Economia de água pode abastecer 600 mil

Secretário Edson Giriboni (Saneamento e Recursos Hídricos), a diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena, e o governador Geraldo Alckmin. Foto: Diogo Moreira.

Secretário Edson Giriboni (Saneamento e Recursos Hídricos), a diretora-presidente da Sabesp, Dilma Pena, e o governador Geraldo Alckmin. Foto: Diogo Moreira.

Bônus para quem reduzir o consumo faz sobrar água para abastecer 600 mil pessoas. Moradores da Grande São Paulo abastecidos pelo Sistema Cantareira diminuíram o consumo em 2.120 litros por segundo.

O incentivo econômico criado para quem diminuir o consumo de água obteve um importante resultado. Na segunda semana de vigência do bônus, os moradores da Grande São Paulo abastecidos pelo Sistema Cantareira diminuíram seu consumo em 2.120 litros por segundo. Isso significa um volume de água suficiente para atender 600 mil pessoas – uma cidade do porte de São José dos Campos ou Osasco.

Alckmin destacou que houve uma boa resposta da população ao incentivo econômico criado para quem diminuir o consumo de água. Foto: Diogo Moreira.

Alckmin destacou que houve uma boa resposta da população ao incentivo econômico criado para quem diminuir o consumo de água. Foto: Diogo Moreira.

“Tivemos uma boa resposta da população, que está ajudando bastante”, afirmou nesta terça-feira, 18, o governador Geraldo Alckmin, durante evento em Carapicuíba. Ele destacou a resposta cada vez mais positiva dos moradores, já que a redução no consumo na primeira semana do incentivo havia sido de 500 litros por segundo. O governador ressaltou, porém, que a situação do Sistema Cantareira continua crítica por causa da falta de chuvas e do calor excessivo e que é fundamental que a população evite qualquer tipo de desperdício.

A economia feita na segunda semana do bônus criado pela Sabesp representa uma diminuição no volume de água tratado e distribuído para quase 10 milhões de pessoas entre 9 e 16 de fevereiro. Assim, esses 2.120 litros a menos de água produzida por segundo significam, ao fim de uma semana, 1,3 bilhão de litros. Água suficiente para encher 520 piscinas olímpicas.

A criação do bônus para quem economizar água ocorreu devido ao verão mais atípico dos últimos 84 anos, com o pior índice de chuvas da história e calor recorde. Sem precipitação, as represas do Sistema Cantareira não enchem justamente no período em que isso deveria ocorrer. “É a maior seca dos últimos 84 anos na região do Cantareira. As chuvas ocorridas de quinta a domingo ajudaram o sistema a estabilizar. Teremos alguns dias secos agora, mas a partir do fim de semana teremos chuvas intensas, segundo a previsão meteorológica. É importante, porém, que chova no local certo”, destacou o governador.

Nesta terça-feira, o Sistema Cantareira estava com 18,4% da capacidade. Na mesma data de 2011, o nível era de 87,8%. O período chuvoso, que vai de outubro a março, serve para alimentar as represas. Durante a estiagem (de abril a setembro), a água estocada no verão é utilizada para abastecer a população. É como se fosse uma caixa-d’água residencial, só que em proporções enormes: as quatro represas do Sistema Cantareira podem armazenar quase 1 trilhão de litros de água.

Outro fator importante é que não adianta chover forte na cidade de São Paulo, pois não há como represar essa água para aproveitá-la depois para abastecimento. É como deixar a torneira aberta sem uma vasilha embaixo: a água vai embora pelo ralo e não pode ser aproveitada. E não existe mais possibilidade de criar uma represa na capital, pois o espaço necessário é imenso. Seria como construir uma nova Guarapiranga em São Paulo. Por isso é essencial que a chuva aconteça no sul de Minas Gerais e na região das cidades de Bragança Paulista e Vargem, onde está a maior das quatro represas.

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Autor: alotatuape

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