Jovens criam games e abrem o próprio negócio


Terça-feira, 1º de dezembro de 2015, às 09h37


Agência USP de Notícias
Henrique Fontes, da Assessoria de Comunicação do ICMC

Criar um jogo eletrônico e abrir a própria empresa é um sonho que têm se tornado realidade para estudantes e ex-alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Eles estão trabalhando no desenvolvimento de jogos tanto para smartphones quanto para consoles de videogame, obtendo destaque no mercado.

Um exemplo é o ex-aluno Tales Sampaio. A possibilidade de ter uma formação sólida para criar o próprio game o motivou a ingressar no curso de Sistemas de Informação do ICMC. Inspirado nos jogos de tiro Time Crisis e Virtual Cop, o artista 3D está desenvolvendo o game Grand Shooter para tablets e smartphones.

 

Em Grand Shooter, a personagem principal deve enfrentar inimigos para salvar sua namorada que foi sequestrada. Foto: Divulgação/ ICMC

Em Grand Shooter, a personagem principal deve enfrentar inimigos para salvar sua namorada que foi sequestrada. Foto: Divulgação/ ICMC

 

Em desenvolvimento há cerca de dez meses, o jogo fez parte de um dos trabalhos de conclusão de curso do ex-aluno e está em fase final de produção, com previsão de lançamento para o início de 2016. “Nossas prioridades são saber se o game está rodando bem e se as animações estão legais. Esperamos que o primeiro capítulo esteja finalizado até dezembro”, conta Sampaio. O jogo terá quatro capítulos, com cinco fases cada e o nível de dificuldade aumentado assim que o usuário passar por cada uma delas. Para baixar a versão de teste do jogo, clique aqui.

Inicialmente, o jogo estará disponível nas plataformas Android e IOS e será gratuito. “A base fornecida pelo ICMC foi o grande diferencial que propiciou que nosso jogo conseguisse rodar em plataformas móveis com alto desempenho em seu processamento”, conta Sampaio. Ano passado, o protótipo do jogo foi levado ao 13º Simpósio Brasileiro de Games e, segundo o ex-aluno, agradou tanto adultos quanto crianças. A ideia de desenvolver seu próprio game possibilitou a Sampaio abrir uma startup, empresa iniciante no ramo de tecnologia. A empresa recebeu o nome de Grumpy Panda Studios.

Mercado aquecido
“Hoje, os jogos não fazem parte de um nicho, são produzidos para atender a públicos diversos e com propósitos diferentes. Por isso, diversas empresas de tecnologia possuem setores responsáveis por desenvolver jogos e frequentemente recrutam alunos do ICMC para esse fim”, explica o professor Moacir Ponti. Segundo ele, os cursos de computação do Instituto dão um bom embasamento para a formação desse profissional. “No ICMC, os estudantes também podem fazer parte do grupo Fellowship of the Game (FoG), cujo objetivo é reunir alunos com diversas habilidades como programação, arte, multimídia e roteiro para aprender a desenvolver jogos”, completa.

Recente pesquisa realizada pela consultoria especializada no ramo de jogos Newzoo revela que o mercado brasileiro de games é o primeiro em faturamento de toda a América Latina e o 11º no mundo. Segundo a empresa, o Brasil tem uma estimativa de receita para 2015 de US$ 1,45 bilhão.

Quem também está atuando nesse mercado em expansão é Julio Trasferetti, aluno de Ciências de Computação do ICMC. Ele está desenvolvendo o jogo Run, que será lançado no primeiro semestre de 2016 para Playstation 4, Xbox One e PC.

O primeiro passo para o desenvolvimento do game se deu no ano passado, quando Transferetti abriu a microempresa Torch Games em Indaiatuba, no interior de São Paulo, sua cidade natal. Com o roteiro de Run pronto, que foi inspirado na série japonesa de jogos Metal Gear, começou a recrutar pessoas do mundo todo para que o ajudassem no projeto. Atualmente, ele conta com oito colaboradores no total, distribuídos entre Brasil, Marrocos, Hungria, França, Grécia e Estados Unidos.

Com o Run idealizado, o projeto do jogo foi submetido à Sony e à Microsoft. As empresas possuem programas que aceitam propostas de novos games de qualquer desenvolvedor do mundo e o do estudante do ICMC foi aprovado. A versão pré-oficial (beta) do game foi exibida em grandes feiras americanas do ramo como a Game Developers Conference (GDC) e a Eletronic Entertainment Expo (E3). Segundo o aluno, que também fez parte do grupo FoG, a proposta obteve uma boa aceitação do público.

Artigo publicado na Physical Review Letters detalha resultados de experimento pioneiro realizado por físicos brasileiros, irlandeses e alemães sobre a seta do tempo, propriedade fundamental do Universo. Imagem: APS/Alan Stonebraker

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