumentando o volume dos oceanos. E, essas são apenas algumas consequências. Ao observar os olhos da onça pintada enjaulada, eles parecem tristes e ao mesmo tempo alertas. Esses sentimentos caem muito bem para também alertar, ao atual estágio da sociedade humana, onde interesses particulares e a ganância estão muito acima dos coletivos e naturais.

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Autor: alotatuape

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