Liberar e descriminalizar a maconha

Quarta-feira, 20 de agosto de 2014 às 08h14 – Atualizado às 15h05

Gerson Soares

A liberação do uso da cannabis sativa, muito mais conhecida como maconha, é um debate cada vez mais acirrado. Acontece que existe diferença entre liberar e descriminalizar. O uso desse entorpecente está cada vez mais flagrante. A liberação, pelo menos na cabeça dos que tem interesse nessa atividade, ademais seu consumo, é um promissor ramo de negócios. Segundo esses, já deveria ter sido liberada.

 

Marcha da maconha aconteceu na orla de Ipanema, zona sul do Rio, pedindo a legalização do consumo, dia 12 de maio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Marcha da maconha aconteceu na orla de Ipanema, zona sul do Rio, pedindo a legalização do consumo, dia 12 de maio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Já era comum fumar maconha nas praias desertas e nas praças mais recônditas, agora é comum fumar maconha nas orlas movimentadas, ruas e avenidas, próximo aos bares e casas de diversão, nas esquinas, ruelas mais escondidas e até ao lado de postos policiais e viaturas, onde o cheiro da erva já pôde ser apreciado. Lembrando que portar apenas um baseado é crime no Brasil.

Fumar maconha é o primeiro passo para o uso de outras drogas e se não for o início para os principiantes está entre os entorpecentes menos agressivos, comumente comparado ao uso de álcool e cigarros. Mas não é bem assim.

O uso contínuo de maconha causa problemas mentais e perturbações que afastam o usuário de atividades onde o raciocínio é altamente exigido, como nos estudos, que requerem o armazenamento de informações de grau mais elevado. É prejudicial à saúde e vicia – existe uma corrente de analistas que acreditam nisso e outra que diz ser apenas um vício psicológico. Estas conjecturas superficiais deixam de lado efeitos como a diminuição dos espermatozoides ou a inibição da ovulação, dentre outros.

Estes são alguns fatores que levam juristas e médicos contrariarem a liberação e até mesmo a descriminalização dessa droga, uma porta escancarada para outras muito mais nocivas.

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Autor: alotatuape

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