“Fazer o teste PSA salvou minha vida”, declara ator americano Ben Stiller


Segunda-feira, 21 de novembro de 2016, às 18h33


Ele defende o exame e levanta o debate sobre a prevenção e as recomendações americanas sobre o câncer de próstata.

Instituto Lado a Lado Pela Via | Novembro Azul

Um em cada cinco casos de câncer que atingem o público masculino no Brasil é de próstata. No mundo, é o sexto tipo mais comum e mais prevalente, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Ainda assim, sabe-se que muitos homens não falam sobre o assunto e não realizam a prevenção. Mas uma declaração do ator Ben Stiller, diagnosticado em 2014 com câncer de próstata, levantou novamente o debate sobre a doença.

 

Ben Stiller: “Fazer o teste PSA salvou minha vida”. Foto: divulgação / LAL

Ben Stiller: “Fazer o teste PSA salvou minha vida”. Foto: divulgação / LAL

 

O ator produziu um artigo em que relata sua experiência da descoberta da doença e como os exames de prevenção fizeram a diferença na sua cura. “Fazer o teste PSA salvou minha vida. Literalmente. É por isso que eu estou escrevendo isso agora”.

Mesmo sem fazer parte de nenhum grupo de risco, Ben Stiller foi orientado pelo seu médico a realizar o exame de PSA. “Se tivesse esperado, como a ACS (American Cancer Society) recomenda, até que eu completasse 50 anos não teria descoberto o tumor... Se ele tivesse seguido as orientações da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, eu nunca teria começado e não saberia do câncer, até que fosse tarde demais para tratar com sucesso”.

“Todo homem deve ser orientado para realizar um acompanhamento caso tenha algum antecedente familiar. Cada instituição tem um posicionamento, a ACS não faz nenhuma seleção de grupos de risco, a AUA (American Urological Association) prevê que o acompanhamento deva ser mais frequente em homens entre os 50 e 59 e a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) indica que o rastreamento deve ser feito em todo homem após os 50 anos e aos 45 anos para os grupos de risco”, afirma o urologista Aguinaldo Nardi, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida.

De acordo com a American Cancer Society, em 2016 serão 180.890 novos casos nos EUA. As formas mais recomendadas de prevenção são o exame de PSA – realizado com uma amostra de sangue – e o exame de toque. Nos casos do PSA, avaliam-se os níveis da substância produzida pela glândula prostática e com o exame de toque, o volume, a consistência, a presença de irregularidades, os limites, a sensibilidade e a mobilidade da próstata. Esses dados ajudam a prever não somente o câncer, mas outras alterações na próstata como hiperplasias (crescimento benigno de células) e prostatite (infecção na próstata causada por bactérias do intestino).

A constatação da doença de Ben Stiller veio após 1 ano e meio de investigação, com os níveis de PSA subindo cada vez mais. Seu urologista fez a indicação do exame de toque que, segundo ele, não demorou mais de 10 segundos. A ressonância magnética ajudou a definir o local do tumor e definir o estadiamento da doença. Pelo nível em que se encontrava e o tipo de tumor, o recomendado foi a cirurgia, uma prostatectomia radical laparoscópica assistida robótica.

Sai ou fica?

Os exames de PSA foram desobrigados nos EUA após uma pesquisa americana relatar em 2012 que o teste não era tão eficiente e diagnosticava muitos casos desnecessários de tratamento, expondo o paciente a procedimentos agressivos como quimioterapia e cirurgias. Desde esse fato, os índices de mortalidade só subiram no País.

“Sem o teste de PSA ou qualquer procedimento de triagem, como é que os médicos vão detectar casos assintomáticos como o meu, antes que o câncer se espalhe e vire uma metástase por todo o corpo tornando-se incurável? ”, questiona Stiller.

Suspeitas de manipulação incorreta dos dados da pesquisa fez com que outros estudos continuassem ativos. O mais recente foi feito pela Universidade de Harvard, também nos EUA, relacionando os fatores de diagnóstico e de risco da letalidade da doença. O estudo avaliou cerca de 22.071 americanos com idade entre 40 e 59 anos por um período de 30 anos, iniciado em 1982. Dos pacientes analisados com câncer e um PSA acima da média, 82% deles com idade entre 40 a 49 anos, 71% com idade entre 50 a 54 anos e 86% com 55 a 59 anos apresentaram uma forma mais letal.

Com esses resultados, organizados em 30 anos de estudo, será possível comprovar que além da eficiência do uso do teste para diagnóstico, ele também serve para definir a gravidade da doença.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, no Brasil foram realizados quase 5 milhões de testes de PSA em 2015 e campanhas como o Novembro Azul, realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, atuam para que esse número aumente e seja cada vez mais eficiente a detecção precoce da doença.

Saúde do homem: Novembro Azul. Ilustração: aloart

Saúde do homem: Novembro Azul. Ilustração: aloart

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