Freire cuidará dos interesses da Cultura e do Brasil, diz Temer


Quarta-feira, 23 de novembro de 2016, às 18h52


O presidente da República, Michel Temer, deu posse, nesta quarta-feira (23), a Roberto Freire como ministro da Cultura. Ao oficializar Freire no cargo, Temer relembrou a trajetória do novo titular da pasta e afirmou que ele “não vai cuidar apenas da Cultura”.

O presidente Michel Temer disse que o papel de Roberto Freire em seu governo irá além das atribuições dele à frente do Ministério da Cultura. “Você não vai cuidar somente da cultura, Roberto. Quero que você esteja do meu lado para governar”, disse o presidente durante a cerimônia de posse de Freire na pasta.

 

Presidente Michel Temer e o Ministro Chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha, durante cerimônia de posse do ministro da Cultura, Deputado Roberto Freire. (Brasília - DF 23/11/2016). Foto: Marcos Corrêa/PR

Presidente Michel Temer e o Ministro Chefe da Casa Civil, Elizeu Padilha, durante cerimônia de posse do ministro da Cultura, Deputado Roberto Freire. (Brasília - DF 23/11/2016). Foto: Marcos Corrêa/PR

 

“Você traz para o governo a simbologia de quem tem um passado de lutas em favor do Brasil. Temos hoje absoluta certeza de que o governo está ganhando muito. Se não foi bem até agora, eu digo a vocês, a partir do Roberto Freire, o governo ganhará céu azul, velocidade de cruzeiro e vai salvar o Brasil”, disse o presidente ao novo ministro.

Temer reiterou que o país vive uma recessão profunda e que, mesmo diante desse cenário, “exige-se” logo o crescimento, passando por cima da recessão. “Mas é preciso, primeiro, vencer a recessão para depois retomarmos o crescimento, porque é com ele que vem o emprego”, afirmou, referindo-se à necessidade de aprovação da PEC do Teto de Gastos Públicos e da Reforma da Previdência, tanto no âmbito federal como estadual.

“Quando cheguei aqui, na [Assembleia Nacional] Constituinte [em 1987], o Freire já era grande figura da política nacional. Acompanhava com muito interesse os discursos e intervenções adequadas e, às vezes, muito rigorosas, que ele fazia naquele tempo. Eu, calouro ainda, e ele veterano. Ele não se recorda. Isso significa que pessoas muito importantes, muitas vezes, não se lembram das mais singelas”, disse Temer. “É interessante como a vida tem acidentes”, acrescentou.

Temer revelou que planejava colocar Freire na pasta desde antes da posse na Presidência da República, mas que, em função da necessidade de reduzir o número de ministérios, a ideia acabou sendo postergada. “Roberto disse, após ter sido designado [extraoficialmente] ministro da Cultura, que eu teria de reduzir ministérios e que, se não o fizesse, iria apanhar demais. Ele me disse: ‘faça o seguinte: se quiser meu cargo está à disposição’. Como tinha na cabeça a figura do Ministério da Educação e Cultura, resolvi reunir as duas pastas”.

O Ministério da Cultura havia sido transformado em secretaria, incorporada à pasta da Educação, o que havia provocado uma onda de protestos. “Logo depois, houve uma grita natural da cultura. Como as contestações eram legítimas, revi o ato, mas a essa altura não foi possível levá-lo, porque já havia outro companheiro ocupando a Secretaria da Cultura”, acrescentou o presidente.

Freire assume o ministério no lugar de Marcelo Calero, que, um dia após ter pedido demissão, afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que o ministro Geddel Vieira Lima o pressionou a intervir junto ao Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) para liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador, onde Geddel adquiriu um imóvel.

No discurso de posse, Roberto Freire comparou sua entrada na equipe de governo à participação como líder do governo Itamar Franco (1992-1994), pelo fato de terem ocorrido em momentos políticos conturbados. Ressaltou também o papel importante que a cultura assume, enquanto instrumento de integração e diversidade.

“Para nenhum ser humano, o outro é estranho. A pluralidade cultural deve ser a base de nossa tolerância ao outro e ao universo”, disse o novo ministro. “Como parlamentar, com quase 40 anos de exercício de mandato, sei da necessidade do diálogo para enfrentar a divergência, elemento que é fundamental para o exercício da democracia. O diálogo será essencial também para integrarmos todos os agentes culturais”, disse.

Carreira política

Freire começou no serviço público no ano de 1967, após ser aprovado em primeiro lugar no concurso para gerente de Cooperativa Integral de Reforma Agrária, realizado pelo IBRA (Instituto Brasileiro de Reforma Agrária).

Em 1972, candidatou-se a prefeito de Olinda (pelo MDB). Foi o mais votado, mas perdeu para a soma dos votos das duas sublegendas da ARENA. O primeiro cargo eletivo de Roberto Freire foi o de deputado estadual, em 1974, pelo MDB, em Pernambuco.

Depois da experiência em Pernambuco, foi eleito para quatro mandatos sucessivos de deputado federal, de 1979 a 1994. Em seguida, elegeu-se senador. De 2003 a 2006, volta à Câmara para o seu quinto mandato como deputado federal pelo estado.

Em 2010, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo e se elegeu novamente deputado federal. Nas eleições de 2014, ficou como um dos suplentes da coligação PPS/PSDB, mas logo assumiu o cargo na Câmara dos Deputados. Foi também líder de governo durante o mandato de Itamar Franco.

As informações são do Portal Planalto e Agência Brasil
Lava Jato. Ilustração: aloart

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