Mais 100 mil bolsas para o Ciência sem Fronteiras, anuncia Dilma

Quinta-feira, 26 de junho de 2014 às 8h07

 

Com informações da Agência Brasil e Portal Brasil
Edição: Alô São Paulo

“Já concedemos 83.200 bolsas e vamos atingir a meta de 101 até setembro”, disse ontem (25) a presidente Dilma Roussef, com relação à primeira etapa do programa, durante o lançamento da segunda etapa do Ciência sem Fronteiras. De acordo com o anúncio feito nesta quarta-feira, nova meta – a ser atingida entre 2015 e 2018 – deve oferecer mais 100 mil bolsas.

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, estiveram reunidos autoridades e o ministro da Educação Henrique Paim, para divulgar a expansão do Programa. A meta desta nova fase é oferecer mais 100 mil bolsas a estudantes de diversas universidades do país em graduação e pós-graduação. Lançado em 2011, o programa tinha por meta a concessão de 101 mil bolsas – 75 mil bancadas pelo setor público e 26 mil por empresas privadas. Até o momento, foram efetivadas 83.184 bolsas e a primeira etapa deve ser completada até setembro deste ano, segundo informou a presidente Dilma. Ontem, foram assinadas 5,2 mil bolsas por empresas, das quais 5 mil pela Petrobras.

 

Lançamento da 2ª etapa do programa Ciências Sem Fronteiras. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lançamento da 2ª etapa do programa Ciências Sem Fronteiras. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

“O Ciência sem Fronteiras é um programa para gerar no Brasil uma política de inovação. Já concedemos 83.200 bolsas e vamos atingir a meta de 101 mil até setembro. Por isso, nós definimos essa nova fase com a concessão de bolsas para todos os jovens brasileiros que se classificarem a partir do processo de proficiência em alguma língua estrangeira”, afirmou Dilma Rousseff que também destacou as diversas áreas contempladas e a importância do programa. “O principal objetivo do programa é conceder bolsas para estudantes de engenharia, computação, tecnologia da informação e todas as demais áreas tecnológicas. As demais bolsas estão divididas entre as áreas biológicas, fármacos, biodiversidade e bioprospecção. As bolsas têm papel importante para estudantes de graduação. Eles voltam para o Brasil com nova perspectiva, e também com experiência muito significativa na relação professor-aluno”.

Lembrando que o Ciência sem Fronteiras é uma das portas oferecidas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), enfatizou que é preciso ter atingido 600 pontos na avaliação para fazer jus à participação no programa governamental. Por sua vez, o ministro da educação, Henrique Paim, falou sobre a internacionalização de toda rede de ensino superior. “Desde sua implantação, conseguimos conceder bolsas de estudo para diversos cursos nas áreas de exatas e tecnológicas. Dentre elas 52% atende todas as engenharias.” Reforçando a participação do governo em parceria com a iniciativa privada, pretende avançar ainda mais. “Nossa meta é ainda maior, nós queremos oferecer 101 mil bolsas nas melhores universidades internacionais”, disse enfatizando as parcerias com universidades americanas e inglesas. “O Ciência sem Fronteiras, além de disponibilizar oportunidades de ampliar conhecimentos nos cursos de graduação e pós-graduação, vai além já que estimula a aprendizagem de uma segunda e terceira língua, requisito para participar do programa”, lembrou o ministro.

Esses estímulos são realizados a partir de cursos na plataforma ‘My English Online’, nos exames de proficiência aplicados, além das aulas presenciais oferecidas nos institutos federais de todo o País. Entre as diretrizes do programa, o Ciência sem Fronteiras se compromete em: oferecer estágios em empresas e centros de pesquisas, possibilitar a convivência internacional com estudantes de diversos países e realizar parcerias acadêmicas.

 

O Ciência sem Fronteiras está inserido em diversas Universidades em 43 países diferentes. Foto: Portal Brasil/Divulgação

O Ciência sem Fronteiras está inserido em diversas Universidades em 43 países diferentes. Foto: Portal Brasil/Divulgação

 

Sobre o Programa

Com o lançamento do programa em dezembro de 2011, a iniciativa do governo federal busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. Além disso, o Programa Ciência sem Fronteiras busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros em diversas áreas, bem como criar oportunidade para que os pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. No entanto, dificuldades em proficiência no idioma inglês causaram prejuízo de aproximadamene 2,6 milhões aos cofres públicos com a volta de 110 bolsistas que voltaram do Canadá e Austrália devido não terem conseguido atingir o nível necessário em inglês.

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Autor: alotatuape

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