Ebola já matou 2.917 pessoas em 6.263 casos, diz OMS

Ebola - especialistas do INI/Fiocruz falam sobre a doença


Quinta-feira, 25 de setembro de 2014, às 16h41


Com informações de Graça Adjuto da Agência Lusa de Notícias

África Ocidental – A febre hemorrágica ebola toma proporções nunca vistas na África. Em Serra Leoa, 1,2 milhão de pessoas foram colocadas em quarentena em três regiões do país, a fim de evitar a propagação da epidemia que já matou 2.917 dentre os 6.263 casos registrados, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado hoje (25).

Os dados referem-se a domingo (21). Segundo o relatório, os três países mais afetados pela epidemia – a mais grave desde que o vírus foi identificado, em 1976, e que ressurgiu no final de dezembro do ano passado – são a Libéria, a Guiné-Conacri e Serra Leoa. “As pessoas que vivem nas áreas sob quarentena vão enfrentar numerosas dificuldades, mas a sobrevivência dos cidadãos do país é a nossa prioridade”, disse o presidente Koroma, deste último.

A infecção ocorre por contato direto com fluidos corporais, sangue, ou secreções. O período de incubação dura de dois a 21 dias. Nesta fase, a doença não é contagiosa. Apenas a partir do momento em que os sintomas se manifestam é que pode ser transmitida.

Gráfico produzido pela OMS ajuda a compreender a doença.

Uma outra epidemia de ebola, distinta da que atinge a África Ocidental, já matou 41 pessoas em 68 casos no Noroeste da República Democrática do Congo, desde que apareceu em 11 de agosto e até 18 de setembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela OMS.

A doença atinge uma taxa de mortalidade de cerca de 70%, segundo estudo divulgado pela OMS. De acordo com a agência das Nações Unidas, só é possível dizer que não há mais transmissão do vírus em um país “42 dias após o último caso registrado”.

O Brasil intensificou os cuidados e sob a coordenação do Ministério da Saúde já foram realizadas simulações no Rio de Janeiro, pelo Instituto Fiocruz. Em São Paulo, o exercício aconteceu no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos e no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em parceria do Ministério da Saúde com a Secretaria Estadual de São Paulo no último dia 16.

Simulação no aeroporto de Guarulhos. Foto: Ministério da Saúde

A realização de uma simulação no aeroporto de Guarulhos, no último dia 16, colocou em prática as medidas adotadas em resposta a um eventual caso suspeito de ebola em viajante internacional. Foto: Ministério da Saúde

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Autor: alotatuape

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