Dilma quer trabalho ao invés de recesso, parte do PMDB forma ala contra a presidente


Segunda-feira 7 de dezembro de 2015, às 16h59


Depois de se encontrar com um grupo de juristas contrários ao impeachment, a presidente quer o Congresso trabalhando durante o período que seria de recesso. Aliás, uma das poucas coisas razoáveis que se ouviu nos últimos tempos.

Gerson Soares

Ninguém falou de Miguel Reale Jr. ou de Hélio Bicudo, ambos tidos como notórios juristas brasileiros. Como poderiam ter enviado ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pareceres tão distantes da realidade, como demonstraram os colegas contrários ao impeachment da presidente Dilma Roussef?

 

Brasília - A presidente Dilma Rousseff recebe mais de 30 juristas em ato para denunciar a falta de base jurídica do pedido de abertura do processo de impeachment. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília - A presidente Dilma Rousseff recebe mais de 30 juristas em ato para denunciar a falta de base jurídica do pedido de abertura do processo de impeachment. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

De sua parte, a presidente quer que o Congresso Nacional trabalhe. “Não só prefiro que não haja recesso como acho que não deve haver recesso. Vivemos um momento em que não podemos parar o país até dia 2 de fevereiro”, disse. Segundo a presidente, os parlamentares poderão desfrutar do descanso durante as festas de fim de ano, mas que em seguida voltem para trabalhar.

Depois da coletiva de imprensa, onde os signatários de um manifesto contrário ao impeachment da presidente, demonstraram serem infundados os argumentos encabeçados pelos renomados juristas Miguel Reale Jr. e Hélio Bicudo, também afirmaram que Cunha não tem legitimidade para ser o proponente da abertura do processo, alegando que o presidente da Câmara dos Deputados está sob investigação e respondendo a processos.

Vice-presidente

Durante a coletiva, os jornalistas quiseram saber sobre a posição do vice-presidente Michel Temer e por várias vezes os porta-vozes, assim como a própria presidente, não titubearam em dizer que confiam nele. Quem conhece a política sabe que não é bem assim. “Eu pretendo, ainda hoje, encontrar com ele”, disse Dilma.

Nos bastidores, Temer está se aproximando demais do PSDB aos olhos do Planalto. Segundo divulgado pela Veja.com, ele se reuniu com Alckmin neste sábado (5) na casa de um empresário paulista e hoje teria um encontro com o governador tucano no Palácio dos Bandeirantes, cancelado na última hora para que pudesse voltar a Brasília e se encontrar com lideranças do seu partido, o PMDB.

STF

De acordo com o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Luis Inácio Adams, o governo irá fazer a sua defesa no âmbito do Congresso Nacional e na conversa com jornalistas durante a coletiva, disse que o processo de impeachment é “inconsistente em várias dimensões”, afirmando que não pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Temos de enfrentar o debate no Congresso. Se não, parece que o governo não tem confiança no debate no Congresso. E nós temos confiança”, defendeu.

Conforme divulgado pelo Zero Hora na tarde de hoje, Miguel Reale Jr. chamou de “elogio” a reunião entre a presidente e os 30 juristas que responderam a petição de impeachment também assinada por ele, considerando que os argumentos divulgados são “considerações genéricas, tudo firula”.

Marcada para a noite de hoje, a eleição dos membros da Comissão Especial que irá analisar o impeachment, ficou para amanhã (8). Cunha resolveu adiar a sessão depois que o seu partido resolveu criar uma chapa independente contra Dilma.

Com informações da Agência Brasil
Reunião sobre as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti em Recife, PE. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

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Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) durante entrevista coletiva antes da leitura do pedido de impeachment contra a atual presidente do Brasil. Foto: Alex Ferreira/ Câmara dos Deputados

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