Dojô Xtreme Gold Team leva alunos ao destaque nos campeonatos


Quarta-feira, 13 de julho de 2016, às 21h06


Alezinho, Cachorrão, Nelsão, Felipão, Kaka, Samanta, Cynthia, Fabinho, Renatinho, Denis, Leila, Leo capoeira, Denis Júnior, Ataliba Júnior e Raphael, são alguns dos atletas que estão se empenhando nas competições; na retaguarda, toda a tradição e experiência da equipe os auxilia e torce por eles. Neste final de semana haverá o Campeonato Mundial de Jiu Jitsu no Ibirapuera e alguns deles estarão lá.

Gerson Soares

Campeonato Sul Americano CBJJE, Campeonato Brasileiro, Nacional Open, Final Estadual Fesp – Jiu Jitsu Esportivo (São Carlos-SP), ECJJ Open Mogi das Cruzes, Circuito Aberto Paulista de Jiu Jitsu. Estes são os principais campeonatos que aconteceram em 2016, onde os atletas da Xtreme se destacaram e competiram. Mas para que isso aconteça, existe uma grande equipe que os envolve e incentiva.

 

Formação dos alunos dos projetos sociais e equipe Xtreme Gold Team. Foto: Divulgação / Xtreme

Novas gerações: formação dos alunos dos projetos sociais e equipe Xtreme Gold Team. Foto: Divulgação / Xtreme

 

Cada um dos lutadores citados nesta matéria teve um início no Jiu Jitsu, aprendeu o básico e se interessou pelos campeonatos, algo que ocorre naturalmente. Outros praticantes da Arte Suave preferem o tatame do dojô e também merecem todo o respeito. Eles exercem um trabalho importantíssimo no treinamento dos colegas com aptidão para a aglomeração, adrenalina e por que não dizer, com paciência para esperar sua vez de lutar, nos diversos campeonatos que são realizados no Estado de São Paulo, Brasil e no exterior. Por isso, não é demais lembrar as palavras do líder da Xtreme Gold Team: “Vocês devem valorizar o companheiro de treino porque Jiu Jitsu não se treina sozinho”, ensina costumeiramente o mestre Pedra.

Quem já participou de campeonatos de Jiu Jitsu sabe que são centenas de atletas inscritos, divididos em várias categorias, pesos, idades e faixas de graduação. Mas o melhor disso é perceber a quantidade de jovens que se dedicam a esse esporte, uma modalidade de arte marcial fascinante pelo grau de exigibilidade e desenvolvimento adquiridos com a sua prática. Isso pode ser visto, inclusive, nos projetos sociais em que alguns alunos e professores da Xtreme Gold Team estão envolvidos, tais como o Projeto Recriar do instrutor Alezinho (faixa preta 1º grau) e o Projeto Samurais da Leste do Pelado, faixa marrom (leia as reportagens). Cada qual cuida prioritariamente de um projeto e ambos trabalham em equipe.

 

Alezinho e seus alunos campeões, à esquerda Leila, que vai disputar o mundial de Jiu Jitsu no ginásio do Ibirapuera neste sábado (16/07). Foto: Alexandre Tadeu

Alezinho e seus alunos campeões, à esquerda Leila, que vai disputar o mundial de Jiu Jitsu no ginásio do Ibirapuera neste sábado (16/07). Foto: Alexandre Tadeu

 

Alexandre Tadeu de P. Dias, 38, o Alezinho, começou a treinar Jiu Jitsu em 1997 e é um daqueles que sempre gostou de competir, desde a faixa branca em 1998, com diversas participações em torneios. “E não parei mais. Peguei a faixa preta em 2012 e sempre tive a visão de acompanhar os alunos nos campeonatos”, conta. Para ele isso é um incentivo. “O Pedra preza muito a questão da união”. Alezinho lembra que uma maior participação de outros faixas pretas da equipe incentivaria ainda mais os atletas.
Uma das suas alunas, Leila L. de Sousa, 16 anos, também praticante de Judô, treina com ele há quatro anos e está ganhando vários torneios. Com o objetivo de disputar o mundial de Jiu Jitsu, recebeu uma bolsa do mestre Pedra para treinar também às terças e quintas na Xtreme Gold Team. “Como eu não vou poder disputar o campeonato transferi minha inscrição para ela”, explica Alezinho que está com o braço fraturado. Em seu percurso como professor, fundou em São Miguel Paulista (zona Leste de São Paulo), um projeto social no ano de 2008. Em 2013, levou 45 crianças do projeto à Campinas-SP, para disputar o Open Talent de Jiu Jitsu e voltou do interior paulista com 39 medalhas e 17 campeões. Desde o último mês de março cuida do Projeto Recriar, uma nova etapa voltada às crianças, que acontece na Igreja Batista de Vila Diva.

Exemplos não faltam entre os membros da equipe Xtreme Gold Team

Um dos atletas mais conhecidos da equipe é Paulo Sanchez, 45, que até ganhou seu apelido pelo golpe que executa com precisão, Guilhotina. Ele nos conta que começou com 16 anos, no dojô da Rua Acuruí e relembra da união e da força da equipe, participando de diversos campeonatos de Jiu Jitsu e MMA. “Quando inaugurou a Xtreme Gold Team na Rua Coelho Lisboa, foram muitos alunos ajudando a fazer o tatame e uma coisa eu aprendi nos meus 45 anos de idade, não é a academia que faz o aluno e sim o aluno correndo atrás para ser um grande campeão”, recorda e opina, afirmando que o Jiu Jitsu mudou sua vida.

