Justiça alemã diz que copiloto recebeu tratamento por tendências suicidas

O acidente ocorreu na terça-feira (24). Foto: Ministere de l'interieur Seguindo Déploiement sur la zone du crash des personnels mobilisés Crédit : DICOM/Ministere de l'interieur

Operações de resgate dos corpos das vítimas e destroços do Airbus A320 da Germanwings. Foto: Ministere de l'interieur Seguindo Déploiement sur la zone du crash des personnels mobilisés Crédit : DICOM/Ministere de l'interieur


Segunda-feira, 30 de março de 2015, às 17h17


Da Agência Lusa
Foto de divulgação de Andreas Lubitz, copiloto do voo 4U9525 da Germanwings, na Alemanha, em 2009Divulgação/Team Müller/EPA/Agência Lusa

Foto de divulgação de Andreas Lubitz, copiloto do voo 4U9525 da Germanwings, na Alemanha, em 2009Divulgação/Team Müller/EPA/Agência Lusa

O copiloto do Airbus A320 da companhia aérea Germanwings, suspeito de ter feito o avião despencar nas montanhas na França, recebeu tratamento por tendências suicidas no passado, mas não recentemente, informou hoje (30) a Justiça alemã.

“Andreas Lubitz esteve em tratamento psicoterapêutico por tendências suicidas há vários anos, antes de ter obtido a licença de piloto”, informou o procurador de Düsseldorf, Ralf Herrenruck.

Depois disso, e “até recentemente”, Lubitz passou por “outras consultas médicas que resultaram em afastamento por doença, mas sem terem sido atestadas tendências suicidas ou de agressividade para com terceiros”, acrescentou o procurador em uma breve declaração escrita, sem dizer o motivo dessas consultas e licenças médicas.

O Ministério Público de Düsseldorf sublinhou não ter sido encontrada qualquer carta anunciando planos de fazer despencar um avião ou reivindicando o acidente, ocorrido em 24 de março.

Nada “no ambiente familiar, pessoal ou no local de trabalho” permitiu, até aqui, reunir informações sobre eventuais motivações, acrescentou.

Andreas Lubitz é suspeito de ter deliberadamente causado a queda do avião da transportadora alemã de baixo custo Germanwings, matando 150 pessoas.

Na sexta-feira (27), o Ministério Público de Düsseldorf, onde Lubitz vivia, anunciou que o copiloto devia estar de licença médica no dia do acidente. Os investigadores encontraram atestados de incapacidade para o trabalho rasgados.

O jornal alemão Bild am Sonntag afirmou que os investigadores encontraram, no apartamento de Lubitz receitas de medicamentos, habitualmente prescritos a doentes maníaco-depressivos e grandes quantidades de soporíferos (remédios para dormir, como calmantes).

Com informações da Agência Brasil
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Autor: alotatuape

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