Estagnação econômica e o desafio da pobreza


Quinta-feira, 22 de abril de 2015, às 11h56


ONU-Brasil – Banco Mundial

Em meio à estagnação econômica, Brasil enfrenta o desafio de continuar combatendo a pobreza. De 1990 a 2009, 1 em cada 2 pessoas que saíram da pobreza na América Latina e no Caribe era brasileira. O percentual de brasileiros vivendo
em extrema pobreza caiu de 10% para 4% entre 2001 e 2013.
No momento em que o país ameaça fechar 2015 com queda de 0,7% no PIB, especialistas discutem como manter conquistas sociais.

 

“Quando eu era jovem, os pobres não tinham nenhuma oportunidade. Hoje, acho que o Brasil está menos desigual", avalia Maria Moreira, empregada doméstica aposentada. Foto:  Mariana Kaipper Ceratti / Banco Mundial

“Quando eu era jovem, os pobres não tinham nenhuma oportunidade. Hoje, acho que o Brasil está menos desigual", avalia Maria Moreira, empregada doméstica aposentada. Foto:
Mariana Kaipper Ceratti / Banco Mundial

 

Desigualdade acima da média

A tarefa de eliminar a miséria, no entanto, ainda não acabou. O Brasil e o México respondem por metade da população latino-americana extremamente pobre, mais de 75 milhões de pessoas.

“18 milhões de brasileiros ainda vivem na pobreza e 1/3 da população não conseguiu ingressar na classe média, ficando em uma condição de vulnerabilidade econômica, sem ter a formação e a empregabilidade necessárias para sair dessa condição”, descreve o estudo.

Também chama a atenção o fato de 60% dos brasileiros pobres viverem em cidades, o que reflete o alto nível de urbanização do país (84,8%).

Já a desigualdade continua acima da média latino-americana e caribenha. “O 1% mais rico da população brasileira fica com 13% da renda, mais do que os 11% recebidos pelos 40% mais pobres.”

Entre os principais motivos para a persistência desses problemas, estão a baixa qualidade dos serviços públicos (como saúde e educação, embora muitos indicadores tenham melhorado) e o que os autores chamam de “estagnação da produtividade”.

O que é isso? É uma combinação de baixo nível de investimento, infraestrutura precária, pouca especialização dos trabalhadores e um ambiente de negócios que não favorece o setor privado ou a competição.


Assunto relacionado:

Para o Banco Mundial, extrema pobreza acabou no Brasil


 

O fardo dos impostos

E se, nos últimos anos, o crescimento econômico respondeu por 2/3 da redução da pobreza no Brasil, como fazer agora que o país terminou 2014 estagnado, e ameaça fechar 2015 com queda de 0,7% do PIB?

Continuar enfrentando a pobreza em meio ao baixo crescimento econômico é um desafio não só para o Brasil, mas para o resto da região. O tema aparece neste e em outros estudos lançados pelo Banco durante as Reuniões de Primavera, e todos mostram que não há uma fórmula única para os países latino-americanos e caribenhos.

Especificamente no caso brasileiro, não há mais espaço para aumentar os impostos: a arrecadação hoje equivale a 33% do PIB nacional e é uma das mais altas do mundo. Por isso, os autores sugerem ajustes fiscais para promover um gasto público eficiente, que permita estimular a competitividade, melhorar a infraestrutura e os serviços públicos e dar continuidade aos programas sociais.

Uma reforma tributária também favoreceria os mais pobres porque, no país, muitas taxas estão embutidas nos preços dos produtos, tornando-os mais caros. Como a maior parte da renda dessas pessoas é gasta com a compra de itens básicos, o fardo dos impostos acaba pesando ainda mais.

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