 

O lutador Guilhotina (à frente na esquerda) após a aula de Submission dada por ele na Xtreme. Foto: Paulo Sanchez

O lutador Guilhotina (à frente na esquerda) após a aula de Submission dada por ele na Xtreme. Foto: Paulo Sanchez

 

O dojô da Rua Coelho Lisboa esquina com a Rua Azevedo Soares foi inaugurado em 2005 e nesse período até hoje, o faixa preta 1º grau já conquistou um mundial de Jiu Jitsu, um mundial Submission, foi campeão Paulista seis vezes e possui vários outros títulos que totalizam 44 medalhas. “Conheci minha esposa Adriana na Xtreme, tenho uma filha linda, Manuella, e sou grato ao Jiu Jitsu. Um faixa preta, foi um branca que nunca desistiu. Um mestre de Jiu Jitsu é humilde, fiel e sábio”, disse.

Superação e amizade vencendo tremendas dificuldades

“O que falar da Xtreme, ou melhor, da família Xtreme”, pergunta a si mesmo o faixa preta 1º grau Valmir Geraldo, 42, ao receber nosso convite para falar um pouco sobre o dojô, surpreendendo-nos com sua narrativa. “Treino Jiu Jitsu há mais de 20 anos, lutei muitos campeonatos, ganhei poucos, mas tem uma luta que me orgulho de ter ganhado junto com o líder da equipe que me cedeu o tatame fora dos horários dos treinos”, conta.

“Sou educador físico e há alguns anos um grande amigo (quase um irmão), que tive a felicidade de conhecer na Xtreme, sofreu um grave acidente, causando-lhe uma lesão cerebral aguda, que o deixou em coma durante 12 dias. Porém, quando acordou, teve que reaprender todos os seus movimentos. Assim que foi liberado pelos médicos, comecei uma reabilitação com ele utilizando o Jiu Jitsu como base do tratamento, já que ele era faixa roxa e amava os tatames”, descreve Valmir e continua. “O mestre Pedra e toda a equipe acompanharam a evolução, sempre torcendo pela sua melhora. Nossos treinos eram feitos em horários em que a academia estava praticamente vazia para que o atleta não ficasse constrangido com seu desempenho”.

 

Aula matinal da Xtreme com a presença do mestre Pedra (kimono preto, último da direita).  O segundo da esquerda para a direita é Valmir Geraldo. Foto: divulgação

Aula matinal da Xtreme com a presença do mestre Pedra (kimono preto, último da direita). O segundo da esquerda para a direita de joelho é Valmir Geraldo. Foto: divulgação

 

Essa edificante aplicação terapêutica da arte marcial mais o empenho e a amizade entre companheiros de treino é um exemplo daquilo que se colhe num dojô.

“Meu amigo recuperou-se 100% e formou-se faixa preta. No dia da graduação mais uma surpresa: em todos os anos dentro da Xtreme eu nunca havia visto o Pedra se emocionar ao graduar um faixa preta. Naquele dia ele mostrou para todos que se preocupa e se orgulhava de cada um que estava ali. A Xtreme é isso, uma corrente que se importa sempre em manter seus elos fortes e unidos. Um atleta sozinho não leva sua academia a lugar nenhum, enquanto uma equipe consolidada pode fazer cada membro ter seu próprio brilho”, expõe Valmir.

Leia todas as matérias sobre o que significa um dojô
Xtreme Gold Team dojô
O Dojô e as Artes Marciais

“Já fui convidado para dar aula no exterior e o Jiu Jitsu sempre me abriu várias portas. Vocês que estão aqui nesta manhã fria, deixando o conforto dos cobertores, são pessoas diferenciadas. Por isso acreditem, se empenhem nos treinamentos, busquem seus objetivos que vocês terão sucesso aqui no tatame e na vida”, incentivou o mestre Pedra, numa gelada manhã no início de junho último.

As reportagens e declarações vistas neste especial sobre o espaço destinado aos treinamentos de atletas, não têm a pretensão de serem as últimas, nem as primeiras ou meias palavras sobre o quão importante é valorizar o local onde se treina que em japonês é chamado de dojô. Nem tampouco encerrar as muitas histórias de tantos outros mestres da Xtreme ou de seus alunos, isto pode ser o começo de outras histórias interessantes. O mais importante é deixar um exemplo de “união, foco e persistência”, nas palavras do mestre que repercutem em todos os momentos de uma “família” de guerreiros modernos, estejam eles no alto do Fujiyama, onde experimentam a visão do caminho percorrido, ou no sopé da montanha, local em que foi iniciado.



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Mestre Pedra (kimono azul), professoes, graduados e alunos do período noturno. Foto: Alexandre Tadeu / Xtreme

Mestre Pedra (kimono azul), professoes, graduados e alunos do período noturno. Foto: Alexandre Tadeu / Xtreme

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