Diretas Já

Quinta-feira, 9 de julho de 2014 às 17h06

 

Anos após o exílio e retorno do então Cel. Euclides Figueiredo, que liderou tropas paulistas durante a Revolução de 1932 contra o governo de Getúlio Vargas, sendo o último dos comandantes a se render aos governistas, seu filho, general João Baptista Figueiredo, assumiu a presidência do país em 1979, coincidentemente também o último, só que dos presidentes do regime militar – período que teve início em 1964. Seu governo foi marcado por atentados, censura à imprensa, pelo movimento da Abertura e da Anistia a exilados políticos, além da transição promovida devido ao engajamento popular na campanha Diretas Já, entre 1983 e 1984, que exigia eleições no país.

 

Brasília, 27 de Abril de 2004 – Ex-deputado federal Ulysses Guimarães, o “Senhor Diretas”, defende no plenário da Câmara a redemocratização do Brasil. Foto: Arquivo Agência Brasil

Brasília, 27 de Abril de 2004 – Ex-deputado federal Ulysses Guimarães, o “Senhor Diretas”, defende no plenário da Câmara a redemocratização do Brasil. Foto: Arquivo Agência Brasil

 

São Paulo e Rio de Janeiro promoveram os maiores comícios das Diretas Já, mas felizmente o movimento desta vez se alastrou por todo o país. Há pouco mais de 30 anos, no dia 16 de abril de 1984, mais de 1.500.000 milhão de pessoas tomaram a Praça da Sé e as ruas do entorno e em seguida se dirigiram ao Vale do Anhangabaú, exigindo a volta das eleições diretas para presidente.

As lideranças originaram a nova elite política brasileira e o processo de redemocratização culminou com a volta do poder civil em 1985, na aprovação de uma nova Constituição Federal, em 1988 e a realização das eleições diretas para Presidente da República em 1989.

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Autor: alotatuape

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