Médicos e Mães da Sé fazem mobilização em SP por crianças desaparecidas


Segunda-feira, 6 de abril de 2015, às 15h59

 

Conselho Federal de Medicina – Para marcar o encerramento da Semana Nacional de Mobilização para a Busca e Defesa da Criança Desaparecida, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a ONG Mães da Sé fizeram um ato na tarde do dia 31 de março, na Praça da Sé, no centro da capital paulista, para mobilizar a sociedade para o problema dos desaparecimentos, calculados em cerca de 50 mil pessoas por ano. Estima-se também que quase 250 mil pessoas estejam desaparecidas no Brasil.

 

 

O ex-senador e atual secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy, esteve presente. Foto: CFM- Conselho Federal de Medicina SP

O ex-senador e atual secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy, esteve presente. Foto: CFM- Conselho Federal de Medicina SP

 

“Esse é um movimento importante de resgate deste grave problema que afeta a sociedade brasileira, notadamente a mais carente. Queremos pedir aos médicos para que fiquem atentos, principalmente os da área de Pediatria, pois é cada vez maior o número de crianças desaparecidas”, alertou o presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima.

O ato iniciou com manifestações de cerca de 100 familiares que levaram cartazes dos parentes desaparecidos e pediram soluções dos casos. Diversas autoridades fizeram o uso da palavra e cobraram políticas públicas para o setor. Dentre eles, o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy, que ressaltou a importância da mobilização e solicitou que as informações sobre crianças desaparecidas sejam transmitidas às autoridades. “Isso significará uma esperança para pais e mães nessa busca. Sou pai e avô, imagino o sofrimento que seria perder alguém”.

Ao final do ato foram soltos mil balões brancos em homenagem às crianças e adolescentes desaparecidos, e realizada a celebração de uma missa na Catedral da Sé.

Foto: CFM- Conselho Federal de Medicina SP

Foto: CFM- Conselho Federal de Medicina SP

O problema

Em São Paulo, no ano passado, desapareceram 33 mil pessoas, das quais 28 mil foram localizadas. O estado se destaca como o que mais desaparecem pessoas – cerca de 100 por dia – de acordo com dados da própria Delegacia de Pessoas Desaparecidas. Deste total, 40% se refere à crianças.

“Infelizmente, não temos uma estatística precisa, porque não temos cadastro unificado de pessoas desaparecidas. É uma situação vergonhosa, mas é a nossa realidade”, disse Ivanise Esperidião, fundadora e presidente da ONG Mães da Sé. Segundo ela, um cadastro nacional foi lançado pelo governo federal em 2010, mas “nunca chegou a operar”. Por isso, ela questiona: “Como é que o governo diz que desapareceram 40 mil crianças por ano e, se você entrar no cadastro, aparecem apenas 341 [crianças desaparecidas] no sistema? Vivemos o mais profundo descaso e abandono em todas as esferas de governo”.

Foto: CFM- Conselho Federal de Medicina SP

Foto: CFM- Conselho Federal de Medicina SP

Junto aos médicos

O CFM quer contribuir para reverter esta realidade. Por isso, desde 2011, desenvolve junto à categoria uma campanha de conscientização para que profissionais e instituições de tratamento médico, clínico, ambulatorial ou hospitalar observem e ajudem no esforço contra o desaparecimento de menores.

“Divulgando essa recomendação, alertamos o médico sobre como abordar a questão da criança desaparecida”, ressaltou Henrique Batista, secretário-geral do CFM e membro da Comissão de Ações Sociais do CFM. Ele apontou as orientações da Recomendação CFM nº 4: “observar como o menor se comporta com o acompanhante, se demonstra medo, choro ou aparência assustada; observar se existem marcas físicas de violência, como cortes, hematomas ou até abusos.

A ação do CFM também foi reforçada pelos Conselhos Regionais. “Apoiamos essa iniciativa e pedimos aos médicos, principalmente os que atendem crianças e os ginecologistas que acompanham parto, que observem o comportamento de seus pacientes como ação preventiva”, afirmou Ruy Tanigawa, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e conselheiro suplente representante de São Paulo no CFM.

Leia as últimas publicações

Recent Videos

Programa PIPE para inovação em São Paulo, vídeo
Deputados querem votar mudanças no sistema eleitoral e fundo público de campanhas, vídeo
Continue acompanhando do espaço os movimentos do furacão Irma, vídeo
Liderada pelo deputado André Fufuca, Câmara vota pautas importantes
Sessão conjunta do Congresso Nacional, ao vivo
Plenário da Câmara dos Deputados, ao vivo
Acompanhe a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer, ao vivo
Telescópio Gigante Magalhães, vídeo
  • Programa PIPE para inovação em São Paulo, vídeo

  • Deputados querem votar mudanças no sistema eleitoral e fundo público de campanhas, vídeo

  • Continue acompanhando do espaço os movimentos do furacão Irma, vídeo

  • Liderada pelo deputado André Fufuca, Câmara vota pautas importantes

  • Sessão conjunta do Congresso Nacional, ao vivo

  • Plenário da Câmara dos Deputados, ao vivo

  • Acompanhe a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer, ao vivo

  • Telescópio Gigante Magalhães, vídeo

Categorias

alotatuape

Autor: alotatuape

Share This Post On

Enviar um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*