Jogos Mundiais dos Povos Indígenas superam expectativa de público


Quinta-feira, 5 de novembro de 2015, às 13h04


Jogos realizados em Palmas, no Tocantins, receberam mais de 100 mil visitantes, uma média de 13 mil pessoas por dia. Segunda edição do evento será no Canadá em 2017.

do PNUD

A cidade de Palmas volta à rotina após duas semanas de intenso fluxo de visitantes brasileiros e estrangeiros que estiveram na capital do Estado do Tocantins para assistir à primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), que se encerrou na noite do dia 1º de novembro na Arena Verde, dentro do complexo dos jogos.

Indígenas de várias partes do Brasil e do mundo também se preparam para regressar as suas aldeias, muitos deles orgulhosos das medalhas que conquistaram e, principalmente, por ter tido a oportunidade de mostrar ao mundo a riqueza de sua cultura.

 

Encerramento dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Foto: ASCOM / Ministério do Esporte

Encerramento dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Foto: ASCOM / Ministério do Esporte

 

Até a última sexta-feira (30), os I JMPI receberam 104.856 visitantes, o correspondente a uma média de 13 mil pessoas por dia. Entre sábado (24) e sexta, período em que se realizaram as atividades esportivas e culturais na Arena Verde, o número alcançou 99,4 mil, o que significa uma média de visitas superior a 14 mil diariamente. Segundo o Comitê Organizador dos I JMPI, a expectativa no começo do projeto era atingir 100 mil pessoas durante todo o evento.

Somente a Arena Verde, local de provas esportivas e apresentações culturais, recebeu, nos últimos sete dias, 51.492 visitantes, uma média de 7,3 mil pessoas por dia. A maior movimentação nos JMPI foi na sexta (30), com 20,7 mil visitantes. Já o público recorde da Arena Verde foi registrado na quinta-feira (29) passada, com 9,4 mil espectadores.

A feira de artesanato, a Oca da Sabedoria e os torneios desportivos estão entre os principais atrativos de público na opinião do Comitê Organizador, que também destaca o papel da imprensa internacional, que cobriu o evento e deu visibilidade aos 1,7 mil indígenas que participaram dos Jogos. Os I JMPI ganharam a atenção do mundo, com cerca de 300 jornalistas credenciados, de 21 países, como Itália, França, China, Chile, Inglaterra, EUA, Alemanha, Japão, México, entre outros.

A primeira edição dos Jogos Mundiais contou com a presença de 1.129 indígenas nacionais de 24 etnias, além de 566 indígenas internacionais de Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Etiópia, Filipinas, Finlândia, Gambia Guatemala, Guiana Francesa, México, Mongólia, Nicarágua, Nova Zelândia, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Rússia e Uruguai.

A proposta dos jogos era que os atletas indígenas nacionais e internacionais tivessem a oportunidade de realizar intercâmbio de cultura e tradições e não apenas competir. “Felicitamos o Brasil por nos dar essa oportunidade, pela realização desses jogos e por essa grande troca de experiências”, declarou Clímaco Tojirama, panamenho da etnia Emberá e tripulante da canoa campeã na modalidade canoagem.

Para o ministro do Esporte, George Hilton, o resultado mostra que a cidade se preparou para receber os estrangeiros e os turistas de todo o país durante o evento: “Acertamos pela escolha da cidade de Palmas, que une o Pantanal ao norte do país, onde existe a maior concentração de comunidades indígenas. A presença da presidenta Dilma Rousseff na abertura dos Jogos mostra que o governo apoiou a realização do evento desde o começo. Foi uma parceria que deu certo”.

Presidente do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), Marcos Terena acrescentou que os números indicam que a missão foi cumprida. “Os Jogos atenderam totalmente as nossas expectativas como indígenas. Nós deixamos um grande legado patrimonial, cultural e desportivo para a cidade de Palmas. Além dos recursos econômicos trazidos pelos estrangeiros durante os nove dias em Palmas e a geração de empregos na cidade”, analisou.

“Os indígenas presentes nos jogos foram uma amostra das aspirações, necessidades e prioridades de povos de todos os continentes. Eventos como esse permitem que o mundo conheça melhor a realidade desses povos e levem em consideração o que eles têm a mostrar, reivindicar e, sobretudo, contribuir para o desenvolvimento humano no mundo”, destacou o oficial do PNUD Carlos Benítez, que participou da abertura dos jogos e teve encontro com os indígenas na Oca da Sabedoria.

Parceiro do Ministério do Esporte na realização dos I JMPI, o PNUD foi responsável pela viabilização de parte do suporte logístico dos I JMPI. Com apoio do Programa de Voluntários das Nações Unidas (VNU), em parceria com a Prefeitura de Palmas, o Ministério do Esporte e o Comitê Intertribal (ITC), o PNUD promoveu também a formação e o treinamento dos 250 voluntários que atuaram no apoio durante o evento.

Com o apoio do PNUD, eles tiveram uma formação de mais ou menos 20 horas/aula, quando receberam conteúdos relacionados ao histórico dos JMPI, como os jogos surgiram, as modalidades a ser apresentadas, as tradicionais e as de competição.

Para o prefeito de Palmas, Carlos Amastha, o projeto dos Jogos foi executado com perfeição. “Superou todas as expectativas. Precisávamos colocar Palmas de maneira positiva nas primeiras páginas de todo o mundo”, disse ao acrescentar que foram injetados, até o final dos jogos, aproximadamente R$ 2,5 milhões na economia local.

Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas serão realizados a cada dois anos, com a próxima edição no Canadá em 2017. A goleira da seleção indígena de futebol feminino do Canadá, atual campeã mundial, Brittany, da etnia Cree, afirmou que, tão logo regresse para casa, quer continuar treinando. “Estou muito animada para manter o título de campeã, dessa vez no meu país”, declarou.

 

 

Foto: ASCOM / Ministério do Esporte

Foto: ASCOM / Ministério do Esporte

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