Glastonbury: Histórias e lendas


Publicado em 26 de setembro de 2013

Alquimia, lendas, história e ciência se misturam aos mistérios da antiguidade, como por exemplo, em Glastonbury condado de Somerset – Inglaterra, onde supostamente teriam sido sepultados o rei Arthur e a rainha Guinevere. Para esse local sir Lancelot se retirara em penitência pela morte de Arthur. E assim se propagam as Lendas Arturianas.

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Vista da subida ao Tor, a partir do sul-oeste (ou seja, a partir da direção do centro da cidade) de Glastonbury. Foto: Nessy-Pic / Wikipedia

Muito antes desses episódios, diz a lenda que José de Arimatéia teria chegado a Glastonbury com o Santo Graal, taça usada na última ceia entre Jesus e os apóstolos, a aproximadamente 30 anos após a crucificação e que ali teria sido construída a primeira igreja britânica para guardá-lo. Porém, os historiadores atribuem a origem dessa lenda à Idade Média, época em que relíquias religiosas e peregrinações eram negócios lucrativos para as abadias, no caso a abadia Lady Chapel. Nela teriam sido encontrados em 1.191 os corpos do rei e sua rainha.

Verdades ou lendas, a realidade da Arqueologia e as peregrinações às ruínas da Abadia Lady Chapel, Chalice Well ou ao Tor em Glastonbury, mostram que existe naquela localidade uma energia diferente. A maioria dos historiadores e pesquisadores como o brasileiro Giuliano José Forniarini, relatam que a abadia foi erguida por José de Arimatéia, membro do Sinédrio “homem rico, bom e justo (Jo 19:18)”, que foi contrário à sentença de morte para Jesus.

Vista da Tor, ponto de peregrinação, onde existem cavernas com estalactites e água que nunca cessa o fluxo. Foto: Wikipedia

Vista da Tor, ponto de peregrinação, onde existem cavernas com estalactites e água que nunca cessa o fluxo. Foto: Wikipedia

Após conseguir sepultar o corpo de Cristo, Arimatéia não é mais mencionado na Bíblia. Ele teria viajado para a Bretanha (Britania) depois de livrar-se da prisão, devido a sua própria influência de negociante junto aos romanos. Conforme os historiadores, a possível data de fundação da igreja é o ano 37 d.C., a primeira do Ocidente. Ao local, peregrinos chegam em busca de energias renovadoras e os Celtas também acreditavam existir nesse lugar uma das portas de acesso ao outro mundo, assim como atribuíam-lhe a localização da mística e misteriosa Ilha de Avalon. “A herança espiritual de Glastonbury é incomparável e rica de uma mitologia insuperável, de grande misticismo, que pode nos transportar a planos superiores, pois segundo a lenda, foi o local em que o essênio José de Arimatéia depositou o Graal”, escreveu H. Gerenstadt, escritora que se dedica aos estudos enigmáticos das Lendas Arturianas.

Além das ruínas da abadia, a Tor (ou colina, no antigo idioma gaélico, a linguagem dos povos célticos) também é outro ponto de peregrinação. Existem túneis e cavernas no interior da Tor, com estalactites formadas pelas correntes de água que fluem sem parar. Esse manacial é conhecido como White Spring. Mas existe outro manacial tão interessante quanto este no local, chamado Chalice Well, onde se afirma estar depositado o Graal. A água que jorra desse manacial é rica em ferro, deixando um rastro avermelhado por onde passa. A esse manancial são atribuídas propriedades medicinais e é considerado um local sagrado desde a antiguidade.

Ruínas da Abadia de Glastonbury. Foto: Wkipedia

Ruínas da Abadia de Glastonbury. Foto: Wkipedia

A abadia de Glastonbury é um monumento arqueológico e histórico. Foi a última a ser fechada depois que o rei Henrique VIII rompeu com a Igreja Catolica Romana e passou a ser o líder da Igreja da Inglaterra ou Igreja Anglicana. Outra curiosidade é que essa localidade inglesa era chamada de Ynnes-Witrin, Ilha de Avalon ou Ilha das Maças. Baseando-se na linguagem do britânico antigo, aval significaria maçã. Para os celtas era Ynis-vitrin, Ilha do Vaso, a Ilha Brilhante.

Localizada a 150 metros acima do nível do mar, a subida até a Tor proporciona uma visão panorâmica de Somerset, onde é possível visualizar sua aparência plana e constatar que teria sido uma ilha. No inverno, os campos estão geralmente inundados e ressaltam essa aparência. Este fato leva a refletir sobre o que viam os povos célticos e os primeiros habitantes, os nomes e as lendas que lhe atribuíram podem ter seus fundamentos. Talvez, devido a isso, passam de geração em geração, sendo esses locais venerados e visitados por muitas pessoas.

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Autor: alotatuape

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