Gabrielli: Palestra técnica no lugar de respostas


Sexta-feira, 13 de março de 2015, às 19h13

Parece brincadeira, mas não é! Gabrielli foi brincar na CPI da Petrobrás.

Gerson Soares
Brasília- DF, Brasil- Ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli chega a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de irregularidades na estatal. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Brasília- DF, Brasil- Ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli chega a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de irregularidades na estatal. Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, depois de fazer uma palestra técnica, gastou um tempo precioso para quem tem pressa em apurar o escândalo do Petrolão. À conversa fiada do ex-presidente, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse desconfiado: “parece estar combinado com o relator”, referindo-se ao deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). De fato Gabrielli provocou a paciência dos membros da CPI, ao falar do que não interessava a ninguém durante as perguntas reservadas prioritariamente ao relator. “E eu não estou gostando disso”, completou Lorenzoni, lembrando a CPI dos Correios, onde de acordo com ele “estava tudo combinado”.

Gabrielli disse que é impossível saber como o dinheiro é desviado na Petrobras, já que saia dos caixas das empresas envolvidas, no que foi desmentido. Afirmou que a compra da Refinaria de Passadena, estopim da derrocada da atual gestão da empresa, foi um bom negócio. “Foi um ótimo negócio”, disse o ex-presidente, que foi chamado de incompetente ou conivente com a roubalheira na Petrobras.

O relator da CPI da Petrobras, deputado Luiz Sérgio, ouve depoimento do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O relator da CPI da Petrobras, deputado Luiz Sérgio, ouve depoimento do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

“Ou o senhor é um incompetente de mão cheia ou é um dos capos. Pedro Barusco devolveu 97 milhões de dólares que não eram dele. Eram seus?”, perguntou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). “O senhor tinha que ter vergonha. O senhor é cúmplice de um assalto de proporções gigantescas”.

Na próxima quinta-feira (19) está marcado o depoimento do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, que chegou a ser preso e depois solto por decisão do Supremo. Ao contrário de Barusco, que se limitou a responder às perguntas dos parlamentares, Gabrielli enrolou e brincou. Sínico, sorriu.

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Autor: alotatuape

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