Entrega de remédios é garantida pela Constituição Federal

Apesar disso, a cargo dos respectivos responsáveis nas esferas federal, estadual e municipal, as denúncias da falta de remédios estão aumentando mês a mês em São Paulo.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA assessoria da Secretaria da Saúde não respondeu, até agora, as nossas perguntas enviadas no início do mês de fevereiro, sobre as questões dos remédios aos transplantados e aqueles de alto custo, agenda de entrega, entre outros assuntos. No final de fevereiro, a comunicação limitou-se a dizer que “se estão com pressão deveriam ter enviado as perguntas antes”. Mas em pleno mês de maio ainda não respondeu, nem tampouco marcou a entrevista, como solicitamos, com o secretário da Saúde David Ewerson Uip ou alguém que pudesse dizer com segurança que tipo de problema atinge a Secretaria, para que esta não cumpra seu dever de fornecer as medicações aos doentes, levando-os ao constrangimento de voltar para casa sem a medicação. Muitas vezes sem comer, debilitados e idosos, apenas com o dinheiro da passagem de volta, depois de horas na fila.

As reclamações sobre os remédios estão se agravando e ninguém explica aos cidadãos. Dona Miriam vem de Diadema, Odila de Santos, Alessandra de Campinas. Elas, assim como vários outros cidadãos procuram a capital paulista para retirar os remédios vitais à sua própria saúde ou de seus parentes próximos. “Ah! Não vou tomar mais, ou então, ao invés de tomar um por dia, tomo a cada dois dias”, disse uma delas extremamente nervosa e cansada, depois de sair de casa pela manhã e voltar no início da noite de ontem, aos 70 anos de idade. Dessa vez conseguiu o remédio, no mês passado não. “Eu prefiro pegar em São Paulo, porque é mais garantido”, afirma outra mulher. Seu medo ronda muitos outros doentes ou parentes deles, que admitem que uma mudança do processo de local pode acarretar desvio de documentação e ficarão sem o remédio.

Ontem, à assessoria da Secretaria da Saúde, foram enviadas as mesmas perguntas, respondidas pelo promotor de Justiça Arthur Pinto Lemos Júnior e pela advogada Joana Porto. Até o fechamento destas reportagens a comunicação da pasta não as respondeu. No final da tarde desta quinta-feira (15), em conversa pelo telefone, a assessora da secretaria, explicou que os remédios podem ser fornecidos pelo governo de São Paulo, pela prefeitura ou vir do governo federal. Para saber com exatidão qual o problema que ocorre, deveríamos informar o nome do remédio e o posto onde não foi encontrado.

Razoados, porém, deduzimos que o problema central é a falta de estoques reguladores e a garantia de todos os remédios em quaisquer postos. Caso haja problemas, o cidadão precisaria ser comunicado com antecedência para não ficar sem a medicação. Ao contrário disso, ele só fica sabendo depois de esperar nas filas e mesmo debilitado ter de ir até o posto designado. Quando não consegue terá de pedir a alguém.

O atual secretário da Saúde do Estado de São Paulo, David Everson Uip é médico infectologista, ex-diretor-geral do Instituto do Coração de São Paulo (Incor), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde fevereiro de 2009. É considerado um dos maiores especialistas em doenças infecciosas, em especial a AIDS, do país. Ele assumiu a pasta no ano passado, convidado pelo governador Geraldo Alckmin.

 

alotatuape

Autor: alotatuape

Share This Post On

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*