Entrega de remédios de alto custo pode ser beneficiada com PDP lançada pelo governo


Quarta-feira, 22 de julho de 2015, às 14h36 – atualizado às 16h31


O Governo do Estado de São Paulo, lançou ontem uma plataforma que desembaraça as ações das Parcerias Público Privadas (PPP). Agora, como disse o governador Geraldo Alckmin, “um empresário poderá estar em Cingapura ou nos Estados Unidos e poderá acompanhar tudo pela internet”.

Gerson Soares

As duas principais prioridades da nova plataforma são a Saúde e os Transportes. No que tange às últimas reportagens sobre Remédios de Alto Custo publicadas pelo Alô Tatuapé, conversamos com a assessoria do Governo nesta manhã (22) e foi sinalizado que através da Plataforma Digital de Parcerias (PDP) poderá ter fim o arcaico sistema de entrega desses medicamento, caso o Estado priorize essa demanda.

 

Geraldo Alckmin lança plataforma digital de parcerias e assina o Decreto que regrará procedimentos de apresentação de projetos pela iniciativa privada à administração pública estadual e também assinou o memorando de entendimento entre o BID e o Governo do Estado de SP para fomento às iniciativas de PPPs e concessões no salão dos despachos no Palácio dos Bandeirantes. Foto: Eduardo Saraiva/A2IMG

Geraldo Alckmin lança plataforma digital de parcerias e assina o Decreto que regrará procedimentos de apresentação de projetos pela iniciativa privada à administração pública estadual e também assinou o memorando de entendimento entre o BID e o Governo do Estado de SP para fomento às iniciativas de PPPs e concessões no salão dos despachos no Palácio dos Bandeirantes. Foto: Eduardo Saraiva/A2IMG

 

Como funciona

Para conseguir os remédios de alto custo, hoje um paciente deve marcar a consulta com o médico credenciado, e este deverá preencher um LME (Laudo para Autorização/Dispensação de Medicamentos Excepcionais e Estratégicos) em formulário obtido na internet para impressão (gerando vários custos), mas que deve ser preenchido a caneta, em duas vias originais (portanto o médico deve fazer o serviço duas vezes). A validade do documento é trimestral, e o procedimento deve ser repetido quatro vezes ao ano para cada paciente.

Feito isto, o profissional da medicina deve preencher três receitas manuscritas (ou quantas forem necessárias, formando um bloco de receitas para cada mês), com papel carbono* ou escrevê-las seis vezes, indicando cada prescrição. Cada remédio precisa constar na receita. Ou seja, o paciente que toma 50 mg de um determinado medicamento e mais 25 mg do mesmo (no caso de não haver a dosagem de 75 mg), o médico deverá preencher todas as receitas com as dosagens separadas. Imagine aquele que toma três tipos de remédios de alto custo com dosagens diferentes.

Estamos falando de um paciente, mas se no final do dia o médico atender apenas cinco, já terá preenchido tantos formulários e receitas que o tempo para exercer a medicina ficará reduzido, devido à sua dedicação aos serviços burocráticos. Mas não é só isso. Basta que ele cometa um pequeno erro durante o preenchimento, um único número de código do medicamento trocado, e o paciente voltará para casa sem o remédio, tendo sua vida colocada em risco pelos médicos-revisores da Secretaria da Saúde de São Paulo (leia reportagem: Desumanidade e burocracia revestem Saúde contra pacientes que precisam de remédios).

O atual sistema humilha médicos e pacientes

Com um sistema para dispensação de remédios informatizado, o médico será valorizado e exercerá sua profissão adequadamente, o paciente manterá a sua dignidade e serão evitados desperdícios, trazendo economia para o Estado. A partir da Tecnologia da Informática (TI), os usuários terão seus prontuários devidamente cadastrados nos computadores onde as entregas dos remédios serão registradas e monitoradas, sem a necessidade de preenchimento de formulários e receitas arcaicos, totalmente superados. Até as crianças, atualmente utilizam a internet e outros aplicativos que podem receber dados com segurança.

O paciente receberá um cartão de acesso e ao médico, que também terá uma senha, caberá pedir exames, indicar medicações e verificar a saúde dos pacientes, fazendo os apontamentos nesse mesmo prontuário que poderá ser acompanhado, com acessos autorizados a quem diz respeito – como o pessoal de logística e contabilidade –, nada complicado para o estágio tecnológico em que se encontra o país. Esse investimento deve retornar a médio prazo, mas com um ganho muito maior na valorização da vida e de todos os envolvidos.

Neste site existe farto material sobre o assunto, inclusive sobre a falta de remédios no início deste mês de julho, causada por falhas humanas, negligência, irresponsabilidade ou pela exaustão de um sistema ultrapassado mas ainda em uso, que colocou rigorosamente em risco a vida de transplantados e outros pacientes, dependentes dos remédios entregues pelo Governo do Estado – que não estão à venda, mesmo se alguém pudesse comprá-los para não vir a óbito – sob a responsabilidade da Secretaria da Saúde de São Paulo.

*Papel carbono = tipo de papel químico, utilizado para cópias até o surgimento e banalização das impressoras. Com uma camada de tinta em um dos lados, não pode ser reciclado. Atualmente em extinção.

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REMÉDIOS DE ALTO CUSTO

 

